terça-feira, 29 de dezembro de 2015

23\12\2015

Ao que tudo indica, o presidente do PT é uma unanimidade, ou está próximo disso. A sua nota de hoje, divulgada com alarde pela imprensa, consegue ser ao mesmo tempo uma impertinência e um ato vazio. Em meados desse ano, o Congresso do PT deixou de lado a proposta de mais de 40 dirigentes do partido, sugerindo um projeto para o governo Dilma Rousseff, já àquela altura envolvido por uma crise econômica e social assustadora. O senhor Ruy Falcão, como presidente do PT aprovou um voto de louvor ao que estava sendo feito e pediu compreensão para as medidas necessárias.
Dias atras, o PSOL apresenta um projeto detalhado para o governo, em suas linhas gerais muito próximo do que foi apresentado e rejeitado durante as negociações do Partido. Ao declarar-se frustrado agora, Ruy Falcão é apenas inoportuno. Além disso, ele pede mudanças. Sim,mas quais? Não sabe ou não se dá ao trabalho?
Dilma Rousseff passa a contar com condições excelentes para enfim iniciar o governo que se espera dela. As oposições fascistas estão sendo rapidamente caladas. Mas o PT carece de novos rumos, a começar de um presidente com competência, postura e clareza.
Tenho dito!



-------------------

Só sei que, Lewandowski ofereceu, no apagar das luzes de um ano triste e deprimente, a alegria de vermos um brasileiro de brio, pondo um canalha em seu devido lugar. Todos, a começar da imprensa, trataram a triste figura do presidente da Câmara dos Deputados, como se fosse um cidadão brasileiro.

domingo, 27 de dezembro de 2015

27\12\2015

Levy, o aprendiz de feiticeiro, montou uma monstruosidade de bom tamanho e provocou prejuízos que não foram contabilizados ainda. Fez, contra Dilma Rousseff o que Aécio e FHC não tiveram competência para fazer. Vai, sem deixar nenhuma saudade, protótipo perfeito da arrogância vazia de um Chicago's boy. Tudo ótimo. Mas, me mate essa curiosidade: e o Bradesco como fica?


Um ótimo artigo e que nos sugere uma séria auto-crítica. A grande imprensa foi capaz de criar a crise econômica. Enquanto isso, belos e fagueiros, ficamos a nos divertir com os lugares-comuns, ironizando figuras menores, como FHC e Aécio (vez ou outra nos lembramos de cão mais raivoso, Jose Serra). Vamos ficar mais atentos. A "criação diabólica" de uma crise não foi e não está sendo bem combatida.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-contribuicao-milionaria-da-imprensa-para-ampliar-a-crise-economica-por-paulo-nogueira/

--------------------

Uma notícia muito alegre. Em primeiro lugar, brinca e faz ironia: a queda de 1,07% nas vendas dos shoppings é anunciada como a maior de todos os tempos! Como terão medido as outras? Com uso e micrômetro? Mas, além disso, ela anuncia uma boa-nova: as vendas no comércio de rua aumentaram. Está na hora de contar à gloriosa classe-média nacional, tão propensa às macaquices, que nos Estado Unidos não estão abrindo novos shoppings. Eles estão sendo fechados.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

ESTAMOS NO VERÃO E AS ANDORINHAS ESTÃO CHEGANDO É imperioso recriar a imprensa no Brasil, pois precisamos de informações e de troca de ideias. Só uma imprensa liberta dos interesses econômicos poderá cumprir essa missão e propor caminhos, unir esforços de gente de boa-vontade. A consciência disso nos anima a escrever, a criticar, elogiar e sugerir. As redes sociais criaram um instrumento excepcional para isso, disponível para quem esteja animado de boa-vontade e tenha olhos para ver. Propondo minhas ideias e convicções, estou compartilhando, formando grupos de companheiros, e ouvindo, aprendendo e divulgando. É um caminho que permite a retribuição de obter-se a sensação de uma missão cumprida. É forma eficiente de sermos os braços que estão demolindo a casa grande e pondo as elites anacrônicas em seu devido lugar, à margem da História. A sabedoria do povo ensina que o verão não se faz com uma andorinha, mas com a revoada delas. O Barão de Itararé promove esse encontro, incentiva na criação do enxame de ideais e vozes, cada vez mais abalando preconceitos, sugerindo caminhos. Não nos cabe inventar, mas contar e confirmar aquilo que todos sabem: vale a pena ser gente - com dignidade.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

23\12\2015

ACORDEM PARA A REVOLUÇÃO
A transformação da "oposição" em movimento "neofascista" representa de fato aquela radicalização que transforma o debate politico em briga nas arquibancadas lá no Maracanã. A violência da dupla FHC-AN provoca uma reação de força proporcional e, por instinto, a defesa incondicional dos que estão sendo expostos a linchamento: Lula, Dilma e o PT. E não pode ser de outra maneira.
Ocorre que a radicalização de posições está cegando a muitos de nós. Não a todos, felizmente. Os movimentos do povo nas ruas não estão se permitindo levar-se por paixões. Defende-se intransigentemente o respeito à ordem democrática que está definida na Constituição. Mas não se defende um governo que, lastimavelmente, baseou a sua ação na mentira, que doe muito de ser admitida, mas que é indiscutível: ela aconteceu antes, durante a campanha, ou está acontecendo agora. O que importa é enxergar o Brasil sendo governado com base nos valores e objetivos do sistema financeiro internacional, conduzindo o País à crise do desemprego definitivo, o HORROR ECONÔMICO. O mais, os desdobramentos da incompetência: o holocausto das nações indígenas, a consagração dos interesses dos grandes latifundiários muito bem assentados no Ministério, o apoio à indústria da morte pelo uso intensivo de defensivos agrícolas e a produção de transgênicos, a explosão do autoritarismo posto nas letras da "lei de repressão ao terrorismo" (onde eles estão, senhora Presidenta? Nos movimentos do MST? Ou na maravilhosa ocupação das escolas pelos meninos e meninas que resgataram a dignidade de São Paulo?).
O governo fez uma opção muito clara. Deixa de lado o povo que a elegeu e procura sustentar-se fazendo o jogo lastimável de acordos políticos, envolvendo necessariamente negócios e negociatas. Hoje, Dilma Rousseff faz um governo idêntico ao que seria um governo do PMDB, com Michel Temer. E ela não fala, dispensa-se de um diálogo adulto. Nâo se dá conta de que não basta repetir-se na afirmação da própria honestidade e no compromisso de zelar pelos interesses do povo. Não há como negar: DILMA FOI ELEITA PELO POVO PARA GOVERNAR PARA AS ELITES. A presença da Presidente, ao lado de Pezão e do PMDB do Rio de Janeiro, com Sérgio Cabral e demais aquadrilhados, aponta para os que estarão assegurando, por sua ação na mais podre das Câmaras de Deputados já vista, a continuidade de um governo que lhes saberá ser grato. E que se dane o povo brasileiro.
Ao fazer os seus movimentos, o PSDB não se deu conta daquilo que conseguiria alcançar com a radicalização: ela dividiu os que estavam defendendo a boa causa, os que imaginaram na vitória do PT e com Dilma Rousseff a vitória do povo, caminhando para a efetivação de uma "democracia plena". Seremos de início em menor número, gritando por uma política ética e por um governo para o povo, povo que ainda não tem saúde, nem escola, e nem onde morar. Que se acomode nas novas favelas de planície. Que os petistas não se esqueçam: A REVOLUÇÃO DO POVO PODE TARDAR, MAS É INEVITÁVEL.
FELIZ GOVERNO NOVO, PRESIDENTA DILMA Vencido o risco de um golpe, branco ou verde-oliva, risco que nunca existiu, admitamos, queremos desejar um feliz governo novo para a Presidenta. Suferimos que, em 2016, ela esteja atenta para os pontos seguintes: 1. Respeite a todos os brasileiros e especialmente aos 54 milhões que lhe entregaram o poder, mas que precisa ser exercido em nome deles e atentando ao que mais seja conveniente a todos. Entenda que entre os brasileiros estão as nações indígenas e mais todos os que estão sendo cada vez mais alimentados com o veneno dos transgênicos. Não governe com os ruralistas e seus/suas representantes. 2. Dê-se o respeito e seja defendida dos ataques do nazifascismo por jum Ministro da Justiça minimamente competente. 3. Não conduza o Brasil ao desemprego e à recessão. Dirija com cuidado e informe honestamente a todos nós para onde estamos indo. O PT pregava o "governo participativo". O seu tem sido o "governo cego-surdo-mudo." 4. Não se impressione com inaugurações. Trabalhe a sério e verifique o que está acontecendo de verdade nos conjuntos habitacionais já entregues aos segmentos de baixa renda, e que se tornam favelas horizontais em pouco tempo; o que está acontecendo nas universidades, que abrigam 38% de analfabetos funcionais; o que está acontecendo com os nossos "loucos", entregues a um explorador da loucura. 5. Acredite, em suma, que um governo só se faz competentemente com base em PLANEJAMENTO (o que não é um Ministério), definindo-se o que vai ser feito, onde, quando, por quem e a que custo.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

no Brasil...
O MELHOR: 1. Eduardo Suplicy: a pureza humilde que prova: Política pode ser limpa. 2. Jandira Feghali e o PcdoB: o Partido, pequeno e valente, age. Jandira Feghali prova que, quando é preciso enfrentar, são as mulheres que se expõem e querem parir a Justiça. 3. O povo (CUT, PcdoB, UNE, MST...) nas ruas e praças, firmando a vontade do povo. 4. Os jovens estudantes: ocupando as escolas, conscientes, aprendendo a amar os seus espaços, colocando em ponto de fuga o nazi-fascismo de governantes loucos. 5. O retorno ao Estado de Direito: os juízes do Tribunal que honraram as suas togas. O PIOR: 1. SAMARCO-VALE: a hecatombe que matou um pedaço do Brasil, com os seus homens, animais, plantas e águas, resultado de uma política cinicamente irresponsável de governantes de vários governos. 2. O GENOCÍDIO INDÍGENA, promovido pelos que querem as suas terras, sob a proteção da indiferença do Ministério da Agricultura e da Presidência da República. 3. BRASIL: PÁTRIA DOS TRANSGÊNICOS: graças à atitude criminosamente equivocada do Estado Brasileiro. 4. RECESSÃO E DESEMPREGO: resultantes do equívoco do que não foi anunciado: a vitória que significou a adoção da política propugnada pelos derrotados. 5. O DESPUDOR DAS ELITES ANACRÕNICAS: desavergonhadas, elas ainda mostram as suas caras moribundas
Nessa luta pela dignidade humana, Marcelo Freixo (PSOL) discursou na ALERJ, incitando Valêncio Wurch a não assumir o cargo para o qual o seu amigo, Marcelo Castro, lastimável Ministro da Saúde, o nomeou. Uma rede de amizades e interesses espúrios: Valêncio Wurch, amigo de Marcelo Castro, que é amiigo de PIcciani, que negociou o ministério com Dilma Rousseff para apoiá-la.
Aqui, cabe é um apelo à Presidente da República: não desça a esse nível de indignidade. Informe-se: Valêncio Wurch tem um currículo muito mais do que desabonador.


E O LULA FALOU ... Convidado gentilmente pela Polícia Federal, Lula foi lá e prestou seu depoimento, na qualidade de testemunha. Tivesse sido intimado, por suspeito de prática de crime, a imprensa teria noticiado. Não foi esse o caso. O que ele disse lá? O que ele está nos dizendo? Necessariamente, foi um depoimento muito bem pensado, ouvidos atentos a várias falas e aconselhamentos. Por isso mesmo, houve prudência e muito caldo de galinha. Lula jamais soube de nada errado na Petrobrás, nem foram indicados seus os que mais adiante foram apanhados com a boca na botija. Tudo era encaminhado à Casa Civil e o Ministro responsável fazia e desfazia. Nada mais justo. Afinal, o companheiro Jose Dirceu não corre riscos: ele já está preso. O companheiro Lula não está preso; e nem quer ser preso. Já por aí, ele nada teve a ver e nunca com os nomes já enredados na Operação Lava Rápido e nem em quaisquer outras. O Presidente da República não se desgasta com problemas menores, como a gestão de uma empresa estatal, mesmo quando essa empresa seja a Petrobras. Logo em suas primeiras palavras, Lula explicou tudo: na campanha de 2015, o PT associou-se a partidos com quem tem afinidades, com o PMDB, por exemplo. Os conchavos e trocas de favor nasceram espontânea e justificadamente disso. Excelente esse esclarecimento: jamais tínhamos suspeitado disso e, a partir de agora, poderemos compreender certas atitudes acanalhadas do PT. Como, por exemplo, a aliança com o Picciani, que garantirá o entubamento de Eduardo Cunha, o que terá os seus preços, mas o que não os tem, não é mesmo? Já que as primeiras palavras foram enganosas e enganadoras, preferimos entender que de fato Jose Dirceu foi o grande anjo do mal, conduzindo o Partido dos Trabalhadores para a senda do crime, já que “caixa 2”, que ainda não era roubo, é um ilícito socialmente aceitável. Admitido que Lula tenha tido conhecimento das ações temerárias do companheiro, por justiça deveria estar cumprindo o companheirismo, tendo mentido cruel e deslavadamente. E se Lula disse a verdade? Pior ainda. Ao deixar nas mãos de um auxiliar os destinos de uma empresa decisiva para o futuro do País, foi irresponsável e incompetente, desqualificando-se para o exercício do cargo. Lula não se deu conta do que estava acontecendo? Não recebia relatórios, não tinha em mãos instrumentos mesmo que simplórios de auditoria? É verdade que os bandidos de Brasília têm as mãos perfumadas e os rostos embotocados. Lula não tem competência para identificá-los? Que aproveitemos o clima de “Boas Festas”, “Feliz Natal”, o “Bom Velhinho” chegou e os seus presentes já foram distribuídos durante todo o ano. Mas, o seguinte, companheiro Lula: no seu retorno, queremos que venha se explicar decentemente, olhos nos olhos, sem frases feitas, sem falsas arrogâncias. A primeira página do termo de declarações prestadas por Luis Inácio Lula da Silva é confirmada pelas três que se seguem: NÃO FUI EU, EU NÃO SABIA.
CARTA AOS PETISTAS: ACORDEM PARA A REVOLUÇÃO A transformação da "oposição" em movimento "neofascista" representa de fato aquela radicalização que transforma o debate politico em briga nas arquibancadas lá no Maracanã. A violência da dupla FHC-AN provoca uma reação de força proporcional e, por instinto, a defesa incondicional dos que estão sendo expostos a linchamento: Lula, Dilma e o PT. E não pode ser de outra maneira. Ocorre que a radicalização de posições está cegando a muitos de nós. Não a todos, felizmente. Os movimentos do povo nas ruas não estão se permitindo levar-se por paixões. Defende-se intransigentemente o respeito à ordem democrática que está definida na Constituição. Mas não se defende um governo que, lastimavelmente, baseou a sua ação na mentira, que doe muito de ser admitida, mas que é indiscutível: ela aconteceu antes, durante a campanha, ou está acontecendo agora. O que importa é enxergar o Brasil sendo governado com base nos valores e objetivos do sistema financeiro internacional, conduzindo o País à crise do desemprego definitivo, o HORROR ECONÔMICO. O mais, os desdobramentos da incompetência: o holocausto das nações indígenas, a consagração dos interesses dos grandes latifundiários muito bem assentados no Ministério, o apoio à indústria da morte pelo uso intensivo de defensivos agrícolas e a produção de transgênicos, a explosão do autoritarismo posto nas letras da "lei de repressão ao terrorismo" (onde eles estão, senhora Presidenta? Nos movimentos do MST? Ou na maravilhosa ocupação das escolas pelos meninos e meninas que resgataram a dignidade de São Paulo?). O governo fez uma opção muito clara. Deixa de lado o povo que a elegeu e procura sustentar-se fazendo o jogo lastimável de acordos políticos, envolvendo necessariamente negócios e negociatas. Hoje, Dilma Rousseff faz um governo idêntico ao que seria um governo do PMDB, com Michel Temer. E ela não fala, dispensa-se de um diálogo adulto. Nâo se dá conta de que não basta repetir-se na afirmação da própria honestidade e no compromisso de zelar pelos interesses do povo. Não há como negar: DILMA FOI ELEITA PELO POVO PARA GOVERNAR PARA AS ELITES. A presença da Presidente, ao lado de Pezão e do PMDB do Rio de Janeiro, com Sérgio Cabral e demais aquadrilhados, aponta para os que estarão assegurando, por sua ação na mais podre das Câmaras de Deputados já vista, a continuidade de um governo que lhes saberá ser grato. E que se dane o povo brasileiro. Ao fazer os seus movimentos, o PSDB não se deu conta daquilo que conseguiria alcançar com a radicalização: ela dividiu os que estavam defendendo a boa causa, os que imaginaram na vitória do PT e com Dilma Rousseff a vitória do povo, caminhando para a efetivação de uma "democracia plena". Seremos de início em menor número, gritando por uma política ética e por um governo para o povo, povo que ainda não tem saúde, nem escola, e nem onde morar. Que se acomode nas novas favelas de planície. Que os petistas não se esqueçam: A REVOLUÇÃO DO POVO PODE TARDAR, MAS É INEVITÁVEL.

NO MUNDO: O MELHOR: 1. Francisco I: a voz destemida que se levanta par acusar os crimes das grandes potências. 2. Francisco I: o homem corajoso, que penetra pelas multidões, sem guarda-costas. 3. Francisco I: o que está humanizando a Igreja 4. Francisco I: o Homem-de-branco que leva esperança à África Negra. 5. Francisco I: a voz que levanta em defesa dos oprimidos, dos gays, das mulheres negras, das crianças. O PIOR: 1. A Máfia do Petróleo 2. A política imperialista dos Estados Unidos 3. Os preconceitos europeus centralizados na França 4. Os que morreram, morrem e morrerão no Mediterrâneo 5. O retorno da elite latifundiária ao poder na Argentina NO BRASIL: O MELHOR: 1. Eduardo Suplicy: a pureza humilde que prova: Política pode ser limpa. 2. Jandira Feghali e o PcdoB: o Partido, pequeno e valente, age. Jandira Feghali prova que, quando é preciso enfrentar, são as mulheres que se expõem e querem parir a Justiça. 3. O povo (CUT, PcdoB, UNE, MST...) nas ruas e praças, firmando a vontade do povo. 4. Os jovens estudantes: ocupando as escolas, conscientes, aprendendo a amar os seus espaços, colocando em ponto de fuga o nazi-fascismo de governantes loucos. 5. O retorno ao Estado de Direito: os juízes do Tribunal que honraram as suas togas. O PIOR: 1. SAMARCO-VALE: a hecatombe que matou um pedaço do Brasil, com os seus homens, animais, plantas e águas, resultado de uma política cinicamente irresponsável de governantes de vários governos. 2. O GENOCÍDIO INDÍGENA, promovido pelos que querem as suas terras, sob a proteção da indiferença do Ministério da Agricultura e da Presidência da República. 3. BRASIL: PÁTRIA DOS TRANSGÊNICOS: graças à atitude criminosamente equivocada do Estado Brasileiro. 4. RECESSÃO E DESEMPREGO: resultantes do equívoco do que não foi anunciado: a vitória que significou a adoção da política propugnada pelos derrotados. 5. O DESPUDOR DAS ELITES ANACRÕNICAS: desavergonhadas, elas ainda mostram as suas caras moribundas
20\12\2015
Aqui vai minha opinião sobre as acontecências...:
NO MUNDO\ O MELHOR:
1. Francisco I: a voz destemida que se levanta para acusar os crimes das grandes potências.
2. Francisco I: o homem corajoso, que penetra pelas multidões, sem guarda-costas.
3. Francisco I: o que está humanizando a Igreja.
4. Francisco I: o Homem-de-branco que leva esperança à África Negra.
5. Francisco I: a voz que levanta em defesa dos oprimidos, dos gays, das mulheres negras, das crianças.
O PIOR:
1. A Máfia do Petróleo
2. A política imperialista dos Estados Unidos
3. Os preconceitos europeus centralizados na França
4. Os que morreram, morrem e morrerão no Mediterrâneo
5. O retorno da elite latifundiária ao poder na Argentina

domingo, 20 de dezembro de 2015

Parceria PMDB-Rede Globo


Hildegard Angel, aquela do texto contra os pretos e pobres irem à praia, resolveu escrever um texto sobre as manifestações. Ao melhor estilo fla-flu, coxinha vs petralha, ela defende a ideia de que a manifestação em defesa do governo foi "melhor" que a manifestação contrária. Razão? "As pessoas eram melhores, mais educadas, menos odiosas".
Claro que ela tenta se redimir do texto sobre a praia falando dos "sem-tetos" e dos "GLS"(alguém atualiza a Hilde... Ou convence ela a olhar pela janela quando passa a passeata do orgulho LGBT). Mas de nada adianta achar que o pobre quieto, não-exotico, vestido, "tenros e alegres", é "o povo que presta". De nada adianta falar da presença de pobres, logo após falar que esses são "os pobres que queremos".
O aristocracismo é uma forma de higienismo, de elitismo. Se queremos que os frequentadores da praia ou das passeatas vistam roupas de marca ou carreguem livros do Dostoiévski, tanto faz. Ainda estamos impedindo o acesso à praia e à democracia por todos...
(C.A.)

17 de abril de 1996
Massacre de Eldorado dos Carajás. A repressão da polícia do Pará a uma marcha de trabalhadores sem-terra deixa 19 mortos e 67 feridos.

https://www.facebook.com/Calend%C3%A1rio-Insurrecional-do-Brasil-382169541926412/?ref=profile

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015


A saída de quem não deveria ter entrado onde nunca entrou (Levy jamais entrou no Governo, ele pretendeu ser o governo,já que tinha o mandato do Bradesco),causa de satisfação grande. Ao mesmo tempo, de preocupação. Lula não soube escolher bem, e Dilma,bastante dubitativa:
com seus muitos palacianos de uma estupidez notável. Dos nomes em cogitação, nenhum deles merecendo muita consideração. Invitável: ninguém pensa em Belluzzo, ou em Carlos Lessa, que afinal o Mercado Deus dos Deuses não apreciaria. Afinal,o povo elege e os bancos governam.
Boa noite.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

E não é? Não paro de pensar aqui: O primeiro assaltante do "mensalão mineiro tucano" está condenado a 20 anos de cadeia. \o/
Fiquei satisfeitíssima com a decisão da Juíza de Minas Gerais. Uma decisão que poderá ser reformada em instância superior. Não importa.
Tivemos anos e anos sem que nada tivesse acontecido aos moçoilos das Alterosas.
----------------------

Nas entrelinhas: a reunião do STF é marcada por dois necrológios: Gilmar Mendes morre definitivamente, auto-emitindo seu atestado de óbito, ao abandonar a sua confortável poltrona antes do fim do filme. O outro: Dias Toffoli, o analfabeto em letras jurídicas e desconhecedor da História política do País, simplório bacharel, sem cursos e títulos, mais de uma vez processado por uso indevido de dinheiros públicos, ligado à Casa Civil da Presidência na sua fase mais negra, defensor de políticos "ficha suja", seus gritos histéricos de hoje eliminam qualquer possibilidade de ser levado a sério e em conta. Não há como negar que os bons companheiros já partiram ou estão partindo. Fica uma escória. A partir de agora não há mais desculpa. O fantasma do impedimento foi enterrado. Então, Dona Dilma, comece a governar e seja competente.
Entao,meus adoraveis comaradas...
Um dia mal começado, com notícias de uma mudança de posição do ministro Fachin, com um voto que teria vazado. Oportunidade para mostrar-se o jurista que ele não é; bom aluno, tirou cópias da lição de casa que preparou com cuidado, distribuindo-as aos professores da banca. Comprova que não é jurista e nem tem estatua para ser ministro do STF. Homens de toga, juízes ou mestres acadêmicos, eles a querem bem-passada e lustrosa. Zelam por não tropeçar na vaidade que os alimenta. Amanha prosseguirá o show, com os pronunciamentos de todos os que deveriam ser e não são mestres do Direito. O que se pode prever? O temor de serem acusados pela crise, agravando os problemas e desequilíbrios. O que compete ao povo está sendo feito e muito bem feito: as manifestações de hoje provam isso. Que o Governo faça agora o que lhe compete e se supere, pois a sua competência não tem sido exemplar. O silêncio de seu Ministro da Comunicação Social, em momento como esse, comprova um alto índice de incompetência. Aguardemos.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

EDUCAÇÃO E CULTURA: DOIS MINISTÉRIOS – DUAS FACES DE UMA MOEDA? No princípio havia o Ministério da Educação e Cultura. A separação dos dois foi feita em cirurgia pouco cuidadosa. A Educação forma hoje milhares de analfabetos funcionais, sem dúvida a parcela mais expressiva dos confusos que vão às ruas para pleitear uma ditadura constitucional. A Cultura não ganhou nada a mais, ministério destituído de recursos, que só teve “bom comportamento” durante a gestão de Gilberto Gil, assessorado por Juca Ferreira, o mesmo que hoje ocupa a pasta e vai fazendo um trabalho que, pela sua competência, não faz gênero com o governo Dilma Rousseff. Ao comemorar a publicação das informações do IBGE, Juca de Oliveira ressaltou alguns pontos: a multiplicação das bibliotecas, espalhando-se por quase todos os municípios, a duplicação dos municípios contando com unidades de ensino superior, a produção de quase 2 mil filmes, contando com apoio municipal. A sua fala tão recente permite que se repita a pergunta: educação e cultura devem/podem dividir-se em dois ministérios? Como Ministro da Cultura, ele ressalta a ampliação da rede de universidades públicas, o que não será invasão de seara alheia: a rede de ensino público, em todos os níveis, tem como objetivo a formação e ensino de uma cultura nacional. O que está faltando em primeiro lugar? A definição clara de pontos de referência. Ao MEC compete a formação, em processo sempre dinâmico, de uma cultura nacional/erudita, numa dinâmica proporcionada pelos novos conhecimentos científicos e mais os que possam ser trazidos pelas ciências, pelo estudo e pesquisa acadêmicos e pelas criações que se fazem no mundo não científico e nem nas academias, e que se vão tornando eruditas. Trata-se da cultura oficial, estruturada pelo e para o Estado, orientada por disposições emanadas do Ministério da Educação. Ela tem como objetivo a formação de engenheiros, médicos, administradores e os economistas, os juízes e os advogados. Juca Ferreira tem a exatidão que falta ao seu colega, o Ministro da Educação. Os números do IBGE, na leitura do Ministro Juca, mostram uma melhora, que “não é produto espontâneo, é produto de uma política”. Desde nos anos de 1950, com Juscelino Kubitschek, numa tendência que se tornou muito mais forte durante a Ditadura, o ensino, ministrado pelo Estado, foi deixando de lado preocupações humanísticas, tornando-se uma escola de técnicas úteis para o processo produtivo, despreocupada quanto à capacidade de pensar criticamente, e que concentra seu conteúdo cultural no Ensino Básico, onde o MEC tem definido com muita pertinência orientações que não se enquadram no velho modelo ortodoxo. Desde meados do século passado, o único modelo de universidade voltada para a cultura foi a Universidade de Brasília, concebida por Darcy Ribeiro, por encomenda de Jânio Quadros, inevitavelmente implodida pela Ditadura. Assim, a cultural oficial no Brasil está voltada para o que importa às elites, por isso mesmo sendo cada vez mais entendida como a Tecnologia que conduz à modernidade. E o ensino tem por objetivo, não a formação de indivíduos e cidadãos, mas de técnicos. Nada definiu de forma mais objetiva essa proposta que o Projeto Brasil Pátria Educadora, imaginado por Mangabeira Unger, bem visto por Dilma Rousseff, mas que cabeças lúcidas conseguiram arquivar. De maneira desconexa e contraditória, a escola ensina às crianças que o Brasil não foi descoberto pelo branco europeu, pois já existia, como território de alguns milhões de índios; ensina sobre a cultura negra; mostra a importância do povo. Nas faculdades, os jovens aprendem a invejar os Estados Unidos e as suas excelências, enquanto vão se formando profissionais capazes de ganhar dinheiro, fazendo-se neoliberais e até mesmo fascistas convencidos da supremacia da “raça branca”. Os agentes construtores e zeladores da cultura oficial a entendem como exclusiva, desconsiderando quaisquer outras formas de manifestação cultural, as que se originam nas famílias, no convívio social, construções de diferentes etnias que estão postas sob o manto generalizante do Estado Nacional. Para essa cultura, inexistem no Brasil valores culturais negros e indígenas, os marginalizados da sociedade, os excluídos, não sendo capazes mais do que praticar uma cultura da pobreza, a que, no momento seguinte, e graças às competências ensinadas pelo marketing, podem ser reduzidas a uma cultura de massas. É preciso reconhecer que essa cultura espontânea, a que não se aprendeu no colégio, que tem poucas formas de expressão escrita, que se transmite oralmente e que identifica grupos humanos, ela foi zelada pelo governo Lula, em trabalho muito bonito, desenvolvido em grande parte por iniciativa e/ou competência de Juca Ferreira. O primeiro governo Dilma desconsiderou o que estava sendo produzido, fazendo experiências desastradas, elitistas ou popularescas. Estamos voltando agora a um caminho desejável, mas que, exatamente, demanda continuidade, para deitar raízes: modismos se fabricam depressa, valores culturais têm maturação lenta. Na sua nova gestão, Juca Ferreira tem se voltado com interesse especial para a participação social e a gestão pública da cultura. Em 2006, 17% dos municípios tinham conselhos ligados à cultura, ante 36,6% registrados em 2014. No mesmo ano, 54,6% dos municípios afirmaram ter uma política local de cultura, apesar de apenas 5,9% deles terem um plano já desenvolvido para a área. Em 2006, 4,3% das prefeituras tinham uma secretaria exclusiva para a cultura, índice que saltou para 20,4% em 2014. "Por meio de uma emenda constitucional, nós conseguimos que a cultura tivesse um plano e um sistema nacional, o que a Constituição não previa. Isso gerou obrigações por parte dos municípios e dos estados, de criação de conselhos, secretárias, fundos. A política reflete nesse resultado da pesquisa", explicou o ministro, agregando que, apesar da melhora, o Brasil ainda precisa evoluir. Trata-se de uma experiência inédita. Se considerados os resultados da descentralização na Educação, com atribuição de responsabilidades aos Municípios, só haverá motivos para preocupação. O que significa de fato 2º4% dos municípios terem Secretaria de Cultura? A maioria dos Municípios afirma ter uma política local de cultura, mas só 5,9% delas informa ter um plano cultural. Secretarias municipais de Cultura são criada para que? Em tempos distorções, de cólera, as suposições não podem ser animadoras. A cultura espontânea/popular, nisso fica o grande equívoco não é criada pelo Estado, não pode ser tutelada. O que compete ao Estado: criar condições que estimulem e permitam a espontaneidade, estimulando a criatividade de grupos e comunidades, sem pretender orientá-la. E existem dezenas e dezenas de ações que precisam ser tomadas, ao mesmo tempo em que se eliminem dezenas e dezenas de distorções. Essa cultura brasileira, tanto quanto a erudita, anda muito mal. A importância do cinema, desde o ato de ir-se ao cinema, até o que se via nas telas, foi enorme para a assimilação e dinamização de valores e comportamentos, tendo sido além disso uma forma maior de lazer de todas as classes sociais. Pelos números do IBGE, só apenas 10,4% dos 5.570 municípios brasileiros têm ao menos um cinema; 23,4% possuem teatro ou sala de espetáculos. As salas de espetáculos aumentam, alimentadas por esquemas comerciais que oferecem até às pequenas cidades shows musicais de baixo nível, esquemas promovidos pela grande indústria do som, que se especializou na promoção de boçalidades. A importância do cinema foi ressaltada por Juca Ferreira: o Brasil teve uma política "ultra bem-sucedida" que o levou a produzir cerca de 150 filmes de longa-metragem, em 2014, contra seis em 2003. "Estamos conquistando parte do mercado cinematográfico, criamos uma lei que hoje destina mais de R$ 1 bilhão em recursos para essa área e que ampliou a presença de conteúdo brasileiro nas televisões a cabo e por assinatura. Fizemos uma política de nacionalizar o cinema e a produção audiovisual. Hoje temos cinema pernambucano, cearense, da região norte, do Rio Grande do Sul, da Bahia. O que não fica claro: quem está fazendo esse cinema? Para quem? Para ser exibido onde? O que é sabido e bem sabido: a TV aberta é universal, presente em 99% dos municípios. Mas apenas 12% gera imagens. A televisão, assistida em todos os lares, opera como a maior força unificadora da cultura do povo, a começar da linguagem, mas passando pelos usos e costumes, pela ética e ausência de moral (a imoralidade ensinada como fator de sucesso social) Mais do que promover o mercado cinematográfico, ao Ministério da Cultura caberia estar a ensinar a Presidência da República que a lei reguladora da mídia é de importância máxima, e que é preciso disciplinar, sim e sem dúvida, os conteúdos. Nada foi e é mais nocivo à cultura do povo brasileiro do que a exploração monopolística da televisão. Como detalhe: em 3,5% dos municípios existem TVs comunitárias. A TV sufocou a cultura do povo brasileiro, substituindo-a por caricaturas. O trabalho de implosão, promovido pela TV, está sendo apoiado pelo acesso crescente à Internet, que começa por ter uso equivocado e em alguns casos muito perigoso, aqui por incompetência/ignorância inevitável dos usuários. A presença dos provedores desses serviços está aumentando e permitindo que 82,4% dos municípios conte com lan-houses. Este é um mundo onde o Estado, através do Ministério da Cultura não tem presença quase nenhuma, pondo-se como um omisso acomodado. Nesse mundo de modernidade, assentado sob os tentáculos da TV, as vídeo-locadoras vão desaparecendo e também o comércio de CDs e similares. Música se ouve nas rádios FM. Entre os tipos de expressão artística, 19 deles analisados, mais frequente é o artesanato, especialmente o bordado, seguindo-se as intituladas manifestações populares tradicionais, capoeira e dança. Sem dificuldades, nota-se que as chamadas “expressões artísticas” mais difundidas são as que servem como atrativo turístico, sufocando o que terá havido antes, como expressão espontânea de cultura. Os Ministérios e Secretarias de Turismo são grandes destruidores de expressões de cultura espontânea. Pensam turismo como renda, dinheiro, e prostituem as formas puras de manifestações culturais. Muitos núcleos já foram destruídos: Búzios, Porto Seguro, todo o litoral do Nordeste, e muitos outros. O Ministério da Cultura nunca se manifestou sobre isso. Não se manifesta agora, quando em Salvador, uma administração municipal elitista (carlista) está descaracterizando bairros inteiros, como o do Rio Vermelho, e mais o centro antigo da cidade, preocupada em estimular o turismo. Enfim, lembrando o que sempre se discursa com ênfase: brasileiro não gosta de ler e não lê. Então, mostra-se como evidência disso: o número de municípios que não conta com nenhuma livraria vai aumentando. O número de livrarias vai diminuindo (e de editoras também). Seria efeito de concorrência da literatura digital? Comprovadamente, não. Um dado importante que não foi coletado pelo IBGE: em quantos lares existem livros, formando algo como uma pequena biblioteca? É verdade que aumentou a porcentagem de cidades equipadas com bibliotecas públicas. Um progresso enganoso, se considerada a qualidade (péssima) dos acervos que se oferecem à leitura. Quem vai à biblioteca pública e em busca do que? Nas casas, uma pequena estante, armazenando livros de aceitação mais fácil, cedeu seu espaço ao aparelho de TV de tela plana. As escolas, por orientação do MEC, têm estimulado as crianças à leitura e intepretação de textos, mas esse esforço precisaria ser constantemente estimulado e ter continuidade no âmbito da família, o que não acontece em regra. Está comprovado que para o povo uma livraria é um espaço inibidor e que é violado quando da procura de material didático, no início de cada ano escolar. Livros podem ser e são comprados em bancas de jornais & revistas. Então, a pergunta: o MINC não deveria estar interessado em explorar esse caminho, estimulando editoras, negociando títulos a publicar, financiando a instalação de pontos de vendas? Um projeto nessa linha não será mais significativo do que a produção de filmes? Não faz mais sentido investir num projeto ambicioso do “Brasil: Vamos ler” do que destinar verbas através da discutível Lei Rouanet? Hoje, no Brasil, fenômeno relativamente recente, o mundo do livro foi dominado pelas grandes redes de livrarias, que oferecem livros como se fossem verduras e frutas, ao preço que bem entendam e reservando para si a maior parcela dele. Constatar que o livro é caro é conclusão de preguiçoso neoliberal, para quem o Estado não deve intrometer-se em nada, e muito menos na cultura. A crise da cultura é a crise da consciência política. O analfabetismo funcional oferece à propaganda política o público ideal, que não entende o que poderia ser dito, que aceita muito bem o som & imagem inqualificáveis que os “horários gratuitos” impõem em doses aviltantes. Assim, mais exato do que crise, será preciso constatar que existe um projeto politico, que objetiva exatamente a animalização do povo. Os senhores ministros, o da Educação e o da Cultura, deveriam ter noção disso, propondo-se a um trabalho conjunto, que restitua dignidade ao nosso povo.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

textinhos:

a ratoeira foi armada com lascas atrativas de queijo e o ratinho está próximo da degola. Eduardo Cunha possivelmente renuncie e fuja. O que seria um final de ópera bufa. Com isso, desata-se o nó. O PMDB, como partido dos oportunistas covardes, tenderá a uma posição de "cordeirinho pré-imolação". Dona Dilma precisa ser muito brava e lecioná-los na forma devida.
----------------------

nada como começar o dia com bom humor. E as piadas ajudam nisso. O Ministro da Fazenda não gosta claramente dos programas sociais, que ele, caso pudesse eliminaria pura e simplesmente. Mas começa a revelar amor pelas "piadas infames". Segundo ele, "as classes ricas estão ansiosas por colaborar", pagando mais impostos. Desculpável, se fosse ironia. Mas ele fala a sério. Ha um ditado um tanto preconceituoso, que afirma: "tanto comprido, tanto tolo".

---------------------------

O Japonês Bonzinho é homem de confiança da Polícia Federal. Fotogênico, está sempre presente. É, além de eficiente, um elemento diversificado: será o grande vendedor de informações, as que surgem na imprensa, antes de serem sabidas pelos seus superiores hierárquicos. Recentemente, foi escalado para acompanhar o Ministro da Justiça.
Tudo tão simpático e civilizado
TEXTO 18\12\2015

IMPRENSA E EXERCÍCIO DEMOCRÁTICO O cinema está trazendo de volta a figura de Assis Chateaubriand, já envolto que estava entre as páginas amareladas da História, morto em 1968, quase meio século. De imediato, os que não viveram os anos de apogeu dos Diários Associados passam a fazer associações, pondo ao seu lado a imagem de Roberto Marinho e questionando sobre as forças da Imprensa, para enfim perguntar: a imprensa é um quarto poder? Chateaubriand foi um magnata das comunicações no Brasil entre o final dos anos 1930 e início dos anos 1960, criando e dirigindo os Diários Associados, que foi o maior conglomerado de mídia da América Latina, 34 jornais, 36 emissoras de rádio, 18 estações de televisão, uma agência de notícias, uma revista semanal (O Cruzeiro), uma mensal (A Cigarra), várias revistas infantis e a editora O Cruzeiro. A carreira de Chateaubriand está ligada intimamente à revolução política de 1930, ligando-se a Vargas, as relações entre os dois tendo experimentado momentos de apoio e de antagonismo, amigáveis e muito tensas. Ele foi um dos homens que melhor entenderam o Brasil novo, que substituía a República Velha. Soube usar o jornalismo em proveito próprio, alimentando a sua imensa vaidade. Nunca escondeu que só seguia uma ética própria, concessiva, mostrando-se ele mesmo como um bucaneiro, permitindo-se as fanfarronices de quem não aceitava nunca limites morais. Orgulhava-se das chantagens que fazia, seja para obter recursos para a sua empresa, seja para atingir seus objetivos políticos, seja para tornar viável o projeto do Museu de Arte de São Paulo. Chateaubriand promovia-se sempre, queria estar nas manchetes dos jornais, por crimes ou virtudes. A partir de 1941, desenvolveu a “Campanha Nacional da Aviação”, exigindo que o Brasil incorporasse o avião ao seu dia-a-dia, para isso promovendo a construção de “campos de aviação” e aeroclubes em centenas de cidades do interior. Sob o lema “Deem asas para o Brasil”, visitava essas cidades, promovendo festas de inauguração. Elegeu-se por duas vezes Senador da República, fez-se eleger imortal da Academia Brasileira de Letras. Para atender à sua fome de vaidade, fez-se embaixador do Brasil na Inglaterra. Em princípios dos anos 50, trouxe para o Brasil a televisão, com a sua TV Tupi. Em 1960, ele foi vitimado por uma trombose que limitou sua vida a um mínimo. Continuou a escrever artigos, mas imobilizado. Os Diários Associados foram uma consequência, mas não objetivo de vida de Chateaubriand, que por isso mesmo foi um péssimo empresário, frequentemente ameaçado por dívidas impagáveis. Importante era ele, o que buscava eram as suas satisfações. Não se interessou em planejar enriquecimento com a televisão, mas a glória de ter sido o pioneiro. Foi uma figura decisiva em certos momentos na vida política nacional, mas não era a políticas que o interessava. Muito mais, obteve seus orgasmos eufóricos ao obter os títulos de senador e acadêmico da ABL. Ele desfilava o seu fardão. O senhor de um império jornalístico não o fez para exercício de um quarto poder. Ele desejou e teve poderes: para obter dinheiro da rica burguesia paulista, para exigir do Supremo Tribunal Federal e obter regalias, para ser ungido com títulos. Jamais esboçou, mesmo que em traços gerais, um projeto para o Brasil. Chateaubriand foi “um ponto fora da curva”. Jornalistas que fizeram jornalismo, propondo-se como um quarto poder político, e contemporâneos dele, foram Júlio de Mesquita Filho, Octávio Frias, Samuel Wainer, Roberto Marinho. Uma geração de foi sufocada pela grande “revolução” do jornalismo brasileiro, quando os três Poderes da “Res Publica” deixaram de existir, substituídos pela “cosa nostra”, a obra definitiva, inaugurada em 1964. Roberto Marinho encarnou a Ditadura e deixou instalada a sua máquina do Poder. Planejou e executou o seu projeto, obtendo e assegurando o monopólio das comunicações no País. Transformou os políticos em astros de seu “cast” de estrelas e as instituições desta, os partidos políticos, a Câmara e o Senado, em cenários de suas novelas. Como isso foi possível? Vamos lembrar em poucas linhas a evolução mais recente. A imprensa, no primeiro momento o jornal, resultou da vocação de homens que se propunham a ser comunicadores, frequentemente animados por algum tipo de ideal, ou mesmo pela vontade de comunicar. Essa imprensa, que não queria ser empresa, nascia de vocações jornalísticas - a comunicação e a informação transmitidas dia-a-dia, captadas e preparadas em redações confusas, máquinas primitivas, esforços que levavam às rotativas e que se repetiam todos os dias. O jornalista fazia um tipo humano; Nelson Rodrigues, com seu cigarro de canto-de-boca e suas crônicas diárias, contando “a vida, como ela é”, foi um . Mas também foram jornalistas alguns dos donos de jornais. Porém,Roberto Marinho jamais foi um jornalista. Gradativamente, o jornal foi sendo aperfeiçoado pela tecnologia, pela rapidez sempre crescente na obtenção e na transmissão de informações. O pensador que descreveu melhor o processo de transformação foi o alemão Habermas: o jornal que se torna empresa, que investe somas expressivas e que passa a ter como primeiro objetivo a remuneração desse capital, isto é, o lucro. O jornalista fez-se empresário, o que comunica e informa o que e como melhor lhe fica a “verdade” que se estampa nas folhas do jornal. O mundo da imprensa passa a ser o mundo dos negócios, onde todos são empresários, unidos pelo objetivo comum de sustentação de sua hegemonia política. Assim, essa imprensa escrita, o jornal, foi cooptada e incorporada pelas elites. O rádio seguiu esse mesmo caminho apressadamente; a televisão e a Internet já nasceram assim. Essa imprensa, que é agora arma exclusiva dos senhores do poder, pretende ser respeitada ainda como órgão público de informação, de utilidade pública, propondo-se então o equívoco: ela se exige empresa privada, liberta de qualquer restrição do Estado, que condena a priori como “censura”. Habermas esclarece: “de acordo com o modelo liberal de esfera pública, as instituições do público intelectualizado estariam garantidas contra os ataques do poder público, por estarem nas mãos de empresas privadas. Mas, na medida em que elas (as instituições jornalístico-publicitárias) se comercializaram, concentrando-se no seu aspecto econômico, técnico e organizatório, transformaram-se nos últimos cem anos em complexos com grande poder social, de tal modo que exatamente a sua conservação nas mãos privadas é que ameaça constantemente as funções críticas do jornalismo’. Não se deve perder de vista que, também nos últimos cem anos, a imprensa passou a incluir o cinema, o rádio e a televisão, mais recentemente a Internet, meios de comunicação que desde o seu primeiro momento tomaram caráter empresarial, em função dos investimentos maiores que exigiam. Contando com som e imagem, além da possibilidade de acesso fácil e imediato dos consumidores, esta nova imprensa, nas suas diversas formas, tornou-se o instrumento ideal para divulgação em massa do discurso ideológico, que toma então a forma de propaganda, que se aperfeiçoa no marketing político, este tendo por objetivo último transformar o político e a política em futilidades, sempre que possível muito simpáticas e divertidas – o jornalismo não informa mais sobre o que é relevante, e muito menos analisa: ele faz a crônica da corte, dispensando o mesmo tratamento a Presidentes, senadores e deputados, mais os astros da televisão e do esporte. Em processo de velocidade crescente, a imprensa e a propaganda tornaram-se o mesmo mundo, seguindo as mesmas regras e tendo os mesmos objetivos: “(a imprensa e a propaganda) escondem as suas verdadeiras intenções comerciais e políticas, sob o papel de quem está interessado no bem comum. A manipulação dos consumidores empresta os seus símbolos a um público estereotipado, aproveitando-se de sua legitimação: assim, funções típicas da esfera pública são integradas na concorrência de interesses privados”. Em última instância, a união da imprensa e da propaganda passa a proferir o mesmo discurso e têm permitido atingir-se o objetivo de criação de um grande consenso ideológico. Segundo Habermas, a tarefa desse consorcio passa a ser exatamente a criação de uma engenharia do consenso. Por engenharia do consenso deve-se entender a uniformização que permite um pensamento único, uniforme e desprovido de qualquer dimensão crítica. Em última instância significa a alienação, a lobotomização. Só assim pode ser entendida a extensão o crime cometido por Roberto Marinho, responsável pela idiotização das classes médias brasileiras. Hoje, a Globo é acompanhada pela imprensa escrita, caso gritante da revista Veja, e pelo rádio. Resta-lhe por dominar a Internet. Ainda são lembradas as “seis famílias” que dominaram o mundo da informação. Uma lembrança anacrônica: como jornalistas-empresários não existem mais, nem os Civita, nem os Mesquita. A famigerada Veja pertente, contrariando a Constituição, a um grupo empresário da África do Sul. A pantagruélica Globo é hoje um clube, com um quadro associativo que reúne a nata da bandidagem política. É verdade, existe ainda a Folha de São Paulo, jornal do pequeno Frias, que não é uma família, mais uma raspa de tacho. Quem tem interesse em mudar as regras desse jogo, romper com a engenharia do consenso? Absolutamente ninguém possuidor de expressão política. Que fique com a palavra aquela que essa mesma imprensa atira ao ostracismo. Luiza Erundina, a voz áspera da denúncia, diz: “é uma falácia” o argumento de que a regulamentação dos meios de comunicação ameaçaria o direito de livre expressão”. A modesta assistente social sabe as palavras de Habermas, as que os nossos governantes, com suas fraldas urinadas, querem desconhecer. E mais: “os defensores da democracia da mídia são exatamente aqueles que estão à margem do ‘direito de antena’ – o direito de emitir e receber imagens e sons por meio da radiodifusão. Os setores dominantes da sociedade não têm nenhum interesse em mudar a dinâmica do poder da mídia”. Descumprindo tudo o que se comprometeu a fazer, o Governo brasileiro não faz nem mesmo por exigir o cumprimento do Código Brasileiro de Telecomunicações, de 1962, atualizado pela Lei Geral de Telecomunicações, de 1997. Os governantes do PT, no exercício de 13 anos contínuos do poder, não fazem nem mais declarações, que hoje soariam inegáveis no seu ridículo falso e protelatório. Apenas um partido político de oposição tem levantado a voz contra a patifaria instituída, submetendo o quadro pífio e lastimável que se experimenta no Brasil a apreciação doo Supremo Tribunal Federal, órgão máximo da Justiça nacional, ele mesmo com foro e endereço no Céu e, para quem, o problema não se confunde com a necessidade de as suas togas estarem bem asseadas e melhor passadas. A Constituição brasileira, artigo 54, proíbe expressamente o que o Código Brasileiro de Comunicações repete em seu artigo 38. Mesmo assim, o estudo “Os donos da mídia”, mostra que, até 2009, 271 políticos eram sócios proprietários de 324 veículos de comunicação, espalhados por todo o País, congregando políticos filiados a 10 partidos políticos. Deixemos de lado as hipotéticas “seis famílias”, que o problema tem dimensões imensas, manchando não só o Legislativo, mas o Executivo e o Judiciário. Nem Dilma Rousseff, nem Gilmar Mendes, nem Renan Calheiros e nem Eduardo Cunha estiveram interessados em algum momento em fazer respeitar a Constituição. Sejamos realistas, ora pois. O PT é amigo de Jose Sarney e dos coronéis que manipulam a imprensa no Brasil. Não é amizade que enalteça e por isso mesmo é discreta. Só pode ser vista por quem tem olhos de enxergar.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

14\12\2015
O que já se disse de maior bom-senso foi o que nos veio do Ciro Gomes: "empeathment não é remédio para governo ruim. Agora, não se trata de avaliar o que Dilma está fazendo ou deixando de fazer. O que importa é o respeito à Constituição e ao mandato outorgado por 4 milhões de brasileiros. O resto, ou é decrepitude, ou é dependência química."
13\12\2015

Observando as notícias aqui...hehe
54 milhões de brasileiros e...meia-dúzia de gatos pingados? Sim. Mas quem são os gatos pingados que passearam hoje pela avenida Paulista? FHC e seus sequazes não se atreveriam nunca, nem Michel, muito menos Eduardo Cunha, que é ridículo além da conta. Passeios pela Paulista comportam, além das moças exibicionistas, gente como Bolsonaro. 
O espaço foi dividido entre jovens fisioculturistas, que exibiam suas massas cinzentas no vão do MASP, e os moçoilos da antiga TFP, hoje Movimento Plinio Salgado. Uma meia-dúzia, com toda certeza, mal contados pela brilhante imprensa paulista. Por que "pingados"? Assim reza a expressão popular. Eles pingam? O que? E, em conclusão, os raivosos foram hoje para a rua. A mesma 'meia dúzia de três ou quatro' andou pela avenida Paulista. E o POVO? Ahhh, este,esteve na rua 25 de Março, fazendo compras de Natal.
Só uma dúvida aqui: Onde será que o Cunha celebrará a data máxima da cristandade?

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

10\12\2015

Pensando aqui...
A imprensa não ofereceu a lista completa dos participantes do grande banquete de Brasília. Seria útil saber quais as figuras que se encontraram, para saudar o Vice-presidente (na verdade, especular sobre seu encontro com a Presidenta) Figuras da situação e da oposição? Quem é quem hoje? Além de Serra, que outras figuras do PSDB? Serra cogita ser o candidato do PMDB à sucessão de Dilma? Por que não? A resposta foi fornecida por Katia Abreu: “ele é infeliz, desrespeitoso, arrogante e machista”. Bem, a infelicidade está estampada na sua cara, desrespeitoso ele sempre foi, exatamente como resultado de sua arrogância. Mas não era sabido como “encantador de serpentes”. Como Don Juan, revelou-se seu enorme machismo. As palavras de Katia Abreu podem ser entendidas como conselho amigo: “seu desrespeito pelos outros e eterna arrogância o fazem fracasso, como político e conquistador de botequim. Vá ser de uma vez por todas um negociante, que aquilo que sempre soube fazer foi e é ganhar dinheiro”.

------------------

Então...O vice-presidente, e também poeta romântico, palestrou, por convite do que se diz ministro, Gilmar Mendes. Na sua dissertação, afirmou que o povo deve exigir ética dos políticos. Mas não explicou como faremos política, caso excluídos todos os políticos antiéticos. Condenou o patrimonialismo. Saberia Sua Excelência o que escrever numa prova a que fosse submetido? Com absoluta certeza, não. Políticos são papagaios que repetem palavras, reduzidas a sons. Enfim, ele doutrinou: "Quando as instituições funcionam pautadas pela ordem jurídica, por mais crise econômica e política que se possa ter, não tem crise institucional. O direito é o fenômeno estabilizador da própria sociedade”, afirmando. Quem é o autor do fenômeno, senhor Michel Temer? Por acaso, não serão as elites, que se fazem senhoras do Estado e o transformam, conformado aos seus interesses, em Estado de Direito? Sim, podemos entender, o senhor terá sido aluno de Miguel Reale, o pai, o integralista! Uma sugestão de lição de casa para o poeta amante dos amores impossíveis: O DIREITO É A VIOLÊNCIA DO ESTADO, LEGITIMADA PELO DIREITO. Escreva uma pequena tese, por favor!
9\12\2015

Tô vendo aqui que 'alguns Todos' brincam com a carta de amor não correspondido do vice Temer. A verdade é que ele não mereceu atenção de ninguém. Posto a coordenar a ação política ( ? ) da Presidenta 'Dilmalinda' em 7 de abril. E logo ali,em agosto :amanhecia queimado.
Serviria como tábua-de-salvação, depois de todos os fracassos de Mercadante, que enfiou os pés pelas mãos. Ora, a vingança dos Filhos da Sombra pode tardar, mas será cometida um dia. Dilma faz de conta que engoliu a boa intenção que estaria na origem da famosa frase dita por Temer: - É preciso que alguém reunifique o país. (sei...)
O presidente do PMDB, não foi levado a sério por um Governo que não é sério e optou por 'pencas de bananas' à representá-lo, tanto no Senado como na Câmara dos Deputados. Devidamente enquadrado pelo Bradesco, a quem delegou os poderes que a ela, o povo brasileiro havia concedido, subestabelecendo procuração em ato imoral, optou por fazer política de sobrevivência, na forma de sucessão de incompetências, orientada pela equipe então montada, desqualificada para qualquer ato sério, e que muito a ajuda a se enterrar em cova rasa de um desgoverno .
Coragem! À esquerda, Presidenta! Muitos com você, e pensando...



9\12\2015

Viva o PCdoB !! 
Jandira Feghali está sendo a tábua de salvação para uma Câmara atolada em torpezas de todo tipo. Pois é uma das poucas que estão somando coragem a competência. Destemida e inteligente, não faz política sórdida de bastidores. Soube bem,quando e como acionar o STF. O ministro Facchin está agindo com prudência e só será possível esperar que o Supremo confirme a incompetência de Eduardo Cunha. Meudeussss, até quando suportaremos!?

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

LUIZA ERUNDIDA: mulher cabra-da-peste, valente como Maria Bonita, persiste, milagrosa: fez uma vida política inteira, de décadas, com vitórias e derrotas, que nunca a afastaram da dignidade, do respeito a todos e a si mesma.Seu grande milagre: mulher, nordestina, solteira, cara talhada a faca, tornou-se uma excelente Prefeita de São Paulo, compondo uma equipe de trabalho de altíssimo nível (não valendo comparar com "ministérios" dos tempos de hoje. Deixou de agradar a direção do PT, o partido puritano da época, que não a aceitou negociando (a sério) com empreiteiros e depois assumindo cargo no governo Itamar Franco. O puritanismo exagerado, como soe acontecer, foi se transformando em pândega, e o aperto de mão com Paulo Salim não foi engolido por ela, e nem pelos petistas de caras limpas. Luiza Erundida prossegue a sua vida política no PSB, um partido dúbio e discutível. Certo é que, sem ela e na prática sem Suplicy, o PT caminhou para crescentes equívocos, e hoje cobram de Lula um preço muito alto. Tendo como sucessor o tão querido dos paulistanos diferenciados, Paulo Salim, de um de seus assessores ouvi: "Erundina fez uma ótima administração; mas ela é séria, séria demais."
Depois de ter sido humilhado durante 20 anos por uma Ditadura que transformou o Congresso em "casa de tolerância", devendo eleger os generais indicados pelo Estado Maior das Forças Armadas, sendo posto em recesso sempre que foi essa a vontade do ditador de plantão, e calando-se diante de todos os descalabros cometidos na economia, no plano social, no superfaturamento de obras, depois disso tudo o Congresso aceitou a humilhação de ser presidido por um ladrão primário e sórdido. A demora em tomar providências permitiu a esse pequeno verme propor as medidas as mais sórdidas e praticar uma incrível variedade de infâmias.
O PT foi conivente nisso tudo. Falhou miseravelmente, quando montou alianças espúrias e inúteis, que não evitaram a eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara. Acovardou-se, a começar de Lula, tudo indicando que até o final tentou negociar com ele, pondo de lado quaisquer valores éticos. Lula se pôs no mesmo nível de Cunha: "muitas vezes não podemos escolher o companheiro".
Ao tomar posição agora, tarde demais para se apresentar com alguma compostura, o PT corre o risco das manobras de Cunha, associando-se ao grandes criminosos da Nação, FHC e Aécio Neves, na tentativa de um golpe branco. Mesmo com o Congresso prostituído, essa é uma tarefa quase impossível, pois que o impedimento da Presidente só se dará com a decisão da maioria de 2/3: os deputados e senadores dependem dos cidadãos que os elegem e sabem que essa atitude criminosa os condenaria, encerrando suas carreiras. Essa infâmia conta com um único apoio, o da imprensa.
Nessa ópera bufa, de final ainda incerto, e com o risco de tornar-se uma peça trágica, é muito triste constatar o tamanho com que ficou a imagem de Lula e do partido que ele burocratizou, stalinizou, perdendo o rumo das coisas, embriagado pelo personalismo que alimentou com olhar a admiração e respeito do povo brasileiro, ele confundiu com endeusamento."
sobre a presidenta

A presidente Dilma disse pela primeira vez sobre a prisão de seu líder no Senado, Dulcídio, a figura que veio do Mato Grosso do Sul, descoberta preciosa do ZECA DO PT. Declarou-se perplexa, o que é muito difícil de entender. Mas ela prometeu que voltará ao assunto. Ela tem obrigação de fazer isso. É certo que mesmo o mais acirrado adversário político dirá sobre a ombridade da Presidente, ninguém a suporá como agente de qualquer ação desonesta. Não caberia em sua figura. Mas como sustentar que ficou perplexa? Perplexa por ele ter sido preso, que afinal é um senador da República? perplexa por ver no seu líder um bandido? A expressão "perplexa" carece de explicação. Impossível que ela não saiba de Zeca do PT, figura antológica de político criminoso, que desonra demais esse PT. Qual PT? O PT do Lula, lá de São Bernardo do Campo, enfrentando e derrotando a ditadura dos generais? ou o Lula que entende necessário aceitar "companheiros" torpes, como Paulo Salim, por exemplo? Zeca do PT teve que responder à Justiça por superfaturamento de obras, pelo desvio de verbas de propaganda, de prática exagerada de nepotismo. Perdeu na Justiça a aposentadoria que deu a si mesmo ao deixar o Governo. Dilma Rousseff sabe disso tudo e fica indignada como todos nós ficamos. Mas o Zeca do PT foi quem descobriu uma preciosidade para o partido, o homem que pulverizou a CPI dos Correios, o homem que negociou e fez desaparecerem os processos contra Jose Sarney (sejamos honestos: todos sabemos que Lula ordenou aos parlamentares do partido a tomar posição em defesa do coronel do Maranhão, com isso perdendo alguns companheiros preciosos). Dilma Rousseff poderia ter essa figura como seu representante no Senado? O lastimável projeto do "anti-terrorismo", proposto por ela, só teve aprovação do Senado graças aos conchavos de Delúbio Soares, envolvendo inclusive o líder do PSDB, Aloysio Nunes. Como responder à pergunta do mesmo Aloysio Nunes: "ele caiu do céu?" É a isso que Dilma precisa responder. Não com palavras, mas com atos. Precisa desvencilhar-se de bandidos tão grandes ou maiores e que povoam o seu ministério. A ela aplica-se perfeitamente o velho ditado: "à mulher de César não basta ser honesta; é preciso que ela aparente ser honesta." Dilma Rousseff é sabidamente honesta. Mas não tem parecido honesta.Todos os que a conduziram à Presidência querem que ela se explique. Os mal-feitos exigem isso. Como exigem do Lula, para quem não bastará uma explicação, é preciso que ele se desculpe perante os muitíssimos milhões que o fazem o grande líder nacional.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Dia em q ECunha aceitou o "impiti" da Dilma. 2\12\2015

A presidente Dilma disse pela primeira vez sobre a prisão de seu líder no Senado, Dulcídio, a figura que veio do Mato Grosso do Sul, descoberta preciosa do ZECA DO PT. Declarou-se perplexa, o que é muito difícil de entender. Mas ela prometeu que voltará ao assunto. Ela tem obrigação de fazer isso. É certo que mesmo o mais acirrado adversário político dirá sobre a ombridade da Presidente, ninguém a suporá como agente de qualquer ação desonesta. Não caberia em sua figura. Mas como sustentar que ficou perplexa? Perplexa por ele ter sido preso, que afinal é um senador da República? perplexa por ver no seu líder um bandido? A expressão "perplexa" carece de explicação. Impossível que ela não saiba de Zeca do PT, figura antológica de político criminoso, que desonra demais esse PT. Qual PT? O PT do Lula, lá de São Bernardo do Campo, enfrentando e derrotando a ditadura dos generais? ou o Lula que entende necessário aceitar "companheiros" torpes, como Paulo Salim, por exemplo? Zeca do PT teve que responder à Justiça por superfaturamento de obras, pelo desvio de verbas de propaganda, de prática exagerada de nepotismo. Perdeu na Justiça a aposentadoria que deu a si mesmo ao deixar o Governo. Dilma Rousseff sabe disso tudo e fica indignada como todos nós ficamos. Mas o Zeca do PT foi quem descobriu uma preciosidade para o partido, o homem que pulverizou a CPI dos Correios, o homem que negociou e fez desaparecerem os processos contra Jose Sarney (sejamos honestos: todos sabemos que Lula ordenou aos parlamentares do partido a tomar posição em defesa do coronel do Maranhão, com isso perdendo alguns companheiros preciosos). Dilma Rousseff poderia ter essa figura como seu representante no Senado? O lastimável projeto do "anti-terrorismo", proposto por ela, só teve aprovação do Senado graças aos conchavos de Delúbio Soares, envolvendo inclusive o líder do PSDB, Aloysio Nunes. Como responder à pergunta do mesmo Aloysio Nunes: "ele caiu do céu?" É a isso que Dilma precisa responder. Não com palavras, mas com atos. Precisa desvencilhar-se de bandidos tão grandes ou maiores e que povoam o seu ministério. A ela aplica-se perfeitamente o velho ditado: "à mulher de César não basta ser honesta; é preciso que ela aparente ser honesta." Dilma Rousseff é sabidamente honesta. Mas não tem parecido honesta.Todos os que a conduziram à Presidência querem que ela se explique. Os mal-feitos exigem isso. Como exigem do Lula, para quem não bastará uma explicação, é preciso que ele se desculpe perante os muitíssimos milhões que o fazem o grande líder nacional.

domingo, 29 de novembro de 2015

São Paulo e suas marcas do tempo:
A Independência do Brasil é associada ao riacho do Ipiranga, mas foi concebida nos braços de Domitila do Castro Canto e Melo. O solar da Marquesa de Santos está restaurado e pode ser visitado.
Em passeio pelo Centro Velho de São Paulo, obrigatório é o Largo de São Bento, com o Convento, onde atualmente existe, operada pelos monges, uma padaria de pecados deliciosos(adoro os panetones daqui). A Igreja é portentosamente bonita; particularmente comovente,missas semanais das sete horas, assistida pela gente pobre que habita o centro da cidade.
A economia do café deu a São Paulo as ferrovias. Duas estações ferroviárias dão testemunho do que foi a “idade dos trens de ferro”. A Estação da Luz, que mantém os seus ares britânicos, mesmo corrida nos tempos atuais pelos trens de subúrbio, cenário ideal para filme de amor, com direito a cena final de despedida, diluída pela fumaça da locomotiva; incorpora um pedaço admirável de cultura dessa cidade, com o Museu da Palavra. Quase ao lado, a estação ferroviária , hoje, Sala São Paulo, onde assistidos os grandes amores cantados em óperas.
Marcas de tempos recentes, mas que compõem a história: o Museu da Resistência, abrigado nas antigas dependências do DOPS, e o Centro universitário Maria Antônia, que identifica melhor que qualquer outro espaço a Universidade de São Paulo e sua resistência à ditadura.


Eita,São Paulo,como gosto de você... 
São Paulo é descrita como cidade de concreto, avenida Paulista; elitista, com os seus bairros diferenciados; vocação de comando, dirigindo os três maiores partidos políticos. Já foi fábrica de automóveis, hoje é senhora e dona dos maiores bancos brasileiros.
Mas São Paulo guarda um romantismo que fica reservado a corações que sabem amar. Como assim?
Parques e jardins:
O Parque do Ibirapuera é cantado e recantado em torno das Bienais, da arquitetura de Oscar Niemeyer, dos espaços para as práticas esportivas dos que vivem enclausurados em seus apartamentos de múltiplas suítes. Mas ele reserva para os que amam recantos sombreados por muitas árvores frondosas, formando recantos de poesia.
O Largo do Arouche, pequeno de uma quadra, abriga uma árvore imensa, o chichá do Largo do Arouche, uma escultura de Brecheret, a famosa banca de flores e um bistrô encantador.
A Praça da República é um jardim imenso, com o movimento de artesãos e seus pequenos lagos que existem para que sejam atravessados por pequenas pontes de brincar.
Enfim, namorados de todas as idades poderão ter algo mais romântico do que as alamedas do Parque do Carmo, caminhando à sombra de centenas e centenas de cerejeiras?


Bairros de São Paulo...
Dois deles são convites especiais: A Liberdade, o Japão no Brasil, com seu comércio de pequenas lojas, onde se encontra o quimono de seda que faz sonhar com 'pecados' deliciosos, quitandas, restaurantes sofisticados e é possível respirar num pequeno jardim fechado, um tanto da sabedoria de Buda. E o “Bixiga”, ainda boêmio, das cantinas, um tanto desfigurado pela avenida que o rasgou, mas onde estão a deliciosa Basilicata, muito mais do que uma padaria, e o Capuano, que antigamente estava vizinho do TBC, onde ainda soube por lá,que jantavam Cacilda Becker e Walmor Chagas, e que se mantém aberto e vestido de uma simplicidade charmosa. Mas que não se esqueça a Famiglia Manccini, que à mesa confirma o sangue italiano de São Paulo.
Esta cidade de concreto conserva bairros residenciais, onde as famílias vivem em casas, não em prédios de apartamentos. Verdadeiros bairros bosques, com ruas sombreadas por árvores imensas fazendo caminhos que merecem ser trilhados com olhos de apreciar.
Cometam-se simplificações não injustas, e então sejam lembradas: a Pinacoteca, que sempre oferece exposições especiais. E a Livraria da Vila, sem as dimensões portentosas das mega-livrarias, mas onde se encontram os livros e objetos de arte que valem a pena, e um ambiente de tranquilidade que convida a sonhos intranquilos Emoticon smile ao sabor de um cappuccino. Hoje, a Livraria fica na alameda Lorena, mas está viva ainda lá a primeira, na Fradique Coutinho, em Pinheiros, que conserva no seu jardim aquela linda jabuticabeira.
Acho que gosto de São Paulo...

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Texto 26/11/2015
ARGENTINA A última vez que a agenda neoliberal comandou a política econômica argentina foi durante o governo de Carlos Menem, nos Anos 90. O roteiro daqueles anos foi muito parecido ao do contemporâneo Brasil de Fernando Henrique Cardoso: um peronista agarrado ao clássico discurso social democrata do seu partido, que se rendeu ao Consenso de Washington assim que assumiu. As políticas econômicas importadas de Chicago tiraram o país da hiperinflação, mas o levaram a um quadro de recessão econômica que provocou o aumento da pobreza, o empobrecimento da classe média e o enfraquecimento da indústria nacional, especialmente as pequenas e médias. Menem já havia recebido uma Argentina que os militares fizeram parar no tempo, imobilizada por uma inacreditável burocracia digna de papéis selados e lacrados. Os argentinos já conheciam a crise; com Menem foram embotados. Agora, a agenda neoliberal de Magri será confos.rontada com uma realidade que é o reverso dessa medalha. A Argentina cresce na última década a taxas em torno de 9%. O governo Cristina Fernández criou 3,5 milhões de postos de trabalho com carteira assinada. Entre 2003 e 2011, houve uma acentuada queda da taxa de desemprego. Em 2011, a taxa caiu para 7,4%. No mesmo ano, de acordo com a CEPAL, a pobreza foi reduzida em mais de 33,8%, chegando ao índice de 5,7% da população, a mais baixa da América Latina. Enfim, em seis anos, a classe média, conforme números do Banco Mundial, chegou a 18,6 milhões de argentin
A agenda de Mauricio Magri, não a que ele alardeou em campanha, mas aquela que o fez o candidato e agora presidente das elites argentinas, pressupõe que terá ele capacidade para oferecer à Nação o prato insalubre da recessão, aquela que está sempre no cardápio do FMI. A sua política econômica foi omitida durante a campanha, que se transformou, à semelhança do que aconteceu no Brasil, num discurso da mendacidade, quando ele afirmava que defenderia os programas de reestatização, manteria os projetos de distribuição de renda e não faria ajustes ficais. Macri criou em 2003 o partido “Compromiso por el Cambio”, feito depois o atual PRO. Eleito deputado federal, não comparecia as reuniões, não votava, não participava. Está sendo processado pelo uso não autorizado de espia telefônica. Em muitos aspectos, ele repete a experiência feita pelas elites brasileiras com Fernando Collor de Mello. Mas, como brasileiros, devemos parar por aqui, e sabendo que o povo argentino é bravo e politizado, não é dado a concessões e acordos, como o que se faz aqui pelo Brasil. Existe na Argentina uma aristocracia oligárquica consolidada desde a independência, formada pelas famílias senhoras e donas das terras e dos negócios, que desenvolveram em associação com capitais ingleses interessados especialmente na produção da lã que abasteceria a sua indústria têxtil. O número relativamente menor de famílias nobres conheceu uma apreciável expansão com a migração ocorrida entre fins do século XIX e começos do XX, até 1940. Foi quando a aristocracia argentina confundiu-se, inclusive com casamentos, com a nobreza europeia, pondo-se como uma “nobreza” argentina, composta por famílias, como as então famosas Três “AS”: os Anchorena, os Alzaga e os Alvear. Atualmente, os descendentes dos senhores das terras controlam ainda 32% do território nacional. Entre 1836 e 1928 experimentou-se um processo violento de concentração de propriedade das terras: as dez famílias da burguesia senhora das terras aumentaram em muito as suas propriedades, quatro delas permanecendo no topo da linhagem de latifundiários, compondo-se como a espinha dorsal da classe alta argentina. Sem prejuízo disso, outros grupos familiares vieram a somar-se ao grupo dos privilegiados. A aristocracia argentina soube incorporar novos ricos. Conserva o patrimônio herdado, aumenta-o, mantém-se como os senhores das terras, conservadas como patrimônio familiar. Os seus membros se encontram na Sociedade Rural Argentina, no Jockey Club e outros clubes fechados, amando o rugby e o polo. Em Buenos Aires, ocupam seus bairros diferenciados, como Palermo, onde levantaram palácios de estilo afrancesado, pretendendo em tudo e sempre afirmar-se como corpo social privilegiado, com sua linguagem, seus códigos de comportamento, vindos desde os tempos de estudantes nos mesmos colégios, tudo facilitando alianças e negócios. A aristocracia oligárquica argentina não guarda quaisquer semelhanças com o coronelismo e o mandonismo que nasceram na casa grande. Ela não teve escravos, teve serviçais. Ela conservou e mantém até hoje os seus usos e costumes, uma visão elitista de um mundo que enxerga com desprezo aquele outro, o nosso, da casa grande & senzala. Em São Paulo, a avenida Paulista de começos do século XX foi implodida. Palermo está lá. A partir de 1880, a aristocracia oligarca argentina reuniu-se em torno de um partido político que representasse ortodoxamente os seus valores, hoje Partido Democrata Nacional, conhecido como Partido Conservador. Politicamente, sempre esteve representada pelo Exército, com os seus quadros de oficiais recrutados nos seus meios. Ainda que não tivesse experimentado um regime político submetido a uma Coroa Imperial, a Argentina criou, consolidou e soube manter até hoje uma aristocracia, de ares europeus, que fez de seu País uma nação rica, sustentada pela exportação agropastoril, muito mais rentista do que empresária industrial, praticando violentamente a sua convicção de que o povo se controla com as patas dos cavalos. Quando preciso, até mais do que isso: os anarquistas da Patagônia, que se fizeram grevista em 1921, em prejuízo dos exportadores de lã, 1.500 deles foram fuzilados num mesmo dia e hora. A Argentina começou o século XX como o país rico da América Latina, um país europeu que baseava a sua riqueza na exportação agropastoril. Mas, a começar doa anos 30, aconteceria uma reversão penosa, com a perda irrecuperável de mercados para a sua carne e para o trigo. A aristocracia rural argentina não soube promover uma acumulação capitalista, que levasse à industrialização, e nem uma distribuição de renda que desse proporções a um mercado interno consumidor. Não criaram condições para um desenvolvimento sustentável. Entre 1930-1943, a Argentina, dominada ainda pela aristocracia latifundiária, associada ao capital inglês, e sustentada pela força militar, viveu um período e completa estagnação econômica, acompanhada de crise social e repressão violenta. Em 1943, um pronunciamento militar trouxe o nome de Juan Domingo Perón, nomeado para a Secretaria do Trabalho e Previdência Social. O líder populista surgiria em seguida, pragmático, despido de qualquer ideologia, um “populista” que repugnou às elites desde o primeiro momento. Em 1946 foi eleito Presidente da República e com ele surgiam os “descamisados” e a legenda do peronismo. A direita brasileira cometeu simplificação aberrante, pretendendo colocar Vargas e Peron lado a lado, em 1950, com discursos de Carlos Lacerda e artigos de David Nasser. Vargas antecedeu a Peron em 15 anos, criando um “trabalhismo” que a partir de 1950 foi se fazendo um nacionalismo industrializante. O Brasil não era rico e nem mesmo um país urbanizado, metade de sua população vivendo no mundo rural. O peronismo (com Evita, ou com Cristina) é um fenômeno político. A experiência brasileira, com o trabalhismo (com Vargas ou com Goulart), não nos permite dizer “verdades” sobre a política argentina. O ponto de referência foi e ainda é esse: a Argentina divide-se entre “peronistas” e “antiperonistas”. A morte de Juan Domingo Peron deixou a Argentina sem um ponto de referência, abrindo-se espaço para a ação de grupos extremistas violentos. A ditadura militar que sobreveio foi a resposta a essa situação, em seguida tornando-se uma peça da estratégia dos Estados Unidos, para controle da América Latina. Muito embora os militares ditadores argentinos, brasileiros e chilenos tenham formado um clube macabro, marcado pela Operação Condor, essas ditaduras tiveram origens diferentes, seguiram caminhos diversos e terminaram cada uma delas à sua maneira. Mais uma vez será preciso cautela, evitando-se comparações impossíveis. Mais vale ressaltar uma diferença: na Argentina houve uma ditadura militar extremamente violenta, contestada desde sempre por segmentos expressivos do povo; a guerra das Malvinas apressou um fim que já estava previsto, com a vitória de um povo que não perdoou, julgando e punindo com a justa severidade os torturadores e assassinos. No Brasil, implantou-se um Estado Autoritário, violento e que também torturou e matou, ainda que em proporções significativamente menores. Enquanto setores militares manchavam as mãos com o sangue das vítimas, os civis saquearam o País, prostituindo as instituições que foram conservadas em aparência, mas submissas a um poder discricionário. Esse Estado Autoritário não foi derrubado, mas transformado em “democracia consentida”, numa transição em que, mudados os títulos, os homens e os procedimentos se conservaram. Vale comentar tudo isso, para que se entenda o neoliberalismo, que foi compartilhado por Argentina e Brasil, hoje será muito mais problemático nela, do que nele, onde a obra de depois de 1985, em especial com FHC, não foi desmontada. Se a Argentina nos leva ao Brasil, Dilma leva a Cristina. Com evidentes vantagens para Cristina, o que tem começo com as políticas econômicas de uma e de outra. Enquanto no Brasil o neoliberalismo do período FHC levou à hegemonia do sistema financeiro internacional, sendo ele quem determina os procedimentos do Banco Central, manipulando em seu benefício as taxas de juros e a política cambial, na Argentina ele não tem expressão política. A era Cristina Kirchner obteve resultados muito expressivos, aplicando uma política econômica despreocupada dos dogmas defendidos pelo FMI, e orientada para o bem-estar social; nisso rompeu radicalmente com o neoliberalismo dos tempos da ditadura e de Menem. Não privilegiou o sistema financeiro e os rentistas. E pôs em execução um programa para reestatização de empresas privatizadas. Há razões para essa discrepância. Numa relação dos dez maiores bancos da América Latina, a presença do Brasil é de maioria absoluta, enquanto nenhum deles é argentino. Tradicionalmente, a aristocracia argentina, dona das terras e senhora das exportações, não diversifica seus investimentos, mantendo-se como uma notável rentista, enquanto a maior parte da indústria é internacional, tendo por objetivo natural a exportação de lucros. Em ambos os casos, a grande solução fica à margem oposta do rio da Prata: o sistema financeiro argentino é em grande parte “internacionalizado”, através das portas abertas dos bancos uruguaios, onde não há limitações quanto à movimentação de capitais e nem controle de operações em moeda estrangeira. A presidência de Cristina destacou-se ainda pela sua firmeza no trato da questão da imprensa, posta a serviço do capital e seus interesses, traindo a alegada vocação de informação pública. A Lei de Proteção da Liberdade de Expressão prevê a punição pela calúnia ou difamação. Em 2009 a Lei da Mídia, que obteve apoio formal da ONU, restringiu o uso abusivo da imprensa por grupos econômicos. Durante a “Era Kirchner”, os crimes da ditadura foram apurados e punidos com rigor, um ponto em que Argentina e Brasil colocaram-se em extremoso opostos. A “Comissão da Verdade”, de Dilma Rousseff, acabou por ser uma das grandes frustrações desse governo. A Presidente Cristina assumiu posições claras quanto ao casamento igualitário e o direito ao aborto, em oposição ao silêncio morno de Brasília. Um ponto em comum entre os dois governos. Acreditou-se que Dilma Rousseff seria reconduzida à presidência já no 1º turno das eleições, da mesma forma tomando-se o candidato de Cristina como vencedor também de 1º turno. Dilma foi reeleita com uma vantagem mínima de votos, em 2º turno; na Argentina, Cristina perdeu, com a vitória da oposição. A semelhança entre as duas situações não deve, porém, estimular a generalizações simplificadoras. Desde logo porque as duas gestões são e foram muito diferentes. E porque Brasil e Argentina viveram suas histórias e vivem suas experiências atuais, que são muito diferentes. Pode-se apenas lembrar que o exercício prolongado do poder, o que aconteceu em ambos os casos, provoca desgastes: para os próprios governantes, que se acomodam nos confortos do poder; e para os governados, facilmente amedrontáveis, quando expostos a fraquezas reais ou imaginárias dos que estão exercendo o poder. Para o Brasil, a vitória de Macri vem toldar os horizontes. De acordo com o prometido em campanha e que começa a ser repetido, o novo governo argentino revolucionará a política externa de seu Pais: retomará relações íntimas com os Estados Unidos e a Europa, desconfiando das aproximações mais recentes com a China e Rússia; deverá abandonar o “eixo bolivariano” e advogará a exclusão da Venezuela no Mercosul. A adesão de Macri à diretrizes do Departamento de Estado americano está sendo recebida com notável entusiasmo pelos “homens de negócios” no Brasil. Será necessária muita firmeza do governo Dilma Rousseff para opor-se às manobras que objetivam recolocar a América Latina sob as asas dos Estados Unidos: não mais pelos motivos criados com a “guerra fria”, que levou às décadas de chumbo ao sul do rio Grande, mas porque os “homens de negócios norte-americanos” assim o querem. E o grande problema está aí: o governo Dilma Rousseff é extremamente fraco.