segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

TEMPOS DE CÓLERA A INTOLERÂNCIA não é mais do que o egocentrismo extremo, que toma a forma de violência: a rejeição de tudo o que não seja o próprio EU, projetado na Igreja, nos dogmas, nos slogans, que em si não dizem nada, pretendendo tudo. A intolerância é a negação da sociabilidade, do diálogo, a palavra falada substituída pelo grito de guerra. Ela pressupõe a autoridade inquestionável e injustificável, a autoridade que se baseia na força e na violência física. O FASCISMO é necessariamente intolerante, baseado no mito de uma união nacional, onde os indivíduos estão dissolvidos e fundidos numa vontade única: a de quem manda. Como se chega a isso? Com o medo, o medo da liberdade de ser, da responsabilidade individual que se torna aterradora. E inauguramos o século XX sob o signo do medo, medo do terrorismo islâmico, dos africanos que querem uma terra prometida, dos pobres e miseráveis, convidados a matar para comer. A cultura brasileira, se não foi nunca cordial, incorporando um alto grau de violência, a que se praticou nos eitos e nas senzalas, a que existiu em Canudos e nos trabucos dos cangaceiros, ainda assim não se marcou por intolerância: o preconceito de cor sempre foi despido, junto com as roupas, para o sexo de brancos e negros; as senhoras piedosas, rosário nas mãos, sempre buscaram a ajuda dos orixás nos terreiros; pobres e ricos dividiram por muito tempo os espaços domésticos, até que Ramos de Azevedo criou a casa moderna, com a sua rigorosa divisão , os espaços da família e o da criadagem. A rua, nas cidades brasileiras, foi sempre o espaço de todos, onde ricos e pobres mantinham educadamente a hierarquia definida pelo poder do dinheiro. Mas os novos tempos são comprovadamente tempos de cólera. O medo está produzindo quantidades cada vez maiores de intolerância. Os brasileiros estão sendo ensinados a ter medo e a rejeitar o que não é seu e nem parte de seu mundo mais próximo. A pedagogia da intolerância vem sendo ministrada nas escolas, na imprensa, nos clubes, no trabalho e enfim nas ruas. As manifestações introduziram definitivamente a violência irracional que se dispensa de justificativas que não há. As propostas de governo foram ofuscadas pelos xingamentos e acusações de corrupção, de incompetência, de incontinência... Os brasileiros foram sendo divididos em função das legendas partidárias. O PT, Lula, Dilma e os cidadãos aliados passaram a ser rejeitados, aviltados, agredidos. E assim as ruas voltaram a ser ocupadas por maltas de furiosos, rebeldes sem causa, sem consciência, motivados exatamente pelo medo que lhes é ensinado pela televisão. Há hoje mais de 50 milhões de brasileiros inoculados com o vírus da intolerância. Eles não têm objetivos claros, não têm argumentos, apenas odeiam, odeiam a pobreza, a negritude, a indisciplina dos que não querem mais ser cumpridores de ordens. Renunciaram à sua individualidade e à sua liberdade, entregando-as aos repórteres policiais, aos jornalistas políticos e analistas econômicos. A intolerância que dispensa até mesmo os dogmas: há um momento em que ela passa a existir em si, um moto contínuo. Aterrador é que, sujeitos aos mesmos medos, muitos dos que estão na banda da banda de cá foram se fazendo não menos intolerantes. Não toleram os que não os toleram e mais os que não aceitam os dogmas do PT, os que são capazes de criticar Dilma Rousseff e Lula. E eles precisam ser criticados. Duramente. A linguagem dos fascistas declarados é descosturada, ilógica, arbitrária, inspirada pela violência. A linguagem dos que estão se tornando stalinistas é muito bem estruturada, baseada em argumentos, em sonhos que dispensam a avaliação crítica do que está acontecendo no mundo real.

domingo, 18 de dezembro de 2016

RENUNCIE, MICHEL !!! Ele está pronto a declarar: "já que é para o bem geral e felicidade da Nação, declaro-me renunciado." Tem lá as suas pequenas condições para isso, ou melhor, quer sair para a poetagem de sua musa tão linda, recatada e do lar, isento de acusações e culpas, previamente inocentado de seus crimes, eles mesmos medíocres. Apenas aguarda ordem superior: quando? Ainda em dezembro, ou melhor será (para o PSDB) aguardar as Festas dos Santos Reis?

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

para o Cafezinho
DILMA ROUSSEFF,A PRESIDENTA ELEITA PELO POVO: uma mulher dura e autoritária. Considerada dona de um temperamento explosivo. Logo, sem que se pretendam dissecar boatos e estereótipos, é possível admitir que, disposta a agir, séria e incorruptível, tenha dado o devido tratamento aos habitantes do mundo político brasileiro, composto por incompetentes, corruptos, vaidosos. E não será difícil entender a dureza e o autoritarismo como virtudes. De 1952 a 1954, filha de uma família bem-posta na classe média, cursou a pré-escola no colégio Izabela Hendrix e a partir de 1955 iniciou o ensino fundamental no Colégio Nossa Senhora de Sion, em Belo Horizonte. Como adolescente dos anos da euforia de JK e seus 50 anos em 5, namorava e tocava o seu violão. Em 1964 ingressou no Colégio Estadual Central (atual Escola Estadual Governador Milton Campos), na primeira série do clássico (ensino médio). Nessa escola pública o movimento estudantil era ativo, especialmente por conta do recente golpe militar.  Foi nessa escola que ficou "bem subversiva" e percebeu que "o mundo não era para debutantes". Não teria participado diretamente das ações armadas, mas já era notada por sua atuação política, contatos com sindicatos, aulas de marxismo e responsabilidade pelo jornal O Piquete. Nada excepcional, mas a realidade de uma jovem consciente  que não podia aceitar a ordem unida que os militares pretendiam "pagar" à "paisana" mal-educada, corrupta e desprovida de "amor à pátria". Os jovens não aceitaram. Os intelectuais não aceitaram. Os artistas não aceitaram. Dilma participou de algumas reuniões que resultaram na criação da VAR-Palmares - Vanguarda Revolucionária Palmares. Foi transformada pelos espiões e delatores (premiados com a anistia), gente da Operação Bandeirantes, sustentada pelos empresários da FIESP, em grande líder da organização, ganhando vários epítetos superlativos nos relatórios da repressão, que a definiram como "um dos cérebros" dos esquemas revolucionários. O Promotor de Justiça que denunciou a organização rotulou-a como sendo a "Joana d’Arc da subversão", por chefiar greves e assessorar assaltos a bancos. Ao ganhar bem mais tarde a expressão política que a sua competência lhe propiciou, passou a ser acusada como "terrorista" por gente hipocritamente puritana, e que não se sentiu inibida em dar a São Paulo um senador ex-comunista e envolvido em ações terroristas, motorista que teria conduzido involuntariamente Marighela para a morte. Presa numa operação que não a estava procurando, por mero acaso (ao se revistada, estava armada), passou quase três anos em reclusão, de 1970 a 1972, primeiramente pelos militares da Operação Bandeirante (OBAN), no qual sofreu torturas, durante vinte dias, posteriormente pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). Dilma denunciou as torturas em processos judiciais e a Comissão Especial de Reparação da Secretaria de Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro aprovou pedido de indenização proposto por ela e outras dezoito pessoas. Saiu do Presídio Tiradentes no fim de 1972, dez quilos mais magra e com uma disfunção na tireoide.Condenada em alguns processos e absolvida noutros. Iniciou a recuperação da sua saúde com sua família, em Minas Gerais. Reconstruiu sua vida no Rio Grande do Sul, junto a Carlos Araújo, seu companheiro por mais de trinta anos. Impedida de retomar seus estudos , Dilma prestou vestibular para economia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ficou grávida enquanto cursava a graduação e em março de 1976 nasceu sua única filha, Paula Rousseff Araújo. Sua primeira atividade remunerada, após sair da prisão, foi a de estagiária na Fundação de Economia e Estatística (FEE), vinculada ao governo do Rio Grande do Sul. Graduou-se em 1977, não tendo participado ativamente do movimento estudantil. Em novembro de 1977, o nome de Dilma foi divulgado no jornal O Estado de S. Paulo como sendo um dos 97 subversivos infiltrados na máquina pública em uma relação elaborada pelo então demissionário Ministro do Exército, Sílvio Frota, que classificou Dilma como "amasiada com um subversivo". Com isso, foi exonerada da FEE, sendo, contudo, anistiada mais tarde. Com o fim do bipartidarismo, participou junto com Carlos Araújo dos esforços de Leonel Brizola para a recriação do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Foi membro fundadora do Partido Democrático Trabalhista (PDT) participando de diversas campanhas eleitorais. De 1985 a 1988, durante a gestão de Alceu Collares frente à prefeitura de Porto Alegre, foi Secretária Municipal da Fazenda. De 1991 a 1993 foi Presidente da Fundação de Economia e Estatística e foi Secretária Estadual de Minas e Energia entre os períodos de 1993 a 1994 e de 1999 a 2002, durante o governo de A. Collares e do sucessor Olívio Dutra. A tentativa de reduzir Dilma Rousseff na sua competência foi frustrada, acusada de chegar ao governo Lula sem qualquer experiência política e sem vocação para tanto. Pois viveu desde muito jovem politicamente, não teve  e não tem felizmente a vocação da retórica demagógica dos políticos contemporâneos, os que, sem conhecimento de regras básicas da língua, não tem pudor algum em transformar a tribuna do Congresso em palanque para comícios populistas. Em 2002 participou da equipe que formulou o plano de governo para a área energética. No ano anterior havia se filiado ao PT, o que deve ser entendido como decisão de ordem prática, viabilizando sua participação nesse governo, uma vez que sua identificação ideológica a prendeu sempre ao PDT de Leonel Brizola.

Primeira mulher a chegar à Presidência em 2010, a vitória de Dilma foi a consagração de Lula e a vitória também do PT. Seu governo teve a  grandeza e fidelidade de assegurar a continuidade do que Lula havia iniciado. 
O ano de 2015 caminha para ser o mais nefando já experimentado por esse País. Os objetivos mais sórdidos, assumidos nas caras mais aviltadas pelo vício da mentira, ameaçam depor Dilma Rousseff. Não se trata apenas e tão somente de 54 milhões de votos a serem desprezados. O que se comete é o crime maior, o de substituição da verdade pela mentira tosca e suja, é o aviltamento das instituições. Como respeitar minimamente a Câmara dos Deputados, depois da encenação pornográfica que ofertou em rede nacional de televisão? Como não desprezar um Senado da República que transpira a vilania? A segregação da Política brasileira, isolada pelas paredes dos corredores e gabinetes de Brasília, torna impossível uma previsão sobre o mais provável. Seja o que venha a ser promovido nesse circo de horrores escatológicos, a imagem de Dilma Rousseff está sendo engrandecida.  A maldade insana dos golpistas vai transformando Dilma Rousseff, não apenas em heroína nacional, mas na protetora, na voz de milhões de brasileiros. Segundo seu site oficial, ela é leitora assídua de Machado de Assis, Guimarães Rosa, Cecília Meireles, e Adélia Prado. Venceu o câncer. 
 Os sórdidos estão fazendo pouco aos interesses do Brasil. Mas não atingirão  Dilma Rousseff, que vai se tornando, não pela palavra de Lula, mas pela vontade nacional, a Mãe do Povo Brasileiro.
Feliz aniversário ,nossa verdadeira Presidenta!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

12\12\16

Palavras francas e diretas: "Mas é verdade que, um partido de esquerda ativo e chefiado por Jorges Vianas é impossível. Esse senador do PT lacaio de Renan Calheiros e do PMDB, é a expressão de todo um grupo ao qual o partido se mantém amarrado como a um cadáver. São milhares de Jorges Vianas, de assessores, de ocupantes de cargos comissionados, de políticos profissionais assalariados, de aliados regionais do PMDB, de dependentes crônicos, etc., enfim, um número razoável de parasitas estrangulando a planta." 
Palavras inaceitáveis para o petismo burocrático stalinista, que se satisfaz no culto fácil das personalidades, aquele que, moldando o futuro no passado, construiu-se como projeto sebastianista. E só!


Por Maria Fernanda Arruda, colunista do Cafezinho
Depois de 40 anos, e simbolicamente no mesmo dia em que Dilma Rousseff foi cassada, o restaurante Piantella fechou. O cliente símbolo dessa "casa de pasto"  foi Ulisses Guimarães, aquele que, conta a Estória, optou por não morrer ... E desapareceu pelo mar afora.
Além dele, o Piantella recebia regularmente figuras  como Tancredo Neves, FHC, Serra, Miro Teixeira, Jose Dirceu. Em torno dele construíram-se lendas e legendas, as suas mesas assistindo a confabulações que seriam decisivas na História do Brasil.
Mas o restaurante, sua fama correndo mundo-afora, tornou-se demais popular para o refinamento elitista ou mesmo para a grosseria das novas gerações de políticos. A sofisticação não era propiciada apenas pelo ambiente e pelo cardápio, era o resultado de postura de políticos que antecediam à era de Fernando Collor de Mello.
Conta a crônica social da Novacap que o Piantella está reaberto, com a jornalista Valéria Vieira, casada com Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado de causas que não devem ser noticiadas nos jornais; pois foi quem comprou a parte de seu sócio, Marco Aurélio Costa. O neo-Piantella não é o antigo, reaberto: é novo, como são novos os tempos e composturas vividos e experimentados em Brasília.
Os responsáveis cuidam em avisar: "quem for ao salão vai encontrar um ambiente totalmente novo, sem as antigas poltronas acolchoadas, as cortinas e a lareira, que fazem parte do imaginário popular brasiliense. Até o famoso quadro com o retrato de Ulysses Guimarães talvez não esteja mais lá." Coerente: nem Ulisses, nem seu retrato, e nem a Constituição que ele tutelou.
Na verdade,o velho Piantella  não morreu e existe, uma grande, enorme pizzaria, que atende em seu mais novo endereço, onde no passado funcionou um Tribunal que se entendia supremo. Entre suas paredes não se conspira, pois que os acertos e ajustes, nascidos de conversas longas e concessivas, não podem correr o risco da inconfidência dos jornalistas. A metamorfose foi contestada, não houve unanimidade; mas quase.
Nunca se viu, na história do Supremo Tribunal Federal, um apelo tão patético ao espírito de corpo como o feito pelo ministro Marco Aurélio Mello na tensa sessão plenária da última quarta-feira, 7 - a que manteve Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado. Depois de citar, um a um, os nomes dos oito ministros que iriam votar a seguir, enumeração inédita, Marco Aurélio os instou, dramaticamente, a que o acompanhassem na liminar contra o inimigo jurado daquele momento. "Que cada qual, senhor de uma biografia, senhor da busca pelo fortalecimento do Supremo como poder maior, cumpra o dever de prestar contas à história". A proposta para preservar Calheiros na presidência do Senado foi classificada como "famoso jeitinho brasileiro" e "meia sola constitucional".
Mas o trabalho o STF foi mesmo o de um sapateiro, uma "meia-sola", tentando construir uma solução para uma crise política, que nunca foi constitucional. A presidente Cármen Lúcia, depois dos elogios a Marco Aurélio, falou em "prudência, convívio mais fácil, busca do consenso em benefício do Brasil".
Citou, oportunamente, o recém-falecido poeta Ferreira Gullar: "Uma parte de mim é permanente/outra parte se sabe de repente". Marco Aurélio saiu carregado de solidariedade retórica. Do que realmente queria - a confirmação de seu poder, em momento de arroubo emocional - não levou absolutamente nada. A sessão mostrou que a Corte ferve por dentro. Um dia explode, ou se desintegra como cadáver insepulto. A Ministra não teria necessidade de votar, pois o grande "sarapatel" já estava pronto para ser servido à Nação Brasileira. Seu voto foi o autógrafo concedido à obra que foi sua, cozida por suas mãos, segundo receita prolatada pelo colega e amigo Gilmar Mendes.
A maioria dos ministros do STF condoeu-se com a "crise nacional", deixando claro o entendimento/equívoco de que o plano Michel Temer-banca internacional representa a salvação da Pátria amada, o que, tão claro e cristalino, não é de competência do Poder Judiciário.
Mas não se deixou impressionar com o currículo criminoso de Renan Calheiros, o que também  a imprensa empenhou-se em esconder. Como líder do governo Collor de Mello, foi ele quem divulgou com empenho notável o conjunto de medidas inconstitucionais que assaltavam os brasileiros, incluindo-se o confisco de ativos em cadernetas de poupança. Um conjunto de denúncias de corrupção atingindo Renan Calheiros ocupou as manchetes da imprensa brasileira em 2007. O caso foi chamado de Renangate, neologismo aludindo ao escândalo do Watergate e outros que usaram a mesma terminação -gate.
Em 1º de dezembro de 2016, oito dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal aceitaram a denúncia e Renan Calheiros virou réu em uma ação penal pelo crime de peculato. No mesmo dia, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Claudio Lamachia, defendeu o afastamento imediato do presidente do Senado, após ter sido feito réu por peculato. Em comunicado, diz que "não se trata aqui de fazer juízo de valor quanto à culpabilidade do senador Renan Calheiros, uma vez que o processo que o investiga não está concluído".
Das fornalhas do Congresso estão sendo trazidas ao consumo público pizzas as mais bizarras. O cardápio estará sendo lido com correção? Tentando entender, convenhamos: Gilmar Mendes, presidindo o TSE e controlando o STF, através da Ministra, sua devota mais que fiel, tem todos em suas mãos: os que devem à Justiça, todos enfim, inclusive os senhores do PT. É preciso conservar Calheiros!!! O PT colabora. A covardia dos senadores precisa o biombo do voto anônimo? e, de novo, O PT colabora. Não se inventa nada aqui, apenas constata-se. Para os senhores do Congresso, importa que se reequilibrem as instituições abaladas pela Verdade e pelo Pudor.

domingo, 11 de dezembro de 2016

10\12\16

A autocrítica é necessária, para que haja competência para se construir um futuro mais digno do que o passado e o presente.
"O grande erro de Dilma foi a companhia de José Eduardo Cardozo e ceder à agenda da corrupção. O resultado foi um aumento desmesurado da corrupção, transferida agora para o judiciário, e do autoritarismo.
A lei da delação premiada jamais poderia ter sido proposta ou sancionada, sem uma discussão ampla com os juristas do campo progressista." 
Dilma errou sim. Isso nada tem a ver com a sua coragem, valentia, honestidade. Mas errou; cercada e cerceada por narcisistas-pragmáticos : Cardozo, Mercadante, Jaques Wagner.
Dilma negociou a Petrobrás com ... Jucá. Dilma negociou a lei anti-terrorismo com as lideranças do PSDB. Elogiou a "delação premiada" e queria uma lei que criminalizasse o "caixa 2", como se ele não tivesse já nascido como crime, a mesma lei que Renan Calheiros quer agora, como instrumento para remissão de todos os pecados e pecadores. Feita crime só agora, imaginam os patifes, a lei não teria efeito retroativo. Dilma, descanse em paz. A grande injustiça que se cometeu contra ela será redimida com a punição dos cafajestes que a cometeram.

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O maremoto Odebrecht apenas começou, mas as informações sobre uma primeira delação, publicadas nesta sexta-feira pelo Buzzfeed, reproduzidas pelo 247, confirmadas pela Folha de S. Paulo e finalmente lançadas com força ao ventilador pelo Jornal Nacional, acabam com as ilusões sobre uma travessia com o atual governo até 2018." De fato toda a imprensa publicou. O Estadão abrilhantou-se, trazendo o texto da denúncia (ainda com o carimbo "confidencial"). Formalmente, haveria ainda um caminho longo a percorrer: formalização da denúncia, seu encaminhamento para o STF, interferência de muita gente especializada em fazer imóvel o tempo Mas acontece que Temer nem mais pinguela e tábuas podres consegue ser. Ele cairá, ou renunciará, tanto faz quanto o fez, quando e como decidirem. Não haverá decisão unânime, envolvendo todos os interessados, mas a vontade e quem venha a ser o vencedor da disputa. Não necessariamente um político de carreira.
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sábado, 10 de dezembro de 2016

As obras de misericórdia são quatorze: sete corporais e sete espirituais, conforme são corporais ou espirituais as necessidades que se socorrem.

As obras de misericórdia corporais são:

1ª Dar de comer a quem tem fome;
2ª Dar de beber a quem tem sede;
3ª Vestir os nus;
4ª Dar pousada aos peregrinos;
5ª Assistir aos enfermos;
6ª Visitar os presos;
7ª Enterrar os mortos.

As obras de misericórdia espirituais são:
1ª Dar bom conselho;
2ª Ensinar os ignorantes;
3ª Corrigir os que erram;
4ª Consolar os aflitos;
5ª Perdoar as injúrias;
6ª Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo;
7ª Rogar a Deus por vivos e defuntos.
(Catecismo de S. Pio X. Capítulo IV. "Das obras de misericórdia")
SÃO CATÓLICOS.
10\12\16

CABRAL, PICCIANI, SUZZI ... e DORNELLES
O que nos conta um tal jornal, discreto, pois o escândalo em questão é dos menores, nada que se compare à obra ciclópica de Jucá, o desmatador e exterminador de índios: "Susana (a que não parece ser tão casta) foi nomeada pelo próprio Picciani. Ela é prima de Dornelles e do presidente nacional do PSDB, senador Aécio 'Cunha' (MG). Picciani foi aliado e parceiro político do ex-governador do Rio por muitos anos. De 1995 a 2002, Cabral presidiu a Alerj, enquanto o atual presidente era primeiro secretário. Tudo faz sentido. Picciani e Cabral ficaram ricos juntos, usando a presidência da Assembleia como ponto de partida. Ao dar emprego à ex-mulher de Cabral, que é formada em Direito, mas na verdade nunca trabalhou na vida e era funcionária-fantasma de Dornelles, Picciani está apenas mostrando que uma mão (suja) tenta lavar a outra mão (também suja)"
O que pode ser dito e não está escrito: Chico Dornelles seria o Ministro da Fazenda de Tancredo Neves, economista de linha a mais conservadora, e hoje sabido como homem de caráter ralo. Conclusão: Tancredo teve a boa sorte de falecer enquanto herói nacional, pois que seu governo seria na melhor hipótese uma mediocridade lamentável.

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Jucá é apontado como o grande negociador de propinas com a empreiteira baiana. Mas a delação envolve Renan Calheiros e praticamente toda a cúpula do PMDB. Também o Temer, associado ao seu amigo Jose Yunes.
É certo que a aceitação da delação será um processo demorado. Mas como o Michel já estava balançando, poderá cair antes do Natal. Vale torcer !!
E como mal menor: #DiretasJá.

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Máscaras vão caindo e vários rostos conhecidos vão se mostrando: Cidinha Campos,hein!? O que diz o jornal: "Desde que foi preso, em 17 de novembro, Cabral recebeu a visita dos deputados Cidinha Campos (PDT), Paulo Melo (PMDB) e Jorge Picciani (PMDB), presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A ex-primeira-dama Adriana Ancelmo também visitou o marido, antes de ela mesma ser presa, na última terça-feira, 6. Como o documento de acesso ao sistema penitenciário não estava pronto, ela obteve autorização especial para ver Cabral."
Corja!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Montesquieu, um filósofo francês do século XVIII, é conhecido como o "pai" da teoria da separação dos poderes. Seu livro mais conhecido, "O Espírito das Leis", é uma defesa do Estado liberal e do equilíbrio entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Para Montesquieu, a melhor maneira de limitar o poder é distribuindo o poder, de tal maneira que cada um dos poderes possa fiscalizar os demais. Essa fórmula é conhecida como "checks and balances", ou sistema de freios e contrapesos. Montesquieu afirmou que nenhum poder poderia elaborar leis e também aplicá-las, pois assim haveria a possibilidade de criar leis tirânicas para aplicá-las tiranicamente.
Essas lições de Montesquieu ajudam a explicar a atual crise entre o Congresso e o Judiciário no Brasil. O Judiciário não admite controle externo. O Congresso pretende limitar os abusos do Judiciário, não por amor à tradição liberal e sim por amor aos privilégios. Membros da força-tarefa da Operação Lava Jato ameaçam abandonar as investigações caso o Congresso aprove medidas que contrariam seus interesses. Ou seja, o Judiciário faz chantagem e pretende jogar a sociedade contra o Congresso, mas não para defender a sociedade e sim as suas próprias prerrogativas (que são vistas como privilégios). Engraçado: nunca vi o Judiciário mobilizado para defender a população de medidas impopulares, como a PEC 55.
Em tese, a iniciativa do Congresso é adequada. Mas o "espírito" por trás dessa iniciativa não é aquele descrito por Montesquieu, e sim o da retaliação. E a "ameaça" feita pelos membros da Lava Jato não tem nenhuma relação com uma postura "republicana" diante dos fatos; trata-se apenas de uma atitude que na forma pode ser chamada de chantagem e no conteúdo de prevaricação.

 Por Pedro Fassoni Arruda

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Durante a Segunda Guerra Mundial, o general alemão Otto Abetz, que governava a cidade de Paris ocupada pelos nazistas ficou sabendo ta tela do pintor espanhol e o encontrando dirigiu-se a Picasso e, referindo-se à tela Guernica, perguntou:
-- Foi o senhor que fez este horror?,
Com elegância,Picasso teria respondido:
-- Não, senhor general. Esse horror foi feito pelos senhores, eu apenas pintei .
A mídia brasileira pode rebolar, mas nunca se livrará do fato inquestionável:
foi ela que, mais uma vez, deu asas ao horror que o país vive neste momento. Por Palmerio Doria

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

CRÕNICAS DE BRASILIA: O VELHO PIANTELLA NÃO FECHOU - transferiu-se para as instalações do Supremo Tribunal Federal Depois de 40 anos, e simbolicamente no mesmo dia em que Dilma Rousseff foi cassada, o restaurante Piantella fechou. O cliente símbolo dessa "casa de pasto" foi Ulisses Guimarães, aquele que, conta a Estória, optou por não morrer ... e desapareceu pelo mar afora. Além de Ulisses, o Piantella recebia regularmente figuras proeminentes, como Tancredo Neves, FHC, Serra, Miro Teixeira, Jose Dirceu. Em torno dele construiram-se lendas e legendas, as suas mesas assistindo a confabulações que seriam decisivas na História do Brasil. Mas o restaurante, sua fama correndo mundo-afora, tornou-se demais popular para o refinamento elitista ou mesmo para a grosseria das novas gerações de políticos. A sofisticação não era propiciada apenas pelo ambiente e pelo cardápio, era o resultado de postura de políticos que antecediam à era de Fernando Collor de Mello. Conta a crônica social da Novacap que o Piantella está reaberto, com a jornalista Valéria Vieira, casada com Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado de causas que não devem ser noticiadas nos jornais; Kakay comprou a parte de seu sócio, Marco Aurélio Costa. O neo-Piantella não é o antigo Piantella reaberto: é novo, como são novos os tempos e composturas vividos e experimentados em Brasília. Os responsáveis cuidam em avisar: "quem for ao salão vai encontrar um ambiente totalmente novo, sem as antigas poltronas acolchoadas, as cortinas e a lareira, que fazem parte do imaginário popular brasiliense. Até o famoso quadro com o retrato de Ulysses Guimarães talvez não esteja mais lá." Coerente: nem Ulisses, nem seu retrato, e nem a Constituição que ele tutelou. Na verdade, na verdade, o velho Piantella não morreu e existe, uma grande, enorme pizzaria, que atende em seu mais novo endereço, onde no passado funcionou um Tribunal que se entendia supremo, mas que, ele sim ajustando-se aos novos tempos, adaptou-se e hoje oferece a uma seleta clientela pizzas de sabores e tamanhos variados. Entre suas paredes não se conspira, pois que os acertos e ajustes, nascidos de conversas longas e concessivas, não podem correr o risco da inconfidência dos jornalistas. A metamorfose foi contestada, não houve unanimidade; mas quase. Nunca se viu, na história do Supremo Tribunal Federal, um apelo tão patético ao espírito de corpo como o feito pelo ministro Marco Aurélio Mello na tensa sessão plenária da última quarta-feira, 7 - a que manteve Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado. Depois de citar, um a um, os nomes dos oito ministros que iriam votar a seguir, enumeração inédita, Marco Aurélio os instou, dramaticamente, a que o acompanhassem na liminar contra o inimigo jurado daquele momento. "Que cada qual, senhor de uma biografia, senhor da busca pelo fortalecimento do Supremo como poder maior, cumpra o dever de prestar contas à história". A proposta para preservar Calheiros na presidência do Senado foi classificada como "famoso jeitinho brasileiro" e "meia sola constitucional". Mas o trabalho o STF foi mesmo o de um sapateiro remendão, uma "meia-sola", tentando construir uma solução para uma crise política, que nunca foi constitucional. A presidente Cármen Lúcia, depois dos elogios a Marco Aurélio, falou em "prudência, convívio mais fácil, busca do consenso em benefício do Brasil". Citou, com senso de oportunidade, o recém-falecido poeta Ferreira Gullar: "Uma parte de mim é permanente/outra parte se sabe de repente". Marco Aurélio saiu carregado de solidariedade retórica. Do que realmente queria - a confirmação de seu poder, em momento de arroubo emocional - não levou absolutamente nada. A sessão mostrou que a Corte ferve por dentro. Um dia explode, ou se desintegra como cadáver insepulto. Carmen Lúcia não teria necessidade de votar, pois o grande "sarapatel" já estava pronto para ser servido à Nação Brasileira. Seu voto foi o autógrafo concedido à obra que foi sua, cozida por suas mãos, segundo receita prolatada pelo colega e amigo Gilmar Mendes. A maioria os ministros do STF condoeu-se com a "crise nacional", deixando claro o entendimento/equívoco de que o plano Michel Temer-banca internacional reppresenta a salvação da Pátria amada, o que, tão claro e cristalino, não é de competência do Poder Juiciário. Mas não se deixou impressionar com o currículo criminoso de Renan Calheiros, o que também a imprensa empenhou-se em esconder. Como líder do governo Collor de Mello, foi ele quem divulgou com empenho notável o conjunto de medidas inconstitucionais que assaltavam os brasileiros, incluindo-se o coonnfisco de ativos em cadernetas de poupança. Um conjunto de denúncias de corrupção atingindo Renan Calheiros ocupou as manchetes da imprensa brasileira em 2007. O caso foi chamado de Renangate, neologismo aludindo ao escândalo do Watergate e outros que usaram a mesma terminação -gate. A crise começou em 25 de maio, com a circulação da notícia sobre o pagamento da empresa Mendes Júnior à ex-amante de Renan, com quem teve uma filha, negando-lhe a paternidade, e perdurou até 11 de novembro, quando ele renunciou à Presidência do Senado. Foi naquela ocasião inocentado da acusação de atentado contra a ética graças ao espírito corporativo de senadores que se esconderam sob a possibilidade imoral do voto secreto. Em 1º de dezembro de 2016, oito dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal aceitaram a denúncia e Renan Calheiros virou réu em um ação penal pelo crime de peculato. No mesmo dia, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Claudio Lamachia, defendeu o afastamento imediato do presidente do Senado, após ter sido feito réu por peculato. Em comunicado, Lamachia diz que "não se trata aqui de fazer juízo de valor quanto à culpabilidade do senador Renan Calheiros, uma vez que o processo que o investiga não está concluído". Para o presidente da OAB, o pedido de afastamento de Renan Calheiros “trata-se de zelo pelas instituições da República”. Além da OAB, outras entidades como a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e a Associação de Magistrados do Brasil (AMB) defendem o afastamento do senador para não comprometer o funcionamento do Congresso Nacional. Esses pronunciamentos foram em regra silenciados pela imprensa, ficando clara e cristalina a sua intenção: levar a opinião pública a condenar o STF, em especial o ministro Marco Aurélio ... Estória de "carochinha", inexplicável, sem lógica, montada para quem tivesse vontade em aceitar. As duas últimas semanas têm sido nebulosas demais: não há teto no aeroporto de Brasília. As instalações do Senado acomodaram-se para funcionar como o grande forno a lenha, onde se preparam as pizzas. O projeto nazi-fascista de autoria dos fanáticos de Curitiba, aprovado pela Câmara, passou a sofrer contestações no Senado, mesmo feitas mudanças, onde há os senadores que se opõem às alterações atenuadoras feitas lá: O senador Cristovam Buarque afirmou que Renan “estava cometendo um abuso de autoridade para combater o abuso de autoridade”. O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) também se posicionou contra. Ele argumentou que o projeto tinha sido aprovado na madrugada e ainda não era de conhecimento dos senadores. O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (DEM), disse que o presidente do Senado estava mudando o regimento da Casa para de forma “açodada” votar um projeto de autoria do Ministério Público, avalizado pela população, mas que foi “desfigurado” pela Câmara dos Deputados. Renan também foi criticado por Randolfe Rodrigues, do REDE. "Voltam-se contra Calheiros que, dessa forma, passa a ser contraditoriamente, o defensor das liberdades democráticas (na verdade, em defesa própria, pois o fortalecimento de Moro & procuradores só poderá levà-lo à cadeia). O que então? Renan Calheiros é o nosso defensor, contra o arbítrio da justiça curitibana? a imprensa é defensora do Calheiros-legalista? por que? Gilmar Mendes, consorciado com Calheiros, no plenário do Senado, reduziu Moro ao que ele é: um fantoche apalhaçado. O ministro Gilmar torna-se assim defensor dos valores democráticos? Ao decidir pelo afastamento de Calheiros, Marco Aurélio de Mello faz-se inimigo da Democracia, defendendo uma supremacia do Judiciário sobre os dois ouutros poderes? Estará ele associado a Ronaldo Caiado, em oposição às posições de quem? de Gilmar Mendes? Das fornalhas do Congresso estão sendo trazidas ao consumo público pizzas as mais bizarras. O cardápio estará sendo lido com correção? Tentando entender, convenhamos: Gilmar Mendes, presidindo o TSE e controlando o STF, através da Malévola, sua devota mais que fiel, é quem tem a todos em suas mãos: os que devem à Justiça, todos, todos enfim, inclusive os senhores do PT. É preciso conservar Calheiros? O PT colabora. A covardia dos senadores precisa o biombo do voto anônimo? O PT colabora. Não se inventa nada aqui, apenas constata-se. Para os senhores do Congresso, importa que se reequilibrem as instituições abaladas pela Verdade e pelo Pudor. Também ao Juiciário. E isso embarca na mesma nau Renan e Gilmar Mendes. Em que condições: todos serão libertados do jugo da Lava-jato, isso, não por amor democrático à Justiça, mas para que todos, respirando aliviados, reconheçam-se eternos devedores de gratidão para com Gilmar Mendes. E Gilmar Mendes é FHC, não é Geraldo Alckmin; com ele, a balança da Justiça pesará em benefício de FHC, de Serra e de Aécio, de quem for possível safar em tempo da justiça de Curitiba. Sendo isso não mais que um negócio, o que será pago a Gilmar Mendes? Apenas e tão só o PODER. No momento de transição, até que criem condições "democráticas", para a terceira eleição de FHC, é possível que um mandato também seja entregue a uma mulher cordata, amante da paz, negociadora e suficientemente erudita para enfeitar o seu voto com uma citação poética. Em suma, o Piantella não fechou, hoje ele é a imensa pizzaria que ocupa Brasília.
8\12\16

Proclama o poluto presidente do Senado Federal: "O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), elogiou a atuação do vice-presidente Jorge Viana (PT-AC) na "solução da crise" envolvendo Senado e o Supremo Tribunal Federal (STF). Viana foi um dos principais responsáveis pela articulação junto aos STF que manteve Renan no comando da Casa. Segundo Renan, o petista"cumpriu um papel extraordinários em todos os momentos da crise". E o Presidente do PT dirá alguma coisa? Além do STF, teremos a confirmação de que não existe mais nenhum partido dos trabalhadores? Sinceramente...não esperava tamanha falta-de-vergonha!!!

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O GOLPE ESTÁ PARIDO: em gestação, aguardamos-o. 
Chegamos lá: "O presidente Michel Temer escolheu o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), para assumir uma turbinada Secretaria de Governo. O anúncio do tucano para a pasta, que será reformulada com o ganho de novas atribuições,ocorrerá até a segunda-feira pelo Palácio do Planalto. A troca na Secretaria de Governo foi antecipada pela Coluna do Estadão e em reportagens do Broacast Político e do Estado." Enfim, habemus Aecium!
Ele venceu e seu capanga imoral vai monitorar o Petit-Michelitté! Pobre Brasil, caiu no poço, nem experimentou pânico,e já se habituou a abismos.
7\12\16

REFORMA POLÍTICA JÁ é proposta precipitadamente superficial, contraditória e enganosa. Os partidos políticos, reunidos nas duas casas do Congresso, representam quem e o que? Eles são a base de toda a vida política: não se faz política sem eles. São o que querem os profissionais que deram continuidade aos usos e costumes construídos durante a ditadura. A Constituição de 1988 não resultou da assembléia de cidadãos corajosos, mas do encontro interesseiro e amedrontado de homens que não tinham olhos para enxergar e nem competência para projetar o futuro de um país que pretendia iniciar a sua experiência democrática. A Carta que deveria nos governar hoje (remendada a todo momento, para atender aos imediatismos interesseiros) não teve nenhuma coragem política. A experiência de convivência com partidos políticos capados recomendou que se desse tal status, nada se exigindo: ideologia, programam,tampouco compromissos. À esses grupos somam hoje mais de três dezenas de associações de fins lucrativos e que trabalham exclusivamente para transformar subornos estratosféricos em "despesas eleitorais". Tão simples: não se trata de discutir sobre financiamento de campanhas por empresas & empresários; proíbam-se tais despesas, que não servem para nada e para ninguém. Voltemos aos tempos dos comícios de praça pública e "horários gratuitos". Reconheçamos: as propinas não cobrem despesas de campanha política, elas são armazenadas nos bolsos personalizados.
Os partidos políticos são a base para formação dos quadros que vão compôr o Executivo e o Legislativo. Sem que eles sejam obrigados a uma postura ética e competente, não haverá reforma de coisa alguma: discutir voto distrital não é discutir reforma política. Discutir reforma politica, entre outros pontos fundamentais, é refazer o pacto federativo, de forma a impedir a formação de bancadas representantes de pistoleiros e coronéis. É estabelecer parâmetros seletivos para os que pretendam concorrer em eleições: o espetáculo circense que a Câmara e o Senado oferecem no dia-a-dia mostra a inviabilidade política de um Congresso Nacional que reúne não só bandidos, mas analfabetos funcionais. Partidos políticos não podem capitalizar votos, usando nomes de astros e estrelas, um populismo pobre e rasteiro.
Agora,existindo quadros políticos responsáveis, será possível discutir as regras: fidelidade partidária, rigorosa prestação de contas (dos dinheiros e das ações), respeito aos projetos propostos enquanto candidatos ...
A REFORMA POLITICA, para que exista, pressupõe como condição o esforço intelectual para construção de instituições que não sejam a repetição desgastada do que foi proposto no século XIX, muito antes do capitalismo financeiro, da globalização e da alienação promovida pelos modernos meios de comunicação. E mais...que se mantenha apenas o princípio a ser feito realidade:
TODO PODER EMANA DO POVO E SÓ POR ELE SERÁ EXERCIDO.
Por Maria Fernanda Arruda, colunista do Cafezinho
Se a Argentina nos leva ao Brasil, Dilma leva à Cristina. Com evidentes vantagens para Cristina, começando com a política econômica de cada uma. Enquanto no Brasil o neoliberalismo do período FHC levou à hegemonia do sistema financeiro internacional, do que nem Lula e nem Dilma se livraram, sendo ele quem determina os procedimentos do Banco Central, manipulando em seu benefício as taxas de juros e a política cambial, na Argentina ele não tem expressão política.
A era Cristina Kirchner obteve resultados muito expressivos, aplicando uma política econômica despreocupada dos dogmas defendidos pelo FMI e orientada para o bem-estar social; nisso rompeu radicalmente com o neoliberalismo dos tempos da ditadura e de Menem. Não privilegiou o sistema financeiro. E pôs em execução um programa para reestatização de empresas privatizadas. No Brasil nem mesmo se cogitou sobre um programa de reestatização, mesmo praticado o crime que se praticou contra a Vale.
Pior do que isso: a Vale, uma vez privatizada, passou ao controle acionário de um banco, o Bradesco, de onde sairía o Ministro da Fazenda de Dilma, Joaquim Levy, com que se iniciou de fato a recessão e a crise econômica, propondo-se um novo "pacto social", privilegiando-se o equilíbrio das contas públicas. Os programas sociais foram mantidos, sem que fossem possíveis ampliação e aperfeiçoamento.
Ao iniciar o segundo governo Dilma, foram criadas todas as condições para que se inciasse um período de recessão e desemprego. Já a política econômica de Cristina assumiu a necessidade de aumento dos gastos públicos, aqueles voltados para um programa social agressivo. Com isso, reduziu-se a pobreza a 5,7% a população.
Cristina terminou o governo registrando a criação de 3,5 milhões de novos empregos e, em 2013 o salário mínimo foi aumentado em 25%, tornando-se o maior na América Latina.
Há razões para essa discrepância. Numa relação dos dez maiores bancos da América Latina, a presença do Brasil é de maioria absoluta, enquanto nenhum deles é argentino. Tradicionalmente, a aristocracia argentina, dona das terras e senhora das exportações, não diversifica seus investimentos, mantendo-se como uma notável rentista, enquanto a maior parte da indústria é internacional, tendo por objetivo natural a exportação de lucros.
Em ambos os casos, a grande solução fica à margem oposta do rio da Prata: o sistema financeiro argentino é em grande parte “internacionalizado”, através das portas abertas dos bancos uruguaios, onde não há limitações quanto à movimentação de capitais e nem controle de operações em moeda estrangeira.
Atualmente, os descendentes dos senhores das terras controlam ainda 32% do território nacional. Entre 1836 e 1928 experimentou-se um processo violento de concentração de propriedades : as dez famílias da burguesia senhora das terras aumentaram em muito as suas propriedades, quatro delas permanecendo no topo da linhagem de latifundiários, compondo-se como a espinha dorsal da classe alta . Sem prejuízo, outros grupos familiares vieram a somar-se ao grupo dos privilegiados.
A aristocracia argentina soube incorporar novos ricos. Conserva o patrimônio herdado, aumenta-o, mantém-se como os senhores das terras, conservadas como patrimônio familiar. Os seus membros se encontram na Sociedade Rural Argentina, no Jockey Club e outros clubes fechados, amando o rugby e o polo.
Em Buenos Aires, ocupam seus bairros diferenciados, como Palermo, onde levantaram palácios de estilo afrancesado, pretendendo em tudo e sempre afirmar-se como corpo social privilegiado, com sua linguagem, seus códigos de comportamento, vindos desde os tempos de estudantes nos mesmos colégios, tudo facilitando alianças e negócios.
A aristocracia oligárquica argentina não guarda quaisquer semelhanças com o coronelismo e o mandonismo que nasceram aqui no Brasil, na casa grande. Ela não teve escravos, teve serviçais. Ela conservou e mantém até hoje uma visão elitista de um mundo que enxerga com desprezo o outro, o nosso, da casa grande & senzala.
Em resumo: Cristina não tinha uma burguesia moderna desafiando-a; Dilma, sim; a ela opunha-se a elite nacional associada à modernização orquestrada pelo capital internacional. Em São Paulo, a avenida Paulista de começos do século XX foi implodida, para que pudesse ser ocupada pela FIESP e pelos bancos internacionalizados.
Na Argentina houve uma ditadura militar extremamente violenta, contestada desde sempre por segmentos expressivos do povo; a guerra das Malvinas apressou um fim que já estava previsto, com a vitória de um povo que não perdoou, julgando e punindo com a justa severidade os torturadores e assassinos.
No Brasil, implantou-se um Estado Autoritário, violento e que também torturou e matou, ainda que em proporções significativamente menores. Enquanto setores militares manchavam as mãos com o sangue das vítimas, os civis saquearam o País, prostituindo as instituições que foram conservadas em aparência, mas submissas a um poder discricionário.
Esse Estado Autoritário não foi derrubado, mas transformado em “democracia consentida”, numa transição em que, mudados os títulos, os homens e os procedimentos se conservaram. Vale comentar tudo isso, para que se entenda o neoliberalismo, que foi compartilhado por Argentina e Brasil. Durante a “Era Kirchner”, os crimes da ditadura foram apurados e punidos com rigor, um ponto em que os dois países colocaram-se em extremoso opostos. A “Comissão da Verdade”, de Dilma Rousseff, acabou por ser uma das grandes frustrações desse governo.
Cristina, além disso, assumiu posições claras quanto ao casamento igualitário e o direito ao aborto, em oposição ao silêncio morno de Brasília. Destacou-se ainda pela sua firmeza no trato da questão da imprensa, posta a serviço do capital e seus interesses, e traindo a alegada vocação de informação pública. A Lei de Proteção da Liberdade de Expressão prevê a punição pela calúnia ou difamação.
Em 2009 a Lei da Mídia, que obteve apoio formal da ONU, restringiu o uso abusivo da imprensa por grupos econômicos. Dilma Rousseff recebeu pronto de Lula o projeto de regulamentação, mas não teve forças para levá-lo adiante. Por cautela excessiva, uma vez eleita, Dilma acalmou ânimos, assegurando que jamais cogitaria em regulamentação do "conteúdo".
Pode-se apenas lembrar que o exercício prolongado do poder, o que aconteceu em ambos os casos, provoca desgastes aos gontes, que se acomodam no poder.
A direita brasileira cometeu simplificação aberrante, pretendendo colocar Vargas e Perón lado a lado, em 1950, com discursos de Carlos Lacerda e artigos de David Nasser. Vargas antecedeu a Perón em 15 anos, criando um “trabalhismo” que a partir de 1950 foi se fazendo um nacionalismo industrializante.
O Brasil não era rico e nem mesmo um país urbanizado, metade de sua população vivendo no mundo rural. O peronismo (com Evita, ou com Cristina) é um fenômeno político. A experiência brasileira, com o trabalhismo (com Vargas ou com Goulart), não nos permite pretender saber sobre os nossos vizinhos e dizer “verdades” sobre a política argentina.
Tenhamos então a sabedoria de admitir: as veias a América Latina ainda estão abertas. O Continente, ao sul do Equador, ainda recebe o tratamento que a Metrópole reserva às Colônias.
Para o Brasil, a vitória de Macri veio para toldar os horizontes, anunciando a tempestade. De acordo com o prometido em campanha e que começa a ser repetido, o novo governo argentino revoluciona a política externa de seu Pais: retoma relações íntimas com os Estados Unidos e a Europa, desconfiando das aproximações mais recentes com a China e Rússia; empenha-se em abandonar o “eixo bolivariano” e advoga a exclusão da Venezuela no Mercosul.
O Departamento de Estado dos EUA começaram por incorporar a peça menor, o Paraguai. Mas pretende é chegar à Venezuela e o seu petróleo. Com Macri, obtém a cooptação da Argentina. Com nu o golpe de Estado, entregando-se o comando a Jose Serra e FHC, dobram o Brasil.
Cristina e Dilma podem e devem ser avaliadas em seus erros. E muito elogiadas, com larga vantagem, nos acertos.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

7\12\16

E agora, já adultos, vamos acreditar em histórias da "carochinha"? São todos coelhos, saindo da mesma toca. Senador pelo PT quer dizer alguma coisa? Quando? como/ onde? Estamos vivendo tempos de conivência: todos apoiam a todos. 
O vice-presidente do Senado, eleito pelo PT, apoia o presidente Renan Calheiros. O Partido que foi dos trabalhadores, está hoje integrado no caos imoral de Brasília. 
Ara!!
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A "reforma da previdência social", imposta pelo sistema financeiro internacional, ordenada a Temer que a cumprisse, não ignora apenas características regionais. Ignora características de trabalho: o trabalho físico, em condições agressivas, como em geral o são as experimentadas nas fábricas ou na construção civil, as atividades que se executam ao tempo, o trabalho repetitivo (como nos bancos) ... Em nenhum momento, "reformistas" atentaram, por outro lado para as regras que do mercado de trabalho: o que pode fazer um pedreiro aos 60 anos? e o que o mercado pode oferecer a um executivo de 60 anos? diretores de bancos se aposentam?
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mais sobre FHC e o nepotismo:
O filho de FHC, Paulo Henrique Cardoso, foi acusado de prática de lobby. O nepotismo do "príncipe dos sociólogos" teve seu capítulo mais deprimente, com seu genro David Zylbersztajn ,nomeado como primeiro diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, assim que esta foi criada, em 1998, e reconduzido ao cargo em 2000. Esse ato de FHC não foi enfatizado pela imprensa e muito menos recebeu a crítica que caberia ser feita. David liderou a quebra do monopólio da Petrobras na exploração do petróleo no Brasil, realizando o primeiro leilão de áreas de exploração aberto à iniciativa privada, nos dias 15 e 16 de junho de 1999.
Sua separação da esposa Ana Beatriz Cardoso, filha do então presidente, em maio de 2001, antecipou sua saída da chefia da ANP. Embora seu mandato lhe garantisse a permanência no cargo até o final de 2005, com a saia justa do descasamento o próprio David Zylbersztajn renunciou em setembro de 2001. O genro que FHC colocou na Agência Nacional do Petróleo. (Não, naturalmente, por nepotismo, mas por mérito, ainda que o mérito, e com ele o emprego, pareça ter acabado junto com o casamento com a filha de FHC.)
Zylbersztajn é, hoje, consultor na área de petróleo. Seus clientes são, essencialmente, empresas estrangeiras interessadas em fazer negócios no Brasil no campo da energia. Algum problema? Não. E vale a pena lembrar e comentar. Isso explica a postura de FHC, pondo-se como cão-de-cego para Jose Serra, acompanhando-o em todos os momentos e lugares. Enfim, é um retrato 3x4 da "máfia do petróleo", a que derrubou Dilma Rousseff e vai se apossando do pré-sal.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

06\12\16
RENAN CALHEIROS, o pequeno coronel do PMDB, vindo das Alagoas, é político exemplar do "manonismo" que ainda saqueia os Estados do Nordeste. É um ser humano desprezível, como se evidenciou em 2007 : Foi Presidente do Senado Federal do Brasil de 2005 até 2007, quando renunciou ao cargo. A crise começou em 25 de maio, com a circulação da notícia sobre o pagamento da empresa Mendes Júnior à ex-amante de Renan, e perdurou até 11 de novembro, quando ele renunciou à Presidência do Senado.
As denúncias começaram com a revelação, em reportagem de capa da revista Veja, de que a empreiteira Mendes Júnior pagava 12 mil reais por mês à jornalista Mônica Veloso. Segundo a revista, Mônica foi amante de Renan com quem teve um filho A partir de então, uma sequência de denúncias na mídia relatou: a compra de rádios em Alagoas, em sociedade com João Lyra, em nome de laranjas;o ganho com tráfico de influência, junto à empresa Schincariol, na compra de uma fábrica de refrigerantes, com recompensa milionária; o uso de notas fiscais frias, em nome de empresas fantasmas, para comprovar seus rendimentos; a montagem de um esquema de desvio de dinheiro público em ministérios comandados pelo PMDB; e a montagem de um esquema de espionagem contra senadores da oposição ao governo Lula. Ao todo, houve seis representações no Conselho de Ética do Senado do Brasil, por seus pares, pedindo a
Em dezembro de 2016, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) se tornou réu por peculato. Pouco antes, Em novembro, o STF formou maioria para que réus não possam fazer parte da linha sucessória do presidente da República, mas o julgamento foi interrompido depois de pedido de vista do ministro Dias Toffoli. Marco Aurélio foi um dos seis ministros do STF que já votaram pelo veto aos réus na sucessão de Michel Temer. No passado, Renan foi salvo pelo corporativismo dos senadores amigos, que usaram do voto secreto para livrá-lo. Hoje, estava sendo salvo pelas mãos de Dias Toffoli. Renan Calheiros está sendo afastado da presidência do Senado, para que se cumpra uma regra de bom-senso elementar: um réu não pode ser substituto eventual do Presidente da República. Mas isso está acontecendo agora, quando ele, por motivação absolutamente pessoal, leva o documento neo-fascista do Ministério Público ao fracasso, ao mesmo tempo criando condições para o naufrágio do juiz Moro, ao submete-lo às garras de Gilmar Mendes. Não nos esqueçamos: Brasilia guarda segredos não menos do que sórdidos.


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É para ter medo, sim. A Globo, no meu entender, já tomou posição, pela volta dos Militares. Não estão com o PSDB e muito menos com o PMDB. Estão com a "máfia do petróleo". Sei que a História não se repete, mas: em 1954, morto Getúlio, assumiu Café Filho, um precursor do Michel Temer. Quando começou a enfiar os pés pelas mãos, o General da Espada de Ouro o tirou de lá. Carlos Luz assumiu e começou a tramar com Lacerda. De novo, o General desembainhou a espada, assumindo assim o único catarinense, Nereu Ramos, feito então presidente. Admitido meus credos na total inapetência dos militares de hoje pelo poder, o que eles não suportam é a "bagunça" dos Geddeis da vida.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

05\12\16

Dizer algo novo sobre a América Latina é tarefa impossível: as suas veias prosseguem abertas, não foram suturadas. Mas é importante repetir,
 pois ainda os que acusam a existência de uma "psicose da conspiração" de Tio Sam. Quase certo,com uma pequena alteração: os Estados Unidos são movidos pela psicose, sentem-se ungidos pelo Senhor Deus Pai como legítimos "donos do mundo", o que só os "comunistas" insistem em negar. Isso é apontado por todos os seres humanos capazes de pensar: "En general, se puede decir que el Club Bilderberg sigue cada vez más de cerca de lo que pasa en América Latina, lo que prueba la red avanzada de bases militares de EE.UU. en la región, ejercicios militares continuos y la guerra de información." As ditaduras militares foram produzidas durante a "guerra fria". Agora, tempos de "paz armada" e domínio do cenário político pelos "petroleiros", produzem-se ditaduras aplaudidas por povos animalizados pela imprensa & propaganda.
Na América Latina, o roteiro foi traçado e muito bem pensado pela senhora Clinton: primeiro o Paraguai, terra de índios, arrasada no século XIX, a mando da Inglaterra e execução brasileira; em seguida a Argentina, onde a aristocracia sustenta golpes brancos. Só depois o Brasil, para que não haja também tanta demora em liquidar-se com a Venezuela. O resto será o "resto", que se liquidará em pouco tempo; o Uruguai será o pequenito teimoso, mas não poderá enfrentar a solidão. E, quem sabe, tudo indica,, logo mais os canarinhos apatetados da Avenida Paulista poderão cantar: A AMÉRICA É DOS AMERICANOS (do NORTE).


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se cumprida a Constituição,teremos um pequeno prazo para eleições diretas à Presidência: o Congresso permanece, para garantir a ingovernabilidade e o risco é muito grande. Cá entre nós,votos populares, não são bem cotados, em termos de lucidez. Que tal o Moro, ou o Bolsonaro (pra pensar...)? Não acredito que a Constituição seja respeitada. Sinto que o golpismo está voltando seus olhos para os quartéis. Eles estão muito quietos.
Ou, Gilmar Mendes elege a Carmen Lucia. E todos vão para a praia, ao encontro do Zorba.
O Rodrigo Maia é PMDB\DEM, a bola-da-vez, não interessa ao PSDB. Quem pode comprar o apoio do Centrão e eleger quem quiser? O Gilmar, que tem poder sobre todos os congressistas, podendo distribuir muitas e muitas "cartas de alforria".

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ELISEU PADILHA: símbolo perfeito do mandonismo coronelístico do PMDB. Ministro de FHC e de Dilma Rousseff, é o típico "rato" da política de Brasília. Hoje, "eminência parda" do governo Michel, sem as sombras de Geddel e de Jucá. Desmitifica profundamente o PSDB de FHC, o "príncipe", e de Serra o "monstro".
Previsão para ele: "guilhotina"
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Renan Calheiros mostra o seu tamanho (pequeno) , reagindo demagogicamente, imaginando obter apoio ao substituir-se pelo Senado ... A decisão do ministro do STF não se baseia em juízo de valor sobre o afastado, mas determina que se cumpra uma regra: na linha sucessória não há espaço para um réu.
Como o STF é hoje uma corporação política, não há espaço para afirmações taxativas. Política pequena é a que se faz no Palácio do Planalto, no Congresso e no STF.

domingo, 4 de dezembro de 2016

4\12\16
Não me surpreende que pessoas caminhem pelas ruas, clamando pelo que não sabem e nem querem saber: o que motiva é o instinto de sobrevivência: "acusemos a corrupção do vizinho, para que à sua sombra possa se esconder a nossa." São os mesmos seres impensantes que lotam os corredores dos shopping-centers, e, como hoje é domingo, correm às "praças de alimentação", para comer mal e pagar bem; os que se informam com o Jornal Nacional e com a Veja. Pensar cansa e é monótono, deixemos cansaço e monotonia aos aparelhos das academias. O que surpreende? Que a imprensa possa tão descaradamente assumir a propaganda de um Golpe de Estado fascista - ela, enfim e de maneira clara e bem cristalina, não está a defender este ou aquele partido, FHC ou Aécio, ou Serra. A imprensa está nas mãos da "máfia do petróleo", que vai destruindo o Brasil, para que ele ressurja como "brazil".

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Tiroteio no saloom: todos atirando em todos.
Os seguidores de Zorro,aqueles da capa-preta, miram especialmente em Sérgio Moro, o herói da coxinhada. Os mocinhos falam alto e em bom som: Requião coordena a ação da ala dos que defendem a Ordem e a Lei. Os covardes escondem-se atrás do balcão, coordenados por Michel, o Temer.Mas aí vem chegando o Herói que já venceu a inflação, querido pelo menos por 15% dos habitantes da cidade. Quantos sobreviverão, e quantos morrerão? Apenas palpites: morre Aécio, corroído (pela inveja branca); morre Geraldo Alckmin, o construtor de linhas do metrô sob altas comissões; Serra sobreviverá(?), sombra protetora do Herói. Como cena final: abraçam-se e promovem a "apoteose final", sob patrocínio da Shell.


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A derrota da extrema-direita na Áustria é surpreendentemente animadora: afinal é a terra que foi nazista antes de Hitler, com Hitler e depois de Hitler. Viam por certa a sua vitória. Perdeu! Mas, em compensação, vence na Itália: a reforma da Constituição, apontando para caminhos e experiências novas, não passou na consulta ao povo. A Europa está vivendo uma era de incerteza que abala àqueles que foram e ainda se pensam "senhores do mundo."
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http://www.conexaojornalismo.com.br/colunas/politica/brasil/reforma-politica-falta-representatividade-ao-parlamento-73-45821

sábado, 3 de dezembro de 2016

Se a Argentina nos leva ao Brasil, Dilma leva à Cristina. Com evidentes vantagens para Cristina, começando com a política econômica de cada uma. Enquanto no Brasil o neoliberalismo do período FHC levou à hegemonia do sistema financeiro internacional, do que nem Lula e nem Dilma se livraram, sendo ele quem determina os procedimentos do Banco Central, manipulando em seu benefício as taxas de juros e a política cambial, na Argentina ele não tem expressão política. A era Cristina Kirchner obteve resultados muito expressivos, aplicando uma política econômica despreocupada dos dogmas defendidos pelo FMI e orientada para o bem-estar social; nisso rompeu radicalmente com o neoliberalismo dos tempos da ditadura e de Menem. Não privilegiou o sistema financeiro e os rentistas. E pôs em execução um programa para restatização de empresas privatizadas. No Brasil nem mesmo se cogitou sobre um programa de reestatização, mesmo praticado o crime que se praticou contra a Vale. Pior do que isso: a Vale, uma vez privatizada, passou ao controle acionário de um banco, o Bradesco, de onde sairía o Ministro da Fazenda de Dilma, Joaquim Levy, com que se iniciou de fato a recessão e a crise econômica, propondo-se um novo "pacto social", privilegiando-se o equilíbrio das contas públicas. Os programas sociais foram mantidos, sem que fossem possíveis ampliação e aperfeiçoamento. Ao iniciar o segundo governo Dilma, foram criadas todas as condições para que se inciasse um período de recessão e desemprego. Já a política econômica de Cristina assumiu a necessidade de aumento dos gastos públicos, aqueles voltados para um programa social agressivo. Com isso, reduziu-se a pobreza a 5,7% a população. Cristina terminou o governo registrando a criação de 3,5 milhões de novos empregos e, em 2013 o salário mínimo foi aumentado em 25%, tornando-se o maior na América Latina. Há razões para essa discrepância. Numa relação dos dez maiores bancos da América Latina, a presença do Brasil é de maioria absoluta, enquanto nenhum deles é argentino. Tradicionalmente, a aristocracia argentina, dona das terras e senhora das exportações, não diversifica seus investimentos, mantendo-se como uma notável rentista, enquanto a maior parte da indústria é internacional, tendo por objetivo natural a exportação de lucros. Em ambos os casos, a grande solução fica à margem oposta do rio da Prata: o sistema financeiro argentino é em grande parte “internacionalizado”, através das portas abertas dos bancos uruguaios, onde não há limitações quanto à movimentação de capitais e nem controle de operações em moeda estrangeira. Atualmente, os descendentes dos senhores das terras controlam ainda 32% do território nacional. Entre 1836 e 1928 experimentou-se um processo violento de concentração de propriedades : as dez famílias da burguesia senhora das terras aumentaram em muito as suas propriedades, quatro delas permanecendo no topo da linhagem de latifundiários, compondo-se como a espinha dorsal da classe alta . Sem prejuízo, outros grupos familiares vieram a somar-se ao grupo dos privilegiados. A aristocracia argentina soube incorporar novos ricos. Conserva o patrimônio herdado, aumenta-o, mantém-se como os senhores das terras, conservadas como patrimônio familiar. Os seus membros se encontram na Sociedade Rural Argentina, no Jockey Club e outros clubes fechados, amando o rugby e o polo. Em Buenos Aires, ocupam seus bairros diferenciados, como Palermo, onde levantaram palácios de estilo afrancesado, pretendendo em tudo e sempre afirmar-se como corpo social privilegiado, com sua linguagem, seus códigos de comportamento, vindos desde os tempos de estudantes nos mesmos colégios, tudo facilitando alianças e negócios. A aristocracia oligárquica argentina não guarda quaisquer semelhanças com o coronelismo e o mandonismo que nasceram aqui no Brasil, na casa grande. Ela não teve escravos, teve serviçais. Ela conservou e mantém até hoje uma visão elitista de um mundo que enxerga com desprezo o outro, o nosso, da casa grande & senzala.
Em resumo: Cristina não tinha uma burguesia moderna desafiando-a; Dilma, sim; a ela opunha-se a elite nacional associada à modernização orquestrada pelo capital internacional. Em São Paulo, a avenida Paulista de começos do século XX foi implodida, para que pudesse ser ocupada pela FIESP e pelos bancos internacionalizados. Na Argentina houve uma ditadura militar extremamente violenta, contestada desde sempre por segmentos expressivos do povo; a guerra das Malvinas apressou um fim que já estava previsto, com a vitória de um povo que não perdoou, julgando e punindo com a justa severidade os torturadores e assassinos. No Brasil, implantou-se um Estado Autoritário, violento e que também torturou e matou, ainda que em proporções significativamente menores. Enquanto setores militares manchavam as mãos com o sangue das vítimas, os civis saquearam o País, prostituindo as instituições que foram conservadas em aparência, mas submissas a um poder discricionário. Esse Estado Autoritário não foi derrubado, mas transformado em “democracia consentida”, numa transição em que, mudados os títulos, os homens e os procedimentos se conservaram. Vale comentar tudo isso, para que se entenda o neoliberalismo, que foi compartilhado por Argentina e Brasil. Durante a “Era Kirchner”, os crimes da ditadura foram apurados e punidos com rigor, um ponto em que os dois países colocaram-se em extremoso opostos. A “Comissão da Verdade”, de Dilma Rousseff, acabou por ser uma das grandes frustrações desse governo. Cristina, além disso, assumiu posições claras quanto ao casamento igualitário e o direito ao aborto, em oposição ao silêncio morno de Brasília. Destacou-se ainda pela sua firmeza no trato da questão da imprensa, posta a serviço do capital e seus interesses, e traindo a alegada vocação de informação pública. A Lei de Proteção da Liberdade de Expressão prevê a punição pela calúnia ou difamação. Em 2009 a Lei da Mídia, que obteve apoio formal da ONU, restringiu o uso abusivo da imprensa por grupos econômicos. Dilma Rousseff recebeu pronto de Lula o projeto de regulamentação, mas não teve forças para levá-lo adiante. Por cautela excessiva, uma vez eleita, Dilma acalmou ânimos, assegurando que jamais cogitaria em regulamentação do "conteúdo". Pode-se apenas lembrar que o exercício prolongado do poder, o que aconteceu em ambos os casos, provoca desgastes aos gontes, que se acomodam no poder.
A direita brasileira cometeu simplificação aberrante, pretendendo colocar Vargas e Peron lado a lado, em 1950, com discursos de Carlos Lacerda e artigos de David Nasser. Vargas antecedeu a Peron em 15 anos, criando um “trabalhismo” que a partir de 1950 foi se fazendo um nacionalismo industrializante. O Brasil não era rico e nem mesmo um país urbanizado, metade de sua população vivendo no mundo rural. O peronismo (com Evita, ou com Cristina) é um fenômeno político. A experiência brasileira, com o trabalhismo (com Vargas ou com Goulart), não nos permite pretender saber sobre os nossos vizinhos e dizer “verdades” sobre a política argentina. Tenhamos então a sabedoria de admitir: as veias a América Latina ainda estão abertas. O Continente, ao sul do Equador, ainda recebe o tratamento que a Metrópole reserva às Colônias. Para o Brasil, a vitória de Macri veio para toldar os horizontes, anunciando a tempestade. De acordo com o prometido em campanha e que começa a ser repetido, o novo governo argentino revoluciona a política externa de seu Pais: retoma relações íntimas com os Estados Unidos e a Europa, desconfiando das aproximações mais recentes com a China e Rússia; empenha-se em abandonar o “eixo bolivariano” e advoga a exclusão da Venezuela no Mercosul. O Departamento de Estado dos EUA começaram por incorporar a peça menor, o Paraguai. Mas pretende é chegar à Venezuela e o seu petróleo. Com Macri, obtém a cooptação da Argentina. Com o golpe de Estado, entregando-se o comando a Jose Serra e FHC, dobram o Brasil.
Cristina e Dilma podem e devem ser avaliadas em seus erros mas com larga vantagem de acertos.
03\12\16

CRISTIANO ZANIN MARTINS, esse é advogado. Não será aceito com simpatias, como as que mereceu sempre o ministro Cardozo. Orador retórico, Cardozo foi eloquente em suas defesas da presidenta Dilma, mas usou de meias-palavras e cuidou de não agredir agressores. Compreende-se: sempre foi um político, nunca um advogado. ZANIN é advogado, não é político. Substitui palavras fortes por ações eficientes. Está processando caluniadores e difamadores,que sempre agiram com liberdade criminosa. Não teme enfrentar o juiz de Curitiba, e sabe como anular as suas investidas fanáticas. Lula é defendido com competência, o que lastimavelmente não aconteceu com Dilma; sua defesa não soube nem mesmo requerer que o TCU fosse posto na sua dimensão menor, de órgão assessor do Legislativo, confundindo-o como se fosse órgão maior do Poder Judiciário. Não soube, lástima das lástimas, inquinar a ação da Câmara, votando com base no argumento do "conjunto da obra", o que não poderia nunca ter sido feito. Cardozo repetiu que o processo contra Dilma era jurídico e político. Fosse ele advogado, saberia que não há no mundo jurídico nada que não seja político: o Direito é construído na, pela e para a "polis". A Constituição define exatamente qual o rito a ser seguido: a Constituição é e será sempre, em qualquer tempo e lugar, a Carta Política. 
Ao contrário de Dilma,Lula está atento.

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Michel Temer , procurou "roubar a cena" na chegada dos corpos ao aeroporto. 
Nada inoportuno chamá-lo de covarde, tampouco ser contra essa figura poluta, o poeta parnasiano que chegou às lágrimas diante da morte.
A inspiração injetou-lhe a coragem dos poltrões. Esteve no Estádio apenas para enriquecer com a sua presença a dor dos chapecoenses: "Não disse antes que iria ao estádio porque se eu dissesse a segurança iria colocar pórticos ao redor do estádio e revistar as pessoas que entram. Só comuniquei que vou lá agora para facilitar a vida de todos".

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Sobre a Venezuela:
A imprensa exulta e se apressa em divulgar a expulsão da Venezuela do Mercosul. Jose Serra provoca inveja e causa "água na boca" nos que serviram a FHC mas não chegaram lá: Celso Lafer! 
As alternativas são tristes: ou o Brasil, somando-se à Argentina e Paraguai, numa nova "tríplice aliança", sofre uma derrota diplomática humilhante, imposta por Uruguai e outros países ainda independentes; ou os EUA vencem,sendo a exclusão da Venezuela o primeiro capitulo da implosão do Mercosul.
Por acaso... seria a vitória política da democrata Hillary Clinton!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

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02\12\2016
FHC e o nepotismo: O filho de FHC, Paulo Henrique Cardoso, está sendo acusado pela prática de lobby, interferindo na seleção e empresas a serem contratadas. O nepotismo do "príncipe dos sociólogos" teve seu capítulo mais deprimente, com o genro David Zylbersztajn ,nomeado como primeiro diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, assim que esta foi criada, em 1998, e reconduzido ao cargo em 2000. Esse ato de FHC não foi enfatizado pela imprensa e muito menos recebeu a crítica que caberia ser feita. David liderou a quebra do monopólio da Petrobras na exploração do petróleo no Brasil, realizando o primeiro leilão de áreas de exploração aberto à iniciativa privada, nos dias 15 e 16 de junho de 1999. Sua separação da esposa Ana Beatriz Cardoso, filha do então presidente, em maio de 2001, antecipou sua saída da chefia da ANP. Embora seu mandato lhe garantisse a permanência no cargo até o final de 2005, com a saia justa do descasamento o próprio David Zylbersztajn renunciou em setembro de 2001. O genro que FHC colocou na Agência Nacional do Petróleo. (Não, naturalmente, por nepotismo, mas por mérito, ainda que o mérito, e com ele o emprego, pareça ter acabado junto com o casamento com a filha de FHC.)
Zylbersztajn é, hoje, consultor na área de petróleo. Seus clientes são, essencialmente, empresas estrangeiras interessadas em fazer negócios no Brasil no campo da energia. Algum problema? Não. E vale a pena lembrar e comentar. Isso explica a postura de FHC, pondo-se como cão-de-cego para Jose Serra, acompanhando-o em todos os momentos e lugares. Enfim, é um retrato 3x4 da "máfia do petróleo", a que derrubou Dilma Rousseff e vai se apossando do pré-sal.

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Matéria de hoje que estragou o café da manhã dos coxinhas:
A gestão do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), recebeu nesta quarta-feira, 30, um prêmio de US$ 5 milhões para implementar um projeto de agricultura local que será desenvolvido em Parelheiros, região periférica da zona sul da capital.
A cidade concorreu com outras 289 cidades, entre elas as finalistas Santiago, Bogotá, Medelin e Guadalajara - cada uma também ganhou R$ 1 milhão. O Prêmio Mayors Challenge 2016 reconhece iniciativas municipais que promovem o desenvolvimento urbano sustentável.
A verba será utilizada para investir no projeto "Ligue os pontos". A plataforma digital deve envolver produtores, distribuidores e consumidores envolvidos na cadeia de agricultura familiar de Parelheiros, distrito com 40 mil pessoas.
A proposta da ação será facilitar e ampliar a distribuição do alimento produzido pela agricultura rural até a mesa das crianças nas escolas.
“O projeto apresentado por São Paulo busca multiplicar por três vezes a renda de famílias em situação de grande vulnerabilidade social, inserindo-os na cadeia produtiva agrícola de uma metrópole com 22 milhões de habitantes. Este projeto é uma simples plataforma de encontro entre produtores e consumidores e oferece ao poder público municipal uma preciosa ferramenta de articulação de ações setoriais para formular políticas públicas integradas", disse o prefeito.

O prêmio é promovido pela Bloomberg Philanthropies, do magnata e ex-prefeito de Nova York, Michael Bloomberg. Entre as finalistas, a capital colombiana Bogotá apresentou um projeto de educação no transporte escolar. Santiago inscreveu a atividade física nas escolas como forma de combater obesidade de estudantes e professores.
A cidade mexicana de Guadalajara mostrou um banco de dados para processos de licitação pública. Já Medellín, município colombiano, apresentou um banco que permitiria pequenas operações de crédito sem burocracia e que elimina a presença do agiota, figura normalmente associada ao tráfico de drogas.
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Comparação de remuneração paga à ministros do TCU aos serventuários do Ministério Público e da Justiça no Mato Grosso. Esses serventuários ganham o que não se pode e não se deve pagar: são pagos para servir, sem dúvida,não à Justiça, mas aos coronéis que monopolizam o poder de mandar e desmandar no Estado. Quanto aos ministros do TCU,ou ministros do nada, políticos em fim de carreira, nomeados para ganhar aposentadoria, antes servindo aos interesses do partido que os ajeitou,esses não precisariam existir, deveriam ser extinto.

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A imprensa exulta e se apressa em divulgar a expulsão da Venezuela do Mercosul. Jose Serra provoca inveja e causa "água na boca" nos que serviram a FHC mas não chegaram lá: Celso Lafer! 
As alternativas são tristes: ou o Brasil, somando-se à Argentina e Paraguai, numa nova "tríplice aliança", sofre uma derrota diplomática humilhante, imposta por Uruguai e outros países ainda independentes; ou os EUA vencem,sendo a exclusão da Venezuela o primeiro capitulo da implosão do Mercosul.
Por acaso... seria a vitória política da democrata Hillary Clinton!