quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

TEXTO 18\02\2016

A JUSTIÇA BRASILEIRA: a perplexidade provocada pela Justiça aviltada Existe no Brasil uma Justiça com a cabeça de Janus, o deus romano de duas faces? Todos sabem que sim: a cabeça que pensa nos ricos, e a cabeça que pune os pobres. Onde a origem dessa infâmia? Na política, a arte de governar o Estado, que é o Estado de Direito, disciplinado por Constituição, que, não sendo cidadã, é elitista. O Estado de Direito exerce o poder de Polícia, e é a Polícia a primeira arma de Janus. A cabeça que zela pelo bem-estar dos "diferenciados", e aquela que pune o negro pobre e periférico. Até mesmo quando uma juíza determina a soltura dos condenados que já cumpriram pena, é ameaçada de punição, pois que está a libertar negros pobres e periféricos. O poder de julgar pertence da mesma forma a Janus, aquele cuja cabeça aplica a lei, dando direito aos ricos e punição aos pobres. Isso, em todas as instâncias, desde as simplórias Varas distribuídas por todas as ciades, até o Supremo Tribunal Federal. Mas, reconheçamos:acertos e acordos, subornos e sentenças compradas, atos e espaços mal cheirosos do "ouvi diizer que", tudo se fazia nos subterrâneos dos Palácios de Justiça. A Justiça Togada sempre mereceu o respeito de todos os que esperam e dependem dela: os cidadãos. Criado em 1890, o Supremo Tribunal Federal, com os seus ministros em seus rituais solenes, fez-se o símbolo maior dessa Justiça. Hoje ela está à porta de um palácio em Brasília, disfarçada como a cega que impunha uma balança. Quando fez 100 anos, o STF encomendou a sua história a Emília Viotti da Costa, uma estudiosa de respeito e competência e ela escreveu sobre essa Instituição, que se manteve composta e sóbria, tendo sido poucos, muito poucos, os momentos torpes. Eles podem ser lembrados: a decafavettisão que permitiu a entrega de Olga Benário Prestes à Gestapo é sempre lembrada. Nelson Hungria, tornando viável a aplicação da "lei terezoca", ato de vontade alucinada de Assis Chateaubriand, acobertado por Vargas, o que valeu em seguida ao notável homem de letras jurídicas a túnica negra que marca os ministros supremos da Justiça. Em Brasília, praticou-se o crime de 1° de abril de 1964. Da mesma forma com que o Parlamento foi transformado em bordel destinado a satisfazer às taras civis e militares das elites no poder, o STF foi capado e oferecido ao apetite dos poderosos. Logo de início, o número de seus componentes foi elevado de onze para dezesseis, diluuindo-se o poder dos ministros indicados antes do golpe. Em 1969, com o AI - 5, foram aposentados sumariamente os ministros Hermes LIma, Evandro Lins e Silva e Victor Nunes Leal. Em solidariedade, afastaram-se Antônio Gonçalves de Oliveira e Lafayette de Andrade afastaram-se. Mantiverm-se, mas como defensores ferrenhos da Democracia, Adauto Lúcio CArdoso e Aliomar Baleeiro. Pondo ponto final a qualquer traço de dignidade do Tribunal, foi posto nele Bilac Pinto, o deputado inventor do coonceito de "guerra revolucionária". O Tribunal mais importante do País jamais recuperou a sua moral e compostura. Não nos enganemos: isso não foi perdido com o julgamento criminoso de Jose Dirceu. A imoralidade ganhou um patrono notável com Gilmar Mendes, escolha de FHC. Como presidente do STF, impediu a punição de Daniel Dantas, que se fez dono de um Brasil feito em prostíbulo. Concedeu habeas corpus a todos os integrantes do Grupo Opportunity: Daniel Dantas, Verônica Dantas Daniele Silbergleid Ninnio, Arthur Joaquim de Carvalho, Carlos Bernardo Torres Rodenburg, Eduardo Penido Monteiro, Dório Ferman, Itamar Benigno Filho, Norberto Aguiar Tomás, Maria Amália Delfim de Melo Coutrin, Rodrigo Bhering de Andrade. Daniel Dantas foi preso novamente, poucas horas depois de libertado por Gilmar Mendes, quando ameaçou: "vou contar tudo sobre todos. Como paguei um milhão e meio para não ser preso pela Polícia Federal em 2004 (…) …tudo sobre minhas relações com a política, com os partidos, com os políticos, com os candidatos, com o Congresso… tudo sobre minhas relações com a Justiça, sobre como corrompi juízes, desembargadores, sobre quem foi comprado na imprensa…" Em dezembro de 2008 Daniel Dantas foi condenado a 10 anos de prisão. O STF, com o ministro Luiz Fux, sepultou as investigações, sob alegação de defeitos nas investigações (quem sabe, tenham inspirado os crimes que hoje a Polícia Federal do minisitro Cardozo cometem, ganhando elogios). O jornalista Rubens Valente acusa em "Operação Bnaqueiro": No livro procurei descrever as relações de amizade e acadêmicas de advogados de Dantas e do banco Opportunity com o ministro do Supremo Gilmar Mendes. Que durante a presidência do STF disse abertamente se opor ao que chamava de abusos do Ministério Público e da Polícia Federal. As coisas se juntaram. Sem Mendes na presidência do Supremo, nem todo o prestígio de Dantas teria sido capaz de reverter o jogo de forma tão espetacular. A alteração de regramentos se deveu ao empenho pessoal de Mendes, que chegou a convocar um “pacto social” e chamar o presidente da República “às falas”. Ele se tornou um ator fundamental no processo de desqualificação da Satiagraha. Gilmar Mendes presidiu o STF como um celerado, debochado, deixando claro seu desprezo pela Casa, pela Lei e pelo País. Mostrou e provou a covardia dos demais ministros, que se calaram diante de suas bravatas. Petulante como Joaquim Barbosa, ambos inocularam virus da morte no Poder Judiciário brasileiro. E tiveram sempre os seus cúmplices. Destaque merece Marco Aurélio Mello, que determinou a soltura da máfia do bicho, que havia sido presa pela Polícia Federal. Além dos bicheiros, o habeas corpus beneficiou outros 15 réus, incluindo o empresário Francisco Recarey Vilar. No pedido entregue ao STF, os advogados de Anísio alegaram que o mandado de prisão não especificava motivos para manter o bicheiro na cadeia. Marco Aurélio já havia concedido um habeas corpus ao grupo no início de julho, mas os réus voltaram a ser presos nas fases posteriores da operação da PF.Os companheiros de Marco Aurélio dispensaram-se de qualquer expressão de revolta diante de tamanha vilania. Poertanto, muita água pobre correu pelos subterrâneos do STF, antes que se chegasse ao suprassumo da demência de Joaquim Barbosa. Gilmar Mendes, sem surpresas, homem de FHC. Joaquim Barbosa, de Lula. A comprovação de seu poder não tomou a forma de um "incêndio de Roma", mas da destruição da Justiça, condenando um homem sem provas, atirando ao lixo os princípios básicos do Direito Penal. Um jurista competente e comprometido com os interesses do sistema financeiro, Ives Gandra Martins, afirma com ênfase que Jose Dirceu foi condenado sem provas, os ministros todos tendo errado ao fazer uso incorreto da teoria “O domínio do fato é uma novidade absoluta no Supremo. Nunca houve essa teoria. Foi inventada, tiraram de um autor alemão, mas também na Alemanha ela não é aplicada. E foi com base nela que condenaram José Dirceu como chefe de quadrilha”, afirmou Gandra Martins. “Eu li todo o processo sobre o José Dirceu, ele me mandou. Nós nos conhecemos desde os tempos em que debatíamos no programa do Ferreira Netto na TV. Eu me dou bem com o Zé apesar de termos divergido sempre e muito. Não há provas contra ele. Nos embargos infringentes, o Dirceu dificilmente vai ser condenado pelo crime de quadrilha”. A teoria do domínio do fato foi criada por Hans Welzel em 1939, e desenvolvida pelo jurista Claus Roxin, em sua obra Täterschaft und Tatherrschaft de 1963, fazendo com que ganhasse a projeção na Europa e na América Latina. Nâo tem a ver com o que Joaquim pensa ou fala, e nem faz qualquer sentido com o Direito brasileiro. Mas o STF permitiu-se a representação da fábula do lupus et agnus. Nâo me importa se foi assim ou assado, senhor Dirceu, quero ve-lo na cadeia. Para execução da pena, inovou-se mais uma vez: decretou-se o “trânsito em julgado parcial”, isto é, concluiu que o julgamento havia acabado antes mesmo que os embargos infringentes fossem analisados. “Eu nunca imaginei que o Supremo Tribunal Federal fosse tomar o rumo que tomou”, afirmou à época o jurista Celso Antônio Bandeira de Mello. Em 13 de maio de 2014, a defesa de José Dirceu apresentou denúncia na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA), para que o órgão obrigue o Brasil, em respeito ao Pacto de San José, a cumprir o artigo oitavo da Convenção que estabelece o direito constitucional do condenado de recorrer a instância superior da Justiça. Ainda não há prazo para que a CIDH se manifeste sobre o tema. Nâo é a imprensa "livre" brasileira-sulafricana que noticiará sobre isso. A chamada "Corte Suprema" e composta atuamente por um ministro nomeado ainda sob Jose Sarney, mais um sob Collor de Mello. Todos os demais são afilhados de Lula (três) e de Dilma Rousseff. A Presidenta ja fez cinco ministros, entre eles pontificando Luiz Fux, Rosa Maria Weber e Luiz Edson Facchin. Surpreendente? Não, e nem um pouco. Basta passar os olhos por um ministério que tem Cardozo, Katia e muitos outros. Mas, o triste a constatar: é o grupo formado pelo PT que assiste, braços cruzados, ou ações subreptícias, à destruição do partido e de Lula. Há como negar? A incompetência petista foi absoluta. Não se pretenderia a formação de um grupo de áulicos do partido, mas a escolha de juristas, efetivamente marcados por saber juríidico e reputação ilibada. À incompetência e má-fé do STF junta-se a insubmissão da Polícia Federal e o agigantamento patológico da Justiça Federal. Como pano de fundo, a inércia de um governo acéfalo. Será possível outro sentimento, que não o da perplexidade? Como reconstruir tudo isso. O que resta de aproveitável no cenário cínico e medíocre de Brasília? Enquanto nos irritamos com o ciinismo primário do juiz Moro, rimos dos trejeitos do "japonês da Federal", vomitamos os infames ministros do STF, algo de muito podre vai tomando conta do "reino da Dinamarca".
A JUSTIÇA BRASILEIRA: a perplexidade provocada pela Justiça aviltada.
Existe no Brasil uma Justiça com a cabeça de Janus, aquele deus romano de duas faces? Sabemos que sim: a cabeça que pensa nos ricos, e a cabeça que pune os pobres. Onde a origem dessa infâmia?
Na política, a arte de governar , disciplinado por uma Constituição não cidadã, sim ,elitista.

O Tribunal mais importante do País jamais recuperou a sua moral . Não nos enganemos: isso não foi perdido com o julgamento criminoso de Jose Dirceu. A imoralidade ganhou um patrono notável com Gilmar Mendes, escolha de FHC. Como presidente do STF, impediu a punição de Daniel Dantas, que se fez dono de um Brasil feito em sem ética. Concedeu habeas corpus a todos os integrantes do Grupo Opportunity: Daniel Dantas, Verônica Dantas, Daniele Silbergleid Ninnio, Arthur Joaquim de Carvalho, Carlos Bernardo Torres Rodenburg, Eduardo Penido Monteiro, Dório Ferman, Itamar Benigno Filho, Norberto Aguiar Tomás, Maria Amália Delfim de Melo Coutrin, Rodrigo Bhering de Andrade. Daniel Dantas foi preso novamente, poucas horas depois de libertado por Gilmar Mendes, quando ameaçou: "vou contar tudo sobre todos. Como paguei um milhão e meio para não ser preso pela Polícia Federal em 2004 (…) …tudo sobre minhas relações com a política, com os partidos, com os políticos, com os candidatos, com o Congresso… tudo sobre minhas relações com a Justiça, sobre como corrompi juízes, desembargadores, sobre quem foi comprado na imprensa…" Em dezembro de 2008 Daniel Dantas foi condenado a 10 anos de prisão. O STF, com o ministro Luiz Fux, sepultou as investigações, sob alegação de defeitos nas investigações (quem sabe, tenham inspirado os crimes que hoje a Polícia Federal de um tal minisitro cometem, ganhando elogios). 

Muita água pobre correu pelos subterrâneos do STF, antes que se chegasse ao suprassumo da demência de Joaquim Barbosa. Gilmar Mendes, sem surpresas, homem de FHC. Joaquim Barbosa, de Lula.

A comprovação de seu poder não tomou a forma de um "incêndio de Roma", mas da destruição da Justiça, condenando um homem sem provas, atirando ao lixo os princípios básicos do Direito Penal. Um jurista competente e comprometido com os interesses do sistema financeiro, Ives Gandra Martins, afirma com ênfase que Jose Dirceu foi condenado sem provas, os ministros todos tendo errado ao fazer uso incorreto da teoria “O domínio do fato é uma novidade absoluta no Supremo. Nunca houve essa teoria. Foi inventada, tiraram de um autor alemão, mas também na Alemanha ela não é aplicada. E foi com base nela que condenaram José Dirceu como chefe de quadrilha”, afirmou Gandra Martins. “Eu li todo o processo sobre o José Dirceu, ele me mandou. Nós nos conhecemos desde os tempos em que debatíamos no programa do Ferreira Netto na TV. Eu me dou bem com o Zé apesar de termos divergido sempre e muito. Não há provas contra ele. Nos embargos infringentes, o Dirceu dificilmente vai ser condenado pelo crime de quadrilha”.

A chamada "Corte Suprema" e composta atuamente por um ministro nomeado ainda sob Jose Sarney, mais um sob Collor de Mello. Todos os demais são afilhados de Lula (três) e de Dilma Rousseff. A Presidenta ja fez cinco ministros, entre eles pontificando Luiz Fux, Rosa Maria Weber e Luiz Edson Facchin. Surpreendente? Não. Basta passar os olhos por um ministério que tem Cardozo, Katia e muitos outros. Mas, o triste a constatar: é o grupo formado pelo PT que assiste, braços cruzados, ou ações subreptícias, à destruição do partido e de Lula. Há como negar? A incompetência petista foi absoluta. Não se pretenderia a formação de um grupo de áulicos do partido, mas a escolha de juristas, efetivamente marcados por saber Jurídico e reputação ilibada. 

Será possível outro sentimento, que não o da perplexidade? Como reconstruir tudo isso. O que resta de aproveitável no cenário cínico e medíocre de Brasília? Enquanto nos irritamos com o cinismo primário do juiz Moro, rimos dos trejeitos do "japonês da Federal", vomitamos os infames ministros do STF, algo de muito podre toma conta do "reino da Dinamarca".

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

11\02\2016 TEXTO
Quarta-feira de cinzas: 
em algum lugar, velhas senhoras e suas mantilhas negras conduzem-se até à Igreja e a imposição das cinzas na testa, Perdão pelos pecados da carne que não coometeram, arrependimento pelo malfeito não feito? Início da Quaresma, tempo de provações, isso sim, todos nós sabemos e todos nós provaremos. Calendário e ritual que não guardam qualquer relação com o nosso Carnaval que, antes de ser um festival do sexo, é festa do povo, que pode subverter a ordem social que o sufoca. Chico Buarque de Holanda é o pintor exemplar desse cenário: um povo que anda às cegas, ignorantes das transações nebulosas dos detentores do poder, A eles é dado um momento de alegria fugaz. "Uma ofegante epidemia, que se chamava carnaval. Palmas para a ala dos barões famintos, o bloco dos napoleões retintos e os pigmeus do bulevar. A evolução da liberdade? a ilusão da liberdade? É a continuidade de uma tradição que em última instância é a revolta pagã, contra a ordem determinada pelos senhores do poder. Nas festas medievais, a festas dos loucos, elegia-se um "bispo", o "Papa dos Loucos". Os clérigos dançam e pulam durante o ofício da missa e cantam canções lascivas. Adotam trejeitos indecentes e recitam versos torpes. Esse festa, catarze de um povo explorado o ano inteiro, comemora-se nas ruas, com as fantasias improvisadas, com a música dos pandeiros e tamborins. A sua beleza é coletiva, não comporta destaques e alegorias. A sua realização máxima tomou a forma das escolas de samba, que no Rio de Janeiro se fizeram tradicionalmente nacionais, com as suas cores, seus compositores, seus sambas de enredo, suas comissões de frente, seus passistas exibicionistas de maravilhas. E assim,a Cidade tornou-se o símbolo do Carnaval, sepultando os "corsos" da avenida Paulista, que enfeitavam a sobriedade bandeirante entre confetes e serpentinas. A consagração definitiva foi projetada por Oscar Niemeyer e construída por Brizola e Darcy Ribeiro Mas o carnaval cada vez mais vem sendo apropriado pelos comerciantes famintos que descarregam milhares de "foliões de aluguél", ávidos do pitoresco e da aventura fácil, sugerida pela TV ,quais alimentarão hotéis, restaurantes, motéis, fabricantes, distrubuidores de bebidas, e principalmente os cofres das Prefeituras. Em passado recente da nossa História, contrapunham-se ao povo mascarado das ruas os bailes dos clubes de elite, o do Municipal no Rio, o mais famoso deles, além do Copacabana Palace, com suas fantasias de altíssimo luxo e péssimo gosto, um mundo que foi substituído pelas formas massificantes de produção de euforia. Também há o "carnaval turismo", aquele que é feito para quem pode pagar e paga. Não se trata da elite que sempre fez os seus bailes carnavalescos, É o turismo de massa, o que atraca nos portos de Salvador . Sufoca o carnaval do povo, rouba seus espaços, é promovido pela imprensa. E cada vez mais é explorado pelos políticos: da Presidência da República aos governadores e prefeitos. Vargas e Kubitschek apresentavam em traje a rigor nas frisas do Municipal, é bem verdade; mas Itamar Franco, envolvido pela modernidade e vestido esportivamente, compartilhou o camarote da Máfia do Bicho com a jovem que se mostrou sem os trajes íntimos. Ironia histórica, a "Passarela do Samba", na Marquês de Sapucaí, foi totalmente desvirtuada: seria um conjunto que abrigaria escolas para as crianças, oficinas e apoio às escolas de samba, dando-se vida e calor humano a ele pelo ano inteiro. Hoje, é um conjunto de camarotes especiais, contabilisando a fauna cultivada pela TV e "celebridades internacionais", convidados especiais anotados por lobistas, com aval dos capos da Máfia, discretamente presentes, bebendo, comendo, comendo-se, exibindo-se, ocasionalmente lançando olhos nos apanhados de telões. O "sambódromo" reune anualmente a fina-flor dos inúteis, dos homens e mulheres de negócios tão lucrativos quanto escusos, os que vendem os canais de acesso ao poder e às negociatas, tornando-se o reino da Máfia dos Bicheiros. De acordo com o que conta a própria LIESA - Liga Independente das Escolas de Samba, ela e a Prefeitura da Cidade (Riotur) são as responsáveis por tudo o que se refira ao grande espetáculo. Já foram seus presidentes Castor de Andrade e o Capitão Guimarães, mas hoje, modernizada e profissionalizada, ela é gerida por Jorge Luiz Castanheira Alexandre, sobre quem não existem condenações judiciais e nem suspeitas e nem críticas. As escolas, entretanto, voltaram nos anos mais recentes às mãos da máfia controladora: Rogério Andrade, o Anísio da Beija Flor, Luizinho Drummond, Hélio de Oliveira, Wilson Vieira Alves, o Moisés, condenado a 23 anos de prisão, mas libertado pelo STF, criatura do capitão Guimarães. Para esses homens, é um ótimo negócio, abre as portas para outros maiores, muitissimo maiores. A LIESA governa o carnaval oficial do Rio de Janeiro, em parceria com Eduardo Paes, camuflado pela Riotur, o prefeito que o PMDB trouxe do PSDB para os cariocas. Os senhores da Liga ganham prestígio e fama com as suas escolas de samba. Impõem sua regras como capos de uma famiglia sórdida, protegida pela Justiça do Supremo Tribunal Federal. Coragem só teve a juiza Denise Frossard. E ganham dinheiro. São os donos informais do Rio de Janeiro. O que ganha Eduardo Paes? Aceito pelos "capos", o Prefeito do Rio de Janeiro conta com a proteção deles e faz os seus negócios, não só políticos. Em Salvador, enquanto isso, o turista é transformado em "pipoca", o que pula e salta, correndo atrás dos trioelétricos, devidamente enfardado no abadá que comprou e pagou bem pago, e protegido de intruzos por cordas, sob vigilância dos "cordeiros". Em 2016, o prefeito ACM vendeu o carnaval oficial a uma marca de cerveja, proibindo o consumo de qualquer outra, numa expressão perfeita de seu elitismo que o DEM injeta nos seus líderes. Vale a pena o comentário mais alongado sobre o que acontece na cidade do Salvador, para que se contraponha ao que começa a ser feito em São Paulo. O prefeito Haddad abriu as ruas de São Paulo para o povo, que fizesse o seu carnaval, proibindo a imposição de abadás e eliminando as cordas segregadoras. Não se esqueçam as escolas de samba, os desfiles, os cacoetes copiados do Rio de Janeiro. Mas o que seria monopólio passa a ter concorrência de alguns milhões de paulistanos que puderam promover a sua "catarze" com liberdade de ir e vir e tomar a cerveja de sua preferência. Não se trata apenas do Carnaval, o que já seria de bom tamanho. Mas de uma política de respeito à cultura que o povo sabe fazer, o que, vale a pena lembrar, no plano da União, vem sendo feito com comptência pelo Ministro da Cultura, uma voz que clama no deserto de Brasília. E então: se adentramos pela Quaresma, tempo de meditações, que se pensem sobre dois temas: o da sordidez da política brasileira, que convive e é conivente com a Máfia do Rio de Janeiro; e o da necessidade de respeito e apoio à cultura popular.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Como podemos nos sentir, nós brasileiros, contando com os préstimos de uma Polícia Federal que deposita sua competência nas mãos de delatores mentirosos, que se dizem e desdizem,vigias noturnos, topógrafos, vendedor de lojinha de material de construção, de faxineiros, etc.? 
Pois é,Sr. Ministro da Justiça: essa é a Polícia que V. Excelência elogia.


É isso então? Juiz da Lava Jato acolhe pedido da Polícia Federal e desmembra investigações que miram em propriedade frequentada pelo ex-presidente Lula?
Bom,o negócio é ter paciência e esperar o tempo necessário. A imprensa jamais denunciará. Mas a sua mesquinharia vai o corroendo e o fazendo um anão moral. Reduzir a imoralidade pública aos tamanhos de um sítio e de um barco de lata jamais seria ato de uma mente lúcida. Lastimável é que tanta gente ainda reverencie esse filho da Globo: Moro não é gente, é 'boneco' dos Marinho.

Penitência pelos excessos carnavalescos: O governo do Rio publicou na semana passada, no Diário Oficial, um corte de R$ 18,4 bilhões do orçamento estadual deste ano. A medida foi tomada por causa da queda da estimativa de receita. O governo esperava gastar R$ 79,9 bilhões, mas diminuiu a previsão para R$ 61,5 bilhões, um ajuste de 23%. O corte vai afetar pastas essenciais para a população, como Saúde.
Além das obras faraonicamente pré-olímpicas, onde todos eles ganham e o povo do Rio de Janeiro perde, o que faz o "estafermo"?
Pezão vai dando um Pézão no bum bum dos cariocas.Vai vivendo dos acordos políticos com o Governo Federal, que lhe valem empréstimos e benefícios especiais. E transformando o Estado do Rio de Janeiro em mendigo.
Quem diria, nossa adorável República do Gererê!

sábado, 6 de fevereiro de 2016

poema

não houve boa fé
nenhuma colher de pau para mexer a coalhada
tampouco houve novena
apenas nós, cada um em seu lençol
esperando o coaxar dos sapos
o derreter das velas
nas cores dos sonhos
e de todos os santos rezados por minha vó

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A produção de energia eólica no Brasil vai indo, perdão pelo trocadilho, de "vento em popa". Os desanimadores do governo Dilma (toda a imprensa, escrita, falada, imaginada e subterrânea) procuraram ridicularizar o que se vai fazendo um projeto bem sucedido. Estamos falando sobre as usinas eólicas. Mas, falando de energia, como vão as usinas atômicas que foram plantadas pela Ditadura? Elas ainda insistem em existir? Hien,hein??


Perguntinha que não quer calar: essa união do 'roto com o rasgado', pacificando o PMDB e acertando que não haverá tentativa de impedimento da Presidenta, assimilado o prestigio do Jovem Picciani (sem crises de ciúme), confirma que o senhor Cunha está sendo enviado aos quintos dos infernos e poderá ter seu próximo Natal em Bangu II?

Meus caros,o vídeo gravado do depoimento de Jose Dirceu ao sr. Moro, mostra exatamente o que vimos: ele está abatido (o inevitável posto em lente de aumento, pois é extremamente inteligente e hábil, exatamente o oposto de seu inquisidor) e manteve uma calma estudada e propositadamente irritadora.Suas respostas ao interrogatório foram amplas e convincentes. Pode-se afirmar, ao final dele, que Jose Dirceu felizmente não tem a ver com os desmandos cometidos em torno da Petrobrás. E fica apenas a dúvida, o que se torna o ponto mais importante: pela primeira vez, a Gestapo permite a Dirceu uma defesa de viva voz, completa e que arrasa com os desmandos de um juiz ladrão. Por que? O que está mudando? Podemos ter um fio de esperança? Sim. O Brasil será salvo.
2\02\2016

Pois então, fim de férias e providenciam aberturas mais ou menos solenes para a Justiça e o Legislativo. Porém, ninguém pergunta: por que o Executivo não tem férias? Vamos lá. Vivemos momentos tumultuados nas relações entre os Poderes. Na cerimônia realizada no STF, o Procurador Geral da República abriu sua oratória, dirigindo-se nominalmente às autoridades presentes,e não mencionando o presidente da Câmara.
Ao prestigiar a abertura dos trabalhos do Congresso, a Presidenta foi vaiada por alguns deputados, que se confundiram , imaginando-se nas arquibancadas do Itaquerão.
É uma questão de não se permitir que comece. A Presidência da República não é uma pessoa, é a chefia do Estado brasileiro. Quando ocorreu o primeiro momento de desrespeito insolente, e muitos dos envolvidos foram identificados, caberia ao Ministro da Justiça ordenar à Polícia Federal as medidas cabíveis. Débeis mentais, incapazes de entender o que significa a Presidência da República, não podem ter direitos políticos, não podem votar, devem ser recolhidos. Difícil, hoje, exigir simpatia e apoio a Dilma Rousseff, mas respeito tem sim que ser exigido.
Existe um Ministro da Justiça?



Meus caros,o vídeo gravado do depoimento de Jose Dirceu ao sr. Moro, mostra exatamente o que vimos: ele está abatido (o inevitável posto em lente de aumento, pois é extremamente inteligente e hábil, exatamente o oposto de seu inquisidor) e manteve uma calma estudada e propositadamente irritadora.Suas respostas ao interrogatório foram amplas e convincentes. Pode-se afirmar, ao final dele, que Jose Dirceu felizmente não tem a ver com os desmandos cometidos em torno da Petrobrás. E fica apenas a dúvida, o que se torna o ponto mais importante: pela primeira vez, a Gestapo permite a Dirceu uma defesa de viva voz, completa e que arrasa com os desmandos de um juiz ladrão. Por que? O que está mudando? Podemos ter um fio de esperança?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Muitas vezes caio na tentação de um alinhamento com algum partido politico, necessidade de compartilhar. Felizmente tenho vencido esse impulso e mantido minha independência e voz. Não há egoismo nisso. Apenas quero, limpa, expressar o que penso depois de ouvir, analisar e questionar.
Muitos por aqui,vão confundindo solidariedade "x" identificação com o povo,e viram donos da verdade, transformando-a em dogma.
Bom, mas nem por isso deixo de namorar o PDT de Brizola,Darcy Ribeiro e Abdias Nascimento. E o PCdoB de Mauricio Grabois, Mario Lago, Pedro Pomar e João Amazonas.

Alguém me diz,por favor,onde está o (corpo do) Amarildo?
Quem são os 8 PMs condenados?
Quem está faltando no banco dos réus?
As penas impostas não são ridiculamente pequenas?
Os policiais torturam e matam os negros pobres que foram jogados aos morros do Rio de Janeiro e às periferias de São Paulo. E todos nós permitimos isso!!! 
Onde está o Amarildo?
Quantos AMARILDOS existem no Brasil?
Será que é o aumento das tarifas de condução urbana que deve motivar a revolta do povo?

(O ajudante de pedreiro Amarildo de Souza desapareceu após ser levado à sede da UPP da Rocinha no dia 14 de julho de 2013)
01\02\2016

Onde está o (corpo do) Amarildo?
Quem são os 8 PMs condenados?
Quem está faltando no banco dos réus?
As penas impostas não são ridículas,pequenas por demais?
Os policiais torturam e matam os negros pobres que foram jogados aos morros do Rio de Janeiro e às periferias de São Paulo. E todos nós permitimos isso. Onde está o Amarildo? Quantos amarildos existem no Brasil? É mesmo o aumento das tarifas de condução urbana que deve motivar a revolta do povo?


Eduardo Cunha, palhaço de circo da periferia, está se repetindo. Já foi chutado pelo Presidente do STF, mas insiste nos gracejos interpretativos das leis e decisões dos tribunais. A platéia, já cansada, começa a cantar: "a palhaçada acabou, chegou ao fim".

A Câmara dos Deputados deve ser respeitada?
Assim que retorne de suas férias, Jair Bolsonaro, o deputado-capitão, delatará de público a ONU como órgão comunista, defensor dos marginais e que difama a Polícia brasileira. Ele será, como tem sido sempre, a voz denunciante dos criminosos, os que deveriam apodrecer nas penitenciárias, uma voz que o Brasil lastimavelmente se permite ouvir.
Na volta de um passado recesso, ele seria caçado, por falta de decoro parlamentar, quando agrediu uma deputada dentro da Câmara. Mas não o foi, com a conivência de todos os seus colegas.
Então...A Câmara dos Deputados deve ser respeitada?