quarta-feira, 30 de novembro de 2016

30\11\16
Será que Michel Temer se imagina mandando no povo? "Interlocutores do presidente reforçam que o próprio Michel destacou que os protestos não deveriam ser violentos, mas salientam que há sim um temor de que o último episódio possa inflar os atos que estão sendo convocados para o dia 4, em São Paulo" Os protestos estão sendo e precisam ser violentos. Fuja Michel,vai, siga o exemplo de Fulgêncio Baptista.
-----------------------------------

Não adianta Temer tentar mudar sua imagem. Ele é um edifício comprometido pelo incêndio da corrupção.Será implodido rapidamente. Diz a imprensa: "Sob o risco do ressurgimento das manifestações de rua, em defesa do "Fora, Temer", o presidente resolveu lançar vacinas para blindar o governo e, na tentativa de mostrar que não é conivente com falcatruas, admitiu a possibilidade de solicitar ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que grave todas as suas audiências públicas." 
As manifestações de rua já voltaram e com grande força. 
Fica claro: não existe governo Temer, o que existe é o DESGOVERNO MICHEL.
-----------------------------=======
Afinal,o que está acontecendo com o apto do Guarujá que o Lula havia comprado? Quem arrolou testemunhas de acusação contra ele? Todos depondo em favor de Lula? Sergio Moro está sendo traído pelo Ministério Público; ou simplesmente pelos seus sonhos eróticos? As testemunhas fora compradas? Só sei que o Brasil brasileiro pede urgente: #ForaTemer... Gilmar quer cassar você.
Que esse seja o fim inglório do: VAI PARA OS EUA,VAI! MORO das Arábias...

-------------------
Deltan Dallagnol é um débil mental imbecilizado por fanatismo religioso. Vai prá rua, vai, oh! nazifascista adoidado. " Apresentadas como medidas anticorrupção, na verdade, essas propostas dizem respeito a alterações no Código de Processo Penal, na legislação penal e civil, que visam primordialmente reduzir os marcos do direito de defesa e intensificar os mecanismos de acusação. Se aprovadas, produzirão como efeito prático o favorecimento do discurso acusatório e da persecução estatal contra o indivíduo, reduzindo o âmbito de incidência dos direitos fundamentais garantidos pela Constituição." Mas não foram aprovadas, para desespero da corrente histérica que exala desde Curitiba.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

28\11\16

por Maria Fernanda Arruda, colunista política do Cafezinho
Até o momento, ocupam o palco as figuras de Michel, Geddel, Calero e mais alguns de menor expressão. O enredo é tímido e pequeno: o apartamento ganho por Geddel, para permitir a agressão torpe à paisagem e aos baianos,protegido pelo presidente Michel Temer, com ameaças sibilinas, pequenas e vulgares. O suficiente para que seja preso, pelo crime que cometeu. Porém...Não se trata apenas de um empreendimento imobiliário,uma torre que dê sombra às praias e às construções reconhecidas como Patrimônio Histórico. Trata-se do projeto miliardário de ACM Neto,à fim de modernizar e branquear a linda Salvador, desencadeando um programa de reconstrução da cidade com os projetos de mega-especuladores imobiliários. Para o sucesso desse intento, os caciques da política baiana, sob comando do DEM, vinham manipulando o IPHAN da Bahia, através de seu superintendente. E tudo isso com o apoio do Presidente.
São muitos os políticos, empresários e burocratas envolvidos: que ocupem o palco, promovendo uma apoteose final, grandiloquente, mostrando que PSDB e Centrão podem se unir com o objetivo comum de varredura do Planalto, entregando o poder à "máfia do petróleo. Está mais que óbvio!

------------------------

http://www.correiodobrasil.com.br/uma-corrente-da-felicidade-abel-braga-barjas-negre-e-jose-serra/
29\11\16
Palhaçada! Serra e Roberto Freire foram recrutados por Michel Temer para representar o "brazil" nos funerais de Fidel Castro. Tivesse um mínimo de massa cinzenta, faria isso como ironia ou, quem sabe, deboche. Faz por ser um animal irracional. A dupla será tratada com descaso completo, será ridicularizada. Ainda ontem, Roberto Freire, usando de um programa da TV Geraldo Alckmin, provou de forma humilhante o quanto é uma incompetência movida a má-fé. Serra...bem....esse dispensa comentários. Os golpistas desrespeitando sempre.
-----------------------

Congresso vota hoje a PEC 55.
-----------------------

Então?Quanto ao pedido de licença do Moro: se existe, ninguém sabe, ninguém viu! Vai fazer o que lá na Casa Matriz? Estudar? Estudar o que? Licença não-remunerada sugere que não se trata de atividade acadêmica! Ao que tudo indica, se tudo isso é verdade, ele está sendo convocado para uma reciclagem. Reciclagem o que e onde? De sua especialidade (uso da Justiça em favor do Capital), a ser realizada na CIA-USA. Para a operação lava-a-jato o que significa? O fim feliz, quando todos irão para a praia, a dançar com o Zorba. O enredo é ótimo e retrata o "brazil-palhaço"

--------------------------------------

JK destravou o centro-oeste, pelo menos no que se refere ao banditismo. O delegado regional de combate ao crime organizado, Cleyber Malta, da Polícia Federal afirmou nesta segunda-feira, 28, que a Operação Reis do Gado identificou R$ 200 milhões em patrimônio financeiro e de bens da família do governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), em nome de terceiros, entre 2005 e 2012. Segundo o delegado, ao final deste período, parte dos valores teria voltado para a família, ‘saindo do nome dos laranjas’. Nova fronteira, produtora da riqueza que a agro-indústria assegura às boas "famiglias", é a região dos políticos mafiosos e pistoleiros. Lutaram pela deposição da Presidenta escolhida pelo Povo.

-------------------

A votação do Senado possivelmente teria sua aprovação,já esperávamos, que será seguida pela sanção de Michel Temer. Uma típica vitória de Pirro.
Aceitou o golpe de 1964 e, emasculado, votou no general Castelo Branco, como em todos os "generais do dia", indicados, um após outro. Aceitou os "senadores biônicos". Não apoiou o movimento das diretas já. Avalizou o golpe branco do general Pires. Destituiu a Presidente Dilma. Como esperar algum ato de dignidade e um momento de lucidez dessa quadrilha. O Senado Federal é hoje um cancro maligno. O congelamento dos gastos públicos contraria os fundamentos do PMDB, uma quadrilha que se sustenta, mamando em tetas fartas de um "Estado Cartorial". Seus políticos serão os primeiros a empenhar-se em exceções e saídas sórdidas. De qualquer forma, é uma arapuca que não viverá mais do que alguns meses. Servirá ao Temer, como argumento de: "missão cumprida, agora eu vou partir". Mais importante são as manifestações do povo. Vamos ser coerentes: a violência predatória dessa ditadura sem vergonha só pode ser contestada com violência.

domingo, 27 de novembro de 2016

27\11\16
Senhoras e Senhores: boa noite e bom sono, que hoje foi um domingo de notícias palpitantes: decidido o título da Fórmula Um! Neimar bateu a sua Ferrari, mas está bem! O Palmeiras é campeão brasileiro! Morre um cantor. Mas também o que se imagina presidente reuniu a imprensa para mostrar o quanto é um espírito observador: ""Se dissesse que não há preocupação com a delação da Odebrecht, seria ingênuo. Claro que há preocupação de natureza institucional. Há preocupação, claro, não há dúvida que há". Temer imagina-se como dotado de uma natureza institucional. Vamos dormir em paz!

25\11\16
http://www.ocafezinho.com/2016/11/26/fidel-castro-uma-historia-de-batalhas/

Fidel Castro
(publiquei em 31/10/16)
A ALIENAÇÃO DAS ESQUERDAS
É terrível – como às vezes se observa na esquerda depois de uma derrota – desprezar eleitores pobres ou trata-los como manipuláveis ou ignorantes se eles não votam da forma esperada. Essa mentalidade apenas exacerba a divisão e torna o sucesso ainda mais difícil. Se um partido falha em atrair os eleitores que ele pensa que deveria atingir, parte da culpa pode ser atribuída a uma mídia injusta e parcial, ou a táticas sujas dos oponentes, ou a condições econômicas além do controle. Mas apenas parte. É preciso que se faça, antes de mais nada, o exercício da modéstia, que permita a auto-crítica.
O grande fracasso do PSOL em seu reduto político frente a um candidato fraco, radical e sectário não se deu por conta de candidatos inferiores. Muito pelo contrário. Freixo é um político dedicado, talentoso e perspicaz, com um longo e inspirador histórico às causas sociais. A feminista escolhida para ser sua vice, Luciana Boiteux, é uma advogada e professora de direito inteligente e sofisticada que melhorou como oradora e liderança política durante a curta campanha.O problema enfrentado pelo PSOL é estrutural, institucional e cultural: como expandir-se além de sua base eleitoral dedicada, porém limitada, composta primordialmente por intelectuais bem educados, com estabilidade financeira e, em sua maioria, brancos da Zona Sul, e pelos jovens? Então? Como o PSOL convenceria pobres, trabalhadores e moradores de favelas, de que suas condições de vidas seriam melhoradas por um governo de esquerda, e como convencê-los de que os líderes do partido compreendem isso e, portanto, podem lidar com os problemas graves e sistêmicos que enfrentam?
Freixo perdeu esmagadoramente na Zona Oeste. Eleitores da classe trabalhadora e residentes de favelas fora da Zona Sul simplesmente deram as costas para a esquerda. Em outras palavras, os próprios eleitores a quem o programa político do PSOL tenta atender são aqueles que se sentem mais distantes do partido – e são muitas vezes hostis a ele. O que interessa a esses eleitores? Segurança de emprego, segurança no seu bairro, assistência médica confiável, escola. Não se incluem entre as suas preocupações: legalização do aborto, descriminalização das drogas, defesa da Petrobrás.
Um partido não tem o apoio de segmentos mais pobres da população e de minorias, a menos que esses grupos se vejam representados na liderança e nas candidaturas do partido. O PSOL avançou nesse sentido: um de seus mais renomados deputados, Jean Wyllys, foi criado em condições de extrema pobreza, e dois de seus novos vereadores: Marielle Franco,quinta vereadora mais votada, e David Miranda. Mas é muito pouco, ainda que aponte para uma boa direção, numa estrada onde o PT vai caminhando na contra-mão. Há no Brasil um imenso vazio, que separa o mundo erudito do mundo popular. São duas culturas que se afastam cada vez mais, na mesma medida em que segmentos sempre maiores da população são marginalizados nas periferias das grandes cidades, submetidos a um processo de empobrecimento alimentado por formas de cultura massificadora. A cultura erudita tornou-se cada vez mais a cultura das minorias privilegiadas. A grande massa dos brasileiros, formada de analfabetos e analfabetos funcionais, é portadora de uma cultura que se transmite oralmente, mas que é aquela definidora de suas formas de sentir, pensar e agir, expressando-se na sua culinária, nas festas, na linguagem, criando ritos de passagem, dando dimensão prática e utilitária à religião. Os políticos e os partidos políticos pertencem ao mundo erudito. Onde estará a ponte que permitirá a comunicação entre as duas margens? Essa ponte ainda existe?
Lula foi capaz de criar e transformar o PT em uma grande força política de esquerda porque a base de apoio do partido era composta pela classe pobre e trabalhadora, e a partir daí seu apelo se estendeu a outros grupos. Isso foi possível porque as lideranças do partido, começando pelo próprio Lula, foram capazes de entender instintivamente seus eleitores e tinham credibilidade para dialogar com eles porque pertenciam a esses grupos. Não foi necessário inventar estratégias de comunicação ou teorias abstratas sobre como conquistar essa parcela do eleitorado; a liderança e os candidatos do PT cresceram nas comunidades que serviram de base eleitoral do partido. Em resumo, o PT nasceu com o Lula metalúrgico, falando como metalúrgico, vestindo-se como metalúrgico, pensando como metalúrgico. Lula foi um metalúrgico do ABC paulista. Freixo não foi um metalúrgico.
E o pentecostalismo fala a língua dos oprimidos, dos marginalizados. Os seus pastores e bispos são preparados para isso. Falam as palavras que o povo quer ouvir, quando quer, onde quer. Não se trata, por certo, de copiá-los, mas de examiná-los, descobrindo-se o que? como? quando? onde conseguem ser ouvidos? Crivella é o filho preferido de Edir Macedo, aquele que impõem respeito com o tamanho e o mau-gosto descomunais de um Templo de Salomão. Não se trata, por acaso, de uma adoração do bezerro-de-ouro? Moisés puniu a heresia com a morte de centenas deles, isso é o que nos conta a Bíblia. Certamente, não é esse o caminho nos nossos tempos. Mas é preciso atravessar o mar que hoje nos separa do povo brasileiro.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

23\11\16
A VENEZUELA NÃO É AQUI: o petróleo deles é deles, o nosso, é da Shell
O 'Brazil' de Michel Temer quer patrocinar o golpe-de-estado que os Estados Unidos planejam para derrubar o governo democrático da Venezuela. Como primeiro passo, o "chanceler" Serra, com o seu secretário informal,FHC, foram à Montevideo, tentando subornar o governo uruguaio e obtendo seu voto em favor da exclusão daquele País no Mercosul; não foi bem sucedido. Mas não era o desejável? O bolivarismo tão irritante não ameaça e PAX americana, ao mesmo tempo em que submete o povo venezuelano a miséria negra, como nos contam os jornais "brazileiros", batendo e rebatendo notícias sobre as "revoltas populares", que não suportam mais a falta de papel-higiênico.
É verdade: há alguns aspectos que são suavemente omitidos.
1. A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo e gás natural do mundo, além de ser classificada consistentemente entre os dez maiores produtores mundiais de petróleo. Além das maiores reservas de petróleo convencional e a segunda maior reserva de gás natural do Hemisfério Ocidental, o país também possui depósitos não convencionais de petróleo (óleo bruto extra-pesado, betume e areias betuminosas) aproximadamente iguais às reservas mundiais de petróleo convencional. 
2. Em 1908 Juan Vicente Gómez tomou o poder e fez-se ditador durante os vinte e sete anos seguintes. Foi durante o seu governo, em 1922, que se iniciou a exploração das jazidas de petróleo da Venezuela. Em 1945, após a queda da ditadura do general Isaías Medina Angarita, Rómulo Betancourt tornou-se presidente provisório até as eleições livres de finais de 1947 que levaram o escritor Rómulo Gallegos à presidência. Uma revolta militar retirou-o do poder; em 1953 instalou-se a ditadura de Pérez Jiménez, que só deixou o poder em 1958. A descoberta do petróleo tornou a democracia incompatível com a Democracia, permitindo que se sucedessem os golpes de Estado patrocinados pela CIA e pelo governo dos EUA.
3. Em 1973, a Venezuela votou a nacionalização de sua indústria petrolífera, a Petróleos de Venezuela (PDVSA) assumido e presidindo uma série de empresas subsidiárias; nos anos seguintes, o país construiu um vasto sistema de refino e comercialização na Europa e nos Estados Unidos. Na década de 1990, entretanto, a PDVSA deixou de ser uma empresa do Estado, fazendo possível a participação de investimentos estrangeiros. Em 2001, Hugo Chaves fixou limites para essa participação. O que é hoje a PDVSA? A Petróleos de Venezuela (PDVSA) é uma empresa estatal venezuelana que se dedica a exploração, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo da Venezuela. Fundada em 1 de janeiro de 1976, a PDVSA é a terceira maior empresa da América Latina, depois da brasileira Petrobras e a mexicana Pemex. Atualmente a PDVSA é a petrolífera com maiores reservas de petróleo do mundo, alcançando um total de 3,1 bilhões de barris e foi catalogada como a segunda petrolífera mais poderosa depois da ExxonMobil.
4. Ao nacionalizar a PDVSA, Hugo Chaves tornou-se jurado de morte do Departamento de Estado dos EUA e inimigo das famílias que compõem a elite no País. Em 1998 começava a "Revolução Bolivariana", como resultado escrevendo-se a nova Constituição da Venezuela. Deposto por um golpe de Estado em 2002, voltou em dois dias ao poder, reconduzido pelo povo. Chávez sobreviveu a vários testes políticos adicionais, tentativas de promoção de golpes patrocinadas pelas petroleiras, com apoio dos governos "democráticos" norte-americanos, incluindo um referendo revogatório em agosto de 2004. Foi eleito para um novo mandato em dezembro de 2006 e reeleito para um terceiro mandato em outubro de 2012. Maduro é o presidente, desde a morte de Chaves, eleito constitucionalmente. 
5. Ao serem comovidos com as "desgraças" que o bolivarismo impõe aos venezuelanos, nós, os "brazileiros", permitimo-nos o papel de otários, idiotizados pela imprensa posta a serviço da "máfia do petróleo". Vejamos um pouco sobre a miséria desse povo-irmão:
a) A mortalidade infantil na Venezuela está em 16 mortes a cada 
1000 nascimentos, muito mais baixo do que a média da América do Sul. Má nutrição de crianças atinge 17%, com Delta Amacuro e Amazonas tendo os piores índices.
b) De acordo com as Nações Unidas, 32% dos venezuelanos não possuem saneamento adequado, principalmente aqueles vivendo em áreas rurais. Já no nosso Brazilzão, só o Rio Grande do Sul bate a Venezuela, com 12,7 mortes por 1000 habitantes; em Pernambuco: 35,7. De acordo com o Instituto Brasil, o país ocupa a 11ª posição entre 17 países analisados pela Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), estando atrás da Bolívia, Peru, Uruguai, Equador, Venezuela, Chile, México, Argentina, Colômbia e Costa Rica. Metade da população brasileira não conta com coleta de esgoto e apenas um quarto dela vive em localidades com tratamento dos dejetos, enquanto 35% dos brasileiros desconhecem o que seja água tratada.
Enquanto as nossas classes médias engolem e digerem as mensagens IMpostas pela Globo, Estadão, Veja e similares, nossa Esquerda proclama que o PETRÓLEO É NOSSO. 
Nosso?De quem? Depois de sofrermos várias decepções...
A "glória" de entrega da Petrobrás vai para ... Jose Serra.
Então...Viva, Nicolás Maduro Moros!!! Hoje é seu aniversário.
23\11\16
Notícia sobre a chegada do 'político-corujão" a Brasilia (o que dorme durante o dia e busca o colo do Poder da escuridão da noite): "O governo está ganhando muito. E se o governo foi bem até agora, eu vou dizer a vocês que a partir do Roberto, vai ganhar céu azul, vai ganhar velocidade de cruzeiro e vai salvar o Brasil", disse Temer, no discurso durante a cerimônia de posse de seu novo ministro Roberto Freire, realizada na Sala de Audiências do Palácio do Planalto.
A posse, diferente da maioria de seus ministros, foi fechada à imprensa e transmitida aos jornalistas pela NBR, a TV do governo federal. Michel Temer, o golpista, perdeu definitivamente o pouco, muito pouco, pouquíssimo, da noção das coisas, das palavras e das pessoas.

-----------------------------

NEM TODOS OS AMIGOS SÃO CAMARADAS:
" Não é incomum que as decepções pessoais com camaradas se transformem em desalento ideológico no futuro da luta pelo socialismo. E o desânimo, a desesperança, o desengano são maus conselheiros, porque obscurecem a mente e diminuem a lucidez."
É inevitável, para os que não são dogmáticos, que camaradas de luta política decepcionem, ou por terem errado, ou por estarem mal informados , sentimento egóico, ou por desejarem status . O que importa: não perder a lucidez e, com ela, a vontade de lutar...
GEDDEL: o "suíno"? Quem conta é Renato Russo em sua autobiografia.
Uma performance desde os bancos de escola. Renato Russo foi seu colega de colégio : Geddel Quadros Vieira Lima empenhou-se para entrar no grupo de estudos do Renato , pela garantia de notas altas na avaliação final. Filho do político baiano Afrísio Vieira Lima, o gordinho Geddel era um dos palhaços da turma. Chegava no colégio dirigindo um Opala verde, o que despertava atenção das meninas e a inveja dos meninos — que davam o troco chamando-o de “Suíno”. Tinha sempre uma piada na ponta da língua; as matérias, nem sempre.— Eu vou ser político!
Despontou no cenário político nacional, envolvido no escândalo dos "Anões do orçamento", descoberto em 1993, onde parlamentares manipulavam emendas orçamentárias com a criação de entidades sociais fantasmas ou participação de empreiteiras no desvio de verbas. O esquema era comandado pelo deputado baiano José Alves, que ficou conhecido por ter ganhado 56 vezes na loteria só em 1993. Geddel,apoiado político de João Alves, foi responsável pela liberação de várias emendas. Foi também acusado de ter recebido verba de empreiteiras. Na época, também citada a suposta participação de seu pai, Afrísio Vieira Lima, através de uma gravação em que há indícios de seu envolvimento, o que não ficou comprovado. Foi à defesa do pai e acusou João Alves, líder do esquema, de tramar contra ele.
Pérolas mais recentes em seu currículo: informações obtidas por um jornal mostram o envolvimento do ex-ministro Geddel Vieira Lima, presidente do PMBD na Bahia, com o empreiteiro Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS. Segundo relatório feito pela Polícia Federal com base em mensagens de dois celulares apreendidos do empreiteiro, ele fazia pedidos de recursos para campanhas e, em troca, a OAS usava as influência do próprio dentro de diversas instituições públicas. Mensagens apreendidas pela Polícia Federal (PF) na Operação Lava Jato revelam que o ex-vice-presidente da Caixa, ex-ministro e ex-deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) teria usado sua influência política para atuar em favor de interesses da construtora OAS dentro do banco público e também na Secretaria de Aviação Civil e junto à prefeitura de Salvador.
Agora, o "Suino" torna-se problema de Michel Temer, seu grande amigo e fiel seguidor (depois de perder Eduardo Cunha, sua vocação de capacho falsificado passou a ser satisfieta pelo Geddel). Juca Ferreira, que foi um competente Ministro da Cultura, já disse o que precisaria ser dito: "Temer não poderá alegar que não sabia do crime cometido por Geddel, que usou suas prerrogativas de ministro para obter benefício pessoal. O ministro palaciano tem que ser imediatamente afastado e as denuncias contra ele apuradas com rigor. É preciso investigar a compra dessa cobertura que Geddel tem no prédio." Houve compra ou seria um pagamento por serviços prestados? O presidente Temer precisa esclarecer à sociedade porque, ao ser informado por Calero, não tomou providências??? A "compra" de Geddel, qualquer ingênuo sabe o que foi.
Colunistas de direita, que apoiaram o golpe parlamentar de 2016 e, portanto, a chegada de Michel Temer ao poder, já cobram do presidente a demissão imediata de Geddel Vieira Lima. José Nêumanne Pinto é exemplo disso, mas não o único. A Globo, agência de notícias do PSDB, fará dura campanha contra.

domingo, 20 de novembro de 2016

...
20\11\16
Pensando aqui...
Pedir a cabeça de Geddel é o que pode e deve fazer a "direita fascistoide" nesse momento. O "caso" cava uma fossa enorme que caberia a torre, onde o ministro é proprietário de um apartamento, e todos os espaços manipulados pela especulação imobiliária, coordenada por ACM Neto à sombra do IPHAN (direção de Salvador). Para que Temer sobreviva até janeiro próximo, só saindo de campo, indo para o banco de reservas.E completando o time dos "SSP - Safados sem Pudor", entra o Jucá:inimigo de Índios.
Geddel precisa aceitar-se como o filtro que reterá toda a sujeira do governo que pretendeu extinguir o Ministério da Cultura, para melhor poder manobrar o IPHAN, em Brasília.

--------------------

Desabafo:
Será que o Sebastião Nery,aquele que foi adido de Collor de Mello, tem credibilidade para falar de alguém? Como politico, foi um dos fundadores do PDT, com Brizola. Expulso do partido, passou a atacar o antigo líder, sem quaisquer limitações éticas.
Como jornalista, praticou a calúnia e difamação em inúmeros momentos, merecendo desmentidos e respondendo a processos. Na sua última fase de decadência fatal, voltou-se contra Lula de forma vergonhosa, servindo a interesses os mais sórdidos. São escritos dele: "Dirceu perguntou como iriam conseguir maioria no Congresso. - Compra os pequenos partidos, disse Lula a Dirceu. – Fica mais barato. Dilma virou ministra de Minas e Energia, Tarso Genro da Justiça e Olivio Dutra das Cidades. E assim nasceu o Mensalão.
Lula é um “cappo”. Os companheiros do partido e governo no banco dos réus e ele, só ele, de fora. Logo ele que é o grande réu, “o réu”. Dirceu, Roberto Jeferson, Genoino, Delúbio, Silvinho, Marcos Valério, Gushiken, João Paulo Cunha, Valdemar Costa Neto, Professor Luizinho, a malta toda, como disse o Procurador Geral da República, era uma “organização criminosa”, uma “quadrilha” chefiada pelo Dirceu. Mas sob o comando do chefão, Lula. Quem tinha de estar no banco da frente era ele, “o réu”.
Sebastião Nery não tem condições para criticar o mais sujo dos sujos.

--------------------

O escândalo surgido em torno do "prédio do Geddel" é a ponta do icberg. O prefeito ACM Neto, alinhado com o governo Michel, tem para Salvador o projeto "cidade branca e limpa", ser construída com a participação, orientação e ganhos da/para especulação imobiliária. O novo PDDU de Salvador ficará marcado na história pela subordinação do poder público aos interesses privados. Uma das expressões mais contundentes disso é a incidência de Operações Urbanas Consorciadas em três áreas imensas de Salvador (Centro Antigo, Engenho Velho de Brotas e Suburbana), que, na prática, reservam para o mercado imobiliário áreas cruciais para a identidade de Salvador, territórios negros urbanizados, com características especiais do ponto de vista histórico, cultural e paisagístico. A verticalização da orla também demonstra que o PDDU foi feito para atender aos interesses do mercado.

sábado, 19 de novembro de 2016

As prisões de Sérgio Cabral e Anthony Garotinho foram programadas para que se fizessem como "espetáculo espetacular", o que membros do Ministério Público e Juízes, movidos por fanatismo religioso, realizam como ritual de oferenda, tão portentosa que se faça digna de um Templo de Salomão. Quais as reações que provocaram? De primeiro momento: o desrecalque, por parte de todos os que se sentem sufocados pela imundície que políticos desse naipe produziram para denegrir o Rio de Janeiro e tornar humilhante a vida dos cariocas. Em seguida: a pergunta sobre os objetivos dessa operação de guerra: ao mirar em políticos do PMDB e arredores, não estão empenhados em pré-justificar a prisão do Lula? Extravazados os sentimentos recalcados e externadas as dúvidas sobre a extensão do que se está fazendo, as notícias não param, não param, e detalham e desdobram. Sérgio Cabral teria os seus cabelos rapados (de fato, cortados, o que em todo quartel e presídios é feito, por medida preventiva higiênica: evitar a proliferação de piolhos - é exatamente o que se faz com os cadetes das Agulhas Negras). Sua dieta espartana é esmiuçada, embora seja idêntica ao que se fornece a "qualquer dos cidadãos presidiários" e, lembre-se mais uma vez, ela compõe o típico cardápio de um quartel. Mas não se registram reações apiedadas. Muito ao contrário, ao ser transitado pela cidade, levado e trazido do Instituto Médico Legal, Sergio Cabral foi objeto de vaias, xingamentos, e teria sido linchado, se oferecida a oportunidade. Mas, quem está sendo condenado agora? O político que foi tantas vezes contemplados com votos quue lhe davam as vitórias, depois prosseguidas na escolha do sucessor Pezão? Ou quem os funcionários públicos estão pondo como responsável por não receberem o salários e sofrerem ameaças de descontos em seus holerites? A quem interessa a condenação? Como, por que e por quem as noites parisienses desse carioca semi-depravado passam a ser mostradas em fotos publicadas pela imprensa? Sergio Cabral está sendo apresentado ao respeitável público como "bode expiatório"? Crimes contra a economia do povo ele as praticou e todos sabemos. Mas é preciso vencer a preguiça, trabalhar um tanto, investigar e provar. O juiz que determinou a prisão de Sérgio Cabral, e isso é o que importa enfatizar, analisar, criticar e rejeitar, baseou-se em arremedo de "moral religiosa", inspirando-se no Livro de Eclesiastes (capítulo 8, versículo 11): "Por que será que as pessoas cometem crimes com tanta facilidade? É porque não são castigados logo". O magistrado utiliza a "Bíblia Sagrada - Nova Tradução na Linguagem de Hoje"). Não poderia fazer uso de fonte menos qualificada, não conhece edições sérias, contentando-se com a vulgarização promovida pelos "evangélicos". o que mostra a sua condição de analfabeto funcional. Não fosse isso, o mesmo juiz intepreta equivocadamente a Convenção de Palermo, desconhecendo o que escreveu Beccaria e desprezando o princípio básico firmado pela Revolução Francesa, o da presunção de inocência. Nada disso é dito em defesa de Sérgio Cabral. Que fique de uma vez claro e entendido. Trata-se de defneder o Estado de Direito, exigir que se cumpra a lei: ele, como "qualquer do povo" deverá ser investigado, apurando-se oos seuus crimes, julgado e certamente condenado. Quanto a Garotinho, qual a motivação para a apresentação, bisada e rebisada, da cena deprimente de sua retirada de um hospital? Comprovar a sua absoluta falta de estatura, como ser humano e como político? fazer a pura e simples exaltação do ridículo? ou estimular o sentimento pungente, a dor que a caridade incentiva? Claramente, o que se produziu foi uma encenação, com atores circenses, chorando lágrimas crocodilais. A acusação pungente de Garotinho não cabe nem mesmo numa Cartilha de Pré-primário: "me prendem logo agora, quando eu ameaçei que vou contar tudo." Gente sentimental, mutos são os que se apiedam. E é verdade: Garotinho já fez por merecer castigo desde tempos de antanho, com o seu populismo que engana e rouba o povo mais simples, simplório, despojado de tudo. Por "dois tostões de mel coado" ele compra a cidadania dessa gente, sempre fez isso. E só agora, um juiz compormetido com a candidatura do rival deve e pode prende-lo? E mais uma vez que fique muito claro: não se defenda e nem se lastime a figura torpe: mas que a torpeza seja punida na forma e conforme a lei. Ter pena de Garotinho? Não! Antes disso, que respondam: ONDE ESTÁ AMARILDO? Onde estão os cinco moleques que a Polícia de Geraldo Alckmin decapitou e queimou? Estamos dissertando sobre uma GUERRA SANTA? O TRIBUNAL DA SANTA INQUISIÇÃO está reaberto?
19\11\16
Ainda sobre os fascistas ... 
como explicar que 50 arruaceiros tenham invadido a Câmara dos Deputados, interrompido os "trabalhos" das excelências, com brados alucinados, em apelos histéricos à ditadura militar (autênticos hinos de "dor-de-cotovelo"). "Volta, oh! ditadura,volta oh! general, como éramos felizes sob as suas botas". Como invadiram? como subiram à mesa diretora, fazendo-a palco de um espetáculo bufo? 
Só seria possível imaginar tal espetáculo, sob patrocínio dos próprios senhores do Poder, com o objetivo de obter a condenação dos movimentos autênticos de protesto, aqueles que as forças policiais dispersam com gases e tiros. Mas houve um motivo maior e mais sério: " A invasão da Câmara dos Deputados, naquela noite, serviu de pretexto para emaranhar o trâmite do pacote anticorrupção. Após o tumulto, a sessão foi suspensa. Enquanto isso, deputados de diferentes partidos trabalham na tentativa de alterar as medidas propostas. O relator, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), ainda pode mudar o texto para incluir a anistia ao caixa dois das campanhas eleitorais."
Enquanto 50 mercenários representavam a farsa da revolta descabida, os deputados, às escondidas, providenciavam a acomodação de seus crimes na vala-comum do esquecimento. Essas pessoas não serão identificadas: o "cachê" pela representação é pago em moeda corrente, dispensando-se recibo.

---------------------


ROBERTO FREIRE, quem diria, acabou no IRAJÁ Um político que escreveu as primeiras páginas de seu currículo politico como herói das esquerdas e da resistência à Ditadura. Constituinte de 1978, senador em 2002, acumulando mandatos de deputado federal. Após 4 anos afastado das atividades parlamentares, Roberto Freire foi eleito em 2010 deputado federal por São Paulo com mais de 120 mil votos. Em 2014 sofreu sua primeira derrota em eleições proporcionais, ao obter apenas a quarta suplência de deputado federal, novamente por São Paulo. Contudo, retornou à Câmara dos Deputados em 20 de março de 2015, na vaga deixada por Rodrigo Garcia, nomeado secretário de Habitação do Estado de São Paulo. Dois anos antes, sua máscara caiu, quando passou a discursar ódio mortal a Lula e ao PT: cometeu oo ridículo de revoltar-se contra o que foi de fato uma piada, acreditando que Dilma teria determinado ao Banco Central a emisão de cédulas com os izeres "Lula seja louvado." Agora, ao aceitar-se Ministro da Cultura de Michel Temer, Roberto Freire confirma a putrefação de seu caráter. Ele vai ser Ministro do Geddel, figura de crápula que nãos e dá nem mesmo ao trabalho de usar pele-de-cordeiro. O que a imprensa está divulgando? "Na última quinta-feira (17), em seu gabinete no quarto andar do Palácio do Planalto, o ministro Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo, estava contrariado com parecer do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Iphan) que se posicionava contra a construção de um empreendimento imobililário perto do centro histórico de Salvador. Segundo relatos, Geddel tentou de forma enfática por meio de um telefonema reverter a decisão do órgão ligado ao Ministério da Cultura, responsável pela preservação do patrimônio cultural brasileiro. A pressão de Geddel para mudar o parecer do Iphan que proibia a construção de mais andares foi a gota d'água para o diplomata de carreira Marcelo Calero pedir demissão do comando do Ministério da Cultura, segundo o agora ex-ministro relatou ao jornal "Folha de S.Paulo". Ou seja, Calero saiu um dia depois de Geddel tentar intervir na decisão do Iphan nacional que contrariava parecer da superintendência local do órgão na Bahia. Abrem-se as cortinas e fica revelada a novela pornográfica que Michel está escevendo: não se trata do MINC, mas do IPHAN. O projeto da "Salvador - cidade limpa e de gente branca" é a meta maior do atual prefeito, conhecido em sua terra como "Faraó Anão". Chegou a ser noticiada a negociata que envolve a venda de toda rua Chile, uma das mais tradicionais da cidade do Salvador, a um grupo de especuladores imobiliários, dispostos a moderniza-la, com hotel de luxo, apartamentos, shopping-center, retirando de circulação uma população pobre, feia e sujando a via-pública. A rua Chile, no alto do espigão que lhe dá uma visão privilegiada das belezas da Bahia de Todos os Santos, deve ser entregue às elites. O mega-projeto, para ser viabilizado, depende de olhos fechados do IPHAN. Daí que o Ministério da Cultura, a quem responde o IPHAN, tenha sido objeto de atenção especial, em princípio sendo dissolvido, para depois ser guardado sob tutela. Não é a cultura que interessa, mas o uso e gozo das decisões de um órgão que pode abrir as portas do patrimônio arquitetônico da cidade do Salvador à especulação imobiliária desenfreada e que levará à construção de uma cidade feita para as elites brancas. O que revela a imprensa hoje? Geddel, um dos três mosquiteiros de Michel, é proprietário de um apartamento, em prédio que está em construção, na Ladeira da Barra, contrariando as leis, as nomas e o bom-senso o mais elementar, mas aprovado pelo IPHAN da Bahia. O ministro comete o atrevimento de impugnar a obra, baseado em parecer do IPHAN nacional. Geddel não quer perder o bom-negócio que realizou (deve ter ganho a sua unidade, como prêmio concedido pelos incorporadores). E é assim que cai, não a torre, mas o ministro. Roberto Freire é a figura emporcalhante que saberá dar solução adequada, a desejadao por Geddel.

---------------------------------

Esse homem não é um político. É um negociante, que joga com os partidos e detém o poder, arma que usa para grandes negócios. Sua variação de opinião política é característica. Ele fez alianças diversas em esfera nacional (de Leonel Brizola,PDT, a Aécio Neves, PSDB) e regional (de Sérgio Cabral e Eduardo Paes, PMDB, a Anthony Garotinho, PR). O presidente do PMDB no Rio é uma espécie de personificação do fisiologismo típico do próprio partido, que sempre se manteve ao lado do grupo de comando do governo federal.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Afinal, Camaradas,a descrição pormenorizada de "agressões" a Garotinho, ou sobre o tratamento extremamente duro a Sérgio Cabral, pretende o que? O apiedamento? 
Penso que o enfoque precisa ser outro: o que está sendo feito é o que se faz com "qualquer do povo", sem que se façam demonstrações, acusações, reclamos. E mais,o problema é outro: o uso político, o exibicionismo de um Judiciário que se transformou em tribunal de inquisição. Que os dois sejam processados, dentro dos princípios de um Estado de Direito.Que sejam provados os seus crimes, o que é tarefa fácil,e condenados com muita severidade.
O "mulekinho", perdão, Garotinho, destrava a língua e se expressou como bom religioso: "Levar é o cacete. Eu não vou. Isaías do Borel, tem um monte de preso lá que foi tudo eu que botei na cadeia. Estão doidos para me levar para lá para me matar. Sabe que quarta-feira eu tenho reunião com dr. (Rodrigo) Janot para entregar o resto da quadrilha. Isso tudo foi armado. Eu não vou". Renasce o radialista dramático. Lamentável,foi preso logo quando ia entregar a quadrilha? O que fazia ele antes disso? Dançava (com)a quadrilha! De qualquer forma, não é o que importa. O que cala no peito, essa dor, é a incompetência disforme de uma Justiça movida pelos ideais do fascismo evangélico. Um juiz que manda prender; uma autoridade superior que manda soltar, mas que tem a sua decisão pendente de ratificação. O Poder Judiciário, afundado em profundo autoritarismo, vai despindo a Justiça: ela já está semi-nua.
Boa noite,CAMARADAS!
18\11\16
Desculpaê,mas impossível haver solidariedade com Garotinho, ou ter pena dele.
Fico com o comentário da Jandira: "um juiz de direito não pode prender quem quer que seja, com base em alegações ou observações, ainda que sejam evidentemente verdadeiras. É preciso provar para prender. Com um mínimo de competência, Garotinho terá provados os crimes que cometeu, será julgado e condenado. A Justiça, nas mãos de fanáticos, não será capaz de fazer mais do que uma Santa Inquisição. Logo mais, terão a petulância de fazer o mesmo com o Lula."
Quanto à reação do Garotinho, esperneando como touro bravo: total falta de dignidade. Jose Dirceu foi vítima de uma injustiça tosca, nunca cometeu atos tresloucados. Questão de dignidade e de amor-próprio, coisas que faltam ao Garotinho.

------------------------------------------

CABRAL,hein... quem diria? De Paris para a penitenciária de Bangu. De acordo com a nota da Secretaria, o cardápio de almoço e jantar é composto por: arroz ou macarrão, feijão, farinha, carne branca ou vermelha (carne, peixe, frango), legumes, salada, sobremesa e refresco.
“O desjejum é composto por pão com manteiga e café com leite. Já o lanche é um guaraná e pão com manteiga ou bolo”, diz a nota.
“A Seap informa ainda que todos os internos do sistema penitenciário fluminense são tratados de forma igualitária, com direito a banho de sol, refeições e visitas após o cadastramento.”
A Secretaria informou que o ‘tamanho das celas são de acordo com o que determina a Lei de Execuções Penais’. A área mínima, segundo a legislação, é de 6m². Apartamento e farras em PARIS são esclusidade reservada aos figurões do PSDB, que não apreciam relacionamento mais próximo com a plebe do PMDB.

--------------------

SERGIO CABRAL É UM MONSTRO?
Sergio Cabral foi preso, juntamente com outras nove pessoas, acusado pelo MPF de envolvimento em esquemas de grossa corrupção, destacando-se um esquema de "mesadas", recebidas entre 2007 e 2014 e que lhe foram pagas pelas empreiteiras Andrade Gutierres e Carioca Engenharia. Não houve exposição mais detalhada dos fatos e a jutificativa do juiz que determinou essas prisões: “Essa necessidade [da prisão] faz-se ainda mais presente diante da notória situação de ruína das contas públicas do Governo do Rio de Janeiro. Constituiria afronta permitir que os investigados persistissem fruindo em liberdade do produto milionário de seus crimes, inclusive com aquisição, mediante condutas de ocultação e dissimulação, de novo patrimônio, parte em bens de luxo, enquanto, por conta da gestão governamental aparentemente comprometida por corrupção e inépcia, impõe-se à população tamanhos sacrifícios, com aumento de tributos, corte de salários e de investimentos públicos e sociais. Uma versão criminosa de governantes ricos e governados pobres”. O arrazoado faz todo sentido, apenas sendo preciso lembrar que não tem conteúdo jurídico, mas político.
A indignação do Magistrado é a mesma que foi manifestada pelo povo que se reuniu à saída de Sergio Cabral, rumo ao IML, de onde foi enviado a Bangu: indignação, rejeição, condenação a priori de um gestor público desonesto. Ponto final de uma carreira política "bem sucedida"? Em 1992 foi candidato à prefeito do Rio de Janeiro, então pelo PSDB, baseando sua campanha na crítica ao brizolismo. Perdeu, bem como na eleição seguinte, em 1996, candidato ainda pelo PSDB, derrotado então por Luiz Paulo Conde, do PFL, a quem apoiaria em 2000. Finalmente, e apoiado por Anthony Garotinho e Rosinha, foi eleito governador do Rio de Janeiro, já então no PMDB, tendo como companheiro de chapa Pezão. Sergio Cabral desapareceu da frente de combate em 2013, mas continuou operando nos bastidores. Através da máquina do PMDB e do desencantamento da população fluminense, elegeu seu vice, Pezão, como governador em 2014. Também elegeu seu filho, Marco Antônio Cabral (PMDB) a deputado federal, feito secretário estadual de esportes, no ano das Olimpíadas, e isso aos 23 anos de idade. Nascido politicamente no PSDB, Sergio Cabral tornou-se cacique vitorioso dentro do PMDB; jamais foi apoaido por Dilma Rousseff, como pretende agora a Rede Globo de Televisão.
Elegeu seu sucessor e se manteve como membro proeminente dos quadros dirigentes do partido que controlou a vida política do Rio de Janeiro. O PMDB governa o estado e vários outros municípios da Região Metropolitana, inclusive a cidade, há aproximadamente 15 anos. Levando-se em consideração pequenos intervalos, com governantes de outros partidos, em especial o PP, o PSDB e o DEM, serão mais de 20 e quase 30 anos de mando e comando do Estado. Durante todo esse tempo, o PMDB foi apoiado pelo PT, que se fez um satelite seu, e por Lula, além do PCdoB, compondo-se assim um dos maiores equívocos das "esquerdas" no Brasil.
O jornalista Vinícios Silva listou em 20 de junho último pontos críticos da gestão Sérgio Cabral: seu relacionamento com empresários, como Eike Batista, ganhador de concessão para exploração do Estádio do Maracanã por 35 anos; o uso de helicópteros do Estado para a sua família; mas em especial os atos de brutalidade animalesca da Polícia Militar; e o favorecimento de empresas de ônibus. Os favores concedidos a Arthur Nuzman, a partir dos Jogos Pan-Americanos foram o ponto de partida para todos os negócios escusos que se abrigariam à sombra dos Jogos Olímpicos. E mesmo assim, haveria em 2010 a reeleição para o governo, ainda em primeiro turno, com 66% dos votos válidos.
Montou-se no Rio de Janeiro um "rolo-compressor", construído dentro do PMDB e que contou com apoio das esquerdas e de empresários. Formou-se o que passou a ser o "consórcio partidário-empresarial", expressão cunhada por Vinícuis Silva: "Convivemos com o fisiologismo clássico dos caciques regionais, com o consórcio partidário-empresarial em que o orçamento de todas as grandes obras e concessões públicas foram repassadas para os grandes investidores/doadores de campanhas. Denúncias de compra de votos, de uso eleitoral da máquina pública. Denúncias de associação com milicianos/máfia (como esquecer da já clássica entrevista do atual prefeito do Rio Eduardo Paes, PMDB, ao RJTV, dizendo que alguns “amigos” estavam ajudando na segurança em alguns bairros da zona oeste da cidade)." Denúncias de envolvimento em corrupção de praticamente todos os caciques políticos do PMDB nas delações e investigações da Lava-Jato - lembremos: Eduardo Cunha é deputado federal eleito pelo... PMDB do Rio de Janeiro. Pezão, Eduardo Paes, Eduardo Cunha, Eduardo Picciani, Leonardo Picciani ... e Sergio Cabral.
Enfim, seus mandos e desmandos provocou o endividamento público, levado agora à falência reconhecida. Durante todo esse tempo houve a conivência do TCE e do Tribunal de Justiça. Dos partidos políticos e das esquerdas já se falou. Não esqueçamos de uma responsabilidade social: o monopólio do poder foi exercido com o aval dos cidadãos que elegeram todos esses homens. Mais do que em qualquer outro tempo e lugar, praticou-se, como apoteose final, a política do "pão e circo". Jogos, esportes, arenas e estádios, a propaganda massificante, o apelo ao nacionalismo exaltante da "pátria amada". A construção de um Museu do Futuro, arrebatador com a sua arquitetura bizzara e mesmo discutível, faz-se simbólica: o gigante adormecido não tem passado, nem história, a ele é proposto um futuro sob a égide da Rede Globo de Televisão, à sombra da omissão conivente da grande imprensa. Como se vivendo um sábado de Alelúia, queimemos Sergio Cabral, um judas anojentado. E já vão surgindo as figuras messiânicas, Sergio Moro, Jair Bolsonaro. Cuidado, muito cuidado... A condenação de um criminoso não pode ser ato de justiça do desequilíbrio nascido do moralismo dos que usam camisas negras.
18\11\16
SERGIO CABRAL É UM MONSTRO?
Sergio Cabral foi preso, juntamente com outras nove pessoas, acusado pelo MPF de envolvimento em esquemas de grossa corrupção, destacando-se um esquema de "mesadas", recebidas entre 2007 e 2014 e que lhe foram pagas pelas empreiteiras Andrade Gutierres e Carioca Engenharia. Não houve exposição mais detalhada dos fatos e a jutificativa do juiz que determinou essas prisões: “Essa necessidade [da prisão] faz-se ainda mais presente diante da notória situação de ruína das contas públicas do Governo do Rio de Janeiro. Constituiria afronta permitir que os investigados persistissem fruindo em liberdade do produto milionário de seus crimes, inclusive com aquisição, mediante condutas de ocultação e dissimulação, de novo patrimônio, parte em bens de luxo, enquanto, por conta da gestão governamental aparentemente comprometida por corrupção e inépcia, impõe-se à população tamanhos sacrifícios, com aumento de tributos, corte de salários e de investimentos públicos e sociais. Uma versão criminosa de governantes ricos e governados pobres”. O arrazoado faz todo sentido, apenas sendo preciso lembrar que não tem conteúdo jurídico, mas político.
A indignação do Magistrado é a mesma que foi manifestada pelo povo que se reuniu à saída de Sergio Cabral, rumo ao IML, de onde foi enviado a Bangu: indignação, rejeição, condenação a priori de um gestor público desonesto. Ponto final de uma carreira política "bem sucedida"? Em 1992 foi candidato à prefeito do Rio de Janeiro, então pelo PSDB, baseando sua campanha na crítica ao brizolismo. Perdeu, bem como na eleição seguinte, em 1996, candidato ainda pelo PSDB, derrotado então por Luiz Paulo Conde, do PFL, a quem apoiaria em 2000. Finalmente, e apoiado por Anthony Garotinho e Rosinha, foi eleito governador do Rio de Janeiro, já então no PMDB, tendo como companheiro de chapa Pezão. Sergio Cabral desapareceu da frente de combate em 2013, mas continuou operando nos bastidores. Através da máquina do PMDB e do desencantamento da população fluminense, elegeu seu vice, Pezão, como governador em 2014. Também elegeu seu filho, Marco Antônio Cabral (PMDB) a deputado federal, feito secretário estadual de esportes, no ano das Olimpíadas, e isso aos 23 anos de idade. Nascido politicamente no PSDB, Sergio Cabral tornou-se cacique vitorioso dentro do PMDB; jamais foi apoaido por Dilma Rousseff, como pretende agora a Rede Globo de Televisão.
Elegeu seu sucessor e se manteve como membro proeminente dos quadros dirigentes do partido que controlou a vida política do Rio de Janeiro. O PMDB governa o estado e vários outros municípios da Região Metropolitana, inclusive a cidade, há aproximadamente 15 anos. Levando-se em consideração pequenos intervalos, com governantes de outros partidos, em especial o PP, o PSDB e o DEM, serão mais de 20 e quase 30 anos de mando e comando do Estado. Durante todo esse tempo, o PMDB foi apoiado pelo PT, que se fez um satelite seu, e por Lula, além do PCdoB, compondo-se assim um dos maiores equívocos das "esquerdas" no Brasil.
O jornalista Vinícios Silva listou em 20 de junho último pontos críticos da gestão Sérgio Cabral: seu relacionamento com empresários, como Eike Batista, ganhador de concessão para exploração do Estádio do Maracanã por 35 anos; o uso de helicópteros do Estado para a sua família; mas em especial os atos de brutalidade animalesca da Polícia Militar; e o favorecimento de empresas de ônibus. Os favores concedidos a Arthur Nuzman, a partir dos Jogos Pan-Americanos foram o ponto de partida para todos os negócios escusos que se abrigariam à sombra dos Jogos Olímpicos. E mesmo assim, haveria em 2010 a reeleição para o governo, ainda em primeiro turno, com 66% dos votos válidos. 
Montou-se no Rio de Janeiro um "rolo-compressor", construído dentro do PMDB e que contou com apoio das esquerdas e de empresários. Formou-se o que passou a ser o "consórcio partidário-empresarial", expressão cunhada por Vinícuis Silva: "Convivemos com o fisiologismo clássico dos caciques regionais, com o consórcio partidário-empresarial em que o orçamento de todas as grandes obras e concessões públicas foram repassadas para os grandes investidores/doadores de campanhas. Denúncias de compra de votos, de uso eleitoral da máquina pública. Denúncias de associação com milicianos/máfia (como esquecer da já clássica entrevista do atual prefeito do Rio Eduardo Paes, PMDB, ao RJTV, dizendo que alguns “amigos” estavam ajudando na segurança em alguns bairros da zona oeste da cidade)." Denúncias de envolvimento em corrupção de praticamente todos os caciques políticos do PMDB nas delações e investigações da Lava-Jato - lembremos: Eduardo Cunha é deputado federal eleito pelo... PMDB do Rio de Janeiro. Pezão, Eduardo Paes, Eduardo Cunha, Eduardo Picciani, Leonardo Picciani ... e Sergio Cabral. 
Enfim, seus mandos e desmandos provocou o endividamento público, levado agora à falência reconhecida. Durante todo esse tempo houve a conivência do TCE e do Tribunal de Justiça. Dos partidos políticos e das esquerdas já se falou. Não esqueçamos de uma responsabilidade social: o monopólio do poder foi exercido com o aval dos cidadãos que elegeram todos esses homens. Mais do que em qualquer outro tempo e lugar, praticou-se, como apoteose final, a política do "pão e circo". Jogos, esportes, arenas e estádios, a propaganda massificante, o apelo ao nacionalismo exaltante da "pátria amada". A construção de um Museu do Futuro, arrebatador com a sua arquitetura bizzara e mesmo discutível, faz-se simbólica: o gigante adormecido não tem passado, nem história, a ele é proposto um futuro sob a égide da Rede Globo de Televisão, à sombra da omissão conivente da grande imprensa. Como se vivendo um sábado de Alelúia, queimemos Sergio Cabral, um judas anojentado. E já vão surgindo as figuras messiânicas, Sergio Moro, Jair Bolsonaro. Cuidado, muito cuidado... A condenação de um criminoso não pode ser ato de justiça do desequilíbrio nascido do moralismo dos que usam camisas negras.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

16\11\16
Antes dos programas criminosos inseridos obrigatoriamente na grade de todos os canais de televisão, com os seus apresentadores patológicos, a imprensa escrita expunha nas bancas de jornais aquelas folhas que, se amassadas, respingariam sangue. Hoje, a "imprensa séria" repete a receita, atraindo leitores com escândalos. Mas agora é a ação persecutória dos justiceiros da Ordem que fornece os temas: Garotinho é preso - o filho do presidente do TCU (o mesmo que armou arapuca contra Dilma) é propineiro - a mulher do Cunha vai ser interrogada (e possivelmente presa). Os nomes dos que estão sendo chamados à ordem só podem causar alegria, uma alegria quase debochada, de todos nós que os vimos em seus crimes impunemente. Mas vale a pena ter cuidado: o furor dos inquisidores é alimentado pelas chamas das fogueiras: elas não saciam a sede causada pelo ódio religioso, como a História conta.
16\11\16

o que não posso deixar passar... 
Um comentário que merece e precisa ser transcrito: "Como você conheceu a Marcela?", Essa é a pergunta-síntese da desintegração ética do jornalismo brasileiro.
Primeiro, porque é absolutamente irrelevante. O cara é considerado ilegítimo por imensa parcela da população (e É); sua vida romântica não importa. Como ele é um golpista abominado pela população - até mesmo por quem não gostava de Dilma -, não dá entrevistas e, assim, esta seria uma oportunidade ímpar para que jornalistas pudessem questioná-lo sobre a gravação do "ministro" Jucá no qual este planeja o golpe; sobre os 23 milhões de caixa 2 depositados na conta do "ministro" Serra; sobre o cheque de um milhão em seu próprio nome, e outros fatos etc. e tal.
"Ah, mas eles perguntaram sobre o cheque!". Não, eles TOCARAM NO ASSUNTO, o que é muitíssimo diferente. Questionar é fazer perguntas complementares, apontar as provas que desmentem a resposta e, principalmente, voltar ao assunto se o entrevistado tenta desviar o foco da conversa.
Em vez disso, os tais "jornalistas" (haja aspas pro Brasil de hoje) fizeram perguntas adolescentes ,parecia matéria para aquela revista:
CARAS (ainda existe?).



Enfim...
ANTHONY GAROTINHO nasceu no PT, transferindo-se em 1983 para o PDT, como afilhado político de Leonel Brizola, baseado no prestígio perigoso de radialista, construído com o "assistencialismo", arma cada vez mais usada pelos que contam com os meios de divulgação, associados a movimentos religiosos pentecostais. Em 2000 transferiu-se para o PSB, dois anos depois tendo se aventurado como candidato à Presidência da República, obtendo grande votação, prêmio concedido pelos evangélicos. Garotinho tratou de dar continuidade à sua carreira através da mulher Rosinha, elegendo-a governadora do Estado e fazendo-se seu secretário da segurança. Em 29 de maio de 2008, o ex-chefe de polícia de seu governo, o deputado Álvaro Lins, foi preso pela Polícia Federal em seu apartamento, tendo o MPF pedido o indiciamento de Garotinho por formação de quadrilha armada. Em agosto de 2010, Garotinho foi condenado por formação de quadrilha, junto ao ex-deputado estadual Álvaro Lins. A Justiça Federal aplicou uma pena de dois anos e meio de prisão, convertidos em serviços à comunidade e suspensão de direitos políticos. Álvaro Lins foi condenado a vinte e oito anos por formação de quadrilha armada, corrupção passiva e lavagem de bens. O TRE-RJ também cassou o mandato de Rosinha Garotinho, prefeita da cidade de Campos dos Goytacazes, por abuso do poder econômico.Entendeu que ela teria sido beneficiada por publicações e por programas favoráveis na rádio O Diário. A decisão tornou inelegíveis a prefeita, o ex-governador e mais três radialistas.
Garotinho prosseguiu, contribuindo para levar a política do Rio de Janeiro à condição de submundo da prostituição dos homens públicos. Para ele, política sempre foi mecanismo de troca de favores e obtenção de vantagens. Exemplo disso: ao não ser atendido pela Presidente Dilma, no pedido de cargo no Banco do Brasil, imediatamente transferiu a filha para o PSDB, de Alckmin e Aécio.
Segundo o juíz Glaucenir Silva de Oliveira, Garotinho comandava com "mão de ferro" um "verdadeiro esquema de corrupção eleitoral" em Campos dos Goytacazes,norte do Estado, cidade onde sua família formou um clã político. As palavras são do juiz Glaucenir Silva de Oliveira, da 100ª Zona Eleitoral, que assina a ordem de prisão preventiva contra o ex-chefe do Executivo fluminense. Na sentença, relata que os crimes foram cometidos por Garotinho e outros denunciados, como os vereadores Miguel Ribeiro Machado (PSL) e Ozéias Martins (PSDB) --estes,presos em 19 de outubro de 2016[26]--, e consistiam no cadastramento ilegal de membros do programa Cheque Cidadão. Em troca, os beneficiários prometiam votar nos candidatos que operavam o esquema.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

15\11\16
Viva a Proclamação da Republica!
Aprendi no colégio de uma forma bastante didática: "O Império caiu, minado pelas questões: religiosa, militar, a idade do Imperador, com uma morte que anunciava o poder a ser exercido por um francês (o Conde D'Eu), a libertação dos escravos." E...será que foi isso mesmo? Tudo indica que não. A República trouxe como única novidade a implantação de um regime federativo que dava amplo poder à nova classe dos cafeicultores. Eles não eram apenas fazendeiros de café. Tornaram-se cidadãos, banqueiros, construtores de estradas de ferro e de cidades interioranas. Tomaram o Poder da Corte, fazendo-se os "barões do café".Durante a República Velha, São Paulo e Minas, através de seus Partidos Republicanos (que eram estaduais), levaram o Brasil à dependência dos banqueiros ingleses, para que se mantivessem os lucros, garantidos por preços "defendidos" pelo Estado.
A "República Velha" consolidou o Estado Cartorial, aquele que, a pretexto de servir à Nação, serve, com a prática de pequenos e grandes favores, às elites. Para elas, não mais a casa grande, mas os palacetes assobradados; para o povo, não mais a senzala, mas os cortiços. Assim nasce e permanece a tal "REPUBLICA DAS BANANAS".

domingo, 13 de novembro de 2016

15\11\16
Fiquem sabendo... O Presidente da Frente Parlamentar da Silvicultura, deputado federal Newton Cardoso Jr (PMDB/MG) foi indicado pelo Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, relator do Projeto de Lei que regula a aquisição de terras brasileiras por estrangeiros (PL 2289/07). O governo de Michel Temer não se limita a desnacionalizar a Petrobrás. Ele e seus comparsas estão vendendo o território nacional, tomados de furor que faz inveja aos "meninos de FHC".
Cogitado para ocupar o Ministério da Defesa de Michel, Newton Cardoso Júnior é o herdeiro da história política de seu pai, Newton Cardoso, hoje posto à margem pela Lei da Ficha Limpa, depois de ter sido prefeito de Contagem, governador e senador. Exemplo gritante do indivíduo que faz polpitica para enriquecer: "Newton Cardoso, também conhecido como "Newtão" e "Trator" (Brumado, 22 de maio de 1938), é um político brasileiro. Foi prefeito de Contagem de 1973 a 1977, de 1983 a 1986 e de 1997 a 1998. Também foi deputado federal no período de 1979 a 1983, de 1995 a 1996 e de 2011 a 2014. Governou o estado de Minas Gerais de 1987 a 1991, e foi vice-governador de Minas Gerais de 1999 a 2003, no governo do Itamar Franco." Em 2009, o jornal O Globo de 19 de janeiro, denunciou que o patrimônio de Newton está avaliado entre 2,5 e 3 bilhões de reais, incluindo mais de 100 fazendas, aviões, imóveis, contas em paraísos fiscais e um hotel em Paris, o Residence des Halles. O valor é duzentas vezes maior que o declarado à Justiça Eleitoral durante sua campanha ao Senado três anos antes.
Newton Jr. (PMDB-MG) e seu pai, usaram empresas offshores abertas com a ajuda da Mossack Fonseca para compra de um helicóptero no valor de 1,9 milhão de dólares (cerca de 8 milhões de reais) e um flat em Londres ao custo de 1,2 milhão de libras (6,3 milhões em valores corrigidos).
O pai não cabe em si de tanta satisfação. "Meus eleitores me cobravam um sucessor", diz ele. Não à toa, o município em que o Júnior mais recebeu votos (20%) foi Contagem, berço da carreira política do patriarca. Outra base eleitoral é o Centro-­Oeste, onde se encontra parte do conglomerado empresarial da família. Newtão pai é um homem riquíssimo. Durante o processo de separação de Maria Lúcia, a ex-mulher estimou sua fortuna em 2,5 bilhões de reais. Mas o próprio ex-governador ressaltou, em 2009, que seu patrimônio era ainda maior, incluindo 145 fazendas e 150 carros. O filho declarou ao Tribunal Superior Eleitoral bens no valor de 1,7 milhão de reais.
Rodrigo Maia, aquele mesmo que foi posto na Presidência da Câmara Federal com votos do PT, tem o bom-sendo de escolher um bandido para preparar toda crise que o PMDB pretende, loteando o Brasil.
13\11\16
CRÔNICA DA MORTE ANTECIPADA:
o cheque nominal para Miguel Temer, o "mequetrefe" que não será defenestrado e nem punido. Nos primeiros dias do janeiro próximo, o seu "republicanismo" o conduzirá à renúncia, pelo bem da Pátria: "se é para felicidade e o bem de todos, digam ao povo que sai para fora: FORA TEMER."
De acordo com Otávio Azevedo, ex-presidente da empreiteira, o repasse de 1 milhão, em 10 de julho de 2014, refere-se ao acerto de propina por acordos firmados da empresa com o Governo. O empreiteiro também ficou em uma situação delicada, uma vez que o cheque em nome de Temer, contradiz um de seus depoimentos prestados à Justiça, em setembro. Na época, afirmou que o montante equivalia a uma propina de 1% de contratos, e que a doação teria sido feita ao diretório nacional do PT, e não ao peemedebista. Mentiu.



Queimar uma criança...como assim? É a essência irracional e perversa praticada por seres humanos.
A tolerância para com a violência de pistoleiros contratados pelo "senhores das terras" explica. E basta! Bandidos são feitos senadores da República: Caiado de Castro não é um só. Existem algumas/muitas dezenas deles, comandando o Centro-Oeste, o Norte e o Nordeste. Os índios, crianças, adultos, velhos, uma etnia vai sendo consumida, para que exportemos soja, carne e madeira. Malditos sejam.
E as “pessoas de bem” e bem informadas acreditam que existe “muita terra para pouco índio” e, principalmente: o progresso no campo é o agronegócio. Que modernos são a CNA e a Kátia Abreu(não devemos esquecer)


---------------

Colocando o dedo na ferida: tropa não avança, não espanca e nem mata, se não tiver o "estímulo" que a drogue. Isso é tão velho quanto a sombra nefasta da guerra. “O fato de a Blitzkrieg ser movida a drogas não é tão surpreendente. Todos os exércitos usaram drogas para estimular seus combatentes, eliminar o medo e o cansaço e conseguir mais rendimento, mas a Wehrmacht,solicitando aos laboratórios 35 milhões de comprimidos, foi a primeira força armada do mundo que usou uma droga química tão generalizada. Começava uma nova forma de fazer guerra”.
A PM, em São Paulo, primeira no número de espancamentos do povo e dos jovens, está plagiando a violência demente do nazismo.
O que vocês pensam sobre ...?


-------------------
Notícia intrigante: "Delatores que omitiram informações, propositalmente ou não(para a Operação Lava Jato) serão convidados a depor novamente nas próximas semanas. Entre eles,representantes das empreiteiras Camargo Correa, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez que deixaram de detalhar supostos esquemas de propina pagos para tocarem obras de responsabilidade dos Governos de São Paulo e de Minas Gerais quando eram administrados pelo PSDB. Obras realizadas nos Governos paulistas deJosé Serra, Geraldo Alckmin e no mineiro de Aécio Neves estariam na mira dos investigadores".
Como todos sabem, os "procuradores da República" são homens de muita fé, ledores assíduos da Santa Bíblia. Identificaram LULA como encarnação do DEMO e pretendem conduzi-lo às profundezas do mundo das trevas. Mas, e se vão tomando gosto pela fama, pelo dinheiro e pelo poder? Punirão de fato os que os criaram e financiaram? Atacarão agora os gentis-homens do PSDB? E, uma vez todos destruídos, o que esses anjos vindos do céus farão? Tomarão o PODER! Preparemo-nos.
Eu guardo apenas o meu velho "bacamarte"...

------------
Michel Pequeno é honrado com a visita do presidente da Shell, que veio ao Brasil para receber as chaves da Nação. Afinal, o País é o País do Carnaval e Michel é o seu Pequeno Rei Momo. As declarações do homem da Concha foram praticamente um agradecimento ao governo Temer por abrir o mercado do pré-sal, grande riqueza do País, o que beneficia diretamente as multinacionais estrangeiras como a Shell. Ben van Beurden anunciou ainda que a petrolífera vai investir US$ 10 bilhões no Brasil ao longo dos próximos quatro anos. O anúncio é feito imediatamente após a aprovação, pelo Congresso Nacional, das mudanças nas regras de exploração do pré-sal.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

11\11\16
Lula deva agir assim, não resta qualquer dúvida,nenhuma crítica. Porém, uma dúvida: Lula é caluniado e difamado diariamente pela imprensa, vítima de vazamentos dirigidos do Ministério Público, da Polícia Federal e da Justiça Federal. Por que só agora, contra Delcidio ? E a Veja, a Globo? A escolha foi por sorteio?

------------------------

O projeto de "entrega da Petrobrás" vai cumprir a formalidade de sanção presidencial. Há nessa triste história um capítulo tenebroso: o projeto que altera as regras do jogo,e proposta inicial de Jose Serra, é o texto negociado por Dilma Rousseff com o senador Jucá.
Será que não merecemos uma explicação aceitável para essa manobra ?

-----------------------------

O que começou mal tende a acabar pior... sexta-feira, 11, segundo dia de reunião do Diretório Nacional do PT em SP. Enquanto o País arde na sua maior crise institucional da década, o PT se reúne para um pique-nique burocrático-burocratizante, e isso no dia 11 de novembro: data escolhida para a greve geral de protesto contra o "golpe de estado" que exaltou Michel Temer. Lula quer consenso, Rui Falcão, acompanhado por figuras totalmente desconhecidas,os deputados federais Enio Verri (PT-PR) e José Guimarães (PT-CE). comparecem para o debate... Onde,no Itaquerão? Não; em um hotel. Quem sabe, alguma alma nobre tenha se lembrado de decorar o lobby desse estabelecimento com um busto de Stalin,
LULA NÃO SOUBE SER O CAVALO DE TRÓIA- 11\11\2016 Pouco tempo depois de construída e inaugurada, Brasília foi ocupado pela Ditadura que, preocupada em preservar-se, tratou de isolar-se na NovaCap, dando início à construção de uma muralha que a defendesse e para isso usando da censura que permitia ao mesmo tempo a negação da verdade e a criação de uma ficção. Os senhores de Brasília, os militares e os civis, asseguraram-se com a impunidade dos que são postos acima de qualquer suspeita e de qualquer lei. Com o passar das décadas, e nascendo uma "democracia consentida", em grande parte projeto de Golbery do Couto e Silva, a "abertura lenta e gradual", a censura já não se fazia necessária, pois a imprensa, feita e moldada como empresa fortalecida à sombra do Poder, e por coincidência de interesses, prosseguiu a obra de prestigitação, ocultando a verdade, para poder mostrar as delícias da mentira. Foi assim que a muralha protetora dos senhores do Poder foi aumentada e fortificada: fori muri, o Brasil de verdade; intra muri, a fantasia criada pela imaginação mentirosa. A mendacidade tornou-se a defesa dos políticos & associados que manipularam a lei e a ordem, cumprindo o projeto que pretendeu fazer do Brasil uma periferia modernoza de um mundo globalizado pelas regras do neoliberalismo. Luis Inácio LULA da Silva surgiu em 1975, pondo-se como comandante de um movimento sindical novo, isso é, desvinculado por completo do sindicato criado à sombra do Estado, descompromissado politicamente. Para ele, "os sindicatos existem para defender os seus associados, e não para fazer política; os operários têm os seus interesses e os interesses dos políticos e dos estudantes são outros; o objetivo é lutar por condições de vida melhores, sendo necessário acabar com o “confisco salarial”. "Não podemos ficar parados, esperando que alguém venha cuidar de nossos problemas. Ninguém quer resolve-los. Quem vai resolver os problemas é a própria classe.” O jovem Lula encantou ao velho jornalista Ruy Mesquita: “Os estudantes estão corretos em realizar os seus movimentos, mas dentro das universidades. Não concebo a ideia de os estudantes realizarem seu movimento dentro da classe operária. Os desejos não combinam, as ambições são outras, mesmo porque o estudante mantém o idealismo por quatro anos, depois passa a explorar a classe operária. No passado, fomos usados pelo PTB. Agora, os resultados de 74 e 76 não tornam o MDB o nosso partido”. (essa entrevista, passagem do líder sindical à condição de figura pública de proporção nacional, foi publicada pela revista IstoÉ, edição de 17.08.1977). Não muito tempo depois, em 1980, já orientado por uma visão menos simplista, ou "obreira", Lula criaria o Partido dos Trabalhadores. "O Partido dos Trabalhadores surge da necessidade sentida por milhões de brasileiros de intervir na vida social e política do país para transformá-la. A mais importante lição que o trabalhador brasileiro aprendeu em suas lutas é a de que a democracia é uma conquista que, finalmente, ou se constrói pelas suas mãos ou não virá." O PT nasceu com uma postura crítica ao reformismo dos partidos políticos social-democratas. Nas palavras do seu programa original: "As correntes social-democratas não apresentam, hoje, nenhuma perspectiva real de superação histórica do capitalismo imperialista". O PT foi de início um partido de ideologia "obreirista", logo depois citicada pelos intelectuais que participaram de sua criação, e pelos políticos profissionais, vários deles vindos do mundo da "política esudantil", objetivando assumir o poder, o comando político do País, sob a liderança de Jose Dirceu. O PT dobrou rapidamente a sua bancada de deputados federais, subindo de 8 para 16. Esses congressistas integrariam a Assembleia Nacional Constituinte de 1987, apesar de terem se posicionado pela formação de constituinte exclusiva. Dentre esses deputados se encontrava Luiz Inácio Lula da Silva, eleito com a maior votação para o cargo, em termos nominais, com 650 mil votos. Ele foi o único a criticar a "Constituição Cidadã", reconhecendo nela a consoliação dos pilares que tinham sustentado a ditadura civil-militar de 1964. E a identificação do Partido com o povo, levando ao crescimento expressivo, encaminhou naturalmente Lula para a Presidência da República, conquistada depois das derrotas eleitorais para Collor de Melo e FHC. Em 2002, o Partido chegava, pela primeira vez, à Presidência da República e Luiz Inácio Lula da Silva também foi o primeiro sindicalista a atingir o posto. No mesmo ano, elegeu Aloizio Mercadante senador da República com a maior votação já registrada para o cargo no país até então. Ao todo, foram dez senadores eleitos: Rio Grande do Sul Paulo Paim, Santa Catarina Ideli Salvatti, Paraná Flávio Arns, Pará Ana Júlia Carepa, Acre Marina Silva, São Paulo Aloizio Mercadante, Mato Grosso do Sul Delcídio do Amaral, Mato Grosso Serys Slhessarenko, Rondônia Fátima Cleide e Distrito Federal (Brasil) Cristovam Buarque. O partido formava maioria na Câmara, elegendo 91 deputados federais, a maior bancada que já elegeu:79 deputados. Assim garantia, no ano seguinte, a vitória de João Paulo Cunha como Presidente do Congresso Nacional. A eleição de Lula o levou para o coração do Poder, em Brasília. Ele seria o "cavalo de Tróia", a penetrar por aquela muralha, abrindo-a à tomada do Poder pelo e para o povo. Não foi! Assumindo a Presidência, Lula enfatizou com toda razão que estava recebendo uma "herança maldita". O Brasil deixado por FHC vivia a presença do fantasma do desemprego e da inflação em alta, num quadro de recessão econômica agravada por desequilíbrios estruturais mais do que graves. Mas a acusação não mereceu detalhes e nem a identificação dos culpados. O Presidente assumia com limitações muito sérias ao seu poder, Celso Furtado acusou isso, o ocupante do cargo maior da República obrigado a concessões e negociações. FHC não só não foi inculpado, ou ao menos hostilizado, mas recebeu deferências, como os elogios nos seus 80 anos, comemorados em honra de um "grande brasileiro". O partido, uma vez no poder, adaptou-se à lógica da economia capitalista como um todo e a uma política econômica bastante ortodoxa. E não se trata, aqui, apenas da Presidência da República: já na década de 1990, prefeitos petistas como o futuro Ministro da Fazenda Antônio Palocci adotavam políticas de governo de tipo neoliberal (privatizações, cortes drásticos de gastos públicos) que em pouco distinguiam-se das propostas por seus análogos do PSDB ou dos Democratas (antigo PFL). Em julho de 2006, o próprio presidente Lula se declarou distante da esquerda, admitindo que em um eventual segundo mandato prosseguiria com políticas conservadoras. O que fez de Lula o Presidente excepcional, reconhecido assim pelo Mundo? Um resumo pode ser contido em dois pontos: 1. A vitória brilhante na luta contra a miséria e a pobreza, com os programas sociais que implantou, sem preocupar-se com críticas ou restrições. Para milhões de brasileiros Lula transformou o "Cabo das Tormentas" em "Cabo da Boa Esperança". 2. a adfirmação e reafirmação da dignidade do Brasil como Nação independente, livrando-o da tutela absoluta a que os governos FHC tinham criado. Para obter sucesso e aceitação, Lula contou com as condições do mercado internacional, extraordinariamente favoráveis para os exportadores de produtos primários. E, com a presença de Palocci no Ministério da Fazenda e de Henrique Meirelles no Banco Central, acenou sua bandeira-branca ao sistema fiinanceiro, que se deu por bem atendido e satisfeito. Por último, mas não o menos importante, Lula contou com as simpatias de Obama, para quem "ele é o homem". Pode-se dizer e provar que, no PT, o trabalho ideológico-teórico sempre foi levado à reboque das origens concretas do partido. Lula não se preocupou em nenhum momento em construir e propor uma "ideologia". O velho metalúrgico aceitou as limitações do pragmatismo: quero que todo brasileiro tenha três refeições por dia, que tenha onde morar e possa educar seus filhos, fazendo-os doutores. E foi por aí que, durante os oito anos de governo de Lula, o Brasil não teve definido, proposto e perseguido um projeto. A integração do Brasil no sistema econômico-financeiro internacional, montado durante o período FHC, foi conservado quase que integralmente. Exceção mais expressiva: o empenho no fortalecimento da Petrobrás, base para incentivo da indústria nacional, especialmente o segmento da construção naval, e cavendo a ela gerar os recursos para que se viabilizassem os programas sociais. No mais, não preoupou a Lula a manutenção e fortalecimento do modelo agrário-exportador, completado com a exportação do minério de ferro. Seus oito anos de governo não alteraram o regime de apropriação da terra, nem as condições e trabalho, nas fábricas, no setor terciário e no sistema financeiro. Não mreceram atenção maior as necessidades de reforma política e de reforma tributária. Enfim, a burocracia do Estado, a sua máquina administrativa, não se aperfeiçoou em nada, permitindo-se que se operasse, mais do que nunca, um Estado Cartorial. Lula atravessou as "muralhas" de Brasília, mas o seu "cavalo" tinha o ventre vazio, ou quase isso. De dentro dele, saiu a figura temerária de Jose Dirceu, que se empenhou na viablização política do novo governo, negociando, fazendo alianças, aproximando-se cada vez mais daquela herança da Ditadura, o chamado "centrão", sedento e aético. Os aliados, que se pretendeu, não que ajudassem na abertura das portas do Poder ao povo, mas na conquista do poder, esses seriam recrutados intra muri. O erro notável de estratégia não foi detectado. Quando se criou o escândalo maléfico do chamado "mensalão", como primeiro passo para a destruição do "cavalo de Tróia", Lula optou pelo silêncio. Dirceu e vários outros companheiros de partido, os poucos que tinham aportado no ventre do "cavalo", foram objeto de uma Justiça infame, mas não foram defendidos. E assim Lula e o PT começavam a ser identificados para o povo como símbolos da corrupção: quando se deram conta do que acontecia, estavam aprisionados pelas muralhas de Brasília e as portas não seriam definitivamente abertas. Lula buscou sempre a negociação com os que via como adversários políticos, mas que sempre foram seus inimigos mortais. E Lula acabou por mostrar-se um negociador extremamente inábil e crédulo: não planejou sair de Brasília e voltar ao povo, refazendo a sua proposta política, o que implicaria em reassumir a agressividade do velho líder sindical. E, se imaginado o "cavalo" invasor como sendo o próprio PT, será preciso reconhecer que ele aceitou até mesmo a sua desfiguração, fazendo-o, de instrumento de "guerra", em máquina burocrática, a ser alimentada pelos frutos do poder exercido. Foi ainda e tão só o carisma de Lula que permitiu sua reeleição e por duas vezes a de Dilma Rousseff. O preço que foi pago por isso? A autoconfiança desmedida: a vitória de Dilma, prevista para um primeiro turno, acabou-se decidida em "olho mecânico", vitória por focinho, vantagem obtida no último segundo. As proporções do desgaste, mostrado pelas urnas em 2014, era apavorante, mas não o suficiente para que preocupasse: o Congresso de Salvador, a crise do Governo Dilma II já deflagrada, naquele momento por ela mesma, ainda sem a atuação direta e diabólica dos golpistas. Em última instância, a vitória de 2014 tornou-se a vitória de Pirro. Admitamos o inevitavelmente evidente: Dilma Rousseff elegeu-se com o programa Guido Mântega, para governar com o bancário Levy, promovendo a política econômica que havia sido a proposta básica de Aécio Neves. O PT, nem Lula e nem ninguém, contrariou o erro elementar, de resultados inevitáveis, as objeções tendo sido as que foram formuladas por economistas, que não estavam na linha decisõria do governo. A desculpa apresentada, a "crise internacional" e queda de preços das exportações brasileiras, isso não só era previsível, como já começava a acontecer em vésperas da eleição. Aquilo que os golpistas passaram a denominar como "estelionato eleitoral", sem a má-fé que se atribuiu ao caso, existiu, possivelmente um expediente de campanha eleitoral, que não foi nunca explicado, de forma a parecer, numa melhor hipótese, como incompetência. Foi quando Lula pediu paciência, como aquela que se tem para com a própria mãe... Providência de cautela elementar seria fazer ouvir ao que foi ministro, Guido Mântega.Lula e sua equipe e confiança aceitaram o modus vivendi que já havia marcado profundamente a vida dos brasileiros que viviam e vivem intra muri: o que não se deve fazer é radicalizar, negociemos e nos entendamos: nós aqui e o povo lá. O que dizer sobre as negociatas em torno da Petrobrás? Que elas sempre existiram, isso todos o sabemos, com a exceção compreensível e planejada do juiz Moro? Graça Foster, a mulher admirável que veio da favela para tornar-se a grande especialista na gestão do petróleo, não tinha ela conhecimento, nem suspeita do que se fazia ao lado dela? Dilma Rousseff, especialista na área, também não desconfiava? Ou foi impedida de desconfiar, para que não se desarranjassem os acordos e combinações? Os diretores da Petrobrás, indicados quase todos pelo PMDB de Renan Calheiros e José Sarney, dispensavam a auditagem do que faziam? Essas perguntas e muitas outras ficaram e estão sem resposta. Com a "Operação Lava-Jato", a má-fé habilidosa do juiz Moro enxovalhou o PT, Lula e Dilma. A imprensa divulgava e divulga à saciedade as aventuras e desventuras da "república de Curitiba", plágio daquela outra que se praticou no Galeão do brigadeiro Carlos Lacerda, o que o escriturário, o bancário, o taxista, a dona de casa e a doméstica ouvem pelas ondas da Jovem Pam e da Bandeirantes do Latifúndio. Um IBOPE muito apurado quantificou os resultados: as urnas de 2016 marginalizaram o PT. Mas os sectários estão ainda convencidos na saída sebastianisita: LULA 2018. Para que fosse possível à elites da casa grande a retomada do poder perdido, foi de importância fundamental o controle que souberam obter do Poder Judiciário. A incompetência do PT não foi mais gritante em nenhum outro momento: oito dos onze membros do STF, indicados pr Lula & Dilma, compuzeram o tribunal de exceção, pronto a executar o ódio mortal ao PT e tudo o que se possa identificar com ele. Mas não só: as eleições são hoje controladas por Gilmar Mendes, presidente do TSE, sem mais, exatamente ele, o amigo das intimidades de FHC. E o Tribunal de Contas da União afirma-se como entidade re-caracterizada, muito mais e muito maior do que a Constituição o fazia, ele também conduzido por petulantes iniimigos do Lula. O que foi tentado fazer, para que se impedisse a hecatombe? Nada de coisa alguma. Com uma única indicação, a de Gilmar Mendes, o PSDB de FHC manda e desmanda na Justiça do País de Macunaima. Uma vez bem posto intra muri, o PT não só houve por bem silenciar, mas juntou a isso uma alta vocação para a omissão. Faça-se uma listagem: 1. Omissão quanto à reforma agrária, que patinou durante os 8 anos de Lula e em seguida no governo Dilma; os posseiros e seus pistoleiros agiram com notável liberdade, inclusive contra os índios, sempre ameaçados, temendo perder a terra que sempre foi sua. O mesmo aconteceu com as demais reformas: a tributária, a administrativa, a política. A visão pobre do PT sobre a reforma politica, restringindo-se ao capítulo do financiamento de campanhas, numa postura ao mesmo tempo simplista e utilitarista, só veio a ser momentaneamente superada, quando Dilma Rousseff afirmou com toda razão que ela só se tornaria possível a partir de uma Constituinte. 2. Omissão na regulamentação da mídia, onde registraram-se duas etapas: com Lula, montou-se um projeto para a regulamentação, que foi se fazendo mais necessária a cada momento. Dilma Rousseff, em seguida, arquivou o projeto pronto, entendeu que "não é o momento" e tranquilizou a Globo e seus sequazes, afirmando que qualquer regulamentação jamais atingiria "o conteúdo". Ao mesmo tempo, as verbas de propaganda do Estado contnuaram a financiar o "sistema" que já não era um mecanismo e informação à opinião pública, mas uma máquina de "lavagem cerebral" serviço das elites e do sistema financeiro. 3. Omissão na defesa do meio-ambiente: não aconteceu apenas em Belo Monte, mas nos olhos fechados para o uso cada vez maior de defensivos químicos e de sementes transgênicas - o caso mais exemplar: a autorização de plantio de "eucalíptos transgênicos". A presidente Dilma contrariou a iniciativa que pretendeu proibir a fabricação do pó-de-amianto, o que já acontece em todo o mundo, preservando os lucros dos exportadores nacionais. 4. Omissão na restrição aos crimes cometidos contra o povo brasileiro por seitas pentecostais: as novas igrejas, massificadoras e exploradoras do povo, foram deixadas em paz ou mesmo prestigiadas, como na lastimável inauguração do "templo de Salomão" do bispo Edir Macedo, honrada com a presença da Presidência da República. e Crivalla prepara-se para assumir a cidade do Rio de Janeiro, no passado tendo o apoio de luta ao candidatar-se ao senado, fazendo-se em seguida ministro de Dilma. O povo brasileiro, empobrecido na sua expressão cultural, distorcida e anulada pela TV, passou a ser inoculado com o germe de um fanatismo tosco e tendente à violência. 5. Omissão e subserviência na definição de descaminhos para a Petrobrás. Sem prejuízo das constantes alegações, em defesa da empresa estatal, a presdienta Dilma Rousseff negociou com o grupo Serra, no caso representado pelo senador Jucá, o projeto de lei que ainda tramita, mas que o governo da Ditadura anrecipou, passando a fatiar a exploração do pré-sal. 6. Omissão no trato das badernas e agressões praticadas em 2013 e durante a Copa do Mundo. Numa atitude acovardada, negociou-se com o PSDB uma lei "anti-terrorismo" descabidamente violenta e que será de utilidade maior para a Ditadura. Enfim, e já em estágio terminal a "democracia consentida", aquela que foi permitida pelas elites em 1985, aprontado e com execução encaminhada o "golpe parlamentar", Dilma Rousseff acenou para a possibilidade de um "plebiscito" sobre a convocação antecipada e eleições, uma proposta de iviabilidade infantil, enquanto Lula imaginava um poder de convencimento a ser exercido junto aos deputados que promoviam a orgia dos votos SIM, para incriminação e deposição da Presidenta. Não se negue a competência ardilosa das elites, preparando um golpe que ficou decidido e sem ponto-de-retorno a partir da regulamentação do pré-sal, feita em termos competentes e que contrariavam os interesses da "máfia do petróleo", mas atenta ao Brasil, nas suas necessidades de educação e saúde. Mas tudo se tornou mais fácil, rápido e eficiente, graças às incompetências do PT. Lula invadiu sim as muralhas de Brasília, mas perdeu-se na vida e nas práticas das gentes que encontrou no intra-muri. A necessidade de exames de consciência, confissão, atos de contrição, seguidos de sincero arrpendimento estão sendo propostos desde o Congresso de Salvador. Não há sinais de que isso acontecerá. Lula está preocupado, não com o povo, mas com a bancada do PT. Para que serve essa bancada? Ou, melhor ainda, a quem serve essa bancada? Lula já admitiu que não fala ao povo. Seria mprescindível que ele admitisse a necessidade imperiosa de deixar Brasília e voltar ao convívio, no espaço que está no extra muri, pois que só lá ele se encontrará com o seu povo. E que se lembre: Moisés também deixou o seu povo e subiu à montanha para dialogar com o seu deus; ao voltar, encontrando esse povo a dançar e a cantar em honra do "bezerro de ouro", ele rasgou as vestes, praguejou e determinou a morte de muitos. Moisés não estava disposto a dialogar.