quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A China monopoliza as atenções, uma nova versão, em tamanho muito aumentado, do milagre japonês. Exaltar os seus sucessos é desnecessário, mas, pensando-se no que ela representará no Mundo do século atual, também será preciso pensar: por quanto tempo? Um povo escravizado, existindo apenas para ser fator de produção? Não será possível acreditar em nada mais do que um "admirável mundo novo". Quanto às suas relações com o Brasil, não se pode esquecer o quanto está enraizado em nosso País um modelo econômico desastroso, que vai se reduzindo ao papel de exportador de produtos primários, enquanto o esforço de industrialização, intensificado a partir da década de 1950, foi lançado às profundezas do oceano. Será preciso começar de novo, com uma mudança radical do modelo político que se baseia hoje no que merece ser definido como "democracia consentida", sob tutela das elites e do sistema financeiro internacional.

A partir de agora as remessas ao exterior para pagamento de serviços de viagens de turismo, negócios e missões oficiais passam a ser tributadas pelo Imposto de Renda em 25%. Antes isentas. Daí a indignação de todos que viajam habitualmente à Miami e outros espaços "diferenciados". Para os adeptos do neoliberalismo essa taxação é altamente discriminatória, pois não atinge as viagens de estudos e pesquisas. Os fãs de Roberto Carlos, cantor dos cruzeiros marítimos, encarecidos em 25%, estão indignados, vendo nisso um ato de retaliação de Chico Buarque, (quem sabe?) invejoso do sucesso eterno do menino da velha-jovem guarda.