quinta-feira, 10 de março de 2016

11\03\2016
TEXTO "EM BUSCA DA VERDADE PERDIDA As ações da Polícia Federal são batizadas com nomes simples e de fácil memorização. E eis que surge a Operação Aletheia, como exceção. Simploriamente traduzida aletheia por verdade, ela não se dirige ao povo, mas claramente àqueles que a desejam, patrocinam e saboreiam. Antes de colher seus frutos, ela oferece o seu sumo: ela está programada para a destruição de Lula, uma solução mais compatível com a sensibilidade das elites. Haveria (ou há, como alerta Mino Carta) o caminho mais objetivo, mais rápido e imune a atos protelatórios, defesas e recursos jurídicos: o assassinato, promovido por um revoltado a quem se ofereça compensação ilusória, plágio do que já algumas vezes se cometeu nos Estados Unidos. Como tem dito e repetido a Presidência da República, a liberdade reconhecida à Polícia Federal e à Justiça Federal terá sido obra dos governos petistas, que rejeitaram sempre a prática da omissão, do limpar a sala-de-visitas, pondo-se a sujeira nas gavetas. Com que olhos Dilma Rousseff enxerga isso? Policiais e procuradores, cada um em sua esfera de ação, não se pouparam nunca do trabalho de esconder seus propósitos, animados por um ódio profundo ao "populismo" petista. Como isso não foi enxergado, tão evidente e cada vez mais proclamado em alto e bom som? A operação desencadeada em 4 de março definitivamente tornou ridícula qualquer tentativa para esconder-se a aletheia: a República de Moro pretende a cabeça de Lula, para atender àquilo que é desejado por todos os que têm na mídia, capitaneada pela Globo, o seu legítimo porta-voz. O Estado de Direito foi violentado por um simples juiz de primeira instância, mas o estupro foi aceito e assimilado. Ou, melhor dizendo, não foi percebido por uma maioria de cidadãos devidamente lobotomizados. Moro não foi procipitado. Muito foi feito para que o seu ato pudesse ser tomado como atitude de alguém dotado de sanidade mental. A condução sob vara de Lula, para depoimento, se não foi planejada como primeiro momento de uma operação mais violenta, já em si foi ato premeditado e inaceitável. Mas motivou o que? Além das delcarações de protesto de Lula, acompanhado pela indignação de Dilma Rousseff, mais o pronunciamento de um Ministro do STF e de alguns poucos advogados. As jusificativas apresentadas pelo autor da façanha não foram menos do que ridículas, maso silêncio as torna aceitáveis, ao menos para muitos. Nesse momento, vivem-se contatos e reuniões políticas, em tese feitos com o objetivo de dar-se solução a uma crise que está se avolumando e poderá atingir sue ponto mais alto com a prisão de Lula, objetivo evidente da Polícia Federal. Notícias sobre esses atos de emergência são até agora poucos e contraditórios. A grande mídia opta pelo silêncio. E os meios "alternativos" de comunicação começam a ser levados pelo pânico. Quem imaginou a hipótese de fazer de Lula um dos ministros de Dilma Rousseff, o que significaria a aceitação, não de culpa, mas do medo e da impotência. Sem mais detalhes, pode-se perguntar: o que se faria com o conjunto de críticas de Lula à politica econômica do Governo? Ela seria alterada? Sabe-se que não, o que é suficiente para que a hipótese seja posta na sua nudêz, no caso impudica. Confirmada a impotência, diante do poder totalitário da Justiça Federal, caberia a Lula impedir a consumação do ato de vontade das elites raivosas, a sua prisão. Não seria uma prisão política? Sim, claramente. Fica ele a possiibilidade de solicitação de asilo diplomático, podendo assim levar ao conhecimento da comunidade das Nações sobre a ação ilegítima de um órgão quer pertenceu ao Poder Judiciário, até sua opção por fazer-se instrumento de interesses econômicos. Um roteiro bem traçado vai ficando claro e permite que se identifique qual a aletheia buscada: a realidade dura e triste da entrega do petróleo brasileiro à Máfia, que controla mundialmente esse mercado. O projeto, proposto pelo próprio Governo, e aprovado no Senado, deverá ter a aprovação por maioria expressiva da Câmara dos Deputados, devendo ser em seguida sancionado por quem teve a iniciativa dele. Segundo ato, já sendo ensaiado: propõe-se a mudança de regime, do Presidencialismo para o Parlamentarismo de oportunismo. Aprovado esse, será o Congresso o poder que mudará todo o sistema de exploração do pré-sal, como primeiro quadro a ser encenado, que isso é o mais urgente. Quem se oporá a esse tipo de golpe, repetição do que foi feito em 1961, com João Goulart? Jango aceitou e Dilma aceitará! Alguma voz para opor-se? Não. No passado já remoto houve a voz de Leonel Brizola. E hoje que voz teríamos? O parlamentarismo desejado pelo PSDB, já abençoado por FHC, seria uma obra precária de engenharia politica, tanto quanto o foi o parido em 1961. A inquietação das elites, com a possibilidade de Jango assumir a Presidência, movimentou os líderes políticos e o Congresso. Nos bastidores, trabalharam intensamente na busca de uma solução para a crise nomes como o senador Amaral Peixoto, que presidia o maior partido, o PSD; os também pessedistas deputados Tancredo Neves, Ulysses Guimarães, José Maria Alkmin, Martins Rodrigues e Nelson Carneiro; os petebistas Almino Afonso e San Tiago Dantas e o senador Afonso Arinos, da UDN. Esse quadro lembra por acaso a reunião promovida com Lula nos primeiros dias dessa semana? O país tomou conhecimento das manifestações feitas pelos chefes das Forças Armadas nos dias 28 e 30, divulgadas à saciedade pela imprensa. Mas surgiu a voz de Leonel Brizola, com a Campanha da Legalidade, apoiando Jango e exigindo a sua posse, sem a redução de poderes que se negociava, contando com o apoio gaúcho e de outros Estados, contingentes militares e lideranças sindicais. Pateticamente, microfone à mão, a outra empunhando metralhadora, a sua voz dizia: "Não nos submeteremos a nenhum golpe. Que nos esmaguem. Que nos destruam. Que nos chacinem nesse Palácio. Chacinado estará o Brasil com a imposição de uma ditadura contra a vontade de seu povo (...). Resistiremos até o fim. A morte é melhor do que a vida sem honra, sem dignidade e sem glória. Podem atirar. Que decolem os jatos. Que atirem os armamentos que tiverem comprado à custa da fome e do sacrifício do povo. Já fomos dominados pelos trustes e monopólios norte-americanos. Estaremos aqui para morrer, se necessário. Um dia, nossos filhos e irmãos farão a independência de nosso povo". João Goulart aceitou o parlamentarismo e tratou de brigar pela sua rejeição, obtendo-a em 1963. Seu governo foi um governo de negociação, na tentativa de convencimento dos que se opuzeram a ele, no Brasil e nos Estados Unidos. O discurso de 13 de março, na Central do Brasil, foi o ato de desespero último, diiante do poder massacrante dos que queriam a sua queda. Os ventos que sopram hoje nos sugerem que teremos a repetição. A história não se repete, a não ser como pastiche? É o que estamos vivendo. Em 1961, Brizola foi vencido pelo "bom-senso" de Jango, aconselhado por Tancredo Neves. Em 2016 não temos Brizola, mas temos Jaques Wagner e muitos outros, incentivando a vocação consiliiadora de Lula. Assim que ele ceda, caminhando-se para o parlamentarismo de pastelão, a voz de Moro será calada e substuída pela de Jose Serra e Fernando Henrique Cardoso. Muito nos consolaria algum motivo de esperança. Onde ele está? Na aletheia?
11\03\2016 -texto

O PROER para os amigos do Príncipe O PROER - Programa de Estímulo à Reestruturação e Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional, criado por FHC, foi um divisor de águas: o antes, com um sistema financeiro formado por bancos familiares e de raízes regionais; e o depois, com a grande concentração que depois de ajustes e reajustes conduziu aos tempos atuais, do Bradesco e do Itau. Foi antes de tudo, todavia, o grande uso dos dinheiros públicos em benefício dos banqueiros amigos do Príncipe, de forma ampla e sistemática defensores do mundo anti-democrático da casa grande & senzala. O PROER consumiu, segundo a CEPAL, R$ 111,3 bilhões. Durante a Ditadura, os banqueiros usufruiram de maneira ilimitada da liberdade de usos e costumes, permitidos pela censura e pela violência policial. Depois de 1985, favorecidos pela inflação que chegaria às beiras da hiperinflação, especularam, desfizeram-se de qualquer pudor, mesmo o mercantil e tornaram-se temerários, um comportamento criminoso que acabou adotado por vários dos grandes bancos. Todo o sistema financeiro foi afetado e o PROER, longe de punir os aventureiros, propôs a eles uma notavel tábua de salvação, o PROER. Os bancos que não tinham salvação entraram em liquidação extrajudicial. Outros, com ativos como agências e clientes, foram vendidos. Aqueles liquidados foram divididos em dois pacotes, a parte "boa"era vendida, para que continjuasse a operar, enquanto a parte "podre" era assumida pelo Governo. Na época, sete instituições tiveram acesso às linhas de financiamento do programa: Banco Nacional, Banco Econômico, Bamerindus, Mercantil, Banorte, Pontual e Crefisul. Vinte anos depois do lançamento do Proer, dois dos sete bancos privados que receberam uma forte injeção de recursos públicos para não falirem e sofreram intervenção do Banco Central ainda têm uma dívida de R$24,1 bilhões com o governo federal. A família Magalhães Pinto foi, até o início dos anos 90, uma das mais ricas e poderosas do Brasil. Seu banco, o Nacional, era um dos maiores do país, com 1,2 milhão de clientes, quase 400 agências (incluindo pontos em Nova York e Miami) e mais de 40 000 funcionários. O patrocínio de Ayrton Senna deu ao Nacional um tmanho gigantesco. Pequenos e médios corretistas foram afetados com a bancarrota. Mas não os Magalhães Pinto. Por conta do grande número de viagens internacionais dos ex-controladores do Banco, a 1.ª Vara da Justiça Federal do Rio, onde foram julgados os processos criminais, teve de abrir um volume extra para registrar os pedidos de autorização de viagem. Desde novembro de 1996, os irmãos Magalhães Pinto e outros 14 ex-diretores do banco já encheram 500 páginas do volume. A vida nababescamente confortável da família a colocou nas colunas sociais do Rio de Janeiro, com as suas festas e exibição cinematográfica de luxo e riqueza. Os Magalhães Pinto – e toda a diretoria do Nacional – foram condenados em primeira instância pela Justiça Federal do Rio em fevereiro de 2002. Os filhos do fundador, com exceção de Ana Lúcia Magalhães Pinto, e mais um grupo de sete ex-executivos foram considerados culpados por formação de quadrilha e crime de colarinho-branco. Graças à constante interposição de recursos, evitaram a prisão. Em 2010 as condenações foram confirmadas. Os presos foram libertados, depois de terem sido presos pela Polícia Federal. Como último capítulo dessa novela escabrosa, os Magalhães Pinto imaginaram vender o que lhes restou no Banco Nacional a André Esteves, outro notável especulador financeiro, que teve como sócio o honorável Persio Arida, o antigo presidente do BNDES sob FHC, mas que foi preso, por obstar investigações da Polícia Federal na Operação Lava-Jato. André Esteves, beneficiado por medida do ministro Teori Zavascki, passou a cumprir pena em prisão domiciliar. O Banco Econômico pertencia ao baiano Angelo Calmon de Sá, que foi ministro de Geysel e de FHC. Foi ele o responsável pelo escândalo maior, dentro do imenso escândalo que foi o PROER. Os interventores do Banco Central encontraram em cofre de Calmon de Sá, na sua sala, na avenida Rio Branco, a relação dos políticos que receberam contribuições ilegais do Econômico nas eleições de 1990, o que ficou conhecido como escândalo da Pasta Rosa, em alusão à cor da pasta que continha documentos apreendidos no Econômico pelos interventores do Banco Central, no âmbito do Proer. Todos sabem do comprometimento de FHC com as manobras criminosas de Calmon de Sá. A crise da Pasta Rosa ficou tão grande que o poderoso Antônio Carlos Magalhães, o ACM, que comandava o PFL – principal partido da base aliada do PSDB no governo federal – ameaçou romper com o governo caso o Econômico não fosse ajudado. FHC estava totalmente comprometido, como consta no seu próprio diário, publicado mais recentemente pela Companhia das Letras: "A história da Pasta Rosa continua. O Serra na TV Manchete diz que quer que se revele o conteúdo dela. Parece que hoje pediu ao procurador para mostrar a sua parte, que é não é nada. Tudo isso gera ruído. O Antônio Carlos disparou contra o Loyola pela televisão, diz também que tem documentos que comprovam que Loyola recebeu dinheiro de consultorias [antes de ser presidente do BC], como se o Loyola fosse culpado.” Absolvido em 1ª instância pela Justiça Federal da Bahia, Calmon de Sá foi condenado em 2007 a 12 anos de prisão, que jamais cumpriu, acumulando recursos e a boa-vontade judicial. Calmon de Sá manteve sua boa vida, desfrutada num apartamento em Nova York, numa casa de veraneio na Ilha de Itaparica, na mansão e na lancha que tem em Salvador. Finalmente, e só em março de 2016 foi condenado. Recorrerá da decisão, enquanto passeia pelas colunas sociais de Salvador. Nunca foi incomodado pela Polícia Federal. A falência pura e simples do Banco Econômico, nao fosse o PROER, atingiria alguns milhões de clientes, entre eles a REDE GLOBO e boa parte de suas grandes estrelas. A reconstituição da história do PROER exemplifica de maneira notável o mecanismo de corrupção, praticada em alta escala, e envolvendo todos os escalões do Governo, contado com a colaboração da Justiça Federal. Magalhães Pinto e Ângelo Calmon de Sá foram notáveis da Ditadura brasileira. Sobreviveram ao fim dos anos de chumbo, prosseguindo na sua sanha, em busca de riqueza e hostentação. Em nenhum momento foram objeto de rejeição pelas elites puritanas, que hoje clamam por HONESTIDADE.
Não ainda-  texto

"EM BUSCA DA VERDADE PERDIDA As ações da Polícia Federal são batizadas com nomes simples e de fácil memorização. E eis que surge a Operação Aletheia, como exceção. Simploriamente traduzida aletheia por verdade, ela não se dirige ao povo, mas claramente àqueles que a desejam, patrocinam e saboreiam. Antes de colher seus frutos, ela oferece o seu sumo: ela está programada para a destruição de Lula, uma solução mais compatível com a sensibilidade das elites. Haveria (ou há, como alerta Mino Carta) o caminho mais objetivo, mais rápido e imune a atos protelatórios, defesas e recursos jurídicos: o assassinato, promovido por um revoltado a quem se ofereça compensação ilusória, plágio do que já algumas vezes se cometeu nos Estados Unidos. Como tem dito e repetido a Presidência da República, a liberdade reconhecida à Polícia Federal e à Justiça Federal terá sido obra dos governos petistas, que rejeitaram sempre a prática da omissão, do limpar a sala-de-visitas, pondo-se a sujeira nas gavetas. Com que olhos Dilma Rousseff enxerga isso? Policiais e procuradores, cada um em sua esfera de ação, não se pouparam nunca do trabalho de esconder seus propósitos, animados por um ódio profundo ao "populismo" petista. Como isso não foi enxergado, tão evidente e cada vez mais proclamado em alto e bom som? A operação desencadeada em 4 de março definitivamente tornou ridícula qualquer tentativa para esconder-se a aletheia: a República de Moro pretende a cabeça de Lula, para atender àquilo que é desejado por todos os que têm na mídia, capitaneada pela Globo, o seu legítimo porta-voz. O Estado de Direito foi violentado por um simples juiz de primeira instância, mas o estupro foi aceito e assimilado. Ou, melhor dizendo, não foi percebido por uma maioria de cidadãos devidamente lobotomizados. Moro não foi precipitado. Muito foi feito para que o seu ato pudesse ser tomado como atitude de alguém dotado de sanidade mental. A condução sob vara de Lula, para depoimento, se não foi planejada como primeiro momento de uma operação mais violenta, já em si foi ato premeditado e inaceitável. Mas motivou o que? Além das delcarações de protesto de Lula, acompanhado pela indignação de Dilma Rousseff, mais o pronunciamento de um Ministro do STF e de alguns poucos advogados. As jusificativas apresentadas pelo autor da façanha não foram menos do que ridículas, maso silêncio as torna aceitáveis, ao menos para muitos. Nesse momento, vivem-se contatos e reuniões políticas, em tese feitos com o objetivo de dar-se solução a uma crise que está se avolumando e poderá atingir sue ponto mais alto com a prisão de Lula, objetivo evidente da Polícia Federal. Notícias sobre esses atos de emergência são até agora poucos e contraditórios. A grande mídia opta pelo silêncio. E os meios "alternativos" de comunicação começam a ser levados pelo pânico. Quem imaginou a hipótese de fazer de Lula um dos ministros de Dilma Rousseff, o que significaria a aceitação, não de culpa, mas do medo e da impotência. Sem mais detalhes, pode-se perguntar: o que se faria com o conjunto de críticas de Lula à politica econômica do Governo? Ela seria alterada? Sabe-se que não, o que é suficiente para que a hipótese seja posta na sua nudêz, no caso impudica. Confirmada a impotência, diante do poder totalitário da Justiça Federal, caberia a Lula impedir a consumação do ato de vontade das elites raivosas, a sua prisão. Não seria uma prisão política? Sim, claramente. Fica ele a possiibilidade de solicitação de asilo diplomático, podendo assim levar ao conhecimento da comunidade das Nações sobre a ação ilegítima de um órgão quer pertenceu ao Poder Judiciário, até sua opção por fazer-se instrumento de interesses econômicos. Um roteiro bem traçado vai ficando claro e permite que se identifique qual a aletheia buscada: a realidade dura e triste da entrega do petróleo brasileiro à Máfia, que controla mundialmente esse mercado. O projeto, proposto pelo próprio Governo, e aprovado no Senado, deverá ter a aprovação por maioria expressiva da Câmara dos Deputados, devendo ser em seguida sancionado por quem teve a iniciativa dele. Segundo ato, já sendo ensaiado: propõe-se a mudança de regime, do Presidencialismo para o Parlamentarismo de oportunismo. Aprovado esse, será o Congresso o poder que mudará todo o sistema de exploração do pré-sal, como primeiro quadro a ser encenado, que isso é o mais urgente. Quem se oporá a esse tipo de golpe, repetição do que foi feito em 1961, com João Goulart? Jango aceitou e Dilma aceitará! Alguma voz para opor-se? Não. No passado já remoto houve a voz de Leonel Brizola. E hoje que voz teríamos? O parlamentarismo desejado pelo PSDB, já abençoado por FHC, seria uma obra precária de engenharia politica, tanto quanto o foi o parido em 1961. A inquietação das elites, com a possibilidade de Jango assumir a Presidência, movimentou os líderes políticos e o Congresso. Nos bastidores, trabalharam intensamente na busca de uma solução para a crise nomes como o senador Amaral Peixoto, que presidia o maior partido, o PSD; os também pessedistas deputados Tancredo Neves, Ulysses Guimarães, José Maria Alkmin, Martins Rodrigues e Nelson Carneiro; os petebistas Almino Afonso e San Tiago Dantas e o senador Afonso Arinos, da UDN. Esse quadro lembra por acaso a reunião promovida com Lula nos primeiros dias dessa semana? O país tomou conhecimento das manifestações feitas pelos chefes das Forças Armadas nos dias 28 e 30, divulgadas à saciedade pela imprensa. Mas surgiu a voz de Leonel Brizola, com a Campanha da Legalidade, apoiando Jango e exigindo a sua posse, sem a redução de poderes que se negociava, contando com o apoio gaúcho e de outros Estados, contingentes militares e lideranças sindicais. Pateticamente, microfone à mão, a outra empunhando metralhadora, a sua voz dizia: "Não nos submeteremos a nenhum golpe. Que nos esmaguem. Que nos destruam. Que nos chacinem nesse Palácio. Chacinado estará o Brasil com a imposição de uma ditadura contra a vontade de seu povo (...). Resistiremos até o fim. A morte é melhor do que a vida sem honra, sem dignidade e sem glória. Podem atirar. Que decolem os jatos. Que atirem os armamentos que tiverem comprado à custa da fome e do sacrifício do povo. Já fomos dominados pelos trustes e monopólios norte-americanos. Estaremos aqui para morrer, se necessário. Um dia, nossos filhos e irmãos farão a independência de nosso povo". João Goulart aceitou o parlamentarismo e tratou de brigar pela sua rejeição, obtendo-a em 1963. Seu governo foi um governo de negociação, na tentativa de convencimento dos que se opuzeram a ele, no Brasil e nos Estados Unidos. O discurso de 13 de março, na Central do Brasil, foi o ato de desespero último, diiante do poder massacrante dos que queriam a sua queda. Os ventos que sopram hoje nos sugerem que teremos a repetição. A história não se repete, a não ser como pastiche? É o que estamos vivendo. Em 1961, Brizola foi vencido pelo "bom-senso" de Jango, aconselhado por Tancredo Neves. Em 2016 não temos Brizola, mas temos Jaques Wagner e muitos outros, incentivando a vocação consiliiadora de Lula. Assim que ele ceda, caminhando-se para o parlamentarismo de pastelão, a voz de Moro será calada e substuída pela de Jose Serra e Fernando Henrique Cardoso. Muito nos consolaria algum motivo de esperança. Onde ele está? Na aletheia?
10\03\2016 postado FB

Já ouviram falar sobre o Banco Econômico e a "pasta rosa"?
A PASTA ROSA nos cofres de Calmon de Sá
O Banco Econômico pertencia ao baiano Angelo Calmon de Sá,foi ministro de Geysel e de FHC. Ele, o responsável pelo escândalo maior, dentro do outro,imenso: que foi o PROER. Os interventores do Banco Central encontraram no cofre de Calmon de Sá,em sua sala, na avenida Rio Branco, uma relação de políticos que receberam contribuições ilegais do Econômico nas eleições de 1990, conhecido então como:escândalo da Pasta Rosa, em alusão à cor da pasta que continha documentos. Todos sabem do comprometimento de FHC com as manobras criminosas de Calmon de Sá. Nessa lista estavam nomes de Luís Eduardo Magalhães, PFL/BA, José Serra, PSDB/SP, Francisco Dornelles, PPB/RJ, José Sarney, PMDB/AP e muitos outros, num total de 45 políticos.
A crise da Pasta Rosa ficou tão grande que o poderoso ACM, comandando o PFL – principal partido da base aliada do PSDB no governo federal – ameaçou romper com o governo caso o Econômico não fosse ajudado. FHC estava totalmente comprometido, como consta no seu próprio diário, publicado mais recentemente pela Companhia das Letras: "A História da Pasta Rosa continua. O Serra na TV Manchete diz que quer que se revele o conteúdo dela. Parece que hoje pediu ao procurador para mostrar a sua parte, que é não é nada. Tudo isso gera ruído. O Antônio Carlos disparou contra o Loyola pela televisão, diz também que tem documentos que comprovam que Loyola recebeu dinheiro de consultorias [antes de ser presidente do BC], como se o Loyola fosse culpado.”
(Maria Fernanda Arruda)

Não -- O procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, apelidado de "Engavetador-geral da Republica" pediu ao Supremo Tribunal Federal o arquivamento do processo sobre os políticos acusados de receber dinheiro de instituições financeiras para suas campanhas eleitorais, alegando falta de provas, e o STF acatou, cobrindo com um manto de mistério um dos maiores escândalos sobre financiamento de campanhas eleitorais da história recente do Brasil.
Mesmo assim, o banqueiro baiano continuou como réu, pelos muitos crimes financeiros cometidos. Graças aos seus advoogados e à conivência da Justiça Federal, e mesmo quando sistematicamente condenado, foi mantido livre, circulando pelas colunas sociais da capital vbaiana. Condenado nesta terça-feira (8), por unanimidade, Ângelo Calmon de Sá, recorrerá mais uma vez em liberdade. Afinal, ele tem muito mais do que um triplex no Guarujá, um barco de larta e dois pedalins: ele é um baiano branco, membro da elite dos banqueiros que sempre estiveram junto do PSDB e de FHC. A fraude do Banco Econômico é de R$ 13 bilhões, um valor inimaginável e pelo menos duas vezes maior que os R$ 6 bilhões estimados com o escândalo da Petrobras.
Não-

O PROER para os amigos do Príncipe O PROER - Programa de Estímulo à Reestruturação e Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional, criado por FHC, foi um divisor de águas: o antes, com um sistema financeiro formado por bancos familiares e de raízes regionais; e o depois, com a grande concentração que depois de ajustes e reajustes conduziu aos tempos atuais, do Bradesco e do Itau. Foi antes de tudo, todavia, o grande uso dos dinheiros públicos em benefício dos banqueiros amigos do Príncipe, de forma ampla e sistemática defensores do mundo anti-democrático da casa grande & senzala. O PROER consumiu, segundo a CEPAL, R$ 111,3 bilhões. Durante a Ditadura, os banqueiros usufruiram de maneira ilimitada da liberdade de usos e costumes, permitidos pela censura e pela violência policial. Depois de 1985, favorecidos pela inflação que chegaria às beiras da hiperinflação, especularam, desfizeram-se de qualquer pudor, mesmo o mercantil e tornaram-se temerários, um comportamento criminoso que acabou adotado por vários dos grandes bancos. Todo o sistema financeiro foi afetado e o PROER, longe de punir os aventureiros, propôs a eles uma notavel tábua de salvação, o PROER. Os bancos que não tinham salvação entraram em liquidação extrajudicial. Outros, com ativos como agências e clientes, foram vendidos. Aqueles liquidados foram divididos em dois pacotes, a parte "boa"era vendida, para que continjuasse a operar, enquanto a parte "podre" era assumida pelo Governo. Na época, sete instituições tiveram acesso às linhas de financiamento do programa: Banco Nacional, Banco Econômico, Bamerindus, Mercantil, Banorte, Pontual e Crefisul. Vinte anos depois do lançamento do Proer, dois dos sete bancos privados que receberam uma forte injeção de recursos públicos para não falirem e sofreram intervenção do Banco Central ainda têm uma dívida de R$24,1 bilhões com o governo federal. A família Magalhães Pinto foi, até o início dos anos 90, uma das mais ricas e poderosas do Brasil. Seu banco, o Nacional, era um dos maiores do país, com 1,2 milhão de clientes, quase 400 agências (incluindo pontos em Nova York e Miami) e mais de 40 000 funcionários. O patrocínio de Ayrton Senna deu ao Nacional um tmanho gigantesco. Pequenos e médios corretistas foram afetados com a bancarrota. Mas não os Magalhães Pinto. Por conta do grande número de viagens internacionais dos ex-controladores do Banco, a 1.ª Vara da Justiça Federal do Rio, onde foram julgados os processos criminais, teve de abrir um volume extra para registrar os pedidos de autorização de viagem. Desde novembro de 1996, os irmãos Magalhães Pinto e outros 14 ex-diretores do banco já encheram 500 páginas do volume. A vida nababescamente confortável da família a colocou nas colunas sociais do Rio de Janeiro, com as suas festas e exibição cinematográfica de luxo e riqueza. Os Magalhães Pinto – e toda a diretoria do Nacional – foram condenados em primeira instância pela Justiça Federal do Rio em fevereiro de 2002. Os filhos do fundador, com exceção de Ana Lúcia Magalhães Pinto, e mais um grupo de sete ex-executivos foram considerados culpados por formação de quadrilha e crime de colarinho-branco. Graças à constante interposição de recursos, evitaram a prisão. Em 2010 as condenações foram confirmadas. Os presos foram libertados, depois de terem sido presos pela Polícia Federal. Como último capítulo dessa novela escabrosa, os Magalhães Pinto imaginaram vender o que lhes restou no Banco Nacional a André Esteves, outro notável especulador financeiro, que teve como sócio o honorável Persio Arida, o antigo presidente do BNDES sob FHC, mas que foi preso, por obstar investigações da Polícia Federal na Operação Lava-Jato. André Esteves, beneficiado por medida do ministro Teori Zavascki, passou a cumprir pena em prisão domiciliar. O Banco Econômico pertencia ao baiano Angelo Calmon de Sá, que foi ministro de Geysel e de FHC. Foi ele o responsável pelo escândalo maior, dentro do imenso escândalo que foi o PROER. Os interventores do Banco Central encontraram em cofre de Calmon de Sá, na sua sala, na avenida Rio Branco, a relação dos políticos que receberam contribuições ilegais do Econômico nas eleições de 1990, o que ficou conhecido como escândalo da Pasta Rosa, em alusão à cor da pasta que continha documentos apreendidos no Econômico pelos interventores do Banco Central, no âmbito do Proer. Todos sabem do comprometimento de FHC com as manobras criminosas de Calmon de Sá. A crise da Pasta Rosa ficou tão grande que o poderoso Antônio Carlos Magalhães, o ACM, que comandava o PFL – principal partido da base aliada do PSDB no governo federal – ameaçou romper com o governo caso o Econômico não fosse ajudado. FHC estava totalmente comprometido, como consta no seu próprio diário, publicado mais recentemente pela Companhia das Letras: "A história da Pasta Rosa continua. O Serra na TV Manchete diz que quer que se revele o conteúdo dela. Parece que hoje pediu ao procurador para mostrar a sua parte, que é não é nada. Tudo isso gera ruído. O Antônio Carlos disparou contra o Loyola pela televisão, diz também que tem documentos que comprovam que Loyola recebeu dinheiro de consultorias [antes de ser presidente do BC], como se o Loyola fosse culpado.” Absolvido em 1ª instância pela Justiça Federal da Bahia, Calmon de Sá foi condenado em 2007 a 12 anos de prisão, que jamais cumpriu, acumulando recursos e a boa-vontade judicial. Calmon de Sá manteve sua boa vida, desfrutada num apartamento em Nova York, numa casa de veraneio na Ilha de Itaparica, na mansão e na lancha que tem em Salvador. Finalmente, e só em março de 2016 foi condenado. Recorrerá da decisão, enquanto passeia pelas colunas sociais de Salvador. Nunca foi incomodado pela Polícia Federal. A falência pura e simples do Banco Econômico, nao fosse o PROER, atingiria alguns milhões de clientes, entre eles a REDE GLOBO e boa parte de suas grandes estrelas. A reconstituição da história do PROER exemplifica de maneira notável o mecanismo de corrupção, praticada em alta escala, e envolvendo todos os escalões do Governo, contado com a colaboração da Justiça Federal. Magalhães Pinto e Ângelo Calmon de Sá foram notáveis da Ditadura brasileira. Sobreviveram ao fim dos anos de chumbo, prosseguindo na sua sanha, em busca de riqueza e hostentação. Em nenhum momento foram objeto de rejeição pelas elites puritanas, que hoje clamam por HONESTIDADE.
Nao 
O Proer demonstrou, já em 1996, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais.
Na época, sete instituições tiveram acesso às linhas de financiamento do programa: Banco Nacional, Banco Econômico, Bamerindus, Mercantil, Banorte, Pontual e Crefisul. O Banco Econômico, um dos maiores no Brasil, patrocinador de Ayrton Senna, pertencia ao baiano Angelo Calmon de Sá, que foi ministro de Geysel e de FHC. Foi ele o responsável pelo escândalo maior, dentro do imenso escândalo que foi o PROER. Os interventores do Banco Central encontraram em cofre de Calmon de Sá, na sua sala, na avenida Rio Branco, a relação dos políticos que receberam contribuições ilegais do Econômico nas eleições de 1990, o que ficou conhecido como escândalo da Pasta Rosa, em alusão à cor da pasta que continha documentos apreendidos no Econômico pelos interventores do Banco Central, no âmbito do Proer. A crise da Pasta Rosa ficou tão grande que o poderoso Antônio Carlos Magalhães, o ACM, que comandava o PFL – principal partido da base aliada do PSDB no governo federal – ameaçou romper com o governo caso o Econômico não fosse ajudado. FHC estava totalmente comprometido, como consta no seu próprio diário, publicado mais recentemente pela Companhia das Letras: "A história da Pasta Rosa continua. O Serra na TV Manchete diz que quer que se revele o conteúdo dela. Parece que hoje pediu ao procurador para mostrar a sua parte, que é não é nada. Tudo isso gera ruído. O Antônio Carlos disparou contra o Loyola pela televisão, diz também que tem documentos que comprovam que Loyola recebeu dinheiro de consultorias [antes de ser presidente do BC], como se o Loyola fosse culpado.” Absolvido em 1ª instância pela Justiça Federal da Bahia, Calmon de Sá foi condenado em 2007 a 12 anos de prisão, que jamais cumpriu, acumulando recursos e a boa-vontade judicial. Finalmente, em 8 de Março de 2016 foi condenado por unanimidade pelo STJ. Recorrerá da decisão, enquanto passeia pelas colunas sociais de Salvador. Nunca foi incomodado pela Polícia Federal. A falência pura e simples do Banco Econômico, nao fosse o PROER, atingiria alguns milhões de clientes, entre eles a REDE GLOBO e boa parte de suas grandes estrelas.