segunda-feira, 4 de julho de 2016

poema

A morte pra mim é branca.
As palavras que minha vó pronunciou....
os pedidos feitos por ela à muitos que aqui vinham visitá-la
e o comprometimento de cada um ante seus desejos.
Sua vida que costumava detalhar sempre que
sentada ao meu lado, no sofá, relembrava as alegrias do sítio...
a filharada , seu velho e admirado João, Majana e o cigarro de palha;
Até o dia que saímos para que fosse atendida num hospital
frio, silencioso,sem promessas ,desalmado,credenciado...
e ali soou o eco dos mais íntimos à toda minha agonia:
"O que será de mim agora...?
-Sua vó morreu!"

04\06\2016