sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Afinal, Camaradas,a descrição pormenorizada de "agressões" a Garotinho, ou sobre o tratamento extremamente duro a Sérgio Cabral, pretende o que? O apiedamento? 
Penso que o enfoque precisa ser outro: o que está sendo feito é o que se faz com "qualquer do povo", sem que se façam demonstrações, acusações, reclamos. E mais,o problema é outro: o uso político, o exibicionismo de um Judiciário que se transformou em tribunal de inquisição. Que os dois sejam processados, dentro dos princípios de um Estado de Direito.Que sejam provados os seus crimes, o que é tarefa fácil,e condenados com muita severidade.
O "mulekinho", perdão, Garotinho, destrava a língua e se expressou como bom religioso: "Levar é o cacete. Eu não vou. Isaías do Borel, tem um monte de preso lá que foi tudo eu que botei na cadeia. Estão doidos para me levar para lá para me matar. Sabe que quarta-feira eu tenho reunião com dr. (Rodrigo) Janot para entregar o resto da quadrilha. Isso tudo foi armado. Eu não vou". Renasce o radialista dramático. Lamentável,foi preso logo quando ia entregar a quadrilha? O que fazia ele antes disso? Dançava (com)a quadrilha! De qualquer forma, não é o que importa. O que cala no peito, essa dor, é a incompetência disforme de uma Justiça movida pelos ideais do fascismo evangélico. Um juiz que manda prender; uma autoridade superior que manda soltar, mas que tem a sua decisão pendente de ratificação. O Poder Judiciário, afundado em profundo autoritarismo, vai despindo a Justiça: ela já está semi-nua.
Boa noite,CAMARADAS!
18\11\16
Desculpaê,mas impossível haver solidariedade com Garotinho, ou ter pena dele.
Fico com o comentário da Jandira: "um juiz de direito não pode prender quem quer que seja, com base em alegações ou observações, ainda que sejam evidentemente verdadeiras. É preciso provar para prender. Com um mínimo de competência, Garotinho terá provados os crimes que cometeu, será julgado e condenado. A Justiça, nas mãos de fanáticos, não será capaz de fazer mais do que uma Santa Inquisição. Logo mais, terão a petulância de fazer o mesmo com o Lula."
Quanto à reação do Garotinho, esperneando como touro bravo: total falta de dignidade. Jose Dirceu foi vítima de uma injustiça tosca, nunca cometeu atos tresloucados. Questão de dignidade e de amor-próprio, coisas que faltam ao Garotinho.

------------------------------------------

CABRAL,hein... quem diria? De Paris para a penitenciária de Bangu. De acordo com a nota da Secretaria, o cardápio de almoço e jantar é composto por: arroz ou macarrão, feijão, farinha, carne branca ou vermelha (carne, peixe, frango), legumes, salada, sobremesa e refresco.
“O desjejum é composto por pão com manteiga e café com leite. Já o lanche é um guaraná e pão com manteiga ou bolo”, diz a nota.
“A Seap informa ainda que todos os internos do sistema penitenciário fluminense são tratados de forma igualitária, com direito a banho de sol, refeições e visitas após o cadastramento.”
A Secretaria informou que o ‘tamanho das celas são de acordo com o que determina a Lei de Execuções Penais’. A área mínima, segundo a legislação, é de 6m². Apartamento e farras em PARIS são esclusidade reservada aos figurões do PSDB, que não apreciam relacionamento mais próximo com a plebe do PMDB.

--------------------

SERGIO CABRAL É UM MONSTRO?
Sergio Cabral foi preso, juntamente com outras nove pessoas, acusado pelo MPF de envolvimento em esquemas de grossa corrupção, destacando-se um esquema de "mesadas", recebidas entre 2007 e 2014 e que lhe foram pagas pelas empreiteiras Andrade Gutierres e Carioca Engenharia. Não houve exposição mais detalhada dos fatos e a jutificativa do juiz que determinou essas prisões: “Essa necessidade [da prisão] faz-se ainda mais presente diante da notória situação de ruína das contas públicas do Governo do Rio de Janeiro. Constituiria afronta permitir que os investigados persistissem fruindo em liberdade do produto milionário de seus crimes, inclusive com aquisição, mediante condutas de ocultação e dissimulação, de novo patrimônio, parte em bens de luxo, enquanto, por conta da gestão governamental aparentemente comprometida por corrupção e inépcia, impõe-se à população tamanhos sacrifícios, com aumento de tributos, corte de salários e de investimentos públicos e sociais. Uma versão criminosa de governantes ricos e governados pobres”. O arrazoado faz todo sentido, apenas sendo preciso lembrar que não tem conteúdo jurídico, mas político.
A indignação do Magistrado é a mesma que foi manifestada pelo povo que se reuniu à saída de Sergio Cabral, rumo ao IML, de onde foi enviado a Bangu: indignação, rejeição, condenação a priori de um gestor público desonesto. Ponto final de uma carreira política "bem sucedida"? Em 1992 foi candidato à prefeito do Rio de Janeiro, então pelo PSDB, baseando sua campanha na crítica ao brizolismo. Perdeu, bem como na eleição seguinte, em 1996, candidato ainda pelo PSDB, derrotado então por Luiz Paulo Conde, do PFL, a quem apoiaria em 2000. Finalmente, e apoiado por Anthony Garotinho e Rosinha, foi eleito governador do Rio de Janeiro, já então no PMDB, tendo como companheiro de chapa Pezão. Sergio Cabral desapareceu da frente de combate em 2013, mas continuou operando nos bastidores. Através da máquina do PMDB e do desencantamento da população fluminense, elegeu seu vice, Pezão, como governador em 2014. Também elegeu seu filho, Marco Antônio Cabral (PMDB) a deputado federal, feito secretário estadual de esportes, no ano das Olimpíadas, e isso aos 23 anos de idade. Nascido politicamente no PSDB, Sergio Cabral tornou-se cacique vitorioso dentro do PMDB; jamais foi apoaido por Dilma Rousseff, como pretende agora a Rede Globo de Televisão.
Elegeu seu sucessor e se manteve como membro proeminente dos quadros dirigentes do partido que controlou a vida política do Rio de Janeiro. O PMDB governa o estado e vários outros municípios da Região Metropolitana, inclusive a cidade, há aproximadamente 15 anos. Levando-se em consideração pequenos intervalos, com governantes de outros partidos, em especial o PP, o PSDB e o DEM, serão mais de 20 e quase 30 anos de mando e comando do Estado. Durante todo esse tempo, o PMDB foi apoiado pelo PT, que se fez um satelite seu, e por Lula, além do PCdoB, compondo-se assim um dos maiores equívocos das "esquerdas" no Brasil.
O jornalista Vinícios Silva listou em 20 de junho último pontos críticos da gestão Sérgio Cabral: seu relacionamento com empresários, como Eike Batista, ganhador de concessão para exploração do Estádio do Maracanã por 35 anos; o uso de helicópteros do Estado para a sua família; mas em especial os atos de brutalidade animalesca da Polícia Militar; e o favorecimento de empresas de ônibus. Os favores concedidos a Arthur Nuzman, a partir dos Jogos Pan-Americanos foram o ponto de partida para todos os negócios escusos que se abrigariam à sombra dos Jogos Olímpicos. E mesmo assim, haveria em 2010 a reeleição para o governo, ainda em primeiro turno, com 66% dos votos válidos.
Montou-se no Rio de Janeiro um "rolo-compressor", construído dentro do PMDB e que contou com apoio das esquerdas e de empresários. Formou-se o que passou a ser o "consórcio partidário-empresarial", expressão cunhada por Vinícuis Silva: "Convivemos com o fisiologismo clássico dos caciques regionais, com o consórcio partidário-empresarial em que o orçamento de todas as grandes obras e concessões públicas foram repassadas para os grandes investidores/doadores de campanhas. Denúncias de compra de votos, de uso eleitoral da máquina pública. Denúncias de associação com milicianos/máfia (como esquecer da já clássica entrevista do atual prefeito do Rio Eduardo Paes, PMDB, ao RJTV, dizendo que alguns “amigos” estavam ajudando na segurança em alguns bairros da zona oeste da cidade)." Denúncias de envolvimento em corrupção de praticamente todos os caciques políticos do PMDB nas delações e investigações da Lava-Jato - lembremos: Eduardo Cunha é deputado federal eleito pelo... PMDB do Rio de Janeiro. Pezão, Eduardo Paes, Eduardo Cunha, Eduardo Picciani, Leonardo Picciani ... e Sergio Cabral.
Enfim, seus mandos e desmandos provocou o endividamento público, levado agora à falência reconhecida. Durante todo esse tempo houve a conivência do TCE e do Tribunal de Justiça. Dos partidos políticos e das esquerdas já se falou. Não esqueçamos de uma responsabilidade social: o monopólio do poder foi exercido com o aval dos cidadãos que elegeram todos esses homens. Mais do que em qualquer outro tempo e lugar, praticou-se, como apoteose final, a política do "pão e circo". Jogos, esportes, arenas e estádios, a propaganda massificante, o apelo ao nacionalismo exaltante da "pátria amada". A construção de um Museu do Futuro, arrebatador com a sua arquitetura bizzara e mesmo discutível, faz-se simbólica: o gigante adormecido não tem passado, nem história, a ele é proposto um futuro sob a égide da Rede Globo de Televisão, à sombra da omissão conivente da grande imprensa. Como se vivendo um sábado de Alelúia, queimemos Sergio Cabral, um judas anojentado. E já vão surgindo as figuras messiânicas, Sergio Moro, Jair Bolsonaro. Cuidado, muito cuidado... A condenação de um criminoso não pode ser ato de justiça do desequilíbrio nascido do moralismo dos que usam camisas negras.
18\11\16
SERGIO CABRAL É UM MONSTRO?
Sergio Cabral foi preso, juntamente com outras nove pessoas, acusado pelo MPF de envolvimento em esquemas de grossa corrupção, destacando-se um esquema de "mesadas", recebidas entre 2007 e 2014 e que lhe foram pagas pelas empreiteiras Andrade Gutierres e Carioca Engenharia. Não houve exposição mais detalhada dos fatos e a jutificativa do juiz que determinou essas prisões: “Essa necessidade [da prisão] faz-se ainda mais presente diante da notória situação de ruína das contas públicas do Governo do Rio de Janeiro. Constituiria afronta permitir que os investigados persistissem fruindo em liberdade do produto milionário de seus crimes, inclusive com aquisição, mediante condutas de ocultação e dissimulação, de novo patrimônio, parte em bens de luxo, enquanto, por conta da gestão governamental aparentemente comprometida por corrupção e inépcia, impõe-se à população tamanhos sacrifícios, com aumento de tributos, corte de salários e de investimentos públicos e sociais. Uma versão criminosa de governantes ricos e governados pobres”. O arrazoado faz todo sentido, apenas sendo preciso lembrar que não tem conteúdo jurídico, mas político.
A indignação do Magistrado é a mesma que foi manifestada pelo povo que se reuniu à saída de Sergio Cabral, rumo ao IML, de onde foi enviado a Bangu: indignação, rejeição, condenação a priori de um gestor público desonesto. Ponto final de uma carreira política "bem sucedida"? Em 1992 foi candidato à prefeito do Rio de Janeiro, então pelo PSDB, baseando sua campanha na crítica ao brizolismo. Perdeu, bem como na eleição seguinte, em 1996, candidato ainda pelo PSDB, derrotado então por Luiz Paulo Conde, do PFL, a quem apoiaria em 2000. Finalmente, e apoiado por Anthony Garotinho e Rosinha, foi eleito governador do Rio de Janeiro, já então no PMDB, tendo como companheiro de chapa Pezão. Sergio Cabral desapareceu da frente de combate em 2013, mas continuou operando nos bastidores. Através da máquina do PMDB e do desencantamento da população fluminense, elegeu seu vice, Pezão, como governador em 2014. Também elegeu seu filho, Marco Antônio Cabral (PMDB) a deputado federal, feito secretário estadual de esportes, no ano das Olimpíadas, e isso aos 23 anos de idade. Nascido politicamente no PSDB, Sergio Cabral tornou-se cacique vitorioso dentro do PMDB; jamais foi apoaido por Dilma Rousseff, como pretende agora a Rede Globo de Televisão.
Elegeu seu sucessor e se manteve como membro proeminente dos quadros dirigentes do partido que controlou a vida política do Rio de Janeiro. O PMDB governa o estado e vários outros municípios da Região Metropolitana, inclusive a cidade, há aproximadamente 15 anos. Levando-se em consideração pequenos intervalos, com governantes de outros partidos, em especial o PP, o PSDB e o DEM, serão mais de 20 e quase 30 anos de mando e comando do Estado. Durante todo esse tempo, o PMDB foi apoiado pelo PT, que se fez um satelite seu, e por Lula, além do PCdoB, compondo-se assim um dos maiores equívocos das "esquerdas" no Brasil.
O jornalista Vinícios Silva listou em 20 de junho último pontos críticos da gestão Sérgio Cabral: seu relacionamento com empresários, como Eike Batista, ganhador de concessão para exploração do Estádio do Maracanã por 35 anos; o uso de helicópteros do Estado para a sua família; mas em especial os atos de brutalidade animalesca da Polícia Militar; e o favorecimento de empresas de ônibus. Os favores concedidos a Arthur Nuzman, a partir dos Jogos Pan-Americanos foram o ponto de partida para todos os negócios escusos que se abrigariam à sombra dos Jogos Olímpicos. E mesmo assim, haveria em 2010 a reeleição para o governo, ainda em primeiro turno, com 66% dos votos válidos. 
Montou-se no Rio de Janeiro um "rolo-compressor", construído dentro do PMDB e que contou com apoio das esquerdas e de empresários. Formou-se o que passou a ser o "consórcio partidário-empresarial", expressão cunhada por Vinícuis Silva: "Convivemos com o fisiologismo clássico dos caciques regionais, com o consórcio partidário-empresarial em que o orçamento de todas as grandes obras e concessões públicas foram repassadas para os grandes investidores/doadores de campanhas. Denúncias de compra de votos, de uso eleitoral da máquina pública. Denúncias de associação com milicianos/máfia (como esquecer da já clássica entrevista do atual prefeito do Rio Eduardo Paes, PMDB, ao RJTV, dizendo que alguns “amigos” estavam ajudando na segurança em alguns bairros da zona oeste da cidade)." Denúncias de envolvimento em corrupção de praticamente todos os caciques políticos do PMDB nas delações e investigações da Lava-Jato - lembremos: Eduardo Cunha é deputado federal eleito pelo... PMDB do Rio de Janeiro. Pezão, Eduardo Paes, Eduardo Cunha, Eduardo Picciani, Leonardo Picciani ... e Sergio Cabral. 
Enfim, seus mandos e desmandos provocou o endividamento público, levado agora à falência reconhecida. Durante todo esse tempo houve a conivência do TCE e do Tribunal de Justiça. Dos partidos políticos e das esquerdas já se falou. Não esqueçamos de uma responsabilidade social: o monopólio do poder foi exercido com o aval dos cidadãos que elegeram todos esses homens. Mais do que em qualquer outro tempo e lugar, praticou-se, como apoteose final, a política do "pão e circo". Jogos, esportes, arenas e estádios, a propaganda massificante, o apelo ao nacionalismo exaltante da "pátria amada". A construção de um Museu do Futuro, arrebatador com a sua arquitetura bizzara e mesmo discutível, faz-se simbólica: o gigante adormecido não tem passado, nem história, a ele é proposto um futuro sob a égide da Rede Globo de Televisão, à sombra da omissão conivente da grande imprensa. Como se vivendo um sábado de Alelúia, queimemos Sergio Cabral, um judas anojentado. E já vão surgindo as figuras messiânicas, Sergio Moro, Jair Bolsonaro. Cuidado, muito cuidado... A condenação de um criminoso não pode ser ato de justiça do desequilíbrio nascido do moralismo dos que usam camisas negras.