sábado, 19 de novembro de 2016

As prisões de Sérgio Cabral e Anthony Garotinho foram programadas para que se fizessem como "espetáculo espetacular", o que membros do Ministério Público e Juízes, movidos por fanatismo religioso, realizam como ritual de oferenda, tão portentosa que se faça digna de um Templo de Salomão. Quais as reações que provocaram? De primeiro momento: o desrecalque, por parte de todos os que se sentem sufocados pela imundície que políticos desse naipe produziram para denegrir o Rio de Janeiro e tornar humilhante a vida dos cariocas. Em seguida: a pergunta sobre os objetivos dessa operação de guerra: ao mirar em políticos do PMDB e arredores, não estão empenhados em pré-justificar a prisão do Lula? Extravazados os sentimentos recalcados e externadas as dúvidas sobre a extensão do que se está fazendo, as notícias não param, não param, e detalham e desdobram. Sérgio Cabral teria os seus cabelos rapados (de fato, cortados, o que em todo quartel e presídios é feito, por medida preventiva higiênica: evitar a proliferação de piolhos - é exatamente o que se faz com os cadetes das Agulhas Negras). Sua dieta espartana é esmiuçada, embora seja idêntica ao que se fornece a "qualquer dos cidadãos presidiários" e, lembre-se mais uma vez, ela compõe o típico cardápio de um quartel. Mas não se registram reações apiedadas. Muito ao contrário, ao ser transitado pela cidade, levado e trazido do Instituto Médico Legal, Sergio Cabral foi objeto de vaias, xingamentos, e teria sido linchado, se oferecida a oportunidade. Mas, quem está sendo condenado agora? O político que foi tantas vezes contemplados com votos quue lhe davam as vitórias, depois prosseguidas na escolha do sucessor Pezão? Ou quem os funcionários públicos estão pondo como responsável por não receberem o salários e sofrerem ameaças de descontos em seus holerites? A quem interessa a condenação? Como, por que e por quem as noites parisienses desse carioca semi-depravado passam a ser mostradas em fotos publicadas pela imprensa? Sergio Cabral está sendo apresentado ao respeitável público como "bode expiatório"? Crimes contra a economia do povo ele as praticou e todos sabemos. Mas é preciso vencer a preguiça, trabalhar um tanto, investigar e provar. O juiz que determinou a prisão de Sérgio Cabral, e isso é o que importa enfatizar, analisar, criticar e rejeitar, baseou-se em arremedo de "moral religiosa", inspirando-se no Livro de Eclesiastes (capítulo 8, versículo 11): "Por que será que as pessoas cometem crimes com tanta facilidade? É porque não são castigados logo". O magistrado utiliza a "Bíblia Sagrada - Nova Tradução na Linguagem de Hoje"). Não poderia fazer uso de fonte menos qualificada, não conhece edições sérias, contentando-se com a vulgarização promovida pelos "evangélicos". o que mostra a sua condição de analfabeto funcional. Não fosse isso, o mesmo juiz intepreta equivocadamente a Convenção de Palermo, desconhecendo o que escreveu Beccaria e desprezando o princípio básico firmado pela Revolução Francesa, o da presunção de inocência. Nada disso é dito em defesa de Sérgio Cabral. Que fique de uma vez claro e entendido. Trata-se de defneder o Estado de Direito, exigir que se cumpra a lei: ele, como "qualquer do povo" deverá ser investigado, apurando-se oos seuus crimes, julgado e certamente condenado. Quanto a Garotinho, qual a motivação para a apresentação, bisada e rebisada, da cena deprimente de sua retirada de um hospital? Comprovar a sua absoluta falta de estatura, como ser humano e como político? fazer a pura e simples exaltação do ridículo? ou estimular o sentimento pungente, a dor que a caridade incentiva? Claramente, o que se produziu foi uma encenação, com atores circenses, chorando lágrimas crocodilais. A acusação pungente de Garotinho não cabe nem mesmo numa Cartilha de Pré-primário: "me prendem logo agora, quando eu ameaçei que vou contar tudo." Gente sentimental, mutos são os que se apiedam. E é verdade: Garotinho já fez por merecer castigo desde tempos de antanho, com o seu populismo que engana e rouba o povo mais simples, simplório, despojado de tudo. Por "dois tostões de mel coado" ele compra a cidadania dessa gente, sempre fez isso. E só agora, um juiz compormetido com a candidatura do rival deve e pode prende-lo? E mais uma vez que fique muito claro: não se defenda e nem se lastime a figura torpe: mas que a torpeza seja punida na forma e conforme a lei. Ter pena de Garotinho? Não! Antes disso, que respondam: ONDE ESTÁ AMARILDO? Onde estão os cinco moleques que a Polícia de Geraldo Alckmin decapitou e queimou? Estamos dissertando sobre uma GUERRA SANTA? O TRIBUNAL DA SANTA INQUISIÇÃO está reaberto?
19\11\16
Ainda sobre os fascistas ... 
como explicar que 50 arruaceiros tenham invadido a Câmara dos Deputados, interrompido os "trabalhos" das excelências, com brados alucinados, em apelos histéricos à ditadura militar (autênticos hinos de "dor-de-cotovelo"). "Volta, oh! ditadura,volta oh! general, como éramos felizes sob as suas botas". Como invadiram? como subiram à mesa diretora, fazendo-a palco de um espetáculo bufo? 
Só seria possível imaginar tal espetáculo, sob patrocínio dos próprios senhores do Poder, com o objetivo de obter a condenação dos movimentos autênticos de protesto, aqueles que as forças policiais dispersam com gases e tiros. Mas houve um motivo maior e mais sério: " A invasão da Câmara dos Deputados, naquela noite, serviu de pretexto para emaranhar o trâmite do pacote anticorrupção. Após o tumulto, a sessão foi suspensa. Enquanto isso, deputados de diferentes partidos trabalham na tentativa de alterar as medidas propostas. O relator, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), ainda pode mudar o texto para incluir a anistia ao caixa dois das campanhas eleitorais."
Enquanto 50 mercenários representavam a farsa da revolta descabida, os deputados, às escondidas, providenciavam a acomodação de seus crimes na vala-comum do esquecimento. Essas pessoas não serão identificadas: o "cachê" pela representação é pago em moeda corrente, dispensando-se recibo.

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ROBERTO FREIRE, quem diria, acabou no IRAJÁ Um político que escreveu as primeiras páginas de seu currículo politico como herói das esquerdas e da resistência à Ditadura. Constituinte de 1978, senador em 2002, acumulando mandatos de deputado federal. Após 4 anos afastado das atividades parlamentares, Roberto Freire foi eleito em 2010 deputado federal por São Paulo com mais de 120 mil votos. Em 2014 sofreu sua primeira derrota em eleições proporcionais, ao obter apenas a quarta suplência de deputado federal, novamente por São Paulo. Contudo, retornou à Câmara dos Deputados em 20 de março de 2015, na vaga deixada por Rodrigo Garcia, nomeado secretário de Habitação do Estado de São Paulo. Dois anos antes, sua máscara caiu, quando passou a discursar ódio mortal a Lula e ao PT: cometeu oo ridículo de revoltar-se contra o que foi de fato uma piada, acreditando que Dilma teria determinado ao Banco Central a emisão de cédulas com os izeres "Lula seja louvado." Agora, ao aceitar-se Ministro da Cultura de Michel Temer, Roberto Freire confirma a putrefação de seu caráter. Ele vai ser Ministro do Geddel, figura de crápula que nãos e dá nem mesmo ao trabalho de usar pele-de-cordeiro. O que a imprensa está divulgando? "Na última quinta-feira (17), em seu gabinete no quarto andar do Palácio do Planalto, o ministro Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo, estava contrariado com parecer do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Iphan) que se posicionava contra a construção de um empreendimento imobililário perto do centro histórico de Salvador. Segundo relatos, Geddel tentou de forma enfática por meio de um telefonema reverter a decisão do órgão ligado ao Ministério da Cultura, responsável pela preservação do patrimônio cultural brasileiro. A pressão de Geddel para mudar o parecer do Iphan que proibia a construção de mais andares foi a gota d'água para o diplomata de carreira Marcelo Calero pedir demissão do comando do Ministério da Cultura, segundo o agora ex-ministro relatou ao jornal "Folha de S.Paulo". Ou seja, Calero saiu um dia depois de Geddel tentar intervir na decisão do Iphan nacional que contrariava parecer da superintendência local do órgão na Bahia. Abrem-se as cortinas e fica revelada a novela pornográfica que Michel está escevendo: não se trata do MINC, mas do IPHAN. O projeto da "Salvador - cidade limpa e de gente branca" é a meta maior do atual prefeito, conhecido em sua terra como "Faraó Anão". Chegou a ser noticiada a negociata que envolve a venda de toda rua Chile, uma das mais tradicionais da cidade do Salvador, a um grupo de especuladores imobiliários, dispostos a moderniza-la, com hotel de luxo, apartamentos, shopping-center, retirando de circulação uma população pobre, feia e sujando a via-pública. A rua Chile, no alto do espigão que lhe dá uma visão privilegiada das belezas da Bahia de Todos os Santos, deve ser entregue às elites. O mega-projeto, para ser viabilizado, depende de olhos fechados do IPHAN. Daí que o Ministério da Cultura, a quem responde o IPHAN, tenha sido objeto de atenção especial, em princípio sendo dissolvido, para depois ser guardado sob tutela. Não é a cultura que interessa, mas o uso e gozo das decisões de um órgão que pode abrir as portas do patrimônio arquitetônico da cidade do Salvador à especulação imobiliária desenfreada e que levará à construção de uma cidade feita para as elites brancas. O que revela a imprensa hoje? Geddel, um dos três mosquiteiros de Michel, é proprietário de um apartamento, em prédio que está em construção, na Ladeira da Barra, contrariando as leis, as nomas e o bom-senso o mais elementar, mas aprovado pelo IPHAN da Bahia. O ministro comete o atrevimento de impugnar a obra, baseado em parecer do IPHAN nacional. Geddel não quer perder o bom-negócio que realizou (deve ter ganho a sua unidade, como prêmio concedido pelos incorporadores). E é assim que cai, não a torre, mas o ministro. Roberto Freire é a figura emporcalhante que saberá dar solução adequada, a desejadao por Geddel.

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Esse homem não é um político. É um negociante, que joga com os partidos e detém o poder, arma que usa para grandes negócios. Sua variação de opinião política é característica. Ele fez alianças diversas em esfera nacional (de Leonel Brizola,PDT, a Aécio Neves, PSDB) e regional (de Sérgio Cabral e Eduardo Paes, PMDB, a Anthony Garotinho, PR). O presidente do PMDB no Rio é uma espécie de personificação do fisiologismo típico do próprio partido, que sempre se manteve ao lado do grupo de comando do governo federal.