quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

02\12\2016
REFORMA POLÍTICA JÁ é proposta precipitadamente superficial, contraditória e enganosa. Os partidos políticos, reunidos nas duas casas do Congresso, representam quem e o que? Eles são a base de toda a vida política: não se faz política sem eles. São o que querem os profissionais que deram continuidade aos usos e costumes construídos durante a ditadura. A Constituição de 1988 não resultou da assembléia de cidadãos corajosos, mas do encontro interesseiro e amedrontado de homens que não tinham olhos para enxergar e nem competência para projetar o futuro de um país que pretendia iniciar a sua experiência democrática. A Carta que deveria nos governar hoje (remendada a todo momento, para atender aos imediatismos interesseiros) não teve nenhuma coragem política. A experiência de convivência com partidos políticos capados recomendou que se desse tal status, nada se exigindo: ideologia, programam,tampouco compromissos. À esses grupos somam hoje mais de três dezenas de associações de fins lucrativos e que trabalham exclusivamente para transformar subornos estratosféricos em "despesas eleitorais". Tão simples: não se trata de discutir sobre financiamento de campanhas por empresas & empresários; proíbam-se tais despesas, que não servem para nada e para ninguém. Voltemos aos tempos dos comícios de praça pública e "horários gratuitos". Reconheçamos: as propinas não cobrem despesas de campanha política, elas são armazenadas nos bolsos personalizados.
Os partidos políticos são a base para formação dos quadros que vão compôr o Executivo e o Legislativo. Sem que eles sejam obrigados a uma postura ética e competente, não haverá reforma de coisa alguma: discutir voto distrital não é discutir reforma política. Discutir reforma politica, entre outros pontos fundamentais, é refazer o pacto federativo, de forma a impedir a formação de bancadas representantes de pistoleiros e coronéis. É estabelecer parâmetros seletivos para os que pretendam concorrer em eleições: o espetáculo circense que a Câmara e o Senado oferecem no dia-a-dia mostra a inviabilidade política de um Congresso Nacional que reúne não só bandidos, mas analfabetos funcionais. Partidos políticos não podem capitalizar votos, usando nomes de astros e estrelas, um populismo pobre e rasteiro.
Agora,existindo quadros políticos responsáveis, será possível discutir as regras: fidelidade partidária, rigorosa prestação de contas (dos dinheiros e das ações), respeito aos projetos propostos enquanto candidatos ...
A REFORMA POLITICA, para que exista, pressupõe como condição o esforço intelectual para construção de instituições que não sejam a repetição desgastada do que foi proposto no século XIX, muito antes do capitalismo financeiro, da globalização e da alienação promovida pelos modernos meios de comunicação. E mais...que se mantenha apenas o princípio a ser feito realidade:
TODO PODER EMANA DO POVO E SÓ POR ELE SERÁ EXERCIDO.
01\12\16
Lula afirma: nunca antes na História desse País ...
Renan Calheiros é enfático: vivemos um momento histórico.
História da ausência total de vergonha, o Brasil transformado no Império da Amoralidade. Não se trata de contrariar a moralidade, mas de negar que ela possa existir. O Senado da República dialoga e negocia agora com o juiz de primeira instância o que é compreensível: é a sua cabeça que também está em análise no Tribunal de Inquisição de Curitiba.

juízes e promotores pretendem ser cidadãos acima de qualquer suspeita e qualquer lei. Os abusos do Ministério Público e de Juízes de primeira instância estão se repetindo, com a inspiração maior de Sérgio Moro. Há o aplauso de opinião pública? Sem dúvida. A opinião pública está imbecilizada em alto grau. Os deputados defenderam seus interesses escusos? Claro que sim! Quadrilha assaltante da Nacionalidade. Mas as disposições que os procuradores propunham, na sua tábua de 10 mandamentos, traziam uma dose letal de fascismo. Isso, pessoas e especialmente as classes médias não têm competência para entender.
Como os romanos: entreguemos os malditos cristãos à fome dos leões, pois são eles os responsáveis pelas desgraças que nos assolam; não são os que trazem os leões.


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Depois de longo tempo de espera injustificável, Renan Calheiros é feito réu. Não podia haver ocasião melhor: trata-se de um corrupto-corruptor, existindo contra ele mais de 10 inquéritos, sobre isso não havendo espaço para qualquer dúvida. É possível, entretanto, que ele esteja sendo qualificado como réu, sem que existam provas, o que não seria novidade alguma. O que importa é o momento, que revela o objetivo de desqualifica-lo perante a opinião pública, que já é alimentado pela imprensa golpista,justificando a qualquer preço os abusos da Operação Lava Jato, de Moro e dos delegados de policia fanatizados pela fé neo pentecostal. Renan seria o gênio do mal que promoveu o esvaziamento do projeto neofascista, que previa limitações ao habeas-corpus, validação de provas obtidas ilegalmente, prisões discricionárias. Esse projeto passou pela Câmara dos Deputados, sendo lido não mais do que pelo relator do processo que sugeriu a cassação de Dilma Rousseff, uma figura obscuramente torpe. O projeto de lei que prevê a criminalização de abusos de poder pelo poder público, inclusive juízes e procuradores, existe há bastante tempo e também relatado pelo senador Requião. Não houve nada tramado na "calada da noite", mentira que a imprensa está divulgando, em defesa da obra torpe de Moro. Com a lei que criminaliza o abuso de poder do judiciário (inclusive), fica impossível prosseguir-se na obra de perseguição negra a Lula e ao PT.