domingo, 4 de dezembro de 2016

4\12\16
Não me surpreende que pessoas caminhem pelas ruas, clamando pelo que não sabem e nem querem saber: o que motiva é o instinto de sobrevivência: "acusemos a corrupção do vizinho, para que à sua sombra possa se esconder a nossa." São os mesmos seres impensantes que lotam os corredores dos shopping-centers, e, como hoje é domingo, correm às "praças de alimentação", para comer mal e pagar bem; os que se informam com o Jornal Nacional e com a Veja. Pensar cansa e é monótono, deixemos cansaço e monotonia aos aparelhos das academias. O que surpreende? Que a imprensa possa tão descaradamente assumir a propaganda de um Golpe de Estado fascista - ela, enfim e de maneira clara e bem cristalina, não está a defender este ou aquele partido, FHC ou Aécio, ou Serra. A imprensa está nas mãos da "máfia do petróleo", que vai destruindo o Brasil, para que ele ressurja como "brazil".

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Tiroteio no saloom: todos atirando em todos.
Os seguidores de Zorro,aqueles da capa-preta, miram especialmente em Sérgio Moro, o herói da coxinhada. Os mocinhos falam alto e em bom som: Requião coordena a ação da ala dos que defendem a Ordem e a Lei. Os covardes escondem-se atrás do balcão, coordenados por Michel, o Temer.Mas aí vem chegando o Herói que já venceu a inflação, querido pelo menos por 15% dos habitantes da cidade. Quantos sobreviverão, e quantos morrerão? Apenas palpites: morre Aécio, corroído (pela inveja branca); morre Geraldo Alckmin, o construtor de linhas do metrô sob altas comissões; Serra sobreviverá(?), sombra protetora do Herói. Como cena final: abraçam-se e promovem a "apoteose final", sob patrocínio da Shell.


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A derrota da extrema-direita na Áustria é surpreendentemente animadora: afinal é a terra que foi nazista antes de Hitler, com Hitler e depois de Hitler. Viam por certa a sua vitória. Perdeu! Mas, em compensação, vence na Itália: a reforma da Constituição, apontando para caminhos e experiências novas, não passou na consulta ao povo. A Europa está vivendo uma era de incerteza que abala àqueles que foram e ainda se pensam "senhores do mundo."
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http://www.conexaojornalismo.com.br/colunas/politica/brasil/reforma-politica-falta-representatividade-ao-parlamento-73-45821