domingo, 11 de dezembro de 2016

10\12\16

A autocrítica é necessária, para que haja competência para se construir um futuro mais digno do que o passado e o presente.
"O grande erro de Dilma foi a companhia de José Eduardo Cardozo e ceder à agenda da corrupção. O resultado foi um aumento desmesurado da corrupção, transferida agora para o judiciário, e do autoritarismo.
A lei da delação premiada jamais poderia ter sido proposta ou sancionada, sem uma discussão ampla com os juristas do campo progressista." 
Dilma errou sim. Isso nada tem a ver com a sua coragem, valentia, honestidade. Mas errou; cercada e cerceada por narcisistas-pragmáticos : Cardozo, Mercadante, Jaques Wagner.
Dilma negociou a Petrobrás com ... Jucá. Dilma negociou a lei anti-terrorismo com as lideranças do PSDB. Elogiou a "delação premiada" e queria uma lei que criminalizasse o "caixa 2", como se ele não tivesse já nascido como crime, a mesma lei que Renan Calheiros quer agora, como instrumento para remissão de todos os pecados e pecadores. Feita crime só agora, imaginam os patifes, a lei não teria efeito retroativo. Dilma, descanse em paz. A grande injustiça que se cometeu contra ela será redimida com a punição dos cafajestes que a cometeram.

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O maremoto Odebrecht apenas começou, mas as informações sobre uma primeira delação, publicadas nesta sexta-feira pelo Buzzfeed, reproduzidas pelo 247, confirmadas pela Folha de S. Paulo e finalmente lançadas com força ao ventilador pelo Jornal Nacional, acabam com as ilusões sobre uma travessia com o atual governo até 2018." De fato toda a imprensa publicou. O Estadão abrilhantou-se, trazendo o texto da denúncia (ainda com o carimbo "confidencial"). Formalmente, haveria ainda um caminho longo a percorrer: formalização da denúncia, seu encaminhamento para o STF, interferência de muita gente especializada em fazer imóvel o tempo Mas acontece que Temer nem mais pinguela e tábuas podres consegue ser. Ele cairá, ou renunciará, tanto faz quanto o fez, quando e como decidirem. Não haverá decisão unânime, envolvendo todos os interessados, mas a vontade e quem venha a ser o vencedor da disputa. Não necessariamente um político de carreira.
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