segunda-feira, 27 de março de 2017

Preciso da ajuda e palpite de vocês para essas minhas dúvidas :
1) Donos da "carne podre" não reclamaram, ou reclamaram pouco do desastre, e a primeira medida tomada foi a demissão em massa de funcionários, que tenho quase certeza não são terceirizados. Será que estão pensando em chamá-los de volta, agora como terceirizados e recuperarem o prejuízo?
2) Como fica a exportação? Sabiam que teriam que pagar pela terceirização? Será que foi tudo combinado dentro da Casagrande Sociedade Secreta assim como são as decisões judiciais?
Ou é muita maluquice da minha cabeça?

domingo, 26 de março de 2017


26\03\2017

O congresso que emergiu das urnas em 2014 foi o mais reacionário dos últimos 50 anos, e o PT hoje, depois do golpe, tem apenas 1/7 dos parlamentares desse congresso; e a esquerda toda não chega hoje aos 20%.
Só para comparar e ver que as proporções nunca foram muito melhor do que isso, lembremos que nos governos de Lula o PT tinha só 1/6 dos parlamentares; e o conjunto da esquerda, no seu melhor momento, chegou a ter apenas 32% de parlamentares no congresso.
Portanto, podemos ver que a maioria dos erros que hoje criticamos ao PT são os de uma coalizão entre partidos de esquerda e de centro-direita que governaram o país nesses últimos treze anos. O judiciário carrega a ideologia das classes dominantes e nem o Lula nem a Dilma conseguiram produzir nenhuma mudança nesse meio.
Isto se explica ao vermos que o Lula chegou ao poder como um líder da esquerda que conseguiu negociar um bom acordo com a direita, o que foi muito claro na primeira eleição e se plasmou na Carta aos Brasileiros; e foi por isso - e só por isso- que finalmente conseguiu Lula vencer depois de três tentativas fracassadas. Foi quando Lula e o PT incluíram a direita na candidatura que a esquerda conseguiu vencer a eleição presidencial. Lula continuou sendo um sindicalista - esclarecido e altamente politizado- representante direto das classes trabalhadoras a negociar com dureza com os “patrões” ao nível federal; mas mesmo assim, a chegada da esquerda ao poder nunca significou uma verdadeira modificação, um giro substancial das antigas relações de força no Brasil. E isto não é bom nem ruim, criticável ou censurável:
simplesmente é a realidade; o que aconteceu e provavelmente não poderia ter acontecido de outro modo.
Nesse cenário, a única opção que surge para os próximos anos é o retorno de um Lula, um PT e uma esquerda reciclados, com propostas para a retomada do processo interrompido em 2016. A direita no poder sabe que essa é a única solução para o país e tem pressa para transformar esse interinato em uma rápida força tarefa do trabalho sujo que as classes dominantes precisam. Mas sabem que o povo vai reagir e a única saída é a que já se esboça nas pesquisas eleitorais para 2018.
O governo Temer, muito provavelmente, vai viver os próximos meses mal-assombrado pelas ameaças de cassação, produzindo algumas reformas regressivas mais ou menos duras, acuado pelas facções mais liberais e "estruturais" do capitalismo - como a Fiesp, Fierj e FeBraBan- e suas expressões mais fieis, o PSDB e o DEM; e ainda var definhar cercado por uma crescente impopularidade.
Enquanto isso, o sistema político vai se organizando para providenciar uma absolvição branca "à italiana" aos líderes dos partidos mais importantes envolvidos nas denúncias. Isso é o que aparece bem no fundo da frase de Aécio sobre a necessidade de "salvar a política". Mas, como seria possível armar uma anistia que deixasse nada menos que o Lula fora, e que ao mesmo tempo garantisse o Alckmin que também seria anistiado para arraçar com os outros tucanos que hoje apoiam descaradamente o Temer (Serra, Aloysio e Aécio) e, apoiado na vitória municipal de Dória em 2016, apresentar-se como a única opção "séria" e blindada da direita mais orgânica - até hoje ao menos- no cenário nacional.




sexta-feira, 24 de março de 2017

Argentina, golpes militares, ditaduras cívico-militares e

democracia

O golpe de Uriburu contra o governo popular de Hipólito Yrigoyen em

1930 inaugurou uma época de intervenções armadas do que se deu em

chamar na Argentina, de partido militar. Repetiram a dose contra o

governo constitucional de Juan Perón em 1955, atacando todas as

conquistas populares obtidas no período. E outra vez em 1962 contra o

desenvolvimentista – aliado ao peronismo proibido e perseguido – Arturo

Frondizi.

Mas o golpe de Onganía em 1966 contra o governo eleito – ainda com o

peronismo, majoritário, banido – de Arturo Illía foi o que marcou uma

virada nos processos. Até então, as ditaduras tinham como objetivo

manter a velha oligarquia rural, aliada aos industriais e seus sócios no

exterior no poder, e evitar ou minimizar as greves e a organização sindical.

Em 1930 o inimigo era o anarquismo e o socialismo; em 1955 o

peronismo; em 1966 os sindicatos peronistas, a intelectualidade e os

estudantes.

Foi só em 1969, quando o movimento operário e popular estourou nas

ruas com o Cordobazo de 29 de maio, é que o partido militar notou que o

inimigo interno – em plena guerra fria, o comunismo lá fora e o peronismo

combativo dentro – tinha começado a crescer nos sindicatos, e na forma

de grupos estudantis rebeldes e de pequenas células guerrilheiras que

pipocavam pelo país ao calor das “puebladas”; não houve capital ou

cidade grande argentina que nos anos de 1960 e 70 até 73 não

experimentasse as insurreições populares por diversos motivos, mas

sempre nascendo a partir de reivindicações salariais e se estendendo à

luta pela liberdade dos já numerosos presos políticos e pelas demandas

mais básicas da democracia ausente e negada.

Um pacto entre o banido líder peronista e o ditador militar Lanusse, o

Gran Acuerdo Nacional, permitiu eleições livres em 1973 onde o único

proibido foi Perón. Mas seu delegado pessoal, Cámpora, ganhou a eleição
pela força da Juventud Peronista, braço legal de massas da organização

armada Montoneros. Junto com guerrilha peronista e o PRT-ERP,

expressão marxista armada, cresceram no seio da vanguarda sindical e

estudantil e enfrentaram a ala direita do peronismo. O ministro López

Rega, secretário pessoal de Perón, e Isabel Perón encabeçaram a reação

da direita, apoiados pelo velho líder, lançando as bandas fascistas

conhecidas como Três A que cometeram mais de 1000 crimes contra a

vida de intelectuais, dirigentes políticos e sindicais da oposição de

esquerda, e forçaram ao exílio a numerosos políticos moderados,

professores universitários, artistas e cientistas. Os métodos das Três A, de

desaparição, tortura e morte, foram apenas a antessala do que viria com o

golpe de 24 de março de 2016.

No meio desta sucessão de golpes e “pronunciamentos” militares, sempre

financiados e apoiados, aberta ou sorrateiramente pelos políticos e

empresários da velha oligarquia, a democracia foi crescendo como uma

aspiração a conquistar de modo definitivo. Passamos da “democracia

vigiada” – que sofreu o governo Alfonsín em 1983, logo do fracasso da

guerra das Malvinas e a derrota política do governo ante a forte pressão

social e dos políticos mais radicalizados – até o momento atual, em que os

direitos podem estar sendo recortados, e as conquistas sociais ameaçadas,

mas as liberdades de expressão continuam protegidas pela força e a

consciência de uma parte importante da população que não aceita voltar

atrás.

Maria Fernanda Arruda, escritora e midiativista.

quinta-feira, 23 de março de 2017

PORQUE A RUPTURA SOCIAL É ABSOLUTAMENTE INADIÁVEL PARA O SALTO HISTÓRICO QUE ESSE PAÍS NECESSITA. Texto de Aldo Fornazieri, 
Pessoas das mais variadas posições políticas, dos mais diferentes calibres intelectuais e das mais diver
sas posições sociais têm lamentado uma suposta excessiva polarização que estaria ocorrendo no Brasil. Leandro Karnal, após publicar a foto de seu famoso jantar com o juiz Moro e ver-se tolhido por críticas de muitos e ungido pelos elogios de outros, lamenta a polarização, mais uma vez. Na verdade, ou melhor dizendo, a verdade efetiva das coisas mostra que a crítica à polarização no Brasil, em todos os tempos, sempre esteve a serviço da dominação de elites predatórias e sempre se configurou como o exercício da hipocrisia nacional.
A outra face da crítica à polarização é a ideia paradigmática de que o povo brasileiro “é ordeiro e pacífico”. As exigências de ordem e paz, de harmonia, nasceram no Brasil Colônia, atravessaram o Brasil Império e se instalaram no Brasil República. Em nome dessas ideias, dissidências foram massacradas, opositores foram exilados, críticos foram calados. Em nome dessas ideias, a violência explícita ou dissimulada das elites sempre procurou auferir a áurea de legitimidade, proclamando-se ação necessária para harmonizar os conflitos banindo da cena política e social os elementos “perturbadores”, os “indesejáveis”, os “subversivos”, os “desordeiros”, enfim, um rosário instrumental de adjetivações a serviço do mando violento e excludente.
A crítica à polarização e a falta do combate cívico virtuoso fizeram do Brasil o que ele é: um país sem presente e sem futuro; um país incapaz de dar-se uma comunidade de destino. Foi esta dupla dinâmica que fez com que alguém disse que, com a independência do Brasil, os portugueses não perderam uma colônia, mas ganharam um reino. Esta mesma dinâmica fez com que a proclamação da República fosse feita por um marechal monarquista, adoentado, posto sobre um cavalo para liderar uma marcha militar, fazendo com que a res publica nascesse sem povo, sem terra e sem o pronunciamento de um tumulto cívico que lhes desse uma origem efetivamente popular. A síntese perversa deste ato foi captada pelas famosas palavras de Aristides Lobo que afirmou que o povo assistia, “bestializado”, aquele acontecimento sem compreender o seu significado.
Exigir, neste momento, a despolarização, o debate polido, as maneiras finas e educadas, significa exigir que o povo permaneça bestializado. No Brasil, o povo sempre foi tratado como serviçal, como escravo, como ignorante, como grosseiro, cujo único atributo seria trabalhar e servir. As elites sempre se reservaram o monopólio do luxo, do dinheiro, dos vícios e da corrupção. Pois bem. Nos momentos críticos, de incerteza acentuada acerca do amanhã, essas elites mal-educadas, incluindo a intelectualidade que as servem, exigem boas maneiras daqueles que nunca foram bem tratados. O povo e os ativistas cívicos, precisam aprender a tratar com grosseria as elites violentas, luxuriosas, vaidosas, corruptas, expropriadoras, sonegadoras, pois esta é a forma polida que merecem ser tratadas por terem construído uma sociedade injusta e brutalmente desigual.
É legítimo cobrar posicionamento dos intelectuais
Chega a ser um acinte que os bem falantes dos livros e das mídias exijam despolarização, recato e polidez em uma sociedade moralmente dilacerada, materialmente humilhada, culturalmente deserdada. É preciso dizer não a essa exigência de despolarização que criou, cultiva e dissemina o mito da democracia racial, sempre atualizado em cada momento histórico com a manutenção de novas formas de existência de semi-libertos dos afro-descendentes e de extermínio dos índios.
Como exigir despolarização no momento em que a democracia foi golpeada, em que os direitos sociais são destruídos, em que a cultura, a educação e a saúde pública sofrem agressões e danos ruinosos? Como exigir polidez quando a juventude está desesperançada e a velhice temerosa porque não se encontra ao abrigo das misérias e não tem amparo no momento em que mais precisa dos serviços públicos da saúde? Como exigir diálogo com um governo que é a face desnudada da corrupção, do machismo, da falta de recato e da indiferença completa com a sua própria degradação?,
Neste momento de desesperança é preciso cobrar dos intelectuais, sim, um posicionamento acerca da situação política do país. Os intelectuais são figuras públicas e, como tais, estão submetidos ao crivo do público e às exigências demandadas pelo processo de formação da opinião pública. É bem verdade que parcelas dos intelectuais se tornaram idiotas da objetividade e se refugiam numa suposta neutralidade que não existe. Também é verdade que parte da mídia conferiu o estatuto intelectual e de juízes da nação a vendedores de consultorias, que são partes interessadas no doloroso ajuste jogado sobre os ombros vergados dos mais pobres.
Mas convém lembrar que os intelectuais de todos os tempos, dentre os mais representativos, a começar por Sócrates, Platão e Aristóteles, chegando ao mundo moderno e contemporâneo, pugnaram pela cidade justa, pela república justa, pela nação justa. Denunciaram as injustiças, combateram as desigualdades, enfrentaram tiranias e ditaduras, sofreram violências, exílios, prisões, quando não a morte.
Um intelectual autêntico não pode ser um acólito do poder, um cortesão oportunista, um frequentador de palácios, um comensal dos poderosos. Os intelectuais autênticos devem ser a voz pública dos reclamos de justiça e, pela simbologia e representatividade que carregam, precisam elevar-se acima dos outros para denunciar as mazelas do poder e dos poderosos, de sua opressão, de suas arbitrariedades e de suas tendências contrárias à liberdade.
Dentre todas as incompletudes humanas, dentre todas as incompletudes do mundo, um poder que não esteja assentado sobre as virtudes do povo e que não esteja a serviço do interesse comum, é a maior das incompletudes. O poder do Estado é o organizador de todas as outras atividades. E se ele não é virtuoso, desestrutura e destrói a nação, a sociedade, a moralidade, o bem estar, o desenvolvimento, a educação, os direitos, a cultura.
O governo Temer promove, hoje, este tipo de devastação do Brasil. É um governo que precisa ser denunciado e removido. Para isto é necessário o dissenso, a polarização e o conflito. Nas repúblicas democráticas bem constituídas não é o consenso, não é a paz dos cemitérios, não é a passividade que constroem bem estar e boas leis. Somente as virtudes combativas e o ativismo cívico são forças capazes de imprimir um outro rumo ao Brasil. (nao é meu o texto}
Quem sabe os ditadores não o põe  FHC como Presidente de novo? A esperança é a última que morre.

LULA sabe, ou deveria saber, que a Justiça, em todos os seus níveis, está comprometida com o "golpe branco": desde o juiz de primeira instância, no interior paulista ou de Curitiba, até ministros do STF, desde os Tribunais de Contas até a Procuradoria Geral da República. 

Os Bandeirantes pensam pelo avesso? Os protestantes buscam abrigo à sombra da pirâmide da FIESP, a entidade que representa o segmento empresarial o mais retrógrado do Brasil, defensor da extinção das leis do trabalho, substituindo-as por normas de "terceirização".
O ponto máximo da alienação dos imbecis que querem a quebra da Ordem: deixam-se acolher pela FIESP, o símbolo do pré-capitalismo explorador de mão-de-obra escrava.


A quem interessar possa: para que não se façam afirmações levianas:
"Entre as revistas, a semanal Veja recebeu R$ 19,9 milhões --o ano em que recebeu mais foi 2009, quando o governo federal lhe destinou R$ 43,7 milhões. No total, a revista já recebeu R$ 370,9 mi de Dilma e Lula. Abaixo dela vem a Época, com R$ 168, 4 mi, a IstoÉ, com R$ 145,4 mi e a CartaCapital recebeu R$ 61 mi, 16,4% do destinado à Veja."

http://www.correiodobrasil.com.br/ipes-millenium-patrocinio-golpe/

Se as pessoas se mobilizassem tbm pras questoes q ns afligem . Bm o bloco foi feito para reacender esta chama. O bom e que muitos tiveram a mesma ideia mas dps do carnaval...As mascaras caem e vem a desmobilizacao7 o afastamento e a rotina de desmotivacao popular. A gente vai tentando fazer alguma coisa. Colocando ns tijolinho.
"Defesa Sanitária. Uma Embratur?
Precisamos de muita precaução, este vídeo que um médico veterinário faz uma defesa da sanidade da Carne Brasileira de forma bem enfática, e que muitos ativistas virtuais vem compartilhando, me obriga expor uma posição , e que no meu ponto de vista, tem gente séria defendendo a prioridade na preservação dos Empregos.
Afirmam os Golpistas através de seus Agentes bem pagos, a utilizarem de meias verdades para pescar nas bacias das Almas,Inocentes Uteis. Voltando ao vídeo viralizado ,em defesa da Defesa Sanitária, e que no fundo defende a estrutura e o modelo de fiscalização do *MAPA*,dando aval para o agro-negócio, altamente corporativo, uma reserva de mercado dos médicos veterinários e de engenheiros agrônomos, na realidade uma​ Embratur dos frigoríficos e do agronegócio. Existem duas Câmaras Técnicas para definição das politicas de fiscalização e definição das medidas de controle dentro do MAPA, (veja no site}quem são os seus coordenadores. É deles o controle , não adianta o Sr. Ministro usar e tentar vender gato por lebre, como se diz "a casa caiu", isso é um capitalismo sem o menor risco. Vamos fazer um exercício, se dentro do Sistema de Vigilância Sanitária, quando ocorreu em 1988 , os escândalos dos medicamentos sem procedência (falta de qualidade, e falsos), os farmacêuticos responsáveis pela garantia de qualidade, fossem agentes do SUS/Anvisa, na realidade a Vigilância Sanitária teria dado a resposta ao Povo Brasileiro. Quem e qual melhor Sistema respondeu? Isso antes de existir a Anvisa, que também está sobre ataque para ter sua politica de fiscalização e controle "privatizada". O sistema de DEFESA do Ministério da Agricultura Pecuária e Pesca - MAPA, defende o agronegócio no geral, sabemos que existem resíduos de hormônios, antibiótico e outros resíduos MV no frango; na carne bovina e suína e nos lácteos, e os resíduos de agrotóxicos. Pergunto porque isso não foi pautado? Esses desvios de qualidade e outros, já foram noticiados, claro que sem essa pirotecnia​ da Lava Jato. Quem quer se aprofundar ,é só buscar o Dossiê ABRASCO,e saberá que estamos consumindo 7,2 litros de veneno por ano. Este segmento é um dos aliados principais das Monsanto da Vida, e as defendem verbalmente e nas suas práticas produtivas. É o tal Circulo Virtuoso as avessas, anti Povo Brasileiro, o circulo do Capital. Não podemos esquecer, são contra a agricultura familiar e já patrocinaram e estão envolvidos nos desmatamentos na Amazônia; e o pior ,alguns patrocinam mortes dos índios Guaranis Kaiowa e outros, de nossos irmãos dos Povos Originários; perseguem todos os Movimentos Sociais e principalmente o MST. Colocando seus agentes em tentativas de cooptação e/ou intimidação, sem negar a eliminação seletiva, como ocorreu no Pará esta semana. E outros de muitos de nossos heróis anônimos, de nossa História de Resistência e Lutas enquanto Povo Brasileiro, Sem esquecer o envolvimento do segmento nas práticas análogas a trabalho escravo, amplamente noticiadas e documentadas pelos auditores do Ministério do Trabalho e Emprego. Quem conhece saúde do trabalhador, sabe dos inúmeros casos de Ler-Dort, dos transtornos de saúde mental, e muitas outras; das jornadas exaustivas apesar da existência da NR-36. Não podemos compactuar com os mais fies representantes do escravagismo temeroso . Urge desprivatizar os Serviços de Defesa Sanitária do Mapa e exigir o cumprimento do artigo 200, inciso VI da tão mal tratada Constituição Federal pelos Golpistas. Portanto, cautela e caldo de galinha caipira, não faz Mal a ninguém.

segunda-feira, 20 de março de 2017



Teremos mais um governo imediatista, administrador de circunstâncias? Para por fim à "luta pelo dinheiro", da parte de governadores e prefeitos, seria necessário:
1. A reforma política radical. Começar dos critérios de divisão de responsabilidades e de partilha de recursos entre União, Estados e Municípios. Hoje, o Brasil não é uma Federação. 2. A reforma tributária. contrariando-se, sim e necessariamente, os interesses das elites.


F.Martins é um jornalista muito sério. Nao fará parte do novo governo. Pena. Não é preciso apenas refundar o Ministério das Comunicações. É preciso refundar a imprensa no Brasil, transformada em negócio, "quem ganha mais", que mente, omite, faz escândalo, não cria nada.

Mais uma vez, temos palavras e mais palavras. E é o que os jornais conseguem publicar. Fazer o que, mais e com menos dinheiro? Ajustes deveriam começar com uma nova postura pessoal, despida de mordomias absurdas, espartana mesmo, que, depois de termos perdido a guerra contra a miséria, é preciso.

O BNDES tem dado ouvidos a empresas nacionais e multinacionais que estavam se afundando na incompetência ou na jogatina financeira. Carlos Lessa foi embora por causa disso. Olhos atentos, pois. De alguma maneira, o BNDES é tão ou mais importante que o Banco Central. A imprensa sensacionalista não

Nós, habitante do planeta Terra e que moramos abaixo da linha do Equador, precisamos urgentemente de:
1. Um judiciário que seja competente e honesto. Não podemos conviver com decisões que são reformadas a cada 24 horas, nem com ministros falastrões, nem com julgamentos que não convencem ninguém.
2. De uma imprensa correta, que informe, que não viva da produção de escândalos semanais, mal contados, mal apurados.

Pior do que os políticos e administradores brasileiros, Obama imagina o mundo como sendo habitado por débeis mentais. Fazer "manobras" a essa altura, senhor Presidente. O fato é que, esquecida a derrota militar e política sofrida no passado, os EUA estão ávidos, buscando uma nova guerra no Extremo Oriente.

Os meios de comunicação não são conservadores. Eles apenas são comprometidos exclusivamente com os objetivos de uma empresa que procura lucros. Eles não comunicam para informar, mas para "vender" idéias e produtos.

O "desejável" proposto por mim, eu mesmo o considero como uma utopia. O mundo do livro está sendo ocupado cada vez mais pelas grandes empresas editoriais, que devem estar atentas para o lucro, e pelas mega-livrarias, da mesma forma empresas que querem o lucro. Então, e inevitavelmente, prêmios literários passam a ser referencial mercadológico, mais exatamente, de vendas. No Brasil, estamos enfrentando o mundo estúpido do best-seller.


A discussão em torno da participação de capital estrangeiro na mídia é feita com grande hipocrisia. Os 30% admitidos atualmente são mais do que suficientes para permitir o controle acionário de qualquer empresa. Ou não é assim? A opinião pública deve ter, de forma ampla, o direito de saber sobre quem está informando. Por muito tempo, por exemplo, quem lia o "Estadão" sabia quem era Julio de Mesquita Filho e sabia o que ele pensava, pois o seu jornal escrevia sobre isso com todas as letras. Hoje, quem comanda o velho jornal? Quem promove a imprensa "marrom" promovida pela revista Veja? A TV Bandeirantes vai se tornando porta-voz dos "ruralistas"?

No meu ponto de vista, o grande problema está na transformação da imprensa em empresa, o que se tornou inevitável, a partir do momento em que, o que começou com a televisão, a mídia tornou-se negócio que envolve muito dinheiro. Julio de Mesquita Filho, Carlos Lacerda, Samuel Wayner, cada um a seu modo, foram excelentes jornalistas, não empresários. Agora, o grande objetivo não é mais o de informar/formar a opinião pública, e a qualidade do meio de informação não importa. Importa o faturamento, e o faturamento é dado pela propaganda.

Discordo com relação ao Zé Dirceu. Ele já se habituou aos vinhos de primeira linha e aos charutos que custam muito dinheiro. "Consultor de empresas", ganhará o suficiente para alimentar esses bons vícios, fazendo lobby e manipulando segundo e terceiros escalões de Brasilía, que existirão sempre, independentes dos governantes.É o mundo do Alí Babá e seus quarenta ladrões. Não irá falar pelo governo, o que não interessa a quem trabalha sempre nos bastidores, e nem terá o aval da "guerilheira" presidente, que não usará spokemen.
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Não tenho nada contra metalúrgicos, desde que, enquanto tais, estejam honrando uma bancada de trabalho, um torno, por exemplo. Nem contra guerrilheiras, desde que entendidas como os que lutaram contra a tortura física e mental que foi imposta ao País por 25 anos. Nem contra banqueiros, que geralmente, mas não sempre, são homens extremamente inteligentes. Mas, quem é o assassino? Será aquele moço que chegou ao ponto mais alto de uma careira política e que hoje em dia não vence eleições, nem mesmo no seu pequeno Estado? Será aquele que fazia safadezas com o Buzaidinho?
O desrespeito ao povo brasileiro já não tem limites. TODOS os deputados e senadores devem ser presos, ratificando-se a sua condenação, por crime óbvio, procedendo-se em seguida ao seu banimento. Agora, eles já não dignos nem mesmo do nosso asco!

A escola privada transformou-se em negócio. A escola pública faliu. Está na hora de deixar de lado a grande mentira e encarar o que os números mostram: o País dos alfabetizados disfuncionais.

 O ministério passa a ser um Brasil loteado: de fato, a "res publica" ttransformada em "cosa nostra".

Onde estão todos os que defendem intransigentemente a liberdade de imprensa? Isso só vale para defesa dos interesses dos poderosos

Os números dessa pesquisa mostram que a gestão Haddad, no Ministério da Educação, foi positiva. Mas, puxa vida, (!) como temos que progredir ainda. Temos que derrubar um dos mais terríveis preconceitos das elites nacionais: preto e pobre não precisam e nem devem saber ler e escrever.

Maluf é o exemplo maior da impunidade nesse País. Justifica-se assim o seu cinismo. Enfim, De Gaulle já havia constatado: o Brasil não é um país sério.

Mais do que nuca, os políticos profissionais querem construir uma barreira que os separe do povo. Poderiam ir todos para Versalhes e comer brioches.

O PMDB e outros, o "centrão" quer fazer o grande leilão, que poderá permitir a ele fazer negociatas por mais quatro anos. Quem sabe, um dia, ficaremos livres desse banditismo. Hoje, podemos ter saudade do PMDB de Ulisses Guimarães e da luta pela democracia: o que era PMDB transformou-se em ARENA.

Edison Lobão é homem da capitania do Maranhão, controlada pelo senador (do Amapá!) Zé do Sarney. Tentando-se ficar acima de fofocas e pequenas maldades, a imprensa não deveria apresentar objetivamente o currículo dos que vão ser ministros? FHC governou com o PFL de Antônio Carlos Magalhães; Lula, com o PMDB. Ambos poderiam ter sido eleitos sem assumir compromissos espúrios. Mas não conseguiriam governar. A "governabi

A política externa brasileira teve coragem suficiente para dizer não à ALCA e contrariar interesses dos EUA. Celso Amorim não repetiu a subserviência de Celso Lafer. O maior erro está sendo admitido aqui: Lula, o campeão das simplificações tolas, firmou que a China é uma economia de mercado. Onde, eim?

De fato, as milícias são outro personagem sórdido do drama. Mas, e a máfia, eim, os grandes, os chefões, os capos, onde eles estão? São os mesmos que exportam para o Brasil lixo contaminado, que nós ficamos contentes em devolver, mas sem apurar quem mandou? Seria a Camorra? 

Sempre é animador encontrar sinais de inteligência e sensibilidade.

Castor de Andrade foi quem decidiu pela ampliação dos "negócios" dos bicheiros, incorporando as máquinas "caça-niqueis" e as drogas. Montou um entreposto em Porto Seguro, ostensivo, para quem quizesse ver. Preso, transformou a sua cela em suite de hotel de luxo. Brincou com o carnaval e com o futebol. Teve seguidores, como o capitão Guimarães. Faziam conexão com a cosa nostra. Hoje em dia, quem faz?


São Paulo, do bandeirantismo que vai da caça aos índios até 1932. Non duco, ducor! É a a capital da FIESP.

No legado do executivo que morreu ontem fica também a hecatombe de Mariana! A morte iguala as pessoas



E aí temos a Justiça a desserviço da Nação, do bom-senso, usando palavras enigmáticas em frases mal construídas.

Dificilmente o STF deixará de punir Lula, pela avaliação feita sobre a "suprema" Corte. Houvesse dignidade, e o STF, ainda que condenar Lula à prisão, deveria, em respeito à Nação, chamar a si a responsabilidade de julgamento.

Os Bandeirantes pensam pelo avesso? Os protestantes buscam abrigo à sombra da pirâmide da FIESP, a entidade que representa o segmento empresarial o mais retrógrado do Brasil, defensor da extinção das leis do trabalho, substituindo-as por normas de "terceirização". 

O ponto máximo da alienação dos imbecis que querem a quebra da Ordem: deixam-se acolher pela FIESP, o símbolo do pré-capitalismo explorador de mão-de-obra escrava.

os escritores se exilaram depois do dia primeiro de Abril?
Alguns foram presos no correr dos 25 anos de autoritarismo. Outros foram embora. Hoje, quase todos estão mortos. Fizeram uma geração maravilhosa. Mas acredito que há uma renovação, que há muita gente jovem competente. O projeto "Senhor" morreu, como toda inteligência, na época. Ou quase toda: restaram algumas ilhas. Mas agora temos outros tempos (que não me agradam, sem sombras de saudosismo emocional

Salário decente para o professor é o ponto de partida para reforma do ensino e para reformar o Brasil.

Viva o país dos políticos ricos, que não é o nosso País, onde parte considerável da população ainda vive abaixo da linha de pobreza absoluta. E não podemos esquecer que não se trata de "salário", mas de "pro-labore" para fazer negociatas!

a tese da "anistia ampla e irrestrita" fere inteligência e a dignidade humanas. O Brasil tem sido exceção no âmbito da América Latina, ao ser tão complacente com os crimes cometidos durante a ditadura. Não se trata de conceder indenizações e pensões, no que tem havido excessos, mas de respeito, ainda que tardio, aos direitos do indivíduo e do cidadão.

Estados Unidos e China são os dois grandes bandidos. Por que não boicotá-los? É impossível? Sim, por falta de coragem 

A previdência privada cresceu, impulsionada pela precariedade da pública. Com raras exceções, é composta por empresas comerciais que querem e ganham muito dinheiro, desrespeitando clientes que, no momento em que buscam atendimento, já estão fragilizados.

Quando Brasília foi inaugurada ela se apresentava como símbolo de esperança. Hoje, envelhecida, até mesmo na sua arquitetura, ela simboliza a corrupção dos poderosos, a negação do povo brasileiro, a arrogância temerária dos políticos que não souberam ser "procuradores" dos cidadãos, passíveis de terem as suas procurações caçadas.


Os presidentes dos EUA, como Reagan, além de mandad matar pessoas, como John Lennon, assaltava o que?
Nixon, oficialmente, iniciou a perseguição, pretendendo a expulsão de Lennon, não foi isso? Claramente, preferia que ele morresse. Muito pouco imaginativos, os norte-americanos sempre usam o mesmo tipo (um semi-louco) para fazer o serviço sujo; em seguida, eles morrem!
Protestando
Gerivaldo Neiva
Enquanto crianças ainda morrem de fome, 
de morte morrida ou morta matada,
de balas perdidas ou achadas.
Enquanto adolescentes, para suportar a dor da vida que lhe foi imposta,
tornam-se dependentes de drogas.
Enquanto jovens pobres, negros e periféricos
são mortos por soldados também pobres, negros e periféricos.
Enquanto juízes encarceram delinquentes comuns
em penitenciárias fétidas e abarrotadas de lixo humano.
Enquanto sem terra e sem teto marcham e ocupam terras e prédios
que não cumprem a função social e, mesmo assim, a Constituição não lhes servem
e são despejados por mandados legais, mas despidos de Justiça.
Enquanto índios choram por sua terra e antepassados,
fazendo gemer cada galho e cada bicho da mata.
Enquanto gays são mortos por serem apenas gays,
 ou por pais que não suportam filhos gays,
ou por homofóbicos que não suportam qualquer gay.
Enquanto esses longos séculos de opressão e exclusão teimam em não ter fim...
Enquanto sangram os sonhos de tantos que morreram por pão, terra,
e liberdade;
Enquanto sangra o sonho do Estado Democrático de Direito, que assegura exatamente o direito de discordar, protestar e ser julgado com a proteção do contraditório, ampla defesa e devido processo legal;
Enquanto sangra a utopia de um mundo igual e solidário,
é hora de protestar.
Protestar contra todas as injustiças do mundo, contra todas as formas de exclusão, contra todos os preconceitos e contra todas as formas de exploração.
Protestar contra o arbítrio, o autoritarismo e defender sempre a liberdade e a democracia.
Jamais retroceder e revolucionar sempre.
Protestar e juntar-se aos excluídos e marginalizados por inclusão e abundância de pão, terra e liberdade.
 Protestar e sentir-se no lugar do outro, sentir sua fome e sua dor.
Protestar para que mesmo aqueles que tentam segurar o bonde da história também tenham o direito de protestar em vão, pois a história não tem freio e nem marcha ré.

domingo, 19 de março de 2017

"Triste o país que aplaude autoridades que praticam ilícitos a pretexto de coibir crimes e onde a violação de uma garantia individual torna-se anedota na Suprema Corte. Infeliz o povo cuja sede de vingança o faz desprezar sua Carta Constitucional e olvidar da história de lutas que a precedeu."
A estupidez da Casa-Grande fez de Lula, em 1980, um líder nacional. Repetindo-se agora, o faz Herói do Brasil.
A enumeração dos erros faz uma listagem muito grande que foram tolerados em razão daquilo que excepcionalmente de bom foi feito: a inclusão social de milhões de brasileiros. O Partido dos Trabalhadores, é preciso reconhecer e entender, acomodou-se no pantanal da política brasileira e os seus comandantes devem ser responsabilizados. Não vale para coisa alguma o sofisma paupérrimo do “ruim com eles, pior sem eles”. Possivelmente, a menor das culpas caiba a Dilma Rousseff. A ela não se atribua corrupção, mas: os desmandos cometidos à sombra da Petrobrás não podem ser justificados pela vontade extemporânea de apura-los e puni-los. Enfim, e quanto ao PT, ele que “cresça e apareça”, que por enquanto perdeu em ética e em competência; não sabe administrar a coisa pública e não sabe fazer a prática política.

Trata-se da coragem de enxergar o óbvio: os que acreditam no Brasil justo e íntegro estão derrotados, com a vitória das elites e do sistema financeiro. Tais e tantos foram os erros cometidos pelo governo Dilma Rousseff, afastando-se do comprometido com seus eleitores, que sua permanência, hipótese demais remota, ainda que exista, não terá força suficiente para alterar o atual quadro de submissão, em especial no que se refere à Petrobrás. A vitória não tem o mérito dos vencedores, mas as incompetências dos vencidos. O PT não poderia ter sido pior, desde o silêncio com que se revestiu o julgamento de Jose Dirceu e Jose Genoíno, até a indicação para o ministério de um propagandista de silicone, passando pelo imediatismo populista de 1° de maio, um comício que pretendeu ser, mas foi arremedo muito pobre do 13 de Março da Central do Brasil.

O povo está nas ruas. O bom-senso que as estruturas enfraquecidas que ainda sustentam o Estado Brasileiro será o suficiente para que se vença o banditismo mais primário já vivido nesse País. Quando figuras criminosas, como a de "Paulinho da Força", são postas em destaque, fica gritantemente evidente que os bandidos estão reunidos na mesma quadrilha.

o presidente da Shell visita o Brasil e um consórcio estranho, Dilma & Serra, começa a definir o destino do pré-sal. Uma sombra macabra se move ao fundo do nosso cenário, lembrando Dom Corleoni. A Máfia não sai em desfile às ruas, mas a Maçonaria abandona os seus segredos. Será ela mesma, ou a outra, em disfarce tétrico?

Assistimos à execução do projeto de desestabilização do Estado de Direito, sendo executado em todas as áreas: do STF ao juizado de primeira instância em Curitiba. O desafio à decência é feito sem qualquer escrúpulo. Sente-se que há algo muito grande por traz desse crime em vias de ser praticado, tão terrível que se teme apontar

Jango fez acordos: aceitou tomar posse com o parlamentarismo lacerdista; teve banqueiros como ministros da Fazenda; enviou Roberto Campos para Washington como seu embaixador; dispensou a assessoria de Celso Furtado. Quando discursou na Central do Brasil, já havia perdido. Na Historia do Brasil não cabe mais um acordo
LULA é perseguido pelas elites nacionais, associadas ao sistema financeiro internacional, empenhado em transformar a Petrobrás em aplicativo. E não é entendido pela "inteligentzia" encastelada nas academias. 

A história do menino Lula, migrante, posto em São Paulo, é idêntica à de milhares que fugiram da miséria nordestina, a grande obra do mandonismo dos velhos e dos novos coronéis, em busca do que era então a Terra Prometida.
O PMDB promove o golpe, para que o PSDB governe: O PMDB representa apenas poderes regionais e uma malta que emergiu do Brasil profundo no bojo das distorções criadas pelo sistema de coligações partidárias.O PMDB representa apenas poderes regionais e uma malta que emergiu do Brasil profundo no bojo das distorções criadas pelo sistema de coligações partidárias.

Em 1964 alguns ministros do STF foram dignos. Em 2016, quem? A visita do ministro Gilmar Mendes na calada da noite ao líder golpista, Michel Temer, em pleno Palácio do Jaburu é a celebração do escárnio e a tradução mais verossímil do pacto golpista nas entranhas do poder judiciário.
Despido de qualquer pudor, Gilmar, e por consequência, todo o STF, já nem desfaçam a sua participação ignóbil no atentado contra aquilo que deveriam proteger às últimas consequências: a Constituição Federal.

o constituinte não conferiu plenos poderes presidenciais ao vice durante o período de afastamento”. Em primeiro lugar, porque o vice-presidente não foi eleito para ocupar a função do presidente da República. Em segundo, porque seria “no mínimo leviano” por parte do constituinte assumir periculum in mora in reverso de tamanha monta, aos custos da sociedade brasileira, já que a previsão constitucional é clara no sentido de afastamento temporário. E, por fim, porque “o constituinte não previu que o vice-presidente não estaria alinhado com o presidente, de modo a não dar continuidade ao programa de governo até então praticado e iniciar seu próprio mandato” – como ocorre atualmente.

Temer e sua quadrilha fazem um bando desordenado de arruaceiros de baixo nível: o ministério do vice-presidente ficara para sempre inscrito nos anais do Festival de Besteiras que assola o País. Refletindo, teremos vantagem imensa sobre essas entidades primarias.

sábado, 18 de março de 2017

COMEÇANDO A PENSAR EM 2018
Não há precipitação nisso. O desgoverno Dilma-Mosquita chegou ao fim, mesmo antes de começar. Culpa de uma oposição predatória. Nâo. Culpa de sua incompetência, comprovada na prática de uma política econômica criminosa, na prática do extermínio dos povos indígenas, na defesa dos interesses nojentos dos ruralistas capitaneados por Katia Abreu, na omissão diante do crime hediondo cometido pela Samarco, e na sua inação, diante dos ataques de uma mídia que ela se recusa a disciplinar. É esperar que ele termine, pelo bem de uma democracia já em si tão frágil.
E os nomes, de ambos os lados, começam a ser cogitados, todos eles mostrando a vocação ultra-conservadora de nosso mundo político. A oposição discute nomes: Alckmin, Aécio, Serra - todos candidatos que já foram rejeitados, múmias prontas a assumir novas derrotas. Para o PT só se menciona o nome do grande líder, Lula. Será mesmo o melhor caminho?
Além dos equívocos e erros cometidos, o próprio Lula faz uma auto-crítica que o desqualifica: "não sou e nunca fui de esquerda, não entendo de economia, isso é com a Dilma, o que eu quero é eliminar a pobreza." Muito francamente: a Lula compete reconstruir o PT, hoje anulado e afundado na corrupção e na mediocridade covarde.
Será crime pensa em nomes novos, em figuras que possam significar de verdade competência, seriedade e inovação? Haddad e Juca Ferreira são os dois nomes que podem ser pensados. Ambos serão candidatos, em São Paulo e em Salvador. Juca Ferreira leva alguma vantagem, como experiência, e por não ser um nome de São Paulo. O Brasil inteiro não quer mais um presidente de São Paulo.
Dificilmente o STF deixará de punir Lula, pela avaliação feita sobre a "suprema" Corte. Houvesse dignidade, e o STF, ainda que condenar Lula à prisão, deveria, em respeito à Nação, chamar a si a responsabilidade de julgamento.


Os Bandeirantes pensam pelo avesso? Os protestantes buscam abrigo à sombra da pirâmide da FIESP, a entidade que representa o segmento empresarial o mais retrógrado do Brasil, defensor da extinção das leis do trabalho, substituindo-as por normas de "terceirização".

O ponto máximo da alienação dos imbecis que querem a quebra da Ordem: deixam-se acolher pela FIESP, o símbolo do pré-capitalismo explorador de mão-de-obra escrava.

Janot,o Procurador Geral da República é leitor inveterado de Kafka, de quem aprecia em especial "O Processo" e "O Castelo". Também lê e relê "Alice no País das Maravilhas". E assim caminha o Brasil.

Lula é sócio do filho na Friboi e faz contrabando de carne, como a foto prova.

Em 2015, Rondônia registrou o maior número de assassinatos em conflitos no campo desde 1985, sendo este o maior número no Brasil dos últimos 12 anos. Em 2016, já ocorreram quatro mortes. As autoridades, cientes da situação, permanecem omissas. Rondônia torna-se um barril de pólvora prestes a explodir.

MORO ainda tem muita munição: a perda do dedo do Lula será investigada, o torno que o teria acidentado será intimado a depor, sob vara - estão sendo apuradas relações íntimas de Lula com uma grande empresa fabricante de papel-higiênico.
Depois da era MORO, com que direito nos assustaremos ainda com a velha Alemanha fanatizada por Hitler?


"... se me perguntasse quer viver uma vida comprida amofinado ou quer viver uma vida curta de macho, o que era que eu respondia? Eu respondia: quero viver uma vida curta de macho, sendo eu e mais eu e respeitado nesse mundo e quando eu morrer se alembrem de mim assim: morreu o Dragão. Que trouxe uma mortandade para os inimigos, que não traiu nem amunhecou, que não teve melhor do que ele e que sangrou quem quis sangrar. Agora eu sei quem eu sou. "
João Ubaldo Ribeiro: Sargento Getúlio.

Quem ganhou as eleições de 2014: foi a coligação PMDB + PSDB + Dilma 

quinta-feira, 16 de março de 2017

MAURICE RAVEL

Atualizado: há cerca de 3 anos
Um dos grandes compositores que marcaram o século XX. Aprendeu a amar a liberdade com Satie, mas a auto-confiança com os russos, com a sua curiosidade modal, ritmica e harmônica. Sempre lembrado em função de Bolero (1928), mas compositor de muitas obras que merecem e precisam ser ouvidas.


SACI EXISTE SIM

Atualizado: há cerca de 3 anos

Fiquei sabendo sobre o Saci através de Monteiro Lobato. Tornou-se meu herói. Queria ter um deles, a qualquer preço. Armei-me da peneira adequada, a de xxx e esperei dia de vento com redemoinho. Faltou-me engenho e arte e não consegui nenhum resultado.
Muitos tempos passados, minha amiga Márcia Camargos me apresentou a cidade dos sacis, São Luiz do Paraitinga.

E continuo tendo a certeza: Saci é mais.