domingo, 19 de março de 2017

"Triste o país que aplaude autoridades que praticam ilícitos a pretexto de coibir crimes e onde a violação de uma garantia individual torna-se anedota na Suprema Corte. Infeliz o povo cuja sede de vingança o faz desprezar sua Carta Constitucional e olvidar da história de lutas que a precedeu."
A estupidez da Casa-Grande fez de Lula, em 1980, um líder nacional. Repetindo-se agora, o faz Herói do Brasil.
A enumeração dos erros faz uma listagem muito grande que foram tolerados em razão daquilo que excepcionalmente de bom foi feito: a inclusão social de milhões de brasileiros. O Partido dos Trabalhadores, é preciso reconhecer e entender, acomodou-se no pantanal da política brasileira e os seus comandantes devem ser responsabilizados. Não vale para coisa alguma o sofisma paupérrimo do “ruim com eles, pior sem eles”. Possivelmente, a menor das culpas caiba a Dilma Rousseff. A ela não se atribua corrupção, mas: os desmandos cometidos à sombra da Petrobrás não podem ser justificados pela vontade extemporânea de apura-los e puni-los. Enfim, e quanto ao PT, ele que “cresça e apareça”, que por enquanto perdeu em ética e em competência; não sabe administrar a coisa pública e não sabe fazer a prática política.

Trata-se da coragem de enxergar o óbvio: os que acreditam no Brasil justo e íntegro estão derrotados, com a vitória das elites e do sistema financeiro. Tais e tantos foram os erros cometidos pelo governo Dilma Rousseff, afastando-se do comprometido com seus eleitores, que sua permanência, hipótese demais remota, ainda que exista, não terá força suficiente para alterar o atual quadro de submissão, em especial no que se refere à Petrobrás. A vitória não tem o mérito dos vencedores, mas as incompetências dos vencidos. O PT não poderia ter sido pior, desde o silêncio com que se revestiu o julgamento de Jose Dirceu e Jose Genoíno, até a indicação para o ministério de um propagandista de silicone, passando pelo imediatismo populista de 1° de maio, um comício que pretendeu ser, mas foi arremedo muito pobre do 13 de Março da Central do Brasil.

O povo está nas ruas. O bom-senso que as estruturas enfraquecidas que ainda sustentam o Estado Brasileiro será o suficiente para que se vença o banditismo mais primário já vivido nesse País. Quando figuras criminosas, como a de "Paulinho da Força", são postas em destaque, fica gritantemente evidente que os bandidos estão reunidos na mesma quadrilha.

o presidente da Shell visita o Brasil e um consórcio estranho, Dilma & Serra, começa a definir o destino do pré-sal. Uma sombra macabra se move ao fundo do nosso cenário, lembrando Dom Corleoni. A Máfia não sai em desfile às ruas, mas a Maçonaria abandona os seus segredos. Será ela mesma, ou a outra, em disfarce tétrico?

Assistimos à execução do projeto de desestabilização do Estado de Direito, sendo executado em todas as áreas: do STF ao juizado de primeira instância em Curitiba. O desafio à decência é feito sem qualquer escrúpulo. Sente-se que há algo muito grande por traz desse crime em vias de ser praticado, tão terrível que se teme apontar

Jango fez acordos: aceitou tomar posse com o parlamentarismo lacerdista; teve banqueiros como ministros da Fazenda; enviou Roberto Campos para Washington como seu embaixador; dispensou a assessoria de Celso Furtado. Quando discursou na Central do Brasil, já havia perdido. Na Historia do Brasil não cabe mais um acordo
LULA é perseguido pelas elites nacionais, associadas ao sistema financeiro internacional, empenhado em transformar a Petrobrás em aplicativo. E não é entendido pela "inteligentzia" encastelada nas academias. 

A história do menino Lula, migrante, posto em São Paulo, é idêntica à de milhares que fugiram da miséria nordestina, a grande obra do mandonismo dos velhos e dos novos coronéis, em busca do que era então a Terra Prometida.
O PMDB promove o golpe, para que o PSDB governe: O PMDB representa apenas poderes regionais e uma malta que emergiu do Brasil profundo no bojo das distorções criadas pelo sistema de coligações partidárias.O PMDB representa apenas poderes regionais e uma malta que emergiu do Brasil profundo no bojo das distorções criadas pelo sistema de coligações partidárias.

Em 1964 alguns ministros do STF foram dignos. Em 2016, quem? A visita do ministro Gilmar Mendes na calada da noite ao líder golpista, Michel Temer, em pleno Palácio do Jaburu é a celebração do escárnio e a tradução mais verossímil do pacto golpista nas entranhas do poder judiciário.
Despido de qualquer pudor, Gilmar, e por consequência, todo o STF, já nem desfaçam a sua participação ignóbil no atentado contra aquilo que deveriam proteger às últimas consequências: a Constituição Federal.

o constituinte não conferiu plenos poderes presidenciais ao vice durante o período de afastamento”. Em primeiro lugar, porque o vice-presidente não foi eleito para ocupar a função do presidente da República. Em segundo, porque seria “no mínimo leviano” por parte do constituinte assumir periculum in mora in reverso de tamanha monta, aos custos da sociedade brasileira, já que a previsão constitucional é clara no sentido de afastamento temporário. E, por fim, porque “o constituinte não previu que o vice-presidente não estaria alinhado com o presidente, de modo a não dar continuidade ao programa de governo até então praticado e iniciar seu próprio mandato” – como ocorre atualmente.

Temer e sua quadrilha fazem um bando desordenado de arruaceiros de baixo nível: o ministério do vice-presidente ficara para sempre inscrito nos anais do Festival de Besteiras que assola o País. Refletindo, teremos vantagem imensa sobre essas entidades primarias.