segunda-feira, 20 de março de 2017



Teremos mais um governo imediatista, administrador de circunstâncias? Para por fim à "luta pelo dinheiro", da parte de governadores e prefeitos, seria necessário:
1. A reforma política radical. Começar dos critérios de divisão de responsabilidades e de partilha de recursos entre União, Estados e Municípios. Hoje, o Brasil não é uma Federação. 2. A reforma tributária. contrariando-se, sim e necessariamente, os interesses das elites.


F.Martins é um jornalista muito sério. Nao fará parte do novo governo. Pena. Não é preciso apenas refundar o Ministério das Comunicações. É preciso refundar a imprensa no Brasil, transformada em negócio, "quem ganha mais", que mente, omite, faz escândalo, não cria nada.

Mais uma vez, temos palavras e mais palavras. E é o que os jornais conseguem publicar. Fazer o que, mais e com menos dinheiro? Ajustes deveriam começar com uma nova postura pessoal, despida de mordomias absurdas, espartana mesmo, que, depois de termos perdido a guerra contra a miséria, é preciso.

O BNDES tem dado ouvidos a empresas nacionais e multinacionais que estavam se afundando na incompetência ou na jogatina financeira. Carlos Lessa foi embora por causa disso. Olhos atentos, pois. De alguma maneira, o BNDES é tão ou mais importante que o Banco Central. A imprensa sensacionalista não

Nós, habitante do planeta Terra e que moramos abaixo da linha do Equador, precisamos urgentemente de:
1. Um judiciário que seja competente e honesto. Não podemos conviver com decisões que são reformadas a cada 24 horas, nem com ministros falastrões, nem com julgamentos que não convencem ninguém.
2. De uma imprensa correta, que informe, que não viva da produção de escândalos semanais, mal contados, mal apurados.

Pior do que os políticos e administradores brasileiros, Obama imagina o mundo como sendo habitado por débeis mentais. Fazer "manobras" a essa altura, senhor Presidente. O fato é que, esquecida a derrota militar e política sofrida no passado, os EUA estão ávidos, buscando uma nova guerra no Extremo Oriente.

Os meios de comunicação não são conservadores. Eles apenas são comprometidos exclusivamente com os objetivos de uma empresa que procura lucros. Eles não comunicam para informar, mas para "vender" idéias e produtos.

O "desejável" proposto por mim, eu mesmo o considero como uma utopia. O mundo do livro está sendo ocupado cada vez mais pelas grandes empresas editoriais, que devem estar atentas para o lucro, e pelas mega-livrarias, da mesma forma empresas que querem o lucro. Então, e inevitavelmente, prêmios literários passam a ser referencial mercadológico, mais exatamente, de vendas. No Brasil, estamos enfrentando o mundo estúpido do best-seller.


A discussão em torno da participação de capital estrangeiro na mídia é feita com grande hipocrisia. Os 30% admitidos atualmente são mais do que suficientes para permitir o controle acionário de qualquer empresa. Ou não é assim? A opinião pública deve ter, de forma ampla, o direito de saber sobre quem está informando. Por muito tempo, por exemplo, quem lia o "Estadão" sabia quem era Julio de Mesquita Filho e sabia o que ele pensava, pois o seu jornal escrevia sobre isso com todas as letras. Hoje, quem comanda o velho jornal? Quem promove a imprensa "marrom" promovida pela revista Veja? A TV Bandeirantes vai se tornando porta-voz dos "ruralistas"?

No meu ponto de vista, o grande problema está na transformação da imprensa em empresa, o que se tornou inevitável, a partir do momento em que, o que começou com a televisão, a mídia tornou-se negócio que envolve muito dinheiro. Julio de Mesquita Filho, Carlos Lacerda, Samuel Wayner, cada um a seu modo, foram excelentes jornalistas, não empresários. Agora, o grande objetivo não é mais o de informar/formar a opinião pública, e a qualidade do meio de informação não importa. Importa o faturamento, e o faturamento é dado pela propaganda.

Discordo com relação ao Zé Dirceu. Ele já se habituou aos vinhos de primeira linha e aos charutos que custam muito dinheiro. "Consultor de empresas", ganhará o suficiente para alimentar esses bons vícios, fazendo lobby e manipulando segundo e terceiros escalões de Brasilía, que existirão sempre, independentes dos governantes.É o mundo do Alí Babá e seus quarenta ladrões. Não irá falar pelo governo, o que não interessa a quem trabalha sempre nos bastidores, e nem terá o aval da "guerilheira" presidente, que não usará spokemen.
-----------------------------

Não tenho nada contra metalúrgicos, desde que, enquanto tais, estejam honrando uma bancada de trabalho, um torno, por exemplo. Nem contra guerrilheiras, desde que entendidas como os que lutaram contra a tortura física e mental que foi imposta ao País por 25 anos. Nem contra banqueiros, que geralmente, mas não sempre, são homens extremamente inteligentes. Mas, quem é o assassino? Será aquele moço que chegou ao ponto mais alto de uma careira política e que hoje em dia não vence eleições, nem mesmo no seu pequeno Estado? Será aquele que fazia safadezas com o Buzaidinho?
O desrespeito ao povo brasileiro já não tem limites. TODOS os deputados e senadores devem ser presos, ratificando-se a sua condenação, por crime óbvio, procedendo-se em seguida ao seu banimento. Agora, eles já não dignos nem mesmo do nosso asco!

A escola privada transformou-se em negócio. A escola pública faliu. Está na hora de deixar de lado a grande mentira e encarar o que os números mostram: o País dos alfabetizados disfuncionais.

 O ministério passa a ser um Brasil loteado: de fato, a "res publica" ttransformada em "cosa nostra".

Onde estão todos os que defendem intransigentemente a liberdade de imprensa? Isso só vale para defesa dos interesses dos poderosos

Os números dessa pesquisa mostram que a gestão Haddad, no Ministério da Educação, foi positiva. Mas, puxa vida, (!) como temos que progredir ainda. Temos que derrubar um dos mais terríveis preconceitos das elites nacionais: preto e pobre não precisam e nem devem saber ler e escrever.

Maluf é o exemplo maior da impunidade nesse País. Justifica-se assim o seu cinismo. Enfim, De Gaulle já havia constatado: o Brasil não é um país sério.

Mais do que nuca, os políticos profissionais querem construir uma barreira que os separe do povo. Poderiam ir todos para Versalhes e comer brioches.

O PMDB e outros, o "centrão" quer fazer o grande leilão, que poderá permitir a ele fazer negociatas por mais quatro anos. Quem sabe, um dia, ficaremos livres desse banditismo. Hoje, podemos ter saudade do PMDB de Ulisses Guimarães e da luta pela democracia: o que era PMDB transformou-se em ARENA.

Edison Lobão é homem da capitania do Maranhão, controlada pelo senador (do Amapá!) Zé do Sarney. Tentando-se ficar acima de fofocas e pequenas maldades, a imprensa não deveria apresentar objetivamente o currículo dos que vão ser ministros? FHC governou com o PFL de Antônio Carlos Magalhães; Lula, com o PMDB. Ambos poderiam ter sido eleitos sem assumir compromissos espúrios. Mas não conseguiriam governar. A "governabi

A política externa brasileira teve coragem suficiente para dizer não à ALCA e contrariar interesses dos EUA. Celso Amorim não repetiu a subserviência de Celso Lafer. O maior erro está sendo admitido aqui: Lula, o campeão das simplificações tolas, firmou que a China é uma economia de mercado. Onde, eim?

De fato, as milícias são outro personagem sórdido do drama. Mas, e a máfia, eim, os grandes, os chefões, os capos, onde eles estão? São os mesmos que exportam para o Brasil lixo contaminado, que nós ficamos contentes em devolver, mas sem apurar quem mandou? Seria a Camorra? 

Sempre é animador encontrar sinais de inteligência e sensibilidade.

Castor de Andrade foi quem decidiu pela ampliação dos "negócios" dos bicheiros, incorporando as máquinas "caça-niqueis" e as drogas. Montou um entreposto em Porto Seguro, ostensivo, para quem quizesse ver. Preso, transformou a sua cela em suite de hotel de luxo. Brincou com o carnaval e com o futebol. Teve seguidores, como o capitão Guimarães. Faziam conexão com a cosa nostra. Hoje em dia, quem faz?


São Paulo, do bandeirantismo que vai da caça aos índios até 1932. Non duco, ducor! É a a capital da FIESP.

No legado do executivo que morreu ontem fica também a hecatombe de Mariana! A morte iguala as pessoas



E aí temos a Justiça a desserviço da Nação, do bom-senso, usando palavras enigmáticas em frases mal construídas.

Dificilmente o STF deixará de punir Lula, pela avaliação feita sobre a "suprema" Corte. Houvesse dignidade, e o STF, ainda que condenar Lula à prisão, deveria, em respeito à Nação, chamar a si a responsabilidade de julgamento.

Os Bandeirantes pensam pelo avesso? Os protestantes buscam abrigo à sombra da pirâmide da FIESP, a entidade que representa o segmento empresarial o mais retrógrado do Brasil, defensor da extinção das leis do trabalho, substituindo-as por normas de "terceirização". 

O ponto máximo da alienação dos imbecis que querem a quebra da Ordem: deixam-se acolher pela FIESP, o símbolo do pré-capitalismo explorador de mão-de-obra escrava.

os escritores se exilaram depois do dia primeiro de Abril?
Alguns foram presos no correr dos 25 anos de autoritarismo. Outros foram embora. Hoje, quase todos estão mortos. Fizeram uma geração maravilhosa. Mas acredito que há uma renovação, que há muita gente jovem competente. O projeto "Senhor" morreu, como toda inteligência, na época. Ou quase toda: restaram algumas ilhas. Mas agora temos outros tempos (que não me agradam, sem sombras de saudosismo emocional

Salário decente para o professor é o ponto de partida para reforma do ensino e para reformar o Brasil.

Viva o país dos políticos ricos, que não é o nosso País, onde parte considerável da população ainda vive abaixo da linha de pobreza absoluta. E não podemos esquecer que não se trata de "salário", mas de "pro-labore" para fazer negociatas!

a tese da "anistia ampla e irrestrita" fere inteligência e a dignidade humanas. O Brasil tem sido exceção no âmbito da América Latina, ao ser tão complacente com os crimes cometidos durante a ditadura. Não se trata de conceder indenizações e pensões, no que tem havido excessos, mas de respeito, ainda que tardio, aos direitos do indivíduo e do cidadão.

Estados Unidos e China são os dois grandes bandidos. Por que não boicotá-los? É impossível? Sim, por falta de coragem 

A previdência privada cresceu, impulsionada pela precariedade da pública. Com raras exceções, é composta por empresas comerciais que querem e ganham muito dinheiro, desrespeitando clientes que, no momento em que buscam atendimento, já estão fragilizados.

Quando Brasília foi inaugurada ela se apresentava como símbolo de esperança. Hoje, envelhecida, até mesmo na sua arquitetura, ela simboliza a corrupção dos poderosos, a negação do povo brasileiro, a arrogância temerária dos políticos que não souberam ser "procuradores" dos cidadãos, passíveis de terem as suas procurações caçadas.


Os presidentes dos EUA, como Reagan, além de mandad matar pessoas, como John Lennon, assaltava o que?
Nixon, oficialmente, iniciou a perseguição, pretendendo a expulsão de Lennon, não foi isso? Claramente, preferia que ele morresse. Muito pouco imaginativos, os norte-americanos sempre usam o mesmo tipo (um semi-louco) para fazer o serviço sujo; em seguida, eles morrem!
Protestando
Gerivaldo Neiva
Enquanto crianças ainda morrem de fome, 
de morte morrida ou morta matada,
de balas perdidas ou achadas.
Enquanto adolescentes, para suportar a dor da vida que lhe foi imposta,
tornam-se dependentes de drogas.
Enquanto jovens pobres, negros e periféricos
são mortos por soldados também pobres, negros e periféricos.
Enquanto juízes encarceram delinquentes comuns
em penitenciárias fétidas e abarrotadas de lixo humano.
Enquanto sem terra e sem teto marcham e ocupam terras e prédios
que não cumprem a função social e, mesmo assim, a Constituição não lhes servem
e são despejados por mandados legais, mas despidos de Justiça.
Enquanto índios choram por sua terra e antepassados,
fazendo gemer cada galho e cada bicho da mata.
Enquanto gays são mortos por serem apenas gays,
 ou por pais que não suportam filhos gays,
ou por homofóbicos que não suportam qualquer gay.
Enquanto esses longos séculos de opressão e exclusão teimam em não ter fim...
Enquanto sangram os sonhos de tantos que morreram por pão, terra,
e liberdade;
Enquanto sangra o sonho do Estado Democrático de Direito, que assegura exatamente o direito de discordar, protestar e ser julgado com a proteção do contraditório, ampla defesa e devido processo legal;
Enquanto sangra a utopia de um mundo igual e solidário,
é hora de protestar.
Protestar contra todas as injustiças do mundo, contra todas as formas de exclusão, contra todos os preconceitos e contra todas as formas de exploração.
Protestar contra o arbítrio, o autoritarismo e defender sempre a liberdade e a democracia.
Jamais retroceder e revolucionar sempre.
Protestar e juntar-se aos excluídos e marginalizados por inclusão e abundância de pão, terra e liberdade.
 Protestar e sentir-se no lugar do outro, sentir sua fome e sua dor.
Protestar para que mesmo aqueles que tentam segurar o bonde da história também tenham o direito de protestar em vão, pois a história não tem freio e nem marcha ré.