quinta-feira, 23 de março de 2017

PORQUE A RUPTURA SOCIAL É ABSOLUTAMENTE INADIÁVEL PARA O SALTO HISTÓRICO QUE ESSE PAÍS NECESSITA. Texto de Aldo Fornazieri, 
Pessoas das mais variadas posições políticas, dos mais diferentes calibres intelectuais e das mais diver
sas posições sociais têm lamentado uma suposta excessiva polarização que estaria ocorrendo no Brasil. Leandro Karnal, após publicar a foto de seu famoso jantar com o juiz Moro e ver-se tolhido por críticas de muitos e ungido pelos elogios de outros, lamenta a polarização, mais uma vez. Na verdade, ou melhor dizendo, a verdade efetiva das coisas mostra que a crítica à polarização no Brasil, em todos os tempos, sempre esteve a serviço da dominação de elites predatórias e sempre se configurou como o exercício da hipocrisia nacional.
A outra face da crítica à polarização é a ideia paradigmática de que o povo brasileiro “é ordeiro e pacífico”. As exigências de ordem e paz, de harmonia, nasceram no Brasil Colônia, atravessaram o Brasil Império e se instalaram no Brasil República. Em nome dessas ideias, dissidências foram massacradas, opositores foram exilados, críticos foram calados. Em nome dessas ideias, a violência explícita ou dissimulada das elites sempre procurou auferir a áurea de legitimidade, proclamando-se ação necessária para harmonizar os conflitos banindo da cena política e social os elementos “perturbadores”, os “indesejáveis”, os “subversivos”, os “desordeiros”, enfim, um rosário instrumental de adjetivações a serviço do mando violento e excludente.
A crítica à polarização e a falta do combate cívico virtuoso fizeram do Brasil o que ele é: um país sem presente e sem futuro; um país incapaz de dar-se uma comunidade de destino. Foi esta dupla dinâmica que fez com que alguém disse que, com a independência do Brasil, os portugueses não perderam uma colônia, mas ganharam um reino. Esta mesma dinâmica fez com que a proclamação da República fosse feita por um marechal monarquista, adoentado, posto sobre um cavalo para liderar uma marcha militar, fazendo com que a res publica nascesse sem povo, sem terra e sem o pronunciamento de um tumulto cívico que lhes desse uma origem efetivamente popular. A síntese perversa deste ato foi captada pelas famosas palavras de Aristides Lobo que afirmou que o povo assistia, “bestializado”, aquele acontecimento sem compreender o seu significado.
Exigir, neste momento, a despolarização, o debate polido, as maneiras finas e educadas, significa exigir que o povo permaneça bestializado. No Brasil, o povo sempre foi tratado como serviçal, como escravo, como ignorante, como grosseiro, cujo único atributo seria trabalhar e servir. As elites sempre se reservaram o monopólio do luxo, do dinheiro, dos vícios e da corrupção. Pois bem. Nos momentos críticos, de incerteza acentuada acerca do amanhã, essas elites mal-educadas, incluindo a intelectualidade que as servem, exigem boas maneiras daqueles que nunca foram bem tratados. O povo e os ativistas cívicos, precisam aprender a tratar com grosseria as elites violentas, luxuriosas, vaidosas, corruptas, expropriadoras, sonegadoras, pois esta é a forma polida que merecem ser tratadas por terem construído uma sociedade injusta e brutalmente desigual.
É legítimo cobrar posicionamento dos intelectuais
Chega a ser um acinte que os bem falantes dos livros e das mídias exijam despolarização, recato e polidez em uma sociedade moralmente dilacerada, materialmente humilhada, culturalmente deserdada. É preciso dizer não a essa exigência de despolarização que criou, cultiva e dissemina o mito da democracia racial, sempre atualizado em cada momento histórico com a manutenção de novas formas de existência de semi-libertos dos afro-descendentes e de extermínio dos índios.
Como exigir despolarização no momento em que a democracia foi golpeada, em que os direitos sociais são destruídos, em que a cultura, a educação e a saúde pública sofrem agressões e danos ruinosos? Como exigir polidez quando a juventude está desesperançada e a velhice temerosa porque não se encontra ao abrigo das misérias e não tem amparo no momento em que mais precisa dos serviços públicos da saúde? Como exigir diálogo com um governo que é a face desnudada da corrupção, do machismo, da falta de recato e da indiferença completa com a sua própria degradação?,
Neste momento de desesperança é preciso cobrar dos intelectuais, sim, um posicionamento acerca da situação política do país. Os intelectuais são figuras públicas e, como tais, estão submetidos ao crivo do público e às exigências demandadas pelo processo de formação da opinião pública. É bem verdade que parcelas dos intelectuais se tornaram idiotas da objetividade e se refugiam numa suposta neutralidade que não existe. Também é verdade que parte da mídia conferiu o estatuto intelectual e de juízes da nação a vendedores de consultorias, que são partes interessadas no doloroso ajuste jogado sobre os ombros vergados dos mais pobres.
Mas convém lembrar que os intelectuais de todos os tempos, dentre os mais representativos, a começar por Sócrates, Platão e Aristóteles, chegando ao mundo moderno e contemporâneo, pugnaram pela cidade justa, pela república justa, pela nação justa. Denunciaram as injustiças, combateram as desigualdades, enfrentaram tiranias e ditaduras, sofreram violências, exílios, prisões, quando não a morte.
Um intelectual autêntico não pode ser um acólito do poder, um cortesão oportunista, um frequentador de palácios, um comensal dos poderosos. Os intelectuais autênticos devem ser a voz pública dos reclamos de justiça e, pela simbologia e representatividade que carregam, precisam elevar-se acima dos outros para denunciar as mazelas do poder e dos poderosos, de sua opressão, de suas arbitrariedades e de suas tendências contrárias à liberdade.
Dentre todas as incompletudes humanas, dentre todas as incompletudes do mundo, um poder que não esteja assentado sobre as virtudes do povo e que não esteja a serviço do interesse comum, é a maior das incompletudes. O poder do Estado é o organizador de todas as outras atividades. E se ele não é virtuoso, desestrutura e destrói a nação, a sociedade, a moralidade, o bem estar, o desenvolvimento, a educação, os direitos, a cultura.
O governo Temer promove, hoje, este tipo de devastação do Brasil. É um governo que precisa ser denunciado e removido. Para isto é necessário o dissenso, a polarização e o conflito. Nas repúblicas democráticas bem constituídas não é o consenso, não é a paz dos cemitérios, não é a passividade que constroem bem estar e boas leis. Somente as virtudes combativas e o ativismo cívico são forças capazes de imprimir um outro rumo ao Brasil. (nao é meu o texto}
Quem sabe os ditadores não o põe  FHC como Presidente de novo? A esperança é a última que morre.

LULA sabe, ou deveria saber, que a Justiça, em todos os seus níveis, está comprometida com o "golpe branco": desde o juiz de primeira instância, no interior paulista ou de Curitiba, até ministros do STF, desde os Tribunais de Contas até a Procuradoria Geral da República. 

Os Bandeirantes pensam pelo avesso? Os protestantes buscam abrigo à sombra da pirâmide da FIESP, a entidade que representa o segmento empresarial o mais retrógrado do Brasil, defensor da extinção das leis do trabalho, substituindo-as por normas de "terceirização".
O ponto máximo da alienação dos imbecis que querem a quebra da Ordem: deixam-se acolher pela FIESP, o símbolo do pré-capitalismo explorador de mão-de-obra escrava.


A quem interessar possa: para que não se façam afirmações levianas:
"Entre as revistas, a semanal Veja recebeu R$ 19,9 milhões --o ano em que recebeu mais foi 2009, quando o governo federal lhe destinou R$ 43,7 milhões. No total, a revista já recebeu R$ 370,9 mi de Dilma e Lula. Abaixo dela vem a Época, com R$ 168, 4 mi, a IstoÉ, com R$ 145,4 mi e a CartaCapital recebeu R$ 61 mi, 16,4% do destinado à Veja."

http://www.correiodobrasil.com.br/ipes-millenium-patrocinio-golpe/

Se as pessoas se mobilizassem tbm pras questoes q ns afligem . Bm o bloco foi feito para reacender esta chama. O bom e que muitos tiveram a mesma ideia mas dps do carnaval...As mascaras caem e vem a desmobilizacao7 o afastamento e a rotina de desmotivacao popular. A gente vai tentando fazer alguma coisa. Colocando ns tijolinho.
"Defesa Sanitária. Uma Embratur?
Precisamos de muita precaução, este vídeo que um médico veterinário faz uma defesa da sanidade da Carne Brasileira de forma bem enfática, e que muitos ativistas virtuais vem compartilhando, me obriga expor uma posição , e que no meu ponto de vista, tem gente séria defendendo a prioridade na preservação dos Empregos.
Afirmam os Golpistas através de seus Agentes bem pagos, a utilizarem de meias verdades para pescar nas bacias das Almas,Inocentes Uteis. Voltando ao vídeo viralizado ,em defesa da Defesa Sanitária, e que no fundo defende a estrutura e o modelo de fiscalização do *MAPA*,dando aval para o agro-negócio, altamente corporativo, uma reserva de mercado dos médicos veterinários e de engenheiros agrônomos, na realidade uma​ Embratur dos frigoríficos e do agronegócio. Existem duas Câmaras Técnicas para definição das politicas de fiscalização e definição das medidas de controle dentro do MAPA, (veja no site}quem são os seus coordenadores. É deles o controle , não adianta o Sr. Ministro usar e tentar vender gato por lebre, como se diz "a casa caiu", isso é um capitalismo sem o menor risco. Vamos fazer um exercício, se dentro do Sistema de Vigilância Sanitária, quando ocorreu em 1988 , os escândalos dos medicamentos sem procedência (falta de qualidade, e falsos), os farmacêuticos responsáveis pela garantia de qualidade, fossem agentes do SUS/Anvisa, na realidade a Vigilância Sanitária teria dado a resposta ao Povo Brasileiro. Quem e qual melhor Sistema respondeu? Isso antes de existir a Anvisa, que também está sobre ataque para ter sua politica de fiscalização e controle "privatizada". O sistema de DEFESA do Ministério da Agricultura Pecuária e Pesca - MAPA, defende o agronegócio no geral, sabemos que existem resíduos de hormônios, antibiótico e outros resíduos MV no frango; na carne bovina e suína e nos lácteos, e os resíduos de agrotóxicos. Pergunto porque isso não foi pautado? Esses desvios de qualidade e outros, já foram noticiados, claro que sem essa pirotecnia​ da Lava Jato. Quem quer se aprofundar ,é só buscar o Dossiê ABRASCO,e saberá que estamos consumindo 7,2 litros de veneno por ano. Este segmento é um dos aliados principais das Monsanto da Vida, e as defendem verbalmente e nas suas práticas produtivas. É o tal Circulo Virtuoso as avessas, anti Povo Brasileiro, o circulo do Capital. Não podemos esquecer, são contra a agricultura familiar e já patrocinaram e estão envolvidos nos desmatamentos na Amazônia; e o pior ,alguns patrocinam mortes dos índios Guaranis Kaiowa e outros, de nossos irmãos dos Povos Originários; perseguem todos os Movimentos Sociais e principalmente o MST. Colocando seus agentes em tentativas de cooptação e/ou intimidação, sem negar a eliminação seletiva, como ocorreu no Pará esta semana. E outros de muitos de nossos heróis anônimos, de nossa História de Resistência e Lutas enquanto Povo Brasileiro, Sem esquecer o envolvimento do segmento nas práticas análogas a trabalho escravo, amplamente noticiadas e documentadas pelos auditores do Ministério do Trabalho e Emprego. Quem conhece saúde do trabalhador, sabe dos inúmeros casos de Ler-Dort, dos transtornos de saúde mental, e muitas outras; das jornadas exaustivas apesar da existência da NR-36. Não podemos compactuar com os mais fies representantes do escravagismo temeroso . Urge desprivatizar os Serviços de Defesa Sanitária do Mapa e exigir o cumprimento do artigo 200, inciso VI da tão mal tratada Constituição Federal pelos Golpistas. Portanto, cautela e caldo de galinha caipira, não faz Mal a ninguém.