domingo, 9 de abril de 2017

por Roseli Goffman

1) http://moishe-hess.blogspot.com.br/2008/04/os-judeus-na-africa-parte-i.html?m=1


2) http://internacional.estadao.com.br/blogs/gustavo-chacra/michel-gherman-explica-as-duas-israel-tel-aviv-x-jerusalem/
Sobre o almirante Othon e descasos -por Maria Fernanda Arruda
Tratamos da prisão do contra almirante Othon, veterano cientista com méritos reconhecidos mundialmente. Raro brasileiro a realmente trabalhar para o país. Com a ligeireza de cágados alguns parlamentares vem expor o absurdo e 'pedir' comutação da pena ou indulto ou extinção. Pena que foi enfeitada pelos números do CP/CPP mas que se sabe significar prisão perpétua,dada a idade do condenado.
Ninguém no mundo alfabetizado deixa de comparar a situação e o sofrimento imposto por mero capricho de um juiz que serve os EUA. Compara-se a ação com o que se registrou ao fim da segunda guerra,quando os EUA+Inglaterra montaram projetos para resgatar para seu proveito os cientistas que trabalhavam para Hitler, entre os quais pontificava Werner von Braum.
Veja-se que tal cientista foi criador das armas ditas bombas voadoras (foguetes V-1 e V-2) que destruíram e mataram centenas de ingleses ao alvejar Londres. Mas o valor desse cérebro, por raro, valia mais do que uma vileza ou pueril vingança como se dá no Brasil. Tanto que foi ele, resgatado, quem veio a proporcionar o voo que colocou os pés humanos pela primeira vez na lua.
Aqui, como se houvesse massa de cérebros atuando em novos conhecimentos, a estupidez enclausura um dos únicos por conta de delação feita sob minuta de um juiz preparado pelos EUA para impedir nosso progresso.
Fica ridículo esse assunto estar nos anais do Congresso e na mídia mundial como um embate entre uma lesma e um glorioso cientista que, além de já ter criado o melhor método do mundo para enriquecimento de urânio, trabalhava em criação de energia elétrica proveniente de hidráulica.
Veja-se o disparate. Essa ação imoral, que resultou na prisão sob desculpa de delação - negada e mal esclarecida - foi 'arte' de juiz que tem cor politica do pior jaez e carrega o contra-cheque de julgador com os acréscimos que sua casta se auto-outorga e triplica seu salario legal. É esse o agente da moralização em equipe alentada pelo STF, o mesmo que coordenou o golpe contra a presidenta eleita legalmente.
A vergonha é se ver tantos traidores em conjunto para ceder nossos bens ao cúpido financiador de degenerados togados e mais fardados que em seu silêncio, a tudo assistem como pasmados.
A demonstração de estupidez que se encerra nesse tétrico espetáculo será tão vergonhosa com a traição que lhe serve de moldura praticada pelos golpistas que estão entregando o Brasil algemado ao invasor que já começou a assumir nosso pré-sal, conforme prometido pelo inimigo sórdido, desde sua candidatura em eleição anterior e agora leva de ágio nossa base de Alcântara, nióbio, urânio industria aeronáutica, naval e ainda cerceia qualquer progresso no campo tecnológico.
QUANTA DESTRUIÇÃO SE PERMITIU A JUIZ EM PREJUÍZO DE TODA A SOCIEDADE. LEVOU JUNTO COM SEUS 'JETONS' EM DÓLARES AMERICANOS A PRETENSÃO DE HAVER UM PAIS COM DIGNIDADE E INDEPENDÊNCIA.
Maria Fernanda​, escritora.​
CASTIGO SEM CRIME 

A paráfrase do título propositalmente remete ao célebre romance de Dostoievski por ter a conotação da angústia similar focalizada naquele e que ora atinge a nós brasileiros. Por uma década experimentamos um crescente orgulho de ver a recuperação pós ruínas que foi a era FHC.
Os dois primeiros anos de Lula nem entram na conta já que foram de mera recuperação do desastre. Mas, a seguir, vimos um novo Brasil a olhar para o futuro e investir em seu maior patrimônio, seu povo. Diz disso, acima de minhas palavras, as estatística do salário mínimo e ganhos dos programas de recuperação social atestados pelo DIEESE (salario familia, minha casa minha vida etc) além de medidas na saúde e proteção a idosos (farmácias e distribuição de remédios). Nem todos deram valor mas foi essa política que transformou a crise mundial de 2008 em simples 'marolinha' em nosso país. Foi, com a malícia da mídia maldita, ridicularizada, mas basta compulsar os dados e se tem de reconhecer que o presidente deu um 'banho' de bom senso aos teóricos economistas -todos - ao jogar valor ao mercado interno e superar a crise.
Mas a visão do estadista foi além. Com seu vínculo de origem nordestina, teve argúcia para empreender plano centenário (de gaveta) e dar a mais forte contribuição para minorar o sofrimento causado pelas secas do pedaço em que nasceu. Obra essa que se compara em tamanho à construção da capital e com igual quantidade de criticas dos invejosos.
Sob essa visão e empenho administrativo o Brasil cresceu. Foi guindado de décima terceira à sexta potência no ranking em que se mede poder econômico/social, além ter sido consagrado no mundo pelo sucesso de recuperação social e combate aos desassistidos (dado como exemplo e copiado). Nós passamos a ter presença digna, sem bajulações ignóbeis, no desempenho diplomático a nos fortalecer, todos, na recuperação do orgulho perdido. Mas, como no romance citado, veio um juiz (em nosso caso um simulacro) que em seu grupo disse ter convicção de crime... Sim. Houve o crime de subversão de valores tradicionais em que sempre se fazia pelos banqueiros e gananciosos empresários e se direcionou atenção a carentes - mas tão ou mais brasileiros do que todos! Crime?  Claro! Se temos uma justiça que prima por condenar (pobre, preto,prostitutas e petistas), como deixariam de condenar? Ache-se crime e se não for achado condene-se por falta dele. Essa passou a ser a ordem de raciocínio togado que evoluiu com alento de dólares americanos a ponto de se golpear a presidenta que continuava a obra. E o resultado disso? Escatológico. Togados arrogantes transferiram, ao arrepio da lei e do Direito, o mandato de quem conduzia nosso pais ao grupo infecto de golpistas, capachos como eles, servis ou mercenários dos EUA. 
Poderia haver maior "castigo"?

por Maria Fernanda Arruda, escritora e midiativista.